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khvi

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jacqueline retier

on 9 September 2015

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Fisiologia do Envelhecimento
O que é Envelhecer?
É um processo lento, contínuo, progressivo e inevitável, caracterizado pela diminuição da atividade fisiológica e de adaptação ao meio externo.
Depende do fator tempo
Difere de pessoa para pessoa, assim como de um aparelho ou sistema para outro.
Tipos de Alterações
Envelhecimento X Doença
Desencadeante natural
Agente etiológico
Principais problemas de saúde causados pelo envelhecimento
Fatores que influenciam no envelhecimento
tempo
hereditariedade
meio ambiente
dieta
estilo de vida
nível de atividade física
F
Fatores que aceleram o Envelhecimento
Situações de estresse repetidos e intensos
Exposição repetida ao frio
Os efeitos da irradiação
A luminosidade exagerada
Dieta inadequada
Tabagismo e uso do álcool
Sedentarismo

Profª Jacqueline Reiter de Oliveira
O que são telômeros?
São regiões compostas de DNA na extremidade dos cromossomos e que agem como “contadores intrínsecos” da divisão celular, protegendo o organismo contra divisões descontroladas, como acontece no câncer, por exemplo.
Qual a relação entre Telômeros e o Envelhecimento?
Ao longo da vida esses telômeros vão sofrendo encurtamentos devido às várias divisões sofridas pelas células até perderem a capacidade de divisão, estresse oxidativo a ausência da telomerase.
Consequência
“Envelhecer ainda é a única maneira que se descobriu de viver muito tempo.” Charles Saint-Beuve
Teorias

Envelhecimento
Células com telômeros curtos acabam morrendo ou ficando mais vulneráveis a instabilidades genéticas.
Estresse Oxidativo
Leva ao acúmulo de radicais livres no organismo, grupos químicos altamente reativos capazes de destruir moléculas orgânicas.
Outro exemplo de Teoria Sistêmica
Teoria Neuroendócrina

Envelhecimento Pulmonar
Alterações Pulmonares
Diminuição da expansibilidade da caixa torácica
Diminuição de 25% da força diafragmática
Diminuição da força dos músculos intercostais
Redução da elasticidade pulmonar
Diminuição do peso do pulmão
Outras Alterações:
Diminuição do controle da respiração
Redução do transporte dos sistema mucociliar
Redução do reflexo da tosse
Diminuição da eficiência da mecânica respiratória
Diminuição da estimulação neural dos músculos respiratórios e da parede torácica
Fadiga fácil
Diminuição das responsabilidades dos quimiocecpetores centrais (pCO2)e periféricos (pO2 e PH).
Hipófise
Hormônio do Crescimento
Consequências
Diminuição da síntese proteica
Diminuição da deposição de proteína nos tecidos
Aumento da deposição de gordura
Diminuição da massa muscular
Pele seca e enrugada
Consequências
Diminuição do armazenamento e utilização de carboidratos
Aumento da glicemia
Aumento da secreção de insulina
Pineal
Diminuição da secreção de melatonina
Consequências
Maior quantidade de radicais livres agindo nos neurônios
Sono nuturno de má qualidade
Poucos folículos primordiais
Queda na produção de estrogênio
Maior secreção de FSH e LH
Climatério Feminino
Consequências
Insulinoresistência
Lipogênese (obesidade)
Aumento de triglicérides circulantes aumentando o risco cardiovascular
Disfunção no centro termorregulador (hipotâlamo)
Osteoporose
Climatério Masculino
Diminuição do volume testicular
Menos células Leydig
Menor eficácia na transformação do colesterol em testosterona
Níveis de Testosterona
Consequências
Menor produção de espermatozóides
Desinteresse sexual
Dificuldade de ereção
Estômago
Diminuição da produção de HCL
Alteