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Barroco

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by

Mônica Silva

on 24 November 2014

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Transcript of Barroco

BARROCO BRASIL 1601 - 1763
PORTUGAL 1580 - 1756 CONTEXTO HISTÓRICO:
Vivia-se a revolução comercial,
a política econômica era o mercantilismo.
A burguesia detinha o poder econômico.
O Estado absolutista se consolidava e esse sistema era voltado para atender às necessidades da burguesia.
O século XVII foi marcado pelos reflexos das crises religiosas, essas ocorreram no século anterior, dentre as quais se destacam a Reforma Protestante e a Contrarreforma. O Barroco corresponde à segunda etapa da Era Clássica, iniciou-se no fim do século XVI, teve seu ápice no século XVII, e se prolongou até o início do século XVIII.
O movimento surgiu como uma forma de reagir às tendências humanistas, tentando reencontrar a tradição cristã. Características:
Culto do contraste: o Barroco procurava aproximar os opostos como carne/espírito, pecado/perdão, céu/terra etc.
Conflito entre o “eu” e o “mundo”: o artista encontra-se dividido entre a fé e a razão.
Pessimismo: o pessimismo marca muitos textos e manifestações artísticas do Barroco.
Fusionismo: fusão das visões medieval e renascentista.
Feísmo: a miséria da condição humana é explorada. A linguagem barroca:

- Emprego constante de figuras de linguagem;

- Uso de uma linguagem requintada;

- Exploração de temas religiosos;

-Consciência de que a vida é passageira: ao
mesmo tempo em que o homem ao pensar na efemeridade da vida busca a salvação espiritual ele tem desejo de gozar dessa antes que acabe; Barroco no Brasil foi chamado de "Barroco Açucareiro", por ter iniciado na Bahia.
1º poeta brasileiro = Gregório de Matos.
Teve grande difusão em Minas Gerais.
Artistas de destaque: Gregório de Matos, Padre Antônio Vieira, Aleijadinho. Linguagem barroca:

- Cultismo: refere-se à exploração de elementos sensoriais, baseadas em figuras de linguagem.

- Conceptismo: se caracteriza pelo uso de conceitos, linguagem marcada pelo jogo de idéias e pelo raciocínio lógico.

O cultismo predomina na poesia e o conceptismo na prosa. (texto para reflexão sobre as características do Barroco.)

Aqui, cada coisa é parcialmente falsa e parcialmente verídica. A verdade essencial, porém, não é dessa maneira. Miscelâneas desse tipo a desonram e a nulificam. Se nada é puramente verdadeiro, nada é pura verdade. Pode dizer-se então que o homicídio é pavoroso, e que isto é uma verdade por inteiro. Sim, mas só porque nós conhecemos perfeitamente o que é falso, e aquilo que é mau. Mas, e o bem? Que vem a ser? Que se poderá dizer que é bom inteiramente? A castidade? Digo que não, pois o mundo acabaria.O casamento? Também que não, pois é melhor não se casar. Jamais matar? Não, porque as desordens iam ser calamitosas, e os bons seriam mortos pelos marginais. Então matar?De modo algum, porque destrói a natureza. O que é bom e verdadeiro só em parte o possuímos. Mistura-se com o falso, com o ruim.

Pascal. Pensamentos. Exemplo de Conceptismo:

1) Para um homem se ver a si mesmo são necessárias três coisas: olhos, espelho e luz. Se tem espelho e é cego, não se pode ver por falta de olhos; se tem espelhos e olhos, e é de noite, não se pode ver por falta de luz. Logo, há mister luz, há mister espelho e há mister olhos. (Pe. Antônio Vieira)

2) (...) Será porventura o estilo que hoje se usa nos púlpitos? Um estilo tão empeçado, um estilo tão dificultoso, um estilo tão afetado , um estilo tão encontrado toda a arte e a toda a natureza? Boa razão é também essa. O estilo há de ser muito fácil e muito natural. Por isso Cristo comparou o pregar ao semear. (...) Não fez Deus o céu em xadrez de estrelas, como os pregadores fazem o sermão em xadrez de palavras. Se uma parte está branco, da outra há de estar negro (...). Basta que não havemos de ver um sermão de duas palavras em paz? Todas hão de estar sempre em fronteira com o seu contrário? (...) Como hão de ser as palavras? Como as estrelas. As estrelas são muito distintas e muito claras. Assim há de ser o estilo da pregação, muito distinto e muito claro. (Padre Antônio Vieira) Conheça São Paulo - Mosteiro da Luz - Museu de arte sacra. Exemplo de cultismo:

Ao Braço do Mesmo Menino Jesus Quando Appareceo

O todo sem a parte não é todo,
A parte sem o todo não é parte,
Mas se a parte o faz todo, sendo parte,
Não se diga, que é parte, sendo todo.

Em todo o Sacramento está Deus todo,
E todo assiste inteiro em qualquer parte,
E feito em partes todo em toda a parte,
Em qualquer parte sempre fica o todo.

O braço de Jesus não seja parte,
Pois que feito Jesus em partes todo,
Assiste cada parte em sua parte.

Não se sabendo parte deste todo,
Um braço, que lhe acharam, sendo parte,
Nos disse as partes todas deste todo.

Gregório de Matos Suas obras
circulavam em folhas soltas ou na tradição oral;
são divididas em 3 matizes: religiosa, amorosa e satírica. Gregório de Matos
(Boca do Inferno) Poesia Religiosa:

- poeta se ajoelha diante de Deus e pede perdão;
- sentimento de culpa por haver pecado;
- dialética;

Pequei, Senhor, mas não porque hei pecado, Da vossa alta clemência me despido;Porque quanto mais tenho delinquido,Vos tenho a perdoar mais empenhado.

