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Memorial Do Convento

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by

Luis Felix

on 6 May 2014

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Transcript of Memorial Do Convento

Lisboa


É o espaço real, onde os acontecimentos ocorrem.




O cenário da obra tem dois macro espaços.

Micro-Espaços
Micro-Espaços

Constitui o ninho de amor de Baltasar e Blimunda. Da descrição que o narrador dela faz, podemos inferir a simplicidade da vida e a pobreza do casal.

Por outro lado, é aí que se vai construindo a passarola.


Micro-Espaços
Lisboa :
Espaço
Memorial Do Convento
Mafra
A visão que temos de Lisboa é que esta é uma cidade muralhada e com abundância de igrejas o que denuncia o ambiente profundamente religioso e beato que a domina e é ainda descrita como uma cidade suja.

Exemplos
Pag.28:
“(…) cidade é imunda, alcatifada de excrementos, de lixo, de cães lazarentos e gatos vadios, e lama mesmo quando não chove.”
: “Lisboa cheira mal, cheira a podridão (…)”


Pag.40:
“Lisboa derramava-se para fora das muralhas. Via-se o castelo lá no alto, as torres das igrejas dominando a confusão das caixas baixas, a massa indistinta das empenas.”



É um lugar fundamental, pois foi aqui construído o convento. Para tal foi necessário o esforço de milhares de homens, que trabalharam ao longo do anos, em condições desumanas, deixando por vezes lá a própria vida.

Pag.117:
“(...) o abençoado há-de ir a Mafra também, trabalhará nas obras do convento real e ali morrerá por cair de parede, ou da peste que o tomou, ou da facada que lhe deram, ou esmagado pela estátua de S. Bruno..."

Exemplo
Espaço Físico
Local onde Baltasar trabalha num açougue, após a sua chegada a Lisboa. É onde decorre a procissão do Corpo de Deus.


Terreiro do Paço
Rossio


Este espaço aparece no início da obra como local onde decorrem o auto-de-fé e a procissão da Quaresma.

Pag.71:
“(…)faltando ao padre Bartolomeu Lourenço o dinheiro para comprar os ímanes que(…) terão de vir do estrangeiro, está Sete-Sóis no açougue do Terreiro do Paço, por empenho do mesmo padre(…)”

Exemplo
S. Sebastião da Pedreira

Trata-se de um espaço relacionado com a passarola do padre Bartolomeu de Gusmão, ligada assim, ao carácter mítico da máquina voadora.
Na época, S. Sebastião da Pedreira era um espaço rural, onde existiam várias quintas que integravam palacetes.

Espaço que contrasta com a visão imunda da cidade.

Mercado de peixe

Exemplo
Pag.42:
“Sete-Sóis atravessou o mercado de peixe. (...) Mas no meio da multidão suja, eram miraculosamente asseadas, como se as não tocasse sequer o cheiro do peixe que removiam às mãos cheias..."

Exemplo

Pag.88:
"Num canto da abegoaria desenrolaram a enxerga e a esteira, aos pés dela encostaram o escano, fronteira a arca, como os limites de um novo território, raia traçada no chão e em panos levantada, suspensos estes por um arame para que isto seja de facto uma casa..."

Micro-Espaços
Pag.71:
“(…)faltando ao padre Bartolomeu Lourenço o dinheiro para comprar os ímanes que(…) terão de vir do estrangeiro, está Sete-Sóis no açougue do Terreiro do Paço, por empenho do mesmo padre(…)”

Exemplo
Convento de S. Francisco de Xabregas
Mosteiro da Cotovia dos padres da Companhia de Jesus

Casa de Blimunda

Abegoaria

Micro-Espaços
Pag.71:
“(…)faltando ao padre Bartolomeu Lourenço o dinheiro para comprar os ímanes que(…) terão de vir do estrangeiro, está Sete-Sóis no açougue do Terreiro do Paço, por empenho do mesmo padre(…)”

Exemplo
Mafra
É o local mais importante da vila, pois foi este o local escolhido para a construção do convento.

Alto da Vela
Ilha da Madeira

É o local onde os trabalhadores estavam alojados. No inicio estavam alojados dez mil trabalhadores, ascendendo, posteriormente, para os quarenta mil.

