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thomas hobbes

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by

juliana murari

on 13 September 2011

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Transcript of thomas hobbes

Thomas Hobbes: nasceu em 1588 em uma cidade próxima a londres (westport)
morreu em 1679 AS TEORIAS CONTRATUALISTAS: A partir da tendência de secularização do pensamento político, os filósofos do século XVII estão preocupados em justificar racionalmente e legitimar o poder do Estado sem recorrer à intervenção divina ou a qualquer explicação religiosa.
Daí a preocupação com a origem do Estado. Não se trata, porém, de uma visão histórica, de modo que seria ingenuidade concluir que a "origem" do Estado se refere à preocupação com o seu "começo".
O termo deve ser entendido no sentido lógico, e não cronológico, como "princípio" do Estado, ou seja, sua razão de ser. O ponto to crucial não é a história, mas a validade da ordem social e política, a base legal do Estado. As teorias contratualistas representam a busca da legitimidade do poder que os novos pensadores políticos esperam encontrar na representatividade do poder e no consenso.
Essa temática já existe em Thomas Hobbes (1588-1679), embora a partir de outros pressupostos e com resultados e propostas diferentes daquelas dos liberais.

Além de Hobbes, os outros dois principais representantes do contratualismo são John Locke e Jean-Jacques Rousseau. Dentre as principais questões, em torno das quais se desenvolveu o pensamento contratualista, podemos destacar:

1ª) Em relação ao estado de natureza: Como era a condição do ser humano antes do aparecimento da sociedade civil ou como era o estado ou condição natural (oposto ao social) do homem?

2ª) Em relação ao Contrato Social: Por que os homens, em determinado momento ou contexto, resolveram fazer entre si um pacto ou acordo social, abandonando o seu estado ou condição natural (estado de natureza)?

3ª) Em relação ao poder do Estado: Como explicar a existência do Estado e como legitimar seu poder? Para Hobbes, o homem não possui o instinto natural de sociabilidade, como afirmou Aristóteles. Cada homem sempre encara o seu semelhante como um concorrente que precisa ser dominado. No estado de natureza, o homem tem direito a tudo: "O direito de natureza, a que os autores geralmente chamam jus naturale, é a liberdade que cada homem possui de usar seu próprio poder, da maneira que quiser, para a preservação de sua própria natureza, ou seja, de sua vida; e, conseqüentemente, de fazer tudo aquilo que seu próprio julgamento e razão lhe indiquem como meios adequados a esse fim". O ESTADO DE NATUREZA E O CONTRATO SOCIAL Ora, enquanto perdurar esse estado de coisas, não haverá segurança nem paz alguma. A situação dos homens deixados a si próprios é de anarquia, geradora de insegurança, angústia e medo. A vontade particular e os interesses egoístas predominam e o homem se torna um lobo para o outro homem (homo homini lupus). As disputas geram a guerra de todos contra todos (bellum omnium contra omnes), cuja conseqüência é o prejuízo para a indústria, a agricultura, a navegação, e para a ciência e o conforto dos homens. Na seqüência do raciocínio, Hobbes pondera que o homem reconhece a necessidade de "renunciar a seu direito a todas as coisas, contentando-se, em relação aos outros homens, com a mesma liberdade que aos outros homens permite em relação a si mesmo". A nova ordem é celebrada mediante um contrato, um pacto, pelo qual todos abdicam de sua vontade em favor de "um homem ou de uma assembléia de homens, como representan¬tes de suas pessoas".
O homem, não sendo sociável por natureza, o será por artifício. É o medo e o desejo de paz que o levam a fundar um estado social e a autoridade política, abdicando dos seus direitos em favor do soberano, que passaria a governar a todos, impondo ordem e segurança à conturbada vida social. Qual é a natureza do poder legítimo resultante do consenso? Que tipo de soberania resulta do pacto?

Para Hobbes, o poder do soberano deve ser absoluto, isto é, ilimitado. A transmissão do poder dos indivíduos ao soberano deve ser total, caso contrário, um pouco que seja conservado da liberdade natural do homem, instaura-se de novo a guerra.
E se não há limites para a ação do governante, não é sequer possível ao súdito julgar se o soberano é justo ou injusto, tirano ou não, pois é contraditório dizer que o governante abusa do poder: não há abuso quando o poder é ilimitado! O ESTADO ABSOLUTO Cabe ao soberano julgar sobre o bem e o mal, sobre o justo e o injusto; ninguém pode discordar, pois tudo o que o soberano faz é resultado do investimento da autoridade consentida pelo súdito. Hobbes usa a figura bíblica do Leviatã, animal monstruoso e cruel, mas que de certa forma defende os peixes menores de serem engolidos pelos mais fortes. É essa figura que representa o Estado, um gigante cuja carne é a mesma de todos os que a ele delegaram o cuidado de os defender. O Livro de Jó, capítulos 40 e 41, aponta a imagem mais impressionante do Leviatã, descrevendo-o como o maior (ou o mais poderoso) dos monstros aquáticos. No diálogo entre Deus e Jó, o primeiro procede a uma série de indagações que revelam as características do monstro, tais como "ninguém é bastante ousado para provocá-lo; quem o resistiria face a face? Quem pôde afrontá-lo e sair com vida debaixo de toda a extensão do céu? ....Quem lhe abriu os dois batentes da goela, em que seus dentes fazem reinar o terror?...... Quando se levanta, tremem as ondas do mar, as vagas do mar se afastam. Se uma espada o toca, ela não resiste, nem a lança, nem a azagaia, nem o dardo. O ferro para ele é palha, o bronze pau podre" (Bíblia Sagrada, 1957: 656). Em resumo, o homem abdica da liberdade dando plenos poderes ao Estado absoluto a fim de proteger a sua própria vida. Além disso, o Estado deve garantir que o que é meu me pertença exclusivamente, garantindo o sistema da propriedade individual. O poder do Estado se exerce pela força, pois só a iminência do castigo pode atemorizar os homens. "Os pactos, sem a espada [sword] não são mais que palavras [words].
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