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HEINZ KOHUT E SUA TEORIA DO NARCISISMO E A PSICOLOGIA DO SEL

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by

Catherine Bortoli

on 1 December 2015

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Transcript of HEINZ KOHUT E SUA TEORIA DO NARCISISMO E A PSICOLOGIA DO SEL

HEINZ KOHUT E SUA TEORIA DO NARCISISMO E A PSICOLOGIA DO SELF

Pilar fundamental: empatia
* Semelhança entre o observador e o observado.
* Separa o campo psicológico do não psicológico.

Passos do self em busca da coesão necessária à saúde mental: a criança nasce com uma self rudimentar. Já existe desde o nascimento, embora extremamente frágil. A partir do contato com a mãe, através da amamentação e cuidados em geral se estabelece o si-próprio da pessoa assim por toda infância diminuindo de forma gradual conforme a vida adulta.

As funções dos objetos do self são internalizadas, através da “internalização transmutadora”. Isso possibilita a cristalização do self nuclear. Em seguida são causadas frustrações a criança. Essas faltas levam a substituição gradual dos objetos do self. Por fim, é um self autônomo, diferentes das réplicas que possam ter surgido durante o desenvolvimento.

Foi influenciado pelas teorias de Hartmann e de outros psicólogos do ego. Algum tempo depois afastou-se e criou a sua própria teoria clínica:
psicologia do self que tem como foco o self e o narcisismo
, tendo como instrumentos fundamentais da prática da psicanálise a empatia e a introspecção.

OS TRANSTORNOS DA ÁREA NARCISISTA DA PERSONALIDADE
Existem quatro esferas que classificam os sintomas, em relação aos transtornos de personalidade nos pacientes narcisistas: Esfera sexual; Esfera social; Esfera de traços de personalidade; Esfera psicológica.

Pacientes caracterizam-se por uma vulnerabilidade específica na esfera de sua autoestima.

Para Kohut, o momento da análise deve levar em consideração os sintomas, porém, enfatiza o fato de que os transtornos narcisistas são definidos pela transferência desenvolvida durante o tratamento.

Junto com o investimento nos objetos pulsionais, o indivíduo estabelece vínculos com o objeto self. Esses objetos self são considerados como parte do próprio corpo do indivíduo e podem ser incluídos em categorias:
Objeto do self grandioso; Imago parental idealizada; Alter ego ou gemelar (acrescentado mais tarde).

Durante análise retomam-se os vínculos arcaicos com os objetos investidos narcisicamente.
Nessa relação, surgem novos tipos de transferências específicas que foram classificadas em três tipos:

Especular

Idealizadora

Gemelar ou alter ego
Um pouco da história de Heinz Kohut...
Heinz Kohut foi psiquiatra, psicanalista e criador da escola psicanalítica da Psicologia do Self. Nasceu em 13 de maio de 1913 em Viena, Áustria. Era filho único de uma família judia. Formou-se em medicina em 1938, passou por grandes dificuldades para concluir o curso, pois os nazistas já ocupavam a Áustria com suas práticas excludentes e de eliminação dos judeus.

Kohut dispõe o self como instância do aparelho psíquico, fazendo parte do ego, id e superego.
Em sua primeira obra, Hartmann (1950/1956) diferencia os conceitos de self (representação de si próprio) e ego (integrante da estrutura tripartite da mente).

O self é integrado pela introjeção de determinados tipos de objetos que o indivíduo demonstra um vínculo narcisista, designados como objetos do self, que referem-se as figuras parentais.
UM PONTO DE VISTA EVOLUTIVO
A síntese é que os pais devem oferecer objetos investidos narcisisticamente. Após uma relação estável com os objetos uma gradual desilusão e estas comecem a fazer parte do self autônomo.

É necessária uma coerência do self dos genitores, e é através do que os pais são que as crianças são influenciadas no caráter do self.

Ocorrendo uma falha em um dos objetos do self, o pólo correspondente fica debilitado. A criança tem uma nova oportunidade para alcançar sua coesão: empregar a outro pólo de si-próprio e esta, se realizada com sucesso, constitui-se á uma “estrutura compensatória”. A conquista desta estrutura para Kohut está na categoria da saúde mental.

