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VILANOVA ARTIGAS

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Cristiane Trombetta

on 5 December 2014

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Transcript of VILANOVA ARTIGAS

VILANOVA ARTIGAS

Apresentação
A escolha deste tema se deu pela importância da influência de Frank Lloyd Wright na obra de Vilanova Artigas. Contribuindo para o amadurecimento de Artigas como arquiteto, e por ter sido a primeira fase de sua obra, foi como o “começo” de sua arquitetura.
João Batista Vilanova Artigas (23 de junho de 1915, Curitiba – 1985, São Paulo).

As fases da arquitetura de Vilanova Artigas
Três principais fases: A influência de Frank Lloyd Wright, a influência de Le Corbusier e a influência do Brutalismo, respectivamente.
A primeira fase além de influenciada por Wright, teve também uma influência neocolonial e eclética de origens diversas. A aproximação com a arquitetura de Wright é proporcionada pelo contato com obras publicadas em revistas americanas, pela viagem que Artigas fez para os Estados Unidos e, também, pelo ensino politécnico, que provinha de uma linha Wrightiana.

As características da arquitetura de Wright
Frank Lloyd Wright, que é tido por alguns de seus sucessores como o inventor da arquitetura orgânica
Em seus projetos rele enfatizam o uso de materiais naturais, a integração harmoniosa da construção com a paisagem, considerando clima, economia de espaço, economia de energia e funcionalidade como otimização do tempo.
Sua arquitetura é marcada pela integração entre as partes originando um todo, uma unidade indivisível sendo que suas residências são marcadas pela grande integração do ambiente externo e interno.

As influências de Wright nas obras de Artigas
A influência Wrightiana
Foi um dos grandes nomes da arquitetura brasileira, e o principal na história da arquitetura de São Paulo
Arquiteto inovador, buscava uma nova linguagem arquitetônica.
Se formou arquiteto engenheiro pela Escola Politécnica da USP aos 22 anos de idade.
Participou da criação da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo – FAU/USP, onde passou a lecionar.
Em 1939, no escritório de Warchavchick, conhece o arquiteto do Mackenzie, Jacob Ruchti, com quem estabelece amizade. Com ele, estuda a obra de Frank Lloyd Wright, cuja influência será sentida em alguns de seus projetos.

Três fases: 1- Wrightiana (1939 -1944/46); 2- Corbusiana (1946 – 1955); e 3- Brutalista (a partir de 1955). Cada fase de sua obra correspondeu a um pensamento e a uma tendência arquitetônica.
Objetivo: Mostrar as três fases deste arquiteto de forma sucinta e entender a influência de Frank Lloyd Wright nas obras Artigas.
Importância: Compreender a grandeza da influência de Vilanova Artigas na arquitetura brasileira, tanto por suas obras, quanto na sua importância na formação de toda uma geração de arquitetos.

Base de pesquisa: “A influência de Frank Lloyd Wright sobre João Batista Vilanova Artigas – uma análise formal”, de Débora de Melo da Cruz.
O trabalho foi subdividido em três temas para o melhor entendimento, tendo como tema 1: As fases da arquitetura de Vilanova Artigas (onde serão apresentadas e explicadas as três fases de Artigas de forma breve); tema 2: Wright e as suas características nas obras de Artigas (que será subdividido em dois para a melhor compreensão); e tema 3: O paralelo entre as obras de Wright e Artigas.

A relação entre os dois arquitetos é identificada nas características comuns às suas obras:
desenho dos telhados
beirais prolongados
acentuação das linhas horizontais pela sobreposição do telhados
janelas em linhas longitudinais sem verga
uso de tijolos aparentes
continuidade interior/exterior
fuga ao racionalismo e funcionalismo estritos
identidade com aspectos simples da cultura vernácula
valorização dos aspectos construtivos

A segunda fase de Artigas fora uma ruptura com a fase anterior, em favor das propostas de vanguarda. A arquitetura desenvolvida nesta fase tem como principal influência a obra de Le Corbusier, mas também a influência do racionalismo carioca.
Os elementos incorporados por Artigas, a partir da obra de Corbusier são:
o teto jardim
os pilotis de seção circular
paredes e estruturas independentes
superfícies envidraçadas
ensaio das rampas inter-relacionando os volumes

Identifica-se nessa segunda fase o uso de dois partidos: o primeiro sendo uma planta retangular e cobertura em duas águas desiguais com caimento longitudinal interno ao volume (asa de borboleta); e o segundo é a planta como um prisma retangular elevado sobre pilares e vedações recuadas.

