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O Problema do Agir e da Passagem ao Ato

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by

Hugo Domingues

on 4 January 2013

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Transcript of O Problema do Agir e da Passagem ao Ato

Filipa R. Santos, Hugo M. Domingues, João G. Ferro e Sandra I. Matias
UC: Psicopatologia e Comportamento Desviante
Instituto Superior de Ciências da Saúde Egas Moniz, 1º Ano, 1º Semestre
21 de Dezembro de 2012 O Problema do Agir e da Passagem ao Ato Índice Conclusão A Adolescência, o Agir e a Passagem ao Ato
Quadros Psicopatológicos e a Passagem ao Ato
Fatores Associados à Passagem ao Ato
Parte Prática
Conclusão Durante a adolescência (fase de procura da identidade social e individual, Eriksson, 1968, citado por Quintela, 2004) os jovens, têm tendência para agir mais do que pensar (Lago, 2009).


Assim é neste período, segundo Matos (1996/2005, citado por Lago, 2009), que existe um aumento de exposição a uma panóplia de fatores externos tido como de risco ou perigosos, por exemplo, a delinquência, toxicodependência entre outros comportamentos de risco. A Adolescência, o Agir e a Passagem ao Ato Segundo Stein (1972, citado por Marcelli e Braconnier, 2005): Quadros Psicopatológicos e a Passagem ao Ato Marcelli e Braconnier (1999: 93-96, citado por Quintela, 2004) sistematizaram as diferentes funções e significações psicológicas e psicopatológicas do agir na adolescência em várias perspetivas:

Estratégia Interativa: refletida num modo indireto de adquirir, dissimular ou revelar uma informação através do reencontro pessoal com outro;
Mecanismo de Defesa: o agir pode acompanhar uma mentalização como forma de ação experimental ao serviço da função adaptativa do Eu, só assim se compreendem as perturbações de comportamento (e.g., ao agir, o adolescente exprime a necessidade de ter um papel ativo que se oponha a um vivido profundo de passividade;
Entrave a uma Conduta Mentalizada: agir para não pensar, como uma conduta de fuga a um afeto ou mesmo uma representação desagradável na consciência do sujeito;
Recusa de Agir ou Inércia Ativa: é um mecanismo de origem neurótica que representa uma tentativa ativa de expulsar o objeto de desejo de forma a um melhor controlo da realidade interna. Quadros Psicopatológicos e a Passagem ao Ato Ao contrário do que era inicialmente expectável, o problema do agir é uma característica transversal a todos os adolescentes, e não uma particularidade de importante avaliação exclusivamente nas perturbações psíquicas. Importa, pois, frisar que esta questão pode ser visto de várias perspetivas, como uma estratégia interativa, um mecanismo de defesa, um entrave a uma conduta mentalizada, ou mesmo uma recusa de agir ou inércia ativa.

A passagem ao ato pode, assim, resultar de uma descarga efetiva dos impulsos, e contempla ações que estão em rutura com os sistemas de motivação do indivíduo, por oposição às normas sociais. Na adolescência existem três possibilidades de diagnóstico (Marcelli e Braconnier, 2005):
as crises na adolescência cujas manifestações são variadas (crises juvenis ou crises de identidade);
os comportamentos graves na adolescência (tentativas de suicídio e os atos de delinquência);
a depressão na adolescência (procura constante de estimulação).
: Fatores Associados à Passagem ao Ato Entrevista Obrigado a Todos Infância
-Relação extraconjugal por parte do pai (que M.C. deixou de ver como figura de referência);
-Consequente quadro depressivo da mãe (falha na prestação de cuidados básicos);
-Nascimento do irmão (exigiu maior atenção e cuidados dos pais do que M.C.);
-Percurso escolar com aproveitamento, segundo a própria. Adolescência
-Início de consumo de substâncias aos 16 anos, em contexto social, numa relação íntima;
-Influência grupal no consumo de substâncias;
-Gravidez precoce (S.) aos 16 anos;
-Abandono por parte do pai de S.;
-Nova relação com outro companheiro – saída de casa dos pais;
-Comportamento agressivo e violento por este novo companheiro + controlo (desemprego);
-Nova gravidez (I.) aos 18 anos;
-Abandono da relação íntima decorridos 2 anos e meio + reentrada na casa dos pais. Adultícia
-Situação de doença e consequente internamento hospitalar, em que o pai de I. decidiu levá-la consigo;
-Não tem contacto com a filha mais nova (I.), que está com o pai e com os avós paternos;
-Encontra-se atualmente a residir com os pais, o irmão, e a filha (S.);
-Está empregada;
-Está a tirar a carta de condução. Marcelli e Braconnier (1999, citado por Quintela, 2004) salientam que “o agir na adolescência como um dos modos de expressão privilegiado dos conflitos e angústias dos indivíduos”. O conflito é expresso no exterior através da relação direta com os outros (Maria José Vidigal, 2005, citada por Costa, 2011).



Cahn (1987, citado por Farate, 1999: 69, citado por Quintela, 2004) atribui ao agir na adolescência, no que concerne ao nível da atividade do pensamento uma forma de negociar o conflito identificatório através da sua externalização. Já no que respeita ao nível da relação do objeto, pode de uma forma representar a forma de experimentação na busca de autonomia A Adolescência, o Agir e a Passagem ao Ato Coimbra de Matos (1984, citado por Quintela, 2004), considera que a tendência a agir traduz uma intolerância à frustração ou um adiamento da satisfação, e que representa uma fraqueza do Eu e dos mecanismos de recalcamento com impulsividade e estrutura deficitária do Super-Eu. Envolvido muitas vezes num ambiente familiar de carácter tenso, totalmente patogénico e com uma influência nociva. A Adolescência, o Agir e a Passagem ao Ato O adolescente age em vez de pensar, pois não sabe o que é pensar, daí o agir representar o conflito impossível de pensar. E o comportamento surge assim como uma alternativa à elaboração da depressão, da angústia, da carência e da revolta (Costa, 2011).


O ato pode constituir uma descarga efetiva dos impulsos chamada de “passagem ao ato”, que contempla ações de carácter impulsivo, que estão por norma em rutura com os sistemas de motivação do indivíduo, e tende a expressar-se de uma forma auto ou hétero agressiva (Braconnier & Marcelli, 1998/2000; Marcelli & Braconnier, 1983/2004, citados por Lago, 2009). A Adolescência, o Agir e a Passagem ao Ato
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