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Técnica - Gêneros Jornalísticos

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by

Vanessa Santos

on 24 October 2012

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Transcript of Técnica - Gêneros Jornalísticos

Em recente levantamento feito pela Associação Paulista de Jornais (APJ) foi constatado que atualmente o conteúdo dos jornais é dividido da seguinte forma:

Gênero Informativo  60%
Gênero Opinativo  10%
Gênero Interpretativo  5%
Outros gêneros  25% A organização do jornal impresso Comparando a estrutura técnica dos gêneros, pode-se afirmar que a notícia informativa precisa conter basicamente as respostas pertinentes ao Que, Quem, Quando.

Mas, o Interpretativo e o Opinativo precisam aprofundar-se no Como e no Porque, pois trata-se de argumentar para chegar a uma conclusão lógica (que terão formas diferentes). E como distinguir a estrutura técnica dos gêneros?
GR  =     BC  +  BF
-------------------
( T  x   T )"

“Grande Reportagem (GR) é igual a um Bom Começo (BC) mais Bom Final (BF), em cima de Trabalho (T) vezes Talento (T) elevados à enésima potência”

Fórmula de José Hamilton Ribeiro A fórmula da Grande Reportagem “Reportagem é a representação de um fato ou acontecimento enriquecida pela capacidade intelectual, observação atenta, sensibilidade, criatividade e narração fluente do autor”. (AMARAL, 1997)

A reportagem tem também uma carga de subjetividade: o olhar do repórter, da empresa para qual trabalha etc Gênero Interpretativo: a reportagem A base da interpretação é a explicação de um assunto.

“Interpretar é contextualizar para tornar a informação mais explícita. Opinar é fazer juízo do assunto, é emitir ponto de vista a respeito". Rabaça e Barbosa (1993)

Num gráfico, a estrutura ficaria assim: O Gênero Interpretativo Aos poucos os grandes jornais impressos começam a aderir ao gênero informativo.

o gênero informativo preza pela informação neutra – desprovida de questionamentos ou juízos de valor – e foca a notícia em si.

Busca-se a neutralidade (diferente de imparcialidade) Quando o opinativo se transforma em informativo (Editoria: Economia)

Sem-terra invadem sede da Petrobrás no Rio (O Estado de S. Paulo)


MST ocupa ministério e petroleiros paralisam atividade contra leilão de petróleo (Folha de S. Paulo) A escolha dos termos também expressa a opinião (Editoria: Ciência e Tecnologia)

Transgênicos: Embrapa colhe batatas resistentes ao mosaico (O Estado de S. Paulo)


Batata alterada protege contra hepatite (Folha de S. Paulo) A escolha dos termos também expressa a opinião Alguns aspectos subjetivos que denotam a opinião:

A edição da matéria
As fotos utilizadas para ilustrar a matéria
A posição da foto numa página
A chamada de capa
Os termos utilizados
O corpo da fonte utilizada na matéria Subjetividade O gênero opinativo ganhou a página com o editorial da empresa comunicacional, além de artigos assinados.

Colunas e demais textos assinados, em todo o jornal, revelam a característica de um texto voltado para a persuasão opinativa. Os jornais distribuíram correspondentes que passaram a enviar matérias opinativas.

Artigo assinado (pessoa), editorial (empresa). E a coluna? Gênero Opinativo O gênero é funcional. Durante muito tempo, informava-se e opinava-se simultaneamente. A partir do século XX, passamos a ter algumas variações. Depois da segunda guerra mundial, passamos a ter a necessidade de interpretar - interpretar no sentido de explicar, educar.


Cinco gêneros: o gênero informativo, opinativo, interpretativo, diversional (entretenimento) e utilitário. Gênero O formato é técnico. Diz respeito à maneira pela qual o conteúdo jornalístico é apresentado. Estabelece relação direta com o meio técnico utilizado.

Pode-se ter diferentes formatos com a utilização de um mesmo meio técnico
(Ex.: web). Formato A prática jornalística pode ser dividida em
gêneros e formatos:

Mas... O que é gênero e o que é formato? Gêneros Jornalísticos Gêneros Jornalísticos:
informativo, interpretativo e opinativo no jornalismo impresso Boas reportagens podem acabar se tornando livros.

