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Enquadramento Histórico dos Matadouros Municipais

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Mariana Vargues

on 22 November 2012

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Transcript of Enquadramento Histórico dos Matadouros Municipais

... . ... ... ... VI d.c n.c. ... ... Antiguidade Clássica Matadouros Municipais Enquandramento Histórico Idade Média Referências em obras de Homero
do Matadouro enquanto instituição Pública. XIX a.c. Império Grego Império Romano VIII a.c. As Boucheries eram encaradas como um monumento civil. Segundo o Dictionnaire de l’Académie Française, Bouchier (séc. XII) está directamente associado a “bouc” (cabra).Isto porque os “boucher” ou estavam encarregados de matar as cabras, ou porque vendiam a sua carne. Império Árabe Os Açougues eram os locais onde se vendia animais, se procedia ao abate e à venda da carne. Segundo o Dicionário Etimológico da Língua Portuguesa de
José Pedro Machado, é uma palavra de origem Árabe. Na Idade Média Europeia,
ser Boucher era um cargo Hereditário. Paris, 1096.

Primeiro estabelecimento de venda de carne. Inicia-se a Corporação da Grande Boucherie. A matança acontecia, no coração de Paris, pelas ruas ao redor do Grand Châtelet, perto da Grande Boucherie.Nas cidades mais pequenas, havia só um local de matança ou o mais frequente era 1a rua dos talhantes. Esta ocorria no pátio do seu estabelecimento ou na rua. VIII a.c. III a.c. XV d.c. V d.c XII d.c. XIII d.c. XIV d.c. A Grande Boucherie no Quarteirão das Portas de Paris. 1099
(Lee, Paula Young. Meat, Modernity and the Rise of the Slaughterhouse. P.15) A corporação dos Bouchers de Paris é rica, poderosa e bem implantada nas redes do poder da capital. Nas cidades mais pequenas, havia só um local de matança ou o mais frequente era uma rua dos talhantes.
Esta ocorria no pátio do seu estabelecimento ou na rua.
Até aqui também a venda era assegurada pelos açougueiros em regime de propriedade privada.
Foi desde meados do séc. XV, que o abastecimento público em carnes veio a ser progressivamente do domínio dos Municípios. Wikipédia Açougue
Primeiro registo de intervenção municipalista.
As indicações vinham no sentido de dar já determinadas condições ao novo edifício que se pretendia construir, e aí se instalar o matadouro da cidade de Lisboa. 1438 Cortes de Leiria 1461 “As paredes deste edifício tivessem alicerces de pedra e cal, e paredes de taipa, revestidas de cal por fora e por dentro.”
Cortes de Leiria, 1438. P. 231 Este matadouro não chegou a ser construído, pois existem registos que se referem aos currais de S. Lazaro, como o local onde se matava o gado, e onde se mantiveram até ao seu encerramento em 1863. Portugal Idade Média Arquivo Municipal de Lisboa 1438 e 1863 XVI d.c. 1589 Antigo Regime Os estatutos franceses, obrigaram a comercialização da carne ser pesada e não a olho como se fazia antigamente. séc. XVIII Apesar da construção de alguns matadouros municipais, estes encontravam-se desajustados às dimensões das cidades e desta forma se mantiveram durante quatro séculos sucessivos, sendo alvo de inúmeras queixas dos homens e tempéries naturais. “Le bouef”, Rembrandt (Wikipédia Abattoir) Elles ne sont pas hors de la ville, ni dans les extrêmités; eles sont au millieu. Le sang ruissele dans les rues, il se caille sous vos pieds, e vos souliers en sont rougis. En passant, vous étes tout-à-coup frappé de mugissemens plaintifs. (…)
Quelquefois le boeuf, étourdi du coup e non terrasse, brife ses liens, et furieux s’échapp de l’antre du trépas; il fuit ses bourreaux, e frappe tous ceux qu’il recontre, comme les ministres ou les complices de sa mort; il répand la terreur; e l’onfuit devant l’animal qui la veille étoit venu à la boucherie d’un pas docile e lent. Des femmes, des enfans qui se trouvent sur son passage, sont blessés; e les vouchers qui courent après la vistime échappée, sont aussi dangereux dans leur course brutale que l’animal que guident la douleur e la rage.
Une luxure grossiere e furieuse les distingue [, les boucher], e il y a des rues près des boucheries, d’où s’exhale une odeur cadavéreuse, où de viles prostituées, assises sur des bornes en plein midi; affichent publiquement leur débauche.

