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Capacitação Parte1: Introdução ao trabalho com voluntários

Esta é a primeira parte de uma série de capacitações a respeito da gestão do voluntariado no TETO
by

Ariel Macena

on 27 November 2013

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Transcript of Capacitação Parte1: Introdução ao trabalho com voluntários

Por que não somos todos voluntários?
Capacitação 1: A opção de
trabalhar com voluntários

Introduzir novas ferramentas de gestão de voluntariado aos diretores e coordenadores de FeV, bem como aos diretores e coordenadores de outras áreas/etapas que trabalhem liderando voluntários.
-Extrair soluções práticas da revisão teórica de conceitos relacionados ao voluntariado.
Objetivo Geral
Objetivos Específicos
Esta apresentação está associada ao documento em Word "Capacitación Parte 1: Introducción al trabajo con voluntarios" que se encontra no site de FyV

Os perfis psicológicos foram construídos com ajuda da fundação Yo Voluntario.
Por que não somos todos voluntários?
PERFIS PSICOLÓGICOS DE PESSOAS QUE PARTICIPAM DE VOLUNTARIADO
1. Voluntários de acompanhamento e apoio de projetos
- Fornecem tarefas de apoio, gostam de trabalho em campo; em relação direta com famílias e comunidades.
- Eles querem produzir efeitos concretos e visíveis.
- Executam tarefas que outros os atribuem. Necessitam tarefas e instruções bem definidas, não gozam de muita pró-atividade nem iniciativa, mas seguem facilmente as instruções.
- O "pagamento" que buscam ter como voluntário é a gratificação e a alegria (ou sorriso) do outro. Depende afetivamente da satisfação da família ou da comunidade.
Este perfil de voluntários são aqueles que preferem permanecer sempre como voluntário em um plano de HS ou ajudando como voluntário em construções. Eles não gostam de assumir posições de liderança, muito menos tarefas de escritório, mas podem ser muito comprometidos em suas tarefas.
Estratégia formativa recomendada
A principal motivação dos voluntários é a EMOÇÃO, trabalhar a partir dos conceitos tangíveis (o que vêem, ouvem, etc. na comunidade em que trabalham).

Por esta razão, os principais conceitos de formação que devemos trabalhar com esses voluntários são:
- Relação horizontal com outros voluntários e com as comunidades.
- Como a pobreza afeta a vida de uma pessoa. Analisar a pobreza desde a psicologia: o que pode causar em uma criança.
- Trabalhar a formação de conhecimento desde o local: a realidade do assentamento ou da área onde se trabalha.
- Em HS, criar espaços onde os voluntários possam compartilhar suas experiências práticas.
- Textos formativos: depoimentos, experiências de vida de famílias e voluntários.
Recomendacões para liderar e acompanhar estes voluntários.
Em gestão:
-Fundamental ter uma capacitação específica contendo postura e como utilizar as ferramentas da área
-Dar instruções concretas com metas, processos e prazos bem definidos.
-Avaliar o processo: perguntar como ele está progredindo com as atribuições dadas, se compreendeu a tarefa.
No acompanhamento:
- Avaliar constantemente sua satisfação e percepção do trabalho realizado. Eles são aqueles que mais têm contato com as comunidades, de modo que a sua percepção do trabalho é essencial para avaliação.
- Melhorar a eficiência no cumprimento de metas e a relação horizontal com a comunidade: é essencial que entenda que buscamos um trabalho conjunto.
- Ao convidá-los para as atividades fora de campo (por exemplo,
Campanha de Captação, instâncias formativas, eventos ou
       coleta) esclarecer como isso beneficia a comunidade
               onde trabalha.
2. Voluntários de tarefas de escritório
- Função relacionada com a logística e administração.
-Gerenciam os elementos necessários para produzir os resultados.
-Entendem a importância do trabalho, aceitam sacrificar o contato com as famílias e comunidades, mas as buscam constantemente. É importante que não se desconectem completamente do trabalho em campo porque, em médio prazo, se desmotivam.
- A este perfil de voluntários os motivam a gestão, os desafios e utilizar seus conhecimentos acadêmicos no trabalho voluntário.
Este perfil de voluntários prefere realizar trabalhos de escritório, logística, organização de eventos, coletas, etc.
Estratégia formativa recomendada
Em gestão:
- É importante criar oportunidades para que os voluntários possam propor e inovar.
- Este perfil de voluntários se move pela eficiência e a utilidade prática das tarefas. Assegurar-se que entendam bem para que estão trabalhando (objetivos). Definir metas mensuráveis e comunicar o progresso deles.
-Uma boa estratégia para trabalhar com este tipo de voluntários é através de desafios (técnica de administração por objetivos).
No acompanhamento:
- Estimular a eficiência e conter quando as metas não se cumprem (ajudar a gerir a frustração).
- Potencializar a eficiência, felicitar tarefas bem cumpridas, o respeito aos prazos, etc.
- Incentivar a participação em atividades de campo: vá para construção, detecção, etc. para não desmotivar.
Por que não somos todos voluntarios?
PERFIS PSICOLÓGICOS DE PESSOAS QUE PARTICIPAM EM VOLUNTARIADO
3. Voluntários de planejamento e coordenação
- Sua função é a de garantir que o voluntário realize eficazmente o seu papel. Supervisiona voluntários tanto de acompanhamento e apoio de projetos, como de implementação e desenvolvimento para que cumpram suas tarefas.