Se basta a vos irar tanto pecado,
A abrandar-vos sobeja* um só gemido:
Que a mesma culpa que vos há ofendido, Vos tem para o perdão lisonjeado.

Se uma ovelha perdida e já cobrada
Glória tal e prazer tão repentino
Vos deu, como afirmais na sacra história,

Eu sou, Senhor, a ovelha desgarrada,
Cobrai-a; e não queirais, pastor divino,
Perder na vossa ovelha a vossa glória.

* Sobeja: basta Poesia Amorosa:
- amor elevado.

À mesma D. Ângela

Anjo no nome, Angélica na cara!
Isso é ser flor, e Anjo juntamente:
Ser Angélica flor, e Anjo florente,*
Em quem, senão em vós, se uniformara?

Quem vira uma tal flor, que a não cortara
De verde pé, da rama florescente?
A quem um Anjo vira tão luzente,
Que por seu Deus o não idolatrara?

Se como Anjo sois dos meus altares,
Fôreis o meu custódio*, e minha guarda
Livrara eu de diabólicos azares.

Mas vejo, que tão bela e tão galharda,
Posto que* os Anjos nunca dão pesares,
Sois Anjo, que me tenta, e não me guarda.

* Florente: florido.
* Custódio: defesa
* Posto que: ainda que. Amor obsceno satírico ou poesia fescenina:
- a obscenidade não visa ao sensualismo refinado do erotismo nem à excitação cafajeste da pornografia. - espécie de protesto contra o sistema moral, contra as concepções dominantes de amor e de sexo, e contra o próprio mundo.
- Às vezes, a obscenidade toma o sentido de um culto rude e subversivo do prazer contra os tabus que impedem a plena realização da libido. Definição do Amor

Mandai-me Senhores, hoje
que em breves rasgos descreva
do Amor a ilustre prosápia,
e de Cupido as proezas.
Dizem que de clara escuma,
dizem que do mar nascera,
que pegam debaixo d’água
as armas que o amor carrega.
O arco talvez de pipa,
a seta talvez esteira,
despido como um maroto,
cego como uma toupeira
E isto é o Amor? É um corno.
Isto é o Cupido? Má peça.
Aconselho que não comprem
Ainda que lhe achem venda
O amor é finalmente
um embaraço de pernas,
uma união de barrigas,
um breve tremor de artérias
Uma confusão de bocas,
uma batalha de veias,
um reboliço de ancas,
quem diz outra coisa é besta.. Poesia satírica:
- insulto;
- aspectos grotescos dos indivíduos e do contexto social baiano;
- ferina e contundente;
- ironia cáustica;
- todos são criticados: padres, ricos, pobres, portugueses, mestiços, índios ...
- o "desconserto do mundo"; Quais são os seus doces objetos?....Pretos
Tem outros bens mais maciços?.....Mestiços
Quais destes lhe são mais gratos?...Mulatos.

Dou ao demo os insensatos,
dou ao demo a gente asnal,
que estima por cabedal* *Capital, patrimônio.
Pretos, Mestiços, Mulatos.

Quem faz os círios* mesquinhos?...Meirinhos *sacos de farinha.
Quem faz as farinhas tardas?.........Guardas
Quem as tem nos aposentos?.........Sargentos.

Os círios lá vêm aos centos,
e a terra fica esfaimando,
porque os vão atravessando
Meirinhos, Guardas, Sargentos.

E que justiça a resguarda?.............Bastarda
É grátis distribuída?......................Vendida
Que tem, que a todos assusta?.......Injusta. Epílogos

Que falta nesta cidade?................Verdade
Que mais por sua desonra?...........Honra
Falta mais que se lhe ponha..........Vergonha.

O demo a viver se exponha,
Por mais que a fama a exalta,
numa cidade, onde falta
Verdade, Honra, Vergonha.

Quem a pôs neste socrócio* ?..........Negócio * Confusão
Quem causa tal perdição?.............Ambição
E o maior desta loucura?...............Usura*. * Agiotagem

Notável desaventura
de um povo néscio*, e sandeu*, *Ignorante e * louco
que não sabe, que o perdeu
Negócio, Ambição, Usura. Valha-nos Deus, o que nos custa,
O que El-Rei nos dá de graça,
que anda a justiça na praça
Bastarda, Vendida, Injusta.

Que vai pela clerezia?..................Simonia
E pelos membros da Igreja?..........Inveja
Cuidei, que mais se lhe punha?.....Unha.

Sazonada caramunha!* * Velha lamentação
enfim que na Santa Sé
o que se pratica, é
Simonia, Inveja, Unha*. * Roubalheira

E nos frades há manqueiras*?.........Freiras *mancadas
Em que ocupam os serões?............Sermões
Não se ocupam em disputas?.........Putas.

Com palavras dissolutas
me concluís na verdade,
que as lidas todas de um Frade
são Freiras, Sermões, e Putas. O açúcar já se acabou?..................Baixou
E o dinheiro se extinguiu?.............Subiu
Logo já convalesceu?.....................Morreu.

À Bahia aconteceu
o que a um doente acontece,
cai na cama, o mal lhe cresce,
Baixou, Subiu, e Morreu.

A Câmara não acode?...................Não pode
Pois não tem todo o poder?...........Não quer
É que o governo a convence?........Não vence.

Que haverá que tal pense,
que uma Câmara tão nobre
por ver-se mísera, e pobre
Não pode, não quer, não vence.
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