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Singularidades de uma Rapariga Loura

Português - 10º ano Professora Teresa Castro Nunes
by

Maria Simões

on 24 May 2010

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Transcript of Singularidades de uma Rapariga Loura

Singularidades de uma Rapariga Loura Eça de Queirós Biografia do autor Nasceu na Póvoa de Varzim a 25 de Novembro de 1845
Era filho ilegítimo de José Maria Queirós e Carolina de Eça
Viveu em Vila do Conde, em Aveiro e no Porto
Tirou o curso de Direito na Universidade de Coimbra
Exerceu advocacia e jornalismo, tendo trabalhado e dirigido revistas
Viveu em Leiria e mais tarde em Inglaterra e em França
Casou com Maria Emília de Castro
Morreu em Paris em 1900
A Acção Primeiro momento: Introdução. Descrição de Macário e contextualização no espaço e no tempo.

Segundo momento: Primeiro diálogo do sujeito de escrita com Macário

Terceiro momento: o sujeito de escrita instala-se no mesmo quarto que a personagem principal

Quarto momento: Início da narração da acção principal

Quinto momento: Macário conhece as vizinhas de vista e apaixona-se pela mais nova

Sexto momento: As Vilaças visitam o armazém do tio Francisco

Sétimo momento: Desaparecimento dos lenços

Oitavo momento: Diálogo de Macário com o amigo do chapéu de palha

Nono momento: primeiro diálogo de Macário com Luísa

Décimo momento: serão em casa das Vilaças; desaparecimento de uma peça de jogo

Décimo primeiro momento: o Macário "do presente" declara que naquela altura tinha decidido casar com Luísa

Décimo segundo momento: O tio Francisco expulsa Macário de casa

Décimo terceiro momento: Macário perde tudo

Décimo quarto momento: Macário tenta convencer o tio a aceitá-lo de volta

Décimo quinto momento: Macário viaja até Cabo Verde

Décimo sexto momento: Regresso da personagem principal a Lisboa e pedido da mão de Luísa à mãe

Décimo sétimo momento: Macário perde tudo outra vez

Décimo oitavo momento: O tio aceita-o de volta

Décimo nono momento: Macário e Luísa vão a uma ourivesaria, onde esta rouba um anel

Vigésimo momento: Macário termina a relação com Luísa
Modo de combinação das sequências: encaixe (a narração da acção principal é introduzida no relato de uma noite de Setembro numa estalagem do Minho). Narrativa: fechada (a acção principal é concluída; todos os pormenores da relação entre Macário e Luísa são resolvidos – sabemos que esta termina). O Tempo e o Espaço O conto passa-se em vários espaços; os mais relevantes são aqueles em que decorre a acção principal:
o armazém do tio Francisco em Lisboa (“...seu tio Francisco tinha, em Lisboa, um armazém de panos, e ele era um dos caixeiros”)
a casa de D. Maria da Graça (“Logo no primeiro sábado Macário (...) curvava-se diante da esposa do tabelião, Sr. D. Maria da Graça...”)
a casa das Vilaças (“...Macário era recebido em casa da Vilaça...”)
a hospedaria para onde Macário vai quando é expulso de casa (“...Macário achava-se no quarto de uma hospedaria da Praça da Figueira...”)
a estalagem para onde se muda mais tarde (“...mudou para uma estalagem barata...”)
Cabo Verde (“...trazia de Cabo Verde...”)
a loja de ourivesaria (“...arrastou-o brandamente para a loja do ourives”) Espaço físico: Lisboa e Cabo Verde.

Espaço social: classe média-alta (“...seu tio Francisco tinha, em Lisboa, um armazém de panos...”, “São doze mil réis de lenços. Lance à minha conta”). As Personagens Personagens principais:
Macário
Luísa
tio Francisco
amigo do chapéu de palha
caixeiro da ourivesaria
personagens secundárias:
mãe de Luísa
beneficiado
Sr. Eleutério Peres
Figurantes:
criada da estalagem do Minho
Senhoraª D. Maria da Graça
amigos do tio a quem Macário pediu ajuda
todas as pessoas que se encontram na rua e/ou nos serões sociais

Composição das personagens
Macário: personagem modelada - apresenta diversos sentimentos e emoções (“...estava louco por ela”, “E Macário tinha vontade de lhe bater”).
Luísa: aparenta ser uma personagem plana (“Tinha o carácter louro como o cabelo...”, “...falava pouco...”), mas revela-se modelada (“Essa senhora tirou dali o anel”).
Tio: personagem modelada - muda de opinião; apresenta densidade psicológica (“Despedido de casa”, “Oh! burro, pois quer-se ir desta sua casa?”).
Amigo do chapéu de palha: personagem modelada - revela-se desonesto (“...trazia-lhe um desenlace”, “O seu amigo é um canalha!”).
Caixeiro da ourivesaria: personagem plana - age sempre da mesma maneira (“Essa senhora tirou dali o anel”, “E tirou-o dali...”).
Retrato de Macário
Na sua juventude, Macário tinha o cabelo louro aos caracóis e usava barba curta (“Macário, nesse tempo, era louro, com barba curta. O cabelo era anelado...”).
Era uma pessoa tímida (“Disse-me ele que sendo (...) mesmo tímido...”), simples, trabalhadora, honesta (“Um trabalho escrupuloso e fiel (...) era todo o interesse da sua vida”) e ingénua (“...os espíritos eram mais ingénuos, os sentimentos menos complicados”, “...ainda não tinha «sentido Vénus»”). Caracterização: directa (“...mulher com cabelo preto solto e melado...”, “...um nariz adunco, uma enorme luneta de tartaruga, a pluma de marabout nos seus cabelos grisalhos”). Narrador Na primeira parte da história, o narrador é autodiegético (“Mas eu estava assim...”). No decorrer da acção principal é heterodiegético (“Tinha-se passado uma semana, quando um dia Macário viu...”).

Ponto de vista: focalização interna, pois o narrador refere determinados sentimentos das personagens sem, contudo, as manipular (“...o Sr. Macário é que não teve sensação alguma...”). Modos de representação da narrativa Excerto narrativo: “Perguntei-lhe (...) se ele era de Vila Real”.
Excerto descritivo: “...tinha uma calva larga, luzidia e lisa...”.

No excerto narrativo, o verbo “perguntar” indica acção, movimento. No excerto descritivo o uso dos adjectivos “larga”, “luzidia” e “lisa” pára a acção, limitando-se a caracterizar a calva de Macário.
Recursos estilísticos Hipérbole: “estava louco por ela”.
Demonstra um exagero face ao amor que Macário sentia por Luísa: ele não estava louco; apenas apaixonado.

Comparação: “...loura como uma vinheta inglesa...”.
Compara o tom do cabelo de Luísa com a cor dos selos ingleses da época.

Dupla Adjectivação: “...cabeça loura e amorosa”.
Refere-se ao tom do cabelo da amada de Macário e caracteriza a sua cabeça como sendo bela, doce.

Repetição: “...ela gira, gira...”.
O uso repetido do adjectivo “gira” pretende tanto realçar a beleza de Luísa como fazer um jogo de palavras com “...o giro da peça de ouro nova”.

Enumeração: “...as viagens trabalhosas (...) as viagens ao interior das terras negras...”.
Lista das descobertas de Macário em Cabo Verde; dá relevância ao trabalho duro que ele fez na altura.
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