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A Reconstrução do Corpo na Contemporaneidade: identidade, diferença e deficiência

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Kátia Coutinho

on 2 October 2015

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A RECONSTRUÇÃO DO CORPO NA CONTEMPORANEIDADE: IDENTIDADE, DIFERENÇA E DEFICIÊNCIA

Kátia Soares Coutinho

Mestranda (PPGEDU/UFRGS)
Bibliotecária da Escola Estadual Técnica em Saúde, no HCPA (ETS)

IDENTIDADE E DIFERENÇA NA PÓS-MODERNIDADE
INTRODUÇÃO

Início deste século: a construção e a crise de identidade são temas para reflexão a serem abordados na perspectiva dos Estudos Culturais.

Em tempos pós-modernos, a reconstrução do corpo - e da identidade - é cada vez mais pessoal e possível.

“Mudaram os modos de se construir o ‘eu’ e mudaram também os alicerces sobre os quais se sustenta esse complexo edifício.”

(SIBILIA, 2009).

Como a identidade das
pessoas com deficiência
está sendo reconfigurada através do uso das novas tecnologias digitais?
?
Identificar novas práticas (interdisciplinares) de uso das tecnologias mediadas por computador - práticas estas que auxiliam a potencializar as funções do corpo humano e a reconfiguração identitária na contemporaneidade, propiciando a inclusão das pessoas com deficiência.
Objetivo deste ensaio:
Woodward (2003, p. 55): “[...]
as posições que assumimos e com as quais nos identificamos constituem nossas identidades
[...]”,
"pois quem as cria
” - segundo Silva, T. (2003, p. 76), - “
é o mundo da sociedade e da cultura. A identidade e a diferença são criações sociais e culturais.”

Silva, T. (2003, p.77-78)

mostra a importância do ato da fala (Saussure), pois é por meio da nomeação que identidade e diferença são instituídas como tais “[...] a linguagem é, fundamentalmente, um sistema de diferenças. [...] A identidade e a diferença não podem ser compreendidas, pois, fora dos sistemas de significação nos quais adquirem sentido.”

Devem ser considerados os aspectos geográficos, históricos e políticos das questões identitárias.
Woodward (2003, p. 55)
:
"afirmação das identidades nacionais é historicamente específica, localizando-se em um determinado ponto no tempo."
REFERÊNCIAS

BAUMAN, Zygmunt.
Identidade:
entrevista a Benedetto Vecchi. Rio de Janeiro: Zahar, 2005.

HALL, Stuart. Quem Precisa de Identidade? In: SILVA, Tomaz Tadeu da. (Org.).
Identidade e Diferença:
a perspectiva dos estudos culturais. 9. ed. Petrópolis: Vozes, 2003. P. 103-133.

INOVAÇÃO TECNOLÓGICA.
Luva-teclado permite usar computador com uma mão só.
26 out. 2012. Disponível em: <http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=luva-teclado-usar-computador-mao-so&id=010150121026>. Acesso em: 28 dez. 2012.

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE).
Censo Demográfico 2010:
características gerais da população, religião e pessoas com deficiência. Rio de Janeiro: IBGE, 2012.

MALAJOVICH, Maria Antonia.
Biotecnologia.
Rio de Janeiro: Axcel, 2004.

PEREIRA, Lygia da Veiga.
Sequenciaram o Genoma Humano... E Agora?
2. ed. São Paulo: Moderna, 2005. (Coleção Polêmica).

SIBILIA, Paula. Sociedade do Espetáculo: só é o que se vê.
IHU on-line: Revista do Instituto Humanitas Unisinos
, São Leopoldo, ano 9, n. 290, 20 abr. 2009. Disponível em: <http://www.ihuonline.unisinos.br/index.php?option=com_content&view=article&id=2497&secao=290>. Acesso em: 20 dez. 2012.

SILVA, Adriana de Souza e. Do Ciber ao Híbrido: tecnologias móveis como interfaces de espaços híbridos. In: ARAÚJO, Denize Correa (Org.).
Imagem (Ir) Realidade:
comunicação e cibermídia. Porto Alegre: Sulina, 2006.

SILVA, Tomaz Tadeu da. (Org.). A Produção Social da Identidade e da Diferença. In: ______.
Identidade e Diferença:
a perspectiva dos estudos culturais. 9. ed. Petrópolis: Vozes, 2003. P. 73-102.

WOODWARD, Kathryn. Identidade e Diferença: uma introdução teórica e conceitual. In: SILVA, Tomaz Tadeu da. (Org.).
Identidade e Diferença:
a perspectiva dos estudos culturais. 9. ed. Petrópolis: Vozes, 2003. P. 7-72.
Hall (2003, p. 108) concorda: “[...] as
identidades estão sujeitas a uma historicização radical, estando constantemente em processo de mudança e transformação.”
A
identidade
, assim como a
diferença

acrescenta Silva, T., (2003, p. 80-81), "[...]
é
uma relação social
.
[...]
sua definição – discursiva e linguística – está sujeita a vetores de força, a relações de poder. Elas não são simplesmente definidas;
elas são impostas
. Elas não convivem harmoniosamente, lado a lado, em um campo sem hierarquia;
elas são disputadas
.
[...]
Na disputa pela identidade está envolvida uma disputa mais ampla por
outros recursos simbólicos e materiais da sociedade
."
Quadro 1 - Elaborado pela autora com base em Silva T. (2003, p. 101).
Bauman (2005, p. 19) usa a metáfora do “líquido” para analisar aspectos da pós-modernidade, como a identidade em constante movimento:
“[...] as identidades flutuam no ar, algumas de nossa própria escolha, mas outras infladas e lançadas pelas pessoas em nossa volta, e é preciso estar em alerta constante para defender as primeiras em relação às últimas.”
IDENTIDADES EXCLUÍDAS: DEFICIÊNCIA
Sociedade pós-moderna:
mudanças nas relações familiares decorrentes das transformações do
mundo do trabalho
- tornou-se
globalizado
e instável.

A escolha de novos “estilos de vida” e a emergência da política da identidade substituíram tradicionais lealdades baseadas na classe social.

“[...]
A etnia e a ‘raça’, o gênero, a sexualidade, a idade, ‘
a incapacidade física
’, a justiça social e as preocupações ecológicas produzem novas formas de identificação.”
(WOODWARD, 2003, p. 39)
Na área educacional, “[...] um currículo e uma pedagogia da diferença [...] deveriam estimular, em matéria de identidade”:
o impensado,
o arriscado,
o inexplorado e
o ambíguo (em vez do consensual e do assegurado, do conhecido e do assentado).
"Favorecer, enfim, toda experimentação que torne difícil o retorno do eu e do nós ao idêntico."
(SILVA, T. 2009, p. 100)
A vida pós-moderna trouxe uma pluralidade de posições disponíveis a cada um de nós
->
experiências de fragmentação nas nossas relações pessoais e no nosso trabalho
(WOODWARD,
2003, p. 30
).
O estigma identitário de que nos fala Bauman (2005) impôs:
a exclusão do mundo produtivo;
o afastamento do convívio social;
a internação manicomial;
a escola especial
e
outros espaços excludentes e discriminatórios
.
No decorrer dos séculos, as pessoas que apresentavam alguma
deficiência física ou mental sofreram discriminação e foram segregadas
por um longo período. Assim, a identidade da pessoa deficiente variou ao longo da história, dependendo das decisões autoritárias dos governantes, dos costumes sociais vigentes e das culturas locais.
“A diferença pode ser construída negativamente – por meio da exclusão ou da marginalização daquelas pessoas que são definidas como ‘outros’ ou forasteiros
[...]”. (WOODWARD, 2005, p. 50).
A situação começou a mudar recentemente através da
criação de movimentos associativos;

elaboração de políticas públicas referentes tanto ao trabalho quanto à educação;

mudanças atitudinais inclusivas que vêm sendo incorporadas lentamente pela sociedade;

desenvolvimento e largo uso das
plataformas virtuais,

redes sociais,

computadores portáteis
que estão propiciando a
acessibilidade digital
para todos.
Woodward (2005, p. 50) enfatiza que
a diferença também
“[...]
pode ser celebrada como fonte de diversidade, heterogeneidade e hibridismo, sendo vista como enriquecedora
[...]”.
Uso interdisciplinar das (TA) através de

artefatos computadorizados - possibilita
a incorporação de elementos externos à estrutura corporal do ser humano,

com o intuito de agregar novas funcionalidades a este corpo que,
(por vezes) não atende ao que dele se espera
para a vida de sujeitos mergulhados em uma cultura híbrida, pluralista e líquida
(BAUMAN, 2005).
Esta fusão entre o humano e o tecnológico
reconfigura também a constituição identitária das pessoas com deficiência,
fazendo-as recuperar funcionalidades de órgãos sensoriais...
...que muitas vezes extrapolam as funções orgânicas e perceptivas de pessoas não-deficientes. Exemplos...
PARA CONCLUIR
Observamos que a
identidade das pessoas com deficiência
vem sofrendo
alterações positivas
decorrentes de
mudanças sociais
importantes, que permitem perceber a
substituição de comportamentos estigmatizantes e segregatórios
por
acolhimento e inclusão
(escolas inclusivas, oportunidades de trabalho, criação de políticas públicas e outras).
Nessa perspectiva...
Dados do último censo demográfico realizado em nosso país –
mais de 45 milhões de pessoas
ou
23,9% da população brasileira apresentam algum tipo de deficiência
(IBGE, 2012).
Luva-teclado
Jiake Liu
(Universidade do Alabama - EUA)
Auxilia na rápida
localização de objetos
, podendo tornar-se útil para
deficientes visuais
e também ser aplicada em
dispositivos de entretenimento
ou como
instrumento musical (sintetizador digital)
. (INOVAÇÃO TECNOLÓGICA)
Considerando que as
TA
, utilizando
dispositivos móveis
como
tablets
e
smartphones
,
auxiliam a participação ativa das pessoas com deficiência
nos diversos
espaços onde atuam e vivem
, pode-se
concluir que as TA promovem
efetivamente uma
reelaboração das identidades destes sujeitos
, proporcionando-lhes
inclusão
e
cidadania
.
Ao enfatizar o alto nível de
automação
dos modernos
laboratórios de bioinformática
onde são estudados os

sequenciamentos genômicos

(
computadores
e
autômatos
),

Malajovich (2004, p. 71) ironiza:
“[...] muitos dos estudos atuais não são mais feitos
in vivo
nem
in vitro
, mas
in silico
.”
Neste contexto, a
informática
, as
telecomunicações
e as
biotecnologias
configuram-se como áreas fundantes da
tecnociência
contemporânea

(SIBILIA, 2006).
Deficiência e Tecnologias Assistivas (TA): reconfigurando identidades
O usuário pode usar no formato de óculos (com a câmera embutida), ou apontar diretamente a câmera para o objeto de interesse (embaixo à direita).
[Imagem: Dupliy/Amedi/Levy-Tzedek] Fonte: Inovação Tecnológica, 7 jul. 2012.
"EyeMusic" (Música para Meus Olhos)
...podem auxiliar a compreensão de movimentos e relações espaço-corporais de forma efetiva por quem é cadeirante ou tem dificuldades motoras.
Jogos/avatares...
Software
SCALA (Sistema de Comunicação Alternativa para o Letramento de Pessoas com Autismo)
, em
tablet
(sistema Android).
Utiliza
pictogramas importados do Portal ARASAAC
<http://www.catedu.es/arasaac/>. Fonte: PPGEDU/UFRGS.
Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA)
* internet banda larga;
* mensagens multimídia/texto;
* câmera digital;
* Sistemas de Posicionamento Global (GPS).
(SILVA, 2006, p. 25).
micro-computadores;
controles remotos;
interfaces sociais coletivas.
(SILVA, 2006, p. 24).
http://worthyhost.com.br/produto/Iphone-5.html>
OBRIGADA!
CONCLUINDO
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