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A reeducação psicomotora na perturbação de hiperatividade e défice de atenção (PHDA)

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by

Susana Sousa

on 23 June 2013

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Transcript of A reeducação psicomotora na perturbação de hiperatividade e défice de atenção (PHDA)

A reeducação psicomotora na perturbação de hiperatividade e défice de atenção (PHDA)
Reeducação psicomotora
As sessões de reeducação psicomotora têm como principal objetivo a reaprendizagem de como se executam ou se desenvolvem determinadas funções psicomotoras.





Psicomotricidade
“É uma prática que permite à criança, através do movimento integrado numa atmosfera lúdica e relacional, reencontrar o prazer sensoriomotor e a harmonia do seu Eu” (Martins, 2008)

A importância da reeducação psicomotora na PHDA
Estudo de caso


O F. tem 12 anos e o diagnóstico de PHDA do tipo predominantemente desatento (desde os 6 anos)

6º ano de escolaridade (PEI)

Toma medicação (concerta)

Pais divorciados com custódia partilhada

Tem uma irmã dois anos mais nova

Psicomotricidade
Desenvolve-se em 3 grandes vertentes:

Terapia Psicomotora

indicada para crianças com grandes perturbações e cuja adaptação é de origem neurológica (Mello, 1993, p.37
)

Educação Psicomotora


tem como objetivo o desenvolvimento psicomotor da criança, conduzindo-a ao domínio do próprio corpo e a adquirir movimentos voluntários (Meur 1991, p.6)

Reeducação Psicomotora

é dirigida às crianças que apresentam perturbações instrumentais (dificuldades ou atrasos psicomotores) Meur & Staes (1991, p.21)

Objetivos da sessão de reeducação psicomotora:

Reeducar a atividade tónica;
Melhorar a atividade de relação;
Desenvolver o controlo motor;
Desenvolver a relação do indivíduo com os contextos em seu redor
A importância da reeducação psicomotora na PHDA
A intervenção psicomotora na PHDA, objetiva, fundamentalmente, restaurar e desenvolver a capacidade de inibição comportamental, para libertar e melhorar o desempenho ao nível das funções executivas, tal como veiculado pelo modelo de Barkley (1994)
Uma das técnicas utilizadas pela psicomotricidade, e que parece apresentar bons resultados em crianças com PHDA, é a relaxação (Albaret & Corraze,1996, cit. in Albaret, Marquet-Doléac & Soppelsa, 2011), uma vez que, para além de reduzir a tensão muscular, constitui uma forma de controlar a impulsividade, a partir da concentração nas sensações corporais (Albaret & Soppelsa, 2004).
Dados de anamnese
Caraterização do perfil da criança
Cognição
Défice de atenção
Velocidade de processamento intelectual lenta
Fraca capacidade de generalização do raciocínio lógico-matemático
Psicomotricidade
Dispraxia
Hipertonia
Agitação psicomotora
Afetividade
Baixa autoestima
Traços depressivos
Sinais de perturbação emocional
Dificuldades em relacionar-se
Sinais e sintomas relevantes
Relação e comunicação

Tonicidade

Equilibração

Estruturação espacial


Perfil intra-individual
Tonicidade
:
Transmite a totalidade da personalidade individual deixando transparecer vários aspetos de dominio psicopatológico (Fonseca, 2010)
;
Equlibração:
Pressupõe uma multiplicidade de ajustamentos posturais estáticos e dinâmicos e compreende as funções de alerta, vigilância e atenção, constituindo assim a base da organização psicomotora (Fonseca, 2010)



Estruturação espacial:
Constitui a capacidade de analisar através do corpo a distância de objectos e a sua posição no espaço, equacionar tempo de resposta aos estímulos de movimento e atividades de trajetória, topografia (…) (Fonseca, 2010)


É uma perturbação que se traduz num problema generalizado de ausência de autocontrolo, com comprometimento das aprendizagens e da adaptação psicossocial da criança (Barkley, 2006; Cardo & Servera-Barceló, 2005, cit. in Moura, 2008)
PHDA do tipo predominantemente desatento
PHDA do tipo predominantemente
Hiperativo-impulsivo
De acordo com o modelo conceptualizado por Barkley (1997, cit. in Albaret & Soppelsa, 2004), as dificuldades associadas à PHDA, surgem, fundamentalmente, da incapacidade de inibição comportamental e do impacto que esta tem sobre as funções executivas

PHDA do tipo misto
A importância da reeducação psicomotora na PHDA
A PHDA na criança leva-a a uma agitação permanente, interrupções de pensamento e falta de interesse por trocas verbais e pelas várias expressões representativas, o que dificulta a actuação da psicoterapia verbal.

As crianças com perturbações do desenvolvimento, e em particular as que apresentam PHDA, vivenciam geralmente o seu corpo de forma negativa.

Numa primeira instância, a psicomotricidade poderá desenvolver jogos que permitam experienciar o corpo de forma positiva. Estas propostas devem incluir materiais que apelem ao movimento e ao divertimento (Vecchiato, 2003).

Ao brincar, a criança já está a comunicar, por intermédio do tônus, da postura, dos gestos, da mímica, do olhar e do toque, nas suas significações simbólicas. Ao encontrar prazer, a criança reencontra a harmonia na relação com ela mesma e com os outros, sentindo-se mais segura e mais confiante das suas capacidades (Camilo, 2008).

A reeducação psicomotora leva assim a criança a minimizar comportamentos incompatíveis e a desenvolver as suas competências sociais, a compreensão e a comunicação, ajudando, portanto, à reorganização psicomotora da criança com PHDA.

Relação comunicação verbal e não-verbal:
Berger (2001), refere que as crianças com PHDA demostram pouco interesse por trocas verbais. Meur & Staes (1991) advogam que partindo de uma experiência positiva na terapia, a criança pode transportar para outros contextos novas formas de se exprimir e comunicar.;
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