Pero pinheiro

Local de onde é trazida a pedra.

Exemplo
Pag.89:
“El-rei foi a Mafra escolher o sítio onde há-de ser levantado o convento. Ficará neste alto a que chamam de Vela(…)”

Micro-Espaços
Pag.71:
“(…)faltando ao padre Bartolomeu Lourenço o dinheiro para comprar os ímanes que(…) terão de vir do estrangeiro, está Sete-Sóis no açougue do Terreiro do Paço, por empenho do mesmo padre(…)”

Exemplo
A Casa de Sete-Sóis

Que se localizava “muito perto da Igreja de Santo André e do palácio dos Viscondes”

Igreja de Mafra

Que estava devidamente ornamentada no dia da sagração da primeira pedra do convento.

Espaço Social
A visão que temos de Lisboa é que esta é uma cidade muralhada e com abundância de igrejas o que denuncia o ambiente profundamente religioso e beato que a domina e é ainda descrita como uma cidade suja.

Exemplos
Pag.28:
“(…) cidade é imunda, alcatifada de excrementos, de lixo, de cães lazarentos e gatos vadios, e lama mesmo quando não chove.”
: “Lisboa cheira mal, cheira a podridão (…)”


Pag.40:
“Lisboa derramava-se para fora das muralhas. Via-se o castelo lá no alto, as torres das igrejas dominando a confusão das caixas baixas, a massa indistinta das empenas.”


É um lugar fundamental, pois foi aqui construído o convento. Para tal foi necessário o esforço de milhares de homens, que trabalharam ao longo do anos, em condições desumanas, deixando por vezes lá a própria vida.

Pag.117:
“(...) o abençoado há-de ir a Mafra também, trabalhará nas obras do convento real e ali morrerá por cair de parede, ou da peste que o tomou, ou da facada que lhe deram, ou esmagado pela estátua de S. Bruno..."

Exemplo
O espaço social é construído, na obra, através do relato de determinados momentos e do percurso de personagens que tipificam um determinado grupo social, caracterizando-o.

Ao nível da construção do espaço social destacam-se os seguintes momentos:
Procissão da Quaresma;
Auto-de-fé;
A tourada;
Procissão do Corpo de Deus;
O trabalho no convento;
A miséria no Alentejo.

Espaço Social
Pag.71:
“(…)faltando ao padre Bartolomeu Lourenço o dinheiro para comprar os ímanes que(…) terão de vir do estrangeiro, está Sete-Sóis no açougue do Terreiro do Paço, por empenho do mesmo padre(…)”

Exemplo
Procissão da Quaresma
Caracterização da cidade de Lisboa;

Excessos praticados durante o Entrudo
(satisfação dos prazeres carnais)
e brincadeiras carnavalescas
– as pessoas comiam e bebiam demasiado, davam
“umbigadas pelas esquinas”,
atiravam água à cara umas das outras, batiam nas mais desprevenidas, tocavam gaitas e espojavam-se nas ruas;

Penitência física e mortificação da alma
após os desregramentos durante o Entrudo (é tempo de
“mortificar a alma para que o corpo finja arrepender-se”
);

Descrição da procissão;

Manifestações de fé que tocavam a histeria
(as pessoas arrastam-se pelo chão, arranham-se, puxam os cabelos, esbofeteiam-se) enquanto o bispo faz sinais da cruz e um acólito balança o incensório; os penitentes recorrem à autoflagelação;
Espaço Social
Pag.71:
“(…)faltando ao padre Bartolomeu Lourenço o dinheiro para comprar os ímanes que(…) terão de vir do estrangeiro, está Sete-Sóis no açougue do Terreiro do Paço, por empenho do mesmo padre(…)”

Exemplo
Autos-de-Fé (Rossio)
Neste relato, são de salientar os seguintes aspetos:
O Rossio está novamente cheio de assistência, a
população está duplamente em festa
, porque é Domingo e porque vai assistir a um auto-de-fé (passaram dois anos após o último evento deste tipo);