- Seu papel está sujeito a tarefas de gestão de um projeto, focado no PLANEJAMENTO e COORDENAÇÃO. Ele tem pouco contato direto com as famílias e comunidades, monitora e acompanha o trabalho dos voluntários. Neste sentido raramente executa o projeto em si.

- Eles têm claramente internalizados a missão e visão da instituição. Seu trabalho vai além do projeto em si, eles têm claro o que a organização pretende como um todo, pois são capazes de identificar quais práticas contribuem para alcançar o sonho da instituição. Assim, além de promover o cumprimento dos objetivos específicos de um projeto, são capazes de ir sempre adiante.
Este perfil de voluntários, com características de liderança, gostam de coordenar equipes de voluntários e gerenciar projetos. Formam parte deste grupo os coordenadores de mesas de trabalho e equipes, chefes de trabalho, chefes de escola, líderes de zona, etc.
Estratégia formativa recomendada
A formação do voluntário neste estágio se encontra na etapa de maturidade, em que o desenvolvimento de sua consciência social afeta sua visão da realidade em todos os sentidos.

Para estes voluntários é bom trabalhar a formação a partir da perspectiva da CIDADANIA.

Que o voluntário reconheça a si e aos outros (voluntários, famílias, etc.) como cidadãos implica que ele é capaz de exigir seus direitos e exercer seus deveres na sociedade.

Nesta fase, o voluntário deve entender que só não vai "mudar o mundo" e que o Teto sozinho não vai erradicar a pobreza. É necessário articular redes com os demais atores da sociedade: as comunidades, os tomadores de decisões e o público em geral.
Em gestão:
- É importante criar oportunidades para que os voluntários possam propor e inovar.
- Este perfil de voluntários precisa sentir que têm um espaço na tomada de decisões.
- É importante capacitar bem voluntários em ferramentas de gestão social (planejamento, orçamento, monitoramento, avaliação, etc.)
- Um bom sistema para trabalhar com estes voluntários é atribuí-los à gestão de um projeto.

No acompanhamento:
- Incentivar a expressão de opinião, a participação em instâncias de formação. Trabalhar a humildade.
- Fomentar o trabalho em equipe: que eles não executem os projetos sozinhos.
- Incentivar a participação em atividades de campo.
IMPORTANTE:
Não há um perfil melhor que o outro. Necessitamos voluntários de todos os perfis. Se todos nossos voluntários tivessem perfil de coordenação, seríamos muito ineficazes na execução.
Recomendacões para liderar e acompanhar estes voluntários.
Recomendacões para liderar e acompanhar estes voluntários.
Os perfis correspondem a traços de personalidade, não necessariamente correspondem aos estágios de maturidade como voluntários.
Quem são nossos voluntários?
ETAPAS DE DESENVOLVIMENTO DO VOLUNTARIADO
1. Voluntários novos
- O perfil mais comum é o voluntário que sabe que é necessário fazer algo de bom pelo resto.
Normalmente entra na instituição com o objetivo de ajudar, mas também de conhecer pessoas que sentem e agem como ele. Pouco pensou sobre o significado de seu trabalho voluntário .
Sua principal motivação é se sentir bem com o seu trabalho, é o sorriso do proprietário da casa, as crianças, etc.
O principal é se sentir bem como pessoa, sentir que seu trabalho é uma contribuição que resulta no sorriso da família na inauguração de uma moradia de emergência, por exemplo.
Além de proporcionar satisfação à família e à comunidade, uma parte importante de seu trabalho é se sentir confortável na instituição. Neste sentido, é difícil adiar sua satisfação pessoal pela do outro .