A terceira e última fase é referida ao caráter original de Artigas, mais maduro. O arquiteto conservaria da primeira fase apenas a simplicidade dos materiais, e da segunda a estética baseada no uso das técnicas contemporâneas. Como principal influência para a definição do termo “brutalismo” é de Reyner Banham.
São destacadas como características formais, herdadas por Artigas do Brutalismo de vertente corbusiana:
uso do concreto bruto
rejeiçãoo da tradicional leveza brasileira para substituí-la por uma impressão de peso
univolumetria de prismas puros

Continuidade: existindo a espacial e física. A primeira é definida pela integração dos espaços internos e externos, não existindo grandes entre os espaços internos e externos, a segunda diz respeito à continuidade formal da edificação, na qual os elementos estéticos e estruturais se fundem de modo a formar uma unidade indivisível.
Plasticidade: em que o arquiteto denomina a fusão visual entre os elementos
Natureza do materiais: em que o uso adequado dos materiais significa honestidade. Wright defendia o uso dos materiais de modo a ressaltar suas propriedades naturais determinando a volumetria e a proporção do edifício orgânico.
Gramática: em que dada a relação entre todos os elementos do edifício, esses devem “falar” a mesma língua, constituindo um discurso materializado na forma do edifício.
Simplicidade: Significa a abolição de qualquer elemento decorativo aplicado posteriormente, ou que não faça parte da gramática da edificação.

Foi através de Jacob Ruchti 2 que Artigas estabeleceu contato com o grupo paulista de admiradores incondicionais da arquitetura americana, em especial, de Frank Lloyd Wright. A busca de liberdade e um primeiro momento de “moral tecnológica” aproximou Artigas do repertório de Wright. Artigas diz ter estudado Frank Lloyd Wright até compreender seu significado e se ver livre da influência que ele pudesse exercer sobre sua própria obra.
Para ele, a contribuição de Wright se reduz a características formais superficiais: o uso de materiais em seu estado natural, a busca de efeitos pintorescos, a acentuação de linhas horizontais, os telhados superpostos e salientes.
Em sua primeira fase os elementos de Wright foram :
Desenho dos telhados
A posterior adoção do repertório de Le Corbusier na segunda fase da obra de Artigas é relacionada à influência do contexto do pós-guerra, quando os Estados Unidos passam a assumir uma atitude imperialista e a arquitetura de Wright, como representante norte-americana, não seria condizente com a postura anti-imperialista e o ideal progressista assumido por Artigas.
Beirais prolongados

Acentuação das linhas horizontais através da sobreposição de telhados em linhas longitudinais sem verga,
O uso de tijolos aparentes, a continuidade interior/exterior, entre natureza e obra construída
Fuga ao racionalismo e funcionalismo estritos, identidade com aspectos simples da cultura vernácula
Valorização dos aspectos construtivos.
O paralelo entre as obras de Wright e Artigas
Apesar de se ter conhecimento de uma série de casas sobre influência das casas da pradaria, é verificado maior influência nas casas a serem estudas. Por terem a lareira como ponto central da casa e a sala de estar integrada com a sala de jantar, assim como as Prairie houses. São elas: Casa Roberto Lacaze,1941; Casa Vilanova Artigas, 1942; Casa Luiz Antônio Ribeiro, 1942; e Casa Rio Branco Paranhos, 1943.
É importante entender que a “casinha” mostra os primeiros indícios de uma ruptura da influência da planta da casa tradicional paulista, podendo ser nitidamente notada uma inspiração no esquema da Praire Square de Wright. Desvinculada dos rótulos modernistas, apoiava-se na casa norte-americana reinventada por Wright. O uso do tijolo aparente, os beirais generosos de madeira, a caixilharia alcançando o teto,sempre remeteram estas obras à produção de Wright de sistema Usonia.
Prairie House - casas da pradaria ou planície
Falling Water House – Casa da Cascata
Casa da cascata- primeiro pavimento
Casa da cascata – segundo pavimento
Casa da cascata – terceiro pavimento
Casa da cascata – ala de hóspede 1
Casa da cascata – ala de hóspede 2
Casa Rio Branco Paranhos- Vilanova Artigas
Casa Rio Branco Paranhos- Vilanova Artigas
Frederick C. Robie House - Frank Lloyd Wright
Frederick C. Robie House - Frank Lloyd Wright
Segunda residência do arquiteto - Vilanova Artigas
Segunda residência do arquiteto - Vilanova Artigas
Residência Errazuris - Le Corbusier
Residência Errazuris - Le Corbusier
Ginásio Itanhaem - VilaNova Artigas
Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro - Reidy
Beirais Prolongados / Rio Branco Paranhos - Vilanova Artigas
A esquerda casa Paranhos, Vilanova Artigas. A direita, casa Robie, Wright.