Quoi de plus révoltant e de plus dégoûtant que d’égorder les bestiaux e de les dépecer publiquement? On marche dans le sang caillé. Il y a des boucheries où l’on fait passer le boeuf sous l’étalage des viandes: l’animal voit, slaire, recule; on le tire, on l’entraine; il mugit, les chiens lui mordent les pieds, tandis que les conducteus l’assomment pour le faire entrer au leu fatal.
Un mouton meurtri de coups succomboit au milieu de la rue Dauphine à la fatigue; le sang lui ruisseloit par les yeux; tout- à coup une jeune fille en pleurs se précipite sur lui, soutient sa tête, qu’elle essuie d’une main avec son tablier, e de l’autre, un genou en terre, supplie le boucher, don’t le bras étoit déja levé pour frapper encore. Cela n’est-il pas à peindre? Quand verrai-je ce petit tableau au salon du Louvre? Revolução Industrial


Várias são as transformações que se esboçam nas cidades inglesas, a partir da segunda metade do século XVIII, e que, com mais ou menos atraso, se repetem nos restantes países europeus. Entre elas, Leonardo Benevolo destaca:
o aumento da população,
o aumento da produção industrial
e a mecanização dos sistemas de produção.

A rápida concentração urbana, originou problemas de nutrição, de controlo de epidemias e de organização das cidades. Municípios e autoridades públicas sentiram-se obrigados a dar resposta a estas exigências através de reformas sanitárias e de leis públicas. As medidas incrementadas atribuíam novos cargos e códigos de conduta para os esgotos, recolha de lixos, abastecimento de água, vias públicas e inspecção de matadouros. Vai longe o tempo em que as municipalidades se desinteressavam do que se passava nestes estabelecimentos, entregues à iniciativa popular. (...) Quem queria montava um matadouro (...). O assunto, (...) passou a preocupar os próprios governos pela acção nociva que sobre a saúde pública podiam exercer.
(Inquérito sôbre matadouros e mercados das capitais dos distritos administrativos, 1934, Capítulo I, p. 1) séc. XIX É com a entrada no séc. XIX, que as preocupações com os matadouros e a consequente desordem do abastecimento de carne, principalmente nos densos aglomerados urbanos, são conscientizadas pelos membros do poder. 1810 França, decreto de 9 de Fevereiro
Napoleão I decide criar, na cidade de Paris, cinco locais de matança. Três do lado direito do Sena e dois do lado esquerdo. 1850 1830 Espalharam-se, por toda a Europa, planos baseados em princípios higienistas que, aliados às novas legislações, transformaram a malha das cidades, Urbanistica Moderna “tornando inevitável uma intervenção reparadora" Benevolo. As origens da Urbanistica Moderna. P. 11 Largas avenidas, jardins, linhas férreas e imponentes edifícios públicos vieram “proporcionar unidade e transformar num todo operacional o ‘enorme Mercado consumidor, a imensa fábrica'" Françoise Choay descreve o aglomerado urbano de Paris É aprovado o decreto que impunha penas a quem matasse porcos na rua ou fora dos locais designados para o efeito. É nomeado um chefe de fiscalização sanitária do matadouro, um cirurgião, com a incumbência de examinar os animais ainda vivos e de cuidar de tudo o que dizia respeito à limpeza e sanidade desse estabelecimento. Portugal 1833 1834 É requisitado à Camara um guarda para o matadouro, com o fim de se fazerem respeitar e cumprir as ordens dos dirigentes. 1839 É promulgado um regulamento provisório do matadouro, que estabelecia os deveres dos vários trabalhadores dos matadouros e o seu cumprimento, inspecção de carnes e higiene. 1840 É promulgado um novo regulamento provisório, desta vez estatuía-se a organização dos serviços do matadouro e foram ainda definidas cotas de matança a serem pagas à Câmara. 1854 Com o passar dos anos e a evolução da ciência veterinária e higienista, foram sendo aprovados e alterados novos documentos reguladores. Foi no momento em que os antigos espaços de matança nada se adequavam às novas necessidades é que se sentiu e foi reconhecido pelas Câmaras Municipais a real necessidade de se construírem novos matadouros. Matadouros Municipais ( Primeira Fase) Rouen 1842 Bruxelas 1843 Mulhouse 1847 1856 Marseille Edimbourg e Wien Lyon Augsburg 1863 Milão e Zurique Lisboa Estugarda 1865 1867 Paris 1869 Bale Londres 1851 Existiam 70 matadouros públicos, todos criados e geridos por particulares, e só em 1851 é que estes ficaram sujeitos aos regulamentos de higiene pública. séc. XX No início do séc. XX, praticamente cada Concelho possuía, pelo menos um estabelecimento onde se procedia ao abate de gado e preparação de carnes para o abastecimento público.
Assim, em 273 Concelhos do Continente só 24 não possuíam matadouros ou casas de matança. Pedro José Peserat 1878 Conceito de Matadouro Municipal Os estabelecimentos sujeitos às leis gerais de higiene pública e de polícia sanitária, administrados e superentendidos por empregados e fiscais de nomeação dos municípios, onde os marchantes, mediante o pagamento de quotas previamente fixadas, efectuavam a matança e esquartejamento do gado destinado à alimentação pública, e à preparação de todos os produtos miudezas e resíduos animais que dele derivam, com o fim de os apropriar aos diversos misteres das indústrias, que os utilizam.