- Também é comum que haja novos voluntários que venham com um perfil crítico da sociedade motivado pelo estudo acadêmico ou político da pobreza (este perfil é mais comum em estudantes de carreiras sociais ou que têm experiência em política universitária).
Geralmente estes voluntários estão motivados em realizar uma mudança na sociedade e também em encontrar um grupo de pessoas que compartilham sua crítica e visão. Os motiva tanto o trabalho como o espaço de discussão que este gera.
Quem são nossos voluntários?
ETAPAS DE DESENVOLVIMENTO DO VOLUNTARIADO
2. Voluntários maduros
- O voluntariado é uma das coisas que dão sentido à sua vida.
Sua vida gira em torno do voluntariado. Este trabalho sério e responsável com os outros se transforma em coisa importante de sua vida, pelo que está disposto a adiar certas responsabilidades e ainda é capaz de postergar o contato com os voluntários.

- Sabe que seu trabalho deve olhar além da gratificação imediata. Compreende perfeitamente a importância do que está fazendo, já que sabe que o seu trabalho está causando um bem maior, que provavelmente não se traduz imediatamente em uma gratificação, mas gera um impacto.

- Está disposto a adiar obrigações para cumprir seu papel como voluntário.
Isto implica sacrifício de tempo ou desgaste físico. No entanto, estes voluntários são capazes de adiar gratificações pessoais e lazer para servir como voluntário. No acompanhamento, ter cuidado para que não negligenciem outras áreas de sua vida (educação, família, etc .) porque, nesta fase, pode ser uma tendência.

- A estes voluntários é fundamental convertê-los em aliados para a formação de novos voluntários, pois eles já passaram por esse processo.
Quem são nossos voluntários?
ETAPAS DE DESENVOLVIMENTO DO VOLUNTARIADO
3. Voluntários como estilo de vida
- Ele se sente responsável pelas injustiças que existem na sociedade.
Considera o voluntariado uma forma (entre outras) de corrigir essas injustiças. Ele sabe que sua contribuição deve ser significativa, pois decide que toda a sua vida gira em torno da luta para que outros possam superar a pobreza e se desenvolver como seres humanos.

- A chave para distinguir estes voluntários é o balanço das atividades e da coerência com que vive, já que o voluntariado é uma parte integrante da sua vida normal.

- A erradicação da pobreza já é uma parte do seu projeto de vida.
Sente a necessidade de colaborar com a sociedade em todas as áreas de sua vida. Pode ser que não dedique todo o seu tempo a ele, mas certamente estabelece um equilíbrio entre sua vida diária e a ação voluntária.
Para estes voluntários é bom fomentar tanto o emocional quanto o intelectual. Uma boa maneira de combinar os dois é desenvolver o questionamento de, como PROFISSIONAL (com as ferramentas acadêmicas adquiridas), pode trabalhar junto às famílias para erradicar a pobreza e promover a inclusão social de pessoas que vivem na pobreza.

O voluntário é capaz de compreender a situação de pobreza como um problema nacional, por isso é importante gerar exemplos onde se questionem as políticas públicas, a realidade do país, os números nacionais, etc.
As atividades de formação devem ser equilibradas. Os voluntários vivem fases de desenvolvimento próprias, por isso devem eles mesmos escolher o tipo de atividade formativa que vão participar.
A colaboração de voluntários em diferentes instâncias nos dá uma pista do estágio de desenvolvimento em que se encontram ... é bom manter um registro para, sabendo os temas que mais interessam aos voluntários, acompanhá-los melhor.
Então ... Como construir as atividades de formação de voluntários em diferentes estágios?
Perspectiva psicológica
do voluntariado

Perspectiva sociológica
do voluntariado

Esta apresentação está associada ao documento em Word "Capacitación Parte 1: Introducción al trabajo con voluntarios" que se encontra no site de FeV.

A análise realizada se baseia nos documentos "7 tesis del voluntariado" e publicações na Página 21 (Arg) de Bernardo Kliksberg, acessor de Un Techo Para Mi País.
ONGs, Voluntariado e Denúncia
"São incorruptíveis, não podem ser comprados, nem fazer se calarem, MOBILIZAM grande parte da opinião pública mundial. São totalmente AUTÔNOMOS, não aceitam pressões. Não há maneira de fazer lobby sobre eles. (...) Eles se tornaram um símbolo da luta pelas melhores causas da humanidade em nosso tempo. Não podem mudar o mundo sozinhos, mas "fazem barulho", PRESSIONAM com força e perturbam as ações do 1% mais rico que controla hoje quase metade dos bens do mundo. Não os deixam impunes. Nem grandes, nem pequenos.
 