Ex.: Meninas da Noite (Gilberto Dimenstein)

Este livro é o resultado de uma série de reportagens feitas entre 1985 e 1995, sobre a prostituição infantil, e que foram publicadas no jornal Folha de S. Paulo em 1992.

O jornalista viajou durante seis meses pelo Norte e Nordeste do Brasil, procurando lugares onde meninas eram escravizadas sexualmente ou quase mantidas em cativeiro. O livro-reportagem “Pesquisar, checar dados, rechecar com outras fontes, cruzar informações, descobrir mentiras antes que elas sejam publicadas, enterrar-se em calhamaços de documentos, pedir ajuda a quem entende para estudar papéis técnicos e balanços, andar muito, ouvir muito, perguntar muito e ter a sorte de contar com uma boa equipe, com um editor competente e um programador visual ainda mais...eis o caminho da boa reportagem”. (CAMPOS, 2008).
Existe fórmula para escrever uma boa reportagem? Informativo ou Opinativo? A escolha das imagens também expressa a opinião Na realidade, a opinião pode ser percebida de várias formas que não somente no texto em si.

Do ponto de vista legal, entre outros modos de ver o impresso, está muito presente, no jornal, a opinião estética ou ideológica.
Elas são muito mais fortes que a opinião explícita, porque ninguém duvida do poder de comunicação da imagem como ícone não verbal que atinge até mesmo os iletrados. Gênero Opinativo e subjetividade Os principais jornais impressos do país já dividem claramente os diversos gêneros;

os mais utilizados são: informativo, interpretativo e opinativo;

cada um desses gêneros pode ser apresentado de diferentes maneiras no jornalismo impresso. A organização dos gêneros na atualidade Nos anos 30, com o bom êxito do jornalismo interpretativo nascente, os dirigentes de jornais observaram que tinham em mãos um negócio de futuro. Assim, os jornais foram se profissionalizando e se organizando em empresas bem estruturadas.

Cada gênero passou a ter sua valorização específica. A notícia ganhou formato de indagação imparcial sobre os fatos, condensando no lead tudo o que era preciso para prender a atenção do leitor interessado na informação. O desenvolvimento de outros gêneros No Brasil, os primeiros jornais tinham caráter essencialmente opinativo.

O Correio Braziliense já trazia sua opinião muito bem expressa em suas páginas.

A Gazeta do Rio de Janeiro também tinha o mesmo caráter – principalmente porque atendia aos interesses da Família Real. Brasil Muito antes de ser informativo ou interpretativo, o jornalismo foi opinativo, como observado no panfletismo ideológico da Revolução Francesa.

Naquela época, praticava-se um jornalismo muito mais opinativo e, conseqüentemente, mais tendencioso que informativo. Como tudo começou... INFORMAÇÃO


CONCLUSÃO EXPLICAÇÃO


CONSTATAÇÃO Esquematização da Interpretação “Nos anos 80, a pesquisa que só indicava a predominância de informativo e opinativo. A maioria do pessoal lia, dizendo que eu acho que só existem 2 gêneros. Não é isso, eu identifiquei somente dois gêneros na imprensa diária. De lá pra cá, eu venho pesquisando a cada 5 anos e fui encontrando evidências de que outros gêneros foram surgindo. O gênero interpretativo que teve uma vigência muito forte nos anos 60 e 70, desapareceu nos anos 80, voltou nos 90 e agora está se desenvolvendo muito”

(Entrevista concedida pelo Prof. José Marques de Mello) "a coluna não é o resumo dos principais acontecimentos do dia, mas "a explicação íntima desses fatos, o dado que faltou ao grande noticiário e que não chegou ao conhecimento do público, o lado pitoresco do acontecimento, o detalhe curioso, a história particular de cada decisão" (AMARAL, 1997). Classificação dos gêneros e formatos jornalísticos Fonte: MELO (1980 apud VAZ, 2008). Disponível em: http://www.intercom.org.br/papers/regionais/sudeste2008/resumos/R9-0204-1.pdf. Acesso em 20 mar 2012
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