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Os Lusiadas

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by

Ana Cunha

on 4 January 2013

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Transcript of Os Lusiadas

A estrutura dos Lusíadas Estrutura Externa dos Lusíadas Os Lusíadas são constituídos por dez Cantos. Cada Canto possui um número variável de estrofes com oito versos (oitavas). O Canto mais longo é o X, constituído por 156 estrofes.
As estrofes obedecem a uma estrutura fixa: são compostas por versos decassilábicos (dez sílabas métricas), com acentuação rítmica na sexta e décima sílabas (versos heróicos),

EX: As| ar|mas| e os| ba|rões a|ssi|na|la|dos
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 As estrofes apresentam o seguinte esquema rimático:abababcc ou seja rima cruzada nos seis primeiros versos e emparelhada nos dois últimos.

EX:
As armas e os barões assinalados a
Que, da Ocidental praia Lusitana; b
Por mares nunca dantes navegados a
Passaram ainda além da Taprobana b
Em perigos e guerras esforçados a
Mais do que prometia a força humana, b
E entre gente remota edificaram c
Novo Reino, que tanto sublimaram; c rima
cruzada rima emparelhada Estrutura Interna dos Lusíadas 1. A Proposição - O poeta expõe, em síntese, o que vai cantar. [Canto I, estrofe 1-3]
2. A Invocação - O poeta faz um apelo a seres subrenaturais para que o ajudem a cantar e contar os feitos dos heróis humanos.São quatro as invocações: * Uma das nove musas da Antiguidade clássica. Para além de cantoras divinas, que alegram os deuses, cada uma delas está ligada a uma forma de arte ou de pensamento. Calíope, a primeira de todas em dignidade, tem o domínio da poesia e da eloquência. 3. A Dedicatória - Camões dedica o poema ao rei D. Sebastião [Canto I, estrofe 6-18]

4. A Narração - Camões narra os factos da nossa História, evitando a sucessão cronológica para que o poema não se assemelhe a uma crónica. Assim, o começo da narração não coincide com o começo da ação: a narração da ação central - a viagem de Vasco da Gama à Índia - inicia- se quando esta já vai sensivelmente a meio. A este processo narrativo damos o nome de narração in medias res. [Canto I, estrofe 19, até ao fim do Canto X] Em quantos planos podemos considerar desenvolvido o conteúdo d'Os Lusíadas? A narração d'Os Lusíadas constrói-se através da articulação de três planos narrativos:
1. A Viagem de Vasco da Gama, cuja sequência é a seguinte:
Canto V: de Lisboa ao canal de Moçambique
Canto I: do canal de Moçambique a Mombaça
Canto II: de Mombaça a Melinde
Canto VI: de Melinde a Calecut
Canto IX: de Calecut à Ilha dos Amores
Canto X: da Ilha dos Amores a Lisboa 2. A História de Portugal - plano encaixado no da Viagem, é constituído pela narração da História de Portugal contada por Vasco da Gama ao rei de Melinde, por Paulo da Gama ao catual* de Calecut e por entidades divinas que vaticinam feitos futuros dos Portugueses (as profecias). * Alto funcionário, regedor ou governador que havia antigamente entre alguns povos do Oriente. 3. O Maravilhoso - plano sempre articulado com o plano da Viagem, diz respeito à intervenção de deuses pagãos ou do Deus cristão na ação. Esta intervenção ocorre ao longo de toda a obra e são os deuses que criam a intriga propriamente dita. Por isso, podemos considerar que este é não só o plano mais importante como o mais interessante.

4. A estes planos acrescenta-se o das Intervenções do Poeta - normalmente situadas nos finais dos Cantos, e são constituídas por lamentações, críticas, reflexões ou exortações. O que é a epopeia ? A epopeia é um dos géneros do modo narrativo e, portanto nela encontramos uma ação, personagens, tempo e espaço. O que a destingue de qualquer outro relato são as duas características primordiais.
o caráter heróico e a exaltação das ações narradas;
a forma versificada
Na composição épica glorifica-se, assim, um herói (individual ou coletivo, real ou imaginário) cujos feitos adquirem valor universal. Quais são as fontes d'Os Lusíadas ? A epopeia tem a sua origem na Antiguidade clássica (greco-latina). Foi um dos géneros literários cultivados pelos poetas desta época, de que são exemplo da Odisseia, de Homero, e a Eneida, de Vergílio. Camões, como verdadeiro homem renascentista, inspirou-se nessas e noutras epopeias para a elaboração da sua obra: são chamadas fontes literárias. No que respeita ao assunto, Camões inspirou-se em fontes históricas, nomeadamente nas crónicas de Fernão Lopes e de Rui Pina. No entanto, Os Lusíadas são uma obra literária e não uma obra de história: os factos narrados, embora historicamente fundamentados, revelam a extraordinária imaginação do poeta, tendo por objetivo sobrevalorizar as capacidades humanas dos Portugueses.
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