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Contexto histórico da Obra "O Cortiço"

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Matheus Amorim

on 13 November 2013

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Transcript of Contexto histórico da Obra "O Cortiço"

"O Cortiço"

Contexto Histórico da Obra
(Século XIX)
A obra o Cortiço foi escrita no ano de 1890, sucedendo a Proclamação da República e a recente abolição da escravatura, onde a sociedade ainda não estava adaptada às novas formações sociais que a política e a economia do momento representavam, sendo que em várias regiões mais distantes da capital levaram-se anos para tomar conhecimento das mudanças que ocorriam nos centros metropolitanos.
Exatamente neste contexto republicano é que se deram as formações dos cortiços, que possuem a finalidade de instalar a grande massa populacional que busca nos grandes centros industriais oferecer-se como mão de obra.
A cidade sofre, então, a pressão do crescimento demográfico: falta de habitações decentes e baratas e a necessidade de residir perto do lugar de emprego, dada à insuficiência e o alto custo dos transportes provocam um verdadeiro confinamento do trabalhador nas habitações coletivas. Casebres e cortiços multiplicam-se próximo aos estabelecimentos industriais, em ruas infectas, sem calçamento, denunciando a precária situação socioeconômica do trabalhador. Residindo em habitações coletivas ou em casinhas, aglomerando-se para dormir nos chamados hotéis cortiços.
Esta característica verifica-se claramente no cortiço construído por João Romão, personagem da obra O Cortiço, que busca lucrar primeiramente com o material de segunda mão para construção das casinhas e após com o aluguel obtido por elas. Pelo fato de ser localizado próximo a uma pedreira locava suas habitações aos operários que lá trabalhavam. Além dos trabalhadores da pedreira, lá residiam suas famílias, imigrantes, ex-escravos, as mulheres lavadeiras e pessoas que não possuíam condições financeiras de melhor habitarem.
Trabalho de Português
4° Bimestre/2013
Caio Rogério
Eliane Tacaqui
Fernanda Rabelo
Matheus Amorim
Michele Oliveira
Turma 1201
"[...] Bertoleza, crioula trintona, escrava de um velho cego residente em Juiz de Fora e amigada com um português que tinha uma carroça de mão e fazia fretes na cidade. Bertoleza também trabalhava forte; a sua quitanda era a mais bem afreguesada do bairro. De manhã vendia angu, e à noite peixe frito e iscas de fígado; pagava de jornal a seu dono vinte mil-réis por mês, e, apesar disso, tinha de parte quase que o necessário para a alforria."

"Para continuar a servir na roça tinha que sujeitar-se a emparelhar com os negros escravos e
viver com eles no mesmo meio degradante, encurralado como uma besta, sem aspirações, nem
futuro, trabalhando eternamente para outro."
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