Casa para Frederick C. Robie, Chicago. Frank Lloyd Wright

A "Casinha" - Vilanova Artigas
O principal exemplo da influência Wrightiana na arquitetura de Artigas é a casa Rio Branco Paranhos, 1943,que é comparada diretamente com a Casa Robie de Wright, 1909 e tem como influência o afastamento do limite do terreno e o uso de tijolo aparente.
Princípio dos telhados superpostos
Beirais prolongados

A esquerda casa Paranhos, Vilanova Artigas. A direita, casa Robie, Wright.

Janelas em faixas longitudinais contínuas

Casa RioBranco Paranhos - Vilanova Artigas

Uso de tijolos aparentes

Frederick C. Robie House - Frank Lloyd Wright
Planta / Casa RioBranco Paranhos - Vilanova Artigas

Espaço interno fluido
Continuidade interior/exterior, entre natureza e obra construída
Influência de elementos arquitetônicos, estratégias compositivas e tipologia
Sala de estar integrada com sala de jantar
Valorização dos aspectos construtivos
Planta / Casa Frederick C. Robie House -Frank Lloyd Wright
A Casa Roberto Lacaze, 1941, também tem sinais de influência Wrightiana pela sala de jantar e sala de estar ser uma só, de a lareira estar situada no meio da sala de estar e da diferença de nível da área social para área íntima.
A casa Luiz Antônio Leite Ribeiro 1942, não é citada por muitos autores em relação à influência das casas da pradaria sobre Artigas, mas percebe-se uma grande influência sobre a mesma pelos seguintes fatores: presença da lareira no meio da sala de estar e primeiro pavimento constituído de uma parte menor que o pavimento térreo.
A partir da exposição dos estudos existentes que comparam as obras de Artigas e Wright levam em conta a influência de elementos arquitetônicos,estratégias compositivas e tipologia. Classificações tão diversas resultam da abordagem a partir da análise de características formais genéricas que pode ser extrapolada para a produção de outros arquitetos.
Pode-se concluir que este trabalho expôs as diferentes influências arquitetônicas que Vilanova Artigas sofreu durante toda sua vida, levando a um nível profissional grandioso de ser admirado nacionalmente e como ainda hoje é admirado, principalmente em São Paulo. Através do mesmo podemos entender como ele usou sua própria arquitetura sob as influencias recebidas de grandes nomes da arquitetura como Wright e Le Corbusier e as suas próprias sobre a Escola Paulista.
Foi enfatizada a sua primeira fase com as influências de Frank Lloyd Wright, já que esta fase teve grande importância na vida e nas obras de Artigas por ser o começo de sua arquitetura.
Vilanova era um arquiteto inovador que buscava uma nova linguagem da arquitetura e a busca de liberdade e um primeiro momento de “moral tecnológica” que aproximaram Artigas do repertório de Wright e essa influência está presente em várias de suas obras.
A principal influencia foi a arquitetura orgânica que diverge do ideal racionalista e expressou-se em termos diferentes. Pode-se reduzir a quatro elementos principais os traços fundamentais que definem a originalidade da corrente orgânica:
-Modéstia aparente; -Preferência por materiais tradicionais; -Rejeição do tipo standard e da estrutura modulada; -Primazia absoluta do interior sobre o exterior.

Conclusão
Além disso os elementos de Wright nas obras de Artigas são basicamente: o desenho de telhados salientes com beirais prolongados, a acentuação das linhas horizontais pela sobreposição dos telhados, as janelas em linhas longitudinais sem verga, o uso de materiais em seu estado natural, como tijolos aparentes, a continuidade do interior com o exterior, a fuga ao racionalismo e funcionalismo estritos, a identidade com aspectos simples da cultura vernácula, com a busca de efeitos pitorescos e a valorização dos aspectos construtivos.
No período pós-guerra, os Estados Unidos passaram a assumir uma atitude imperialista e arquitetura de Wright, como representante norte-americana, não seria condizente com a postura anti-imperialista e o ideal progressista assumido por Artigas, o que levou à segunda fase de suas obras, adotando o repertório de Le Corbusier, com elementos como teto jardim, pilotis de seção circular, paredes e estruturas independentes, superfícies envidraçadas e ensaio das rampas interrelacionando os volumes.
Posteriormente, veio a terceira fase, onde é referida ao caráter original de Artigas, conservando da primeira fase a simplicidade de materiais e da segunda, a estética baseada no uso das técnicas contemporâneas com grande influência do brutalismo, com uso do concreto bruto, rejeitando a tradicional leveza brasileira para subsituí-la por uma impressão de peso, além de univolumetria de prismas puros.
A influência de Artigas exerceu-se nos alunos da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, onde logo sua cultura e dinamismo o impuseram como um dos professores mais respeitados, no qual os alunos são certamente atraídos pelo espirito de mestre que ele havia.
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