São todas organizações BASEADAS EM TRABALHO VOLUNTÁRIO. Financiam, apoiam, realizam suas atividades de milhares e milhares de voluntários em todo o mundo, de muitos países."
O Voluntariado, a sétima economia do mundo
O Relatório sobre o Estado do Voluntariado no Mundo (UNDP, UNV 2011) informa que se está subestimando a incidência do voluntariado.
 
A enquete mundial Gallup 2010 descobriu que 16% dos adultos no mundo dedicam voluntariamente tempo à uma organização. Segundo sua estimativa, existem 140 milhões de pessoas fazendo trabalho voluntário.
 
A Universidade Johns Hopkins mediu, em uma amostra de 35 países, o peso das atividades das ONGs na economia entre 1995 e 1998.
 
As ONGs, apoiadas por uma grande força de voluntários, de 190 milhões de pessoas, que representavam 20% de sua população, geravam anualmente 5% DO PRODUTO BRUTO TOTAL. Se somado tudo o que as ONGs geraram nesses 35 países, juntas elas seriam a sétima maior economia do mundo. O produto bruto que geraram combinadas só foi superado pelos EUA, Japão, China, Alemanha, Inglaterra e França. Foi maior do que da Itália, Rússia, Espanha e Canadá.
"Para lidar com a POBREZA persistente que caracteriza a América Latina, que "mata" e "adoece" milhões de pessoas todos os dias, é preciso a ação combinada de todos os atores sociais​​. O Estado é, em uma sociedade democrática, o principal responsável por garantir a todos os cidadãos seus legítimos direitos à alimentação, saúde, educação, habitação e emprego. Mas isso não exime as outras partes interessadas. Voluntariado, que é a SOCIEDADE CIVIL EM AÇÃO, pode complementar e enriquecer as políticas sociais.
 
A POLÍTICA PÚBLICA pode fornecer projetos de longo prazo, financiamentos, continuidade institucional. O voluntariado pode complementá-la com seu contato com a comunidade, sua flexibilidade organizacional, sua capacidade de chegar rapidamente a qualquer parte do território. É necessária a coordenação de ambos, para o que será necessário na região superar a cultura de falsas oposições e preconceitos mútuos existentes".
Pobreza, América Latina e Voluntariado
Implica a criação de associações, significa maturidade cívica e as organizações voluntárias têm seu pilar de apoio na confiança mútua entre seus integrantes, bem como a confiança que a sociedade deposita nelas.
Existe um amplo consenso de que uma das forças motrizes do desenvolvimento é o capital social das sociedades. Ela consiste basicamente de quatro dimensões:
a) A CONFIANÇA entre os membros de uma sociedade e o nível de confiança que os mesmos têm em seus líderes políticos, econômicos e sociais;
b) O ASSOCIATIVISMO, ou seja, a capacidade que têm de gerar todos os tipos de esforços conjuntos e construir tecido social;
c) A CIDADANIA, grau em que seus membros participam e assumem responsabilidades como cidadãos por tudo aquilo que é de interesse coletivo,
d) OS VALORES ÉTICOS predominantes em uma sociedade.
Voluntariado, Desenvolvimento e Capital Social
O voluntariado é um desencadeador de círculos virtuosos em valores éticos, educação cívica e condutas de associação. É um nítido construtor de capital social. Por sua vez, o aumento de capital social criará um clima mais favorável à promoção e desenvolvimento do voluntariado.
Nos países líderes no voluntariado a nível global, as escolas o cultivam cuidadosamente, a mídia de massa o ressalta permanentemente, os líderes dão exemplos contínuos, há incentivos fiscais, as políticas públicas o apoiam, a legislação lhe outorga todos os tipos de instalações e a opinião pública o valoriza profundamente. Os jovens se sentem naturalmente estimulados a participar de atividades voluntárias.

A América Latina tem tendido a priorizar condições muito diferentes. O voluntariado recém começa a se conformar como POLÍTICA PÚBLICA em alguns países. A legislação é muito fraca e não contém nenhuma disposição promotora, sendo quase exclusivamente de regulamentação. Os meios de comunicação não têm dado a devida atenção.

Com poucas exceções, não houve nenhuma política sistemática para EDUCAR no voluntariado.
Legislação e promoção do Voluntariado
PERFIS PSICOLÓGICOS DE PESSOAS QUE PARTICIPAM DE VOLUNTARIADO
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