Segundo Kohut, o narcisismo segue uma linha de desenvolvimento independente da realizada pela libido objetal. Para o narcisismo, ocorre uma sequência de eventos cujo resultado é a passagem da preponderância das pulsões orais para genitais.


A PSICOPATOLOGIA SOB A ÓTICA DA PSICOLOGIA DO SELF

Heinz Kohut propõe que as enfermidades mentais estão entre as alterações primárias e secundárias do self.

As primárias são aquelas em que o self não atingiu um estado coeso em seu desenvolvimento, o que pode ser resultado de uma falta total de um self nuclear ou uma falha interna de coesão.

As secundárias são as reações agudas ou crônicas de um self anteriormente determinado, podem ser fraturas do si-próprio em situações de estresse.


Remove a reativação das transferências narcisistas como parte de uma continuação do desenvolvimento emocional: a atitude empática do analista condiciona a estruturação do enquadramento da análise;

Ferramentas do terapeuta para promover a cura: empatia e interpretação.

O objetivo: ajudar o paciente a retomar e completar o desenvolvimento de seu self e, desse modo, alcançar a maturidade.

Quanto aos postulados básicos da teoria Kohutiana, é o relacionamento com a atitude do analista, especialmente sua receptividade empática que consiste na capacidade de penetrar com o pensamento e o sentimento na vida interior de outra pessoa. Nos limites da psicologia do self, a empatia é sustentada pela intuição do terapeuta.

O papel do analista é decisivo, pois se converte no substituto das figuras parentais que falharam na primeira oportunidade, logo, é preciso proporcionar uma imagem parental mais adequada as necessidades do self arcaico.


A experiência analítica é uma nova oportunidade de maturação.

Kohut acredita que a cura em psicanálise não é o conhecimento dos conflitos, mas as vivências que se adquirem com um objeto do self empático.


Kohut mantinha, no inicio de sua obra, distinção entre conflitos pulsionais e perturbações narcisistas.

As pulsões sexuais (oral, anal e fálica) passaram a ser consideradas como derivados secundários, ou seja, sintomas de um self pouco coeso.

A teoria das pulsões e o complexo de Édipo são o alicerce do pensamento psicanalítico.

Para a resolução, a estruturação dos conflitos edípicos dependeram, primitivamente, dos objetos do self.

A castração (se não foi suficientemente neutralizada), gera uma angústia mais profunda: desintegração.

O complexo de Édipo (sob a visão da psicologia do self): formação patológica.

Reações do paciente, durante a transferência: relação arcaica do sujeito com os pais= origem da perturbação.

Vínculo empático: origem e solução.

Todos esses sintomas são provenientes de alguma falha primária relacionada ao objeto self.

Perturbações narcisistas advém da falha de coesão do self, onde acontece uma separação dos pólos dos ideais (grandioso) e o pólo das ambições (exibicionista).

Para um bom desenvolvimento da coesão do self: tem que ocorrer a introjeção do self grandioso e da imago parental idealizada.

Surgem, então, diferentes polos que precisam encontrar um equilíbrio e na internalização do self gêmeo.

Falha de coesão= resposta inapropriada ao momento.

Os postulados básicos
Como a análise cura?
A TEORIA DAS PULSÕES E O COMPLEXO DE ÉDIPO VISTOS PELA PSICOLOGIA DO SELF
Para este autor, o que não for propenso a ser observado pela empatia e introspecção, não é considerado psicológico

Empatia e instrospecção= elementos que fazem parte do fenômeno da psique

Transtorno narcisista da personalidade

O narcisismo não ocorre apenas no desenvolvimento. Ele evolui, simultaneamente, e independente da libido objetal

Desenvolvimento do narcisismo= self
Maturação= objetos do self
O SELF E SUAS PERTURBAÇÕES

O QUE É O SELF NA OBRA DE KOHUT

REFERÊNCIA
BLEICHMAR, N. M.; BLEICHMAR, C. L. Heinz Kohut e sua teoria do narcisismo. A psicologia do self. In: ________. A psicanálise depois de Freud. Teoria e clínica. Tradução: Francisco Franke Settineri. Porto Alegre: Artes Médicas, 1992, p. 328-359.
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