A assistência feminina
, à janela, exibe as suas toilettes, preocupa-se com
pormenores fúteis relativos à sua aparência
(a segurança dos sinaizinhos no rosto, a borbulha encoberta), e aproveita a ocasião para se entregar a jogos de sedução com os pretendentes que se passeiam em baixo;

Início da relação entre Baltasar e Blimunda;

Punição dos condenados pelo Santo Ofício
– o povo dança em frente das fogueiras;
Este afirma que, apesar da tentativa de purificação através do incenso, Lisboa permanecia uma cidade suja, caótica e as suas gentes eram dominadas pela hipocrisia de uma alma que ironicamente, este define como “perfumada”.
O narrador revela a sua dificuldade em perceber se o povo gosta mais de autos-de-fé ou de touradas, evidenciando com esta afirmação a sua ironia crítica perante um povo que revela um gosto sanguinário e procura nas emoções fortes uma forma de preencher o vazio da sua existência.
Espaço-social
Pag.71:
“(…)faltando ao padre Bartolomeu Lourenço o dinheiro para comprar os ímanes que(…) terão de vir do estrangeiro, está Sete-Sóis no açougue do Terreiro do Paço, por empenho do mesmo padre(…)”

Exemplo
Tourada( Terreiro do Paço)
O espetáculo começa e o narrador enfatiza a forma como os
touros são torturados
, exibindo o sangue, as feridas, as ”tripas”
ao público que, em exaltação, se liberta de inibições
(“aos homens em delírio apalpam as mulheres delirantes, e elas esfregam-se por eles sem disfarce”).

Dois toiros saem do curro e investem contra bonecos de barro colocados na praça, de um saem coelhos que acabam por ser mortos pelos capinhas, de outro, pombas que acabam por ser apanhadas pela multidão.

A ironia do narrador é ainda traduzida pela constatação de que, em Lisboa, as pessoas não estranham o cheiro a carne queimada, acrescentando ainda numa perspetiva crítica, que a morte dos judeus é positiva, pois os seus bens são deixados à Coroa.

Narrador
Espaço-Social
Pag.71:
“(…)faltando ao padre Bartolomeu Lourenço o dinheiro para comprar os ímanes que(…) terão de vir do estrangeiro, está Sete-Sóis no açougue do Terreiro do Paço, por empenho do mesmo padre(…)”

Exemplo
Procissão do corpo de Deus
Descrição do aparato da procissão que começa logo de manhã bem cedo
(as colunas, as figuras, os medalhões, as ruas toldadas, os mastros enfeitados com seda e ouro, as janelas ornamentadas com cortinas e sanefas de damasco e franjas de ouro);

Visão oficial da procissão como forma de purificação das almas, que tentam libertar-se dos pecados cometidos;

Histeria colectiva das pessoas que se batem a si próprias e aos outros como manifestação da sua condição de pecadores
Apresenta uma crítica às crenças e interditos religiosos, bem como à vida dissoluta do rei com as freiras.
Narrador
Espaço-Social
Pag.71:
“(…)faltando ao padre Bartolomeu Lourenço o dinheiro para comprar os ímanes que(…) terão de vir do estrangeiro, está Sete-Sóis no açougue do Terreiro do Paço, por empenho do mesmo padre(…)”

Exemplo
O trabalho no convento
Narrador
Narrador
Mafra simboliza o espaço da
servidão desumana
a que D. João V sujeitou todos os seus súbditos
para alimentar a sua vaidade;

Vivendo em
condições deploráveis
, os cerca de
quarenta mil portugueses foram obrigados
, á força de armas, a abandonar as suas casas e a erigir o convento para cumprir a promessa do seu rei e aumentar a sua glória;
Espaço Social
Pag.71:
“(…)faltando ao padre Bartolomeu Lourenço o dinheiro para comprar os ímanes que(…) terão de vir do estrangeiro, está Sete-Sóis no açougue do Terreiro do Paço, por empenho do mesmo padre(…)”

Exemplo
A miséria no Alentejo
O Alentejo associa-se à fome e à miséria daqueles que, longe da capital, lutam pela sobrevivência e, por vezes, se entregam a comportamentos imorais.