(Manuel Trigo Pereira. Colóquio Agropecuário. 1977) Os matadouros municipais eram estabelecimentos considerados indispensáveis para a vida nos aglomerados urbanos e que requeriam especial atenção no seu desenho, construção e gestão.
Pretendia-se proteger a saúde pública, através de inspecções rigorosas dos animais em vida, durante o abate e da carne antes de serem encaminhadas para consumo.Para isto, no projecto era necessário ter em conta o desenho de:
Espaços amplos, destinados aos Estábulos, onde os animais viriam a aguardar as 24 horas que precedessem ao abate.
Laboratórios devidamente desenhados e equipados
Disposição, para uma perfeita drenagem e eliminação de resíduos, que permitissem uma completa lavagem dos espaços e a sua fácil desinfecção. No entanto, no documento sobre o Matadouro Municipal de Lisboa para a Exposição Universal de Paris, os matadouros construídos eram descritos da seguinte maneira:
“não respondiam de maneira nenhuma às exigências sanitárias, pelas suas pequenas dimensões, deficiências de construção, de proporções e de organização espacial, pouco arejamento e iluminação” 1934 Em 1934, os matadouros de Lisboa e Coimbra estavam irremediavelmente condenados e o do Porto já teria sido substituído. Os transportes mecânicos vieram atenuar a situação da época, no entanto, as operações acessórias realizadas nos matadouros são de natureza insalubre e perigosas e por isso acresciam o trânsito nas zonas envolventes, tanto no que diz respeito ao transporte do gado como na eliminação diária de despojos e lixos.
A situação preocupava, de tal maneira, o Governo que foi requerida a elaboração de um Inquérito aos Matadouros e Mercados das capitais de distrito de Portugal continental, a fim de se fazer um balanço sobre a situação destes.
Apesar de a responsabilidade ser totalmente municipal, e de a regra ditar a supressão de todos os matadouros privados, desde que os matadouros municipais estivessem habilitados a fornecer toda a carne precisa pelas populações e industrias, a verdade era que o Relatório indicava serem muitos “os matadouros nas capitais de distrito que ainda não estavam em conformidade com aquilo que se considerava um matadouro moderno.” O Matadouro de Lisboa não satisfaz as condições de um matadouro moderno mas funciona com cuidados de limpeza e desinfecção que mesmo no interior da cidade, quase não incomoda quem perto dele vive.
(Inquérito sôbre matadouros e mercados das capitais dos distritos administrativos, 1934, Capítulo I, p. ?) As cidades de Aveiro, Coimbra, Guarda e Leiria, precisavam urgentemente de novos matadouros. Sendo que Guarda viu ser construído um novo matadouro em 1940.
As cidades de Braga e Bragança tinham matadouros modernos, a necessitar de pequenas obras de melhoramento. Bem, como o Caso de Évora, apesar de ser mais antigo (ainda do século XIX). Beja, apesar das boas condições, este encontrava-se mal localizado.
Os restantes de, Faro, Portalegre, Santarém, Setúbal, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu, precisavam dos seus matadouros ampliados e modernizados.
Porto e Gondomar tinham matadouros muito recentes e exemplares.
Apenas Bragança possuía um frigorífico, no entanto o relatório indicava não recomendar a sua instalação nos restantes matadouros, por não se justificar, analisando o facto de a quantidade de produção ser pouca. Os matadouros mais recentes ou em fase de construção, já preenchiam os requisitos, e alguns eram mesmo exemplares. No entanto, a generalidade, apesar de construídos no final do século XIX, já precisavam de modernizações, às quais as câmaras municipais não tinham recursos técnicos nem financeiros para dar resposta. Era necessária uma intervenção e colaboração do Estado. Inquérito sôbre matadouros e mercados das capitais dos distritos administrativos 1873 Matadouros Municipais Enquandramento Histórico 1886 1889 J. Arnoul. Noveaux elements d’hygiene. 1889 1948 Re-Ler 1873 Becquerel, Alfred
Traité élementaire d’hygiene privée et publique. 1805 Précis d'architecture. Nicolas - Louis Durand 1919 Toupnot. Traité pratique de constrution des abattoirs 1818 Montmartre Roule Menilmontant Villejuif Grenelle Escola Francesa (Primeiros Matadouros Municipais) Morfologia dos Matadouros Municipais 1800- 1950 Localização Dimensões Programa Organização Espacial Escola Francesa Escola Alemã Escola Americana Sistema Horizontal Sistema Vertical Sistema Misto Circulações Instalações técnicas 1906 Upton Sinclair. "The Jungle" “Now and then a visitor wept, to be sure; but this slaughtering machine ran on, visitors or no visitors. It was like some horrible crime committed in a dungeon, all unseen and unheeded, buried out of sight and of memory.” (p. ) Antigo Regime “Le bouef”, Rembrandt (Wikipédia Abattoir) 1783 Etnógrafo Louis- Sébastien Mercier, em Tableau de Paris Paris "Late-eighteenth-century Paris was a city of jarring disparities, between privilege and poverty, the high culture of the Enlightenment salons and the low culture of the neighbourhood taverns, the brilliance of royal retinues and the misery of the working poor."
(Meat, modernity and the rise of the slaughterhouses)
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