Espaço Psicológico
A visão que temos de Lisboa é que esta é uma cidade muralhada e com abundância de igrejas o que denuncia o ambiente profundamente religioso e beato que a domina e é ainda descrita como uma cidade suja.

Exemplos
Pag.28:
“(…) cidade é imunda, alcatifada de excrementos, de lixo, de cães lazarentos e gatos vadios, e lama mesmo quando não chove.”
: “Lisboa cheira mal, cheira a podridão (…)”


Pag.40:
“Lisboa derramava-se para fora das muralhas. Via-se o castelo lá no alto, as torres das igrejas dominando a confusão das caixas baixas, a massa indistinta das empenas.”



É um lugar fundamental, pois foi aqui construído o convento. Para tal foi necessário o esforço de milhares de homens, que trabalharam ao longo do anos, em condições desumanas, deixando por vezes lá a própria vida.

Pag.117:
“(...) o abençoado há-de ir a Mafra também, trabalhará nas obras do convento real e ali morrerá por cair de parede, ou da peste que o tomou, ou da facada que lhe deram, ou esmagado pela estátua de S. Bruno..."

Exemplo
Este espaço é-nos descrito através dos sonhos, dos pensamentos, estados de espírito, vivências íntimas, memórias e reflexões das personagens, dando-nos a ideia de uma atmosfera densa e pesada. É um espaço representativo da posição anticlerical vivida em Portugal no reinado de D. João V. Vivia-se uma religiosidade opressiva nesta época, tudo girava em função da motivação religiosa. Todos os acontecimentos importantes, excepto as touradas, tinham a ver com a religião.
Espaço Psicológico
Pag.71:
“(…)faltando ao padre Bartolomeu Lourenço o dinheiro para comprar os ímanes que(…) terão de vir do estrangeiro, está Sete-Sóis no açougue do Terreiro do Paço, por empenho do mesmo padre(…)”

Exemplo
Os sonhos
Os sonhos do rei e da rainha
contrastam com os das outras personagens, sobretudo porque
evidenciam o desamor
que marca a relação do casal real: D. João V sonha com a sua própria imortalidade, com a descendência e com o convento, enquanto D. Maria Ana sonha com o cunhado em razão da sua insatisfação sexual;

Baltasar sonha com Blimunda
, com o trabalho, com os animais, a terra, o ar;

Baltasar e Blimunda
têm sonhos comuns
e, por vezes, sonham em conjunto com o padre Bartolomeu de Gusmão, nomeadamente no que diz respeito à passarola, o que evidencia o profundo envolvimento das três personagens na realização daquela obra, ao contrário da construção do convento, executada à custa do trabalho de milhares para a realização do sonho de um só - D. João V.
Espaço Psicológico
Pag.71:
“(…)faltando ao padre Bartolomeu Lourenço o dinheiro para comprar os ímanes que(…) terão de vir do estrangeiro, está Sete-Sóis no açougue do Terreiro do Paço, por empenho do mesmo padre(…)”

Exemplo
Os pensamentos
Os pensamentos das personagens revelam o seu mundo interior, os seus desejos, sonhos e ambições.
A imaginação
Como a peregrinação em busca de Baltasar durante nove anos.
A memória
Quando Baltasar relembra o momento em que perdeu a sua mão esquerda na guerra.
A reflexão
Nomeadamente, a conversa entre a Infanta D.Maria Bárbara e a sua mãe durante o cortejo nupcial.
Espaço Psicológico
Pag.71:
“(…)faltando ao padre Bartolomeu Lourenço o dinheiro para comprar os ímanes que(…) terão de vir do estrangeiro, está Sete-Sóis no açougue do Terreiro do Paço, por empenho do mesmo padre(…)”

Exemplo
A atmofera do Romance
Esta é densa e pesada, em virtude da religiosidade opressiva, com traços de fanatismo, imposta pelos clérigos e pelas ordens religiosas que manobram a vida dos lisboetas, os habitantes da corte, os operários que trabalham nas obras do Convento de Mafra. Tudo parece girar em função da motivação religiosa: desde o nascimento da herdeira real, resultado de uma promessa, à construção do convento. A própria rainha vive dominada pelo fanatismo religioso.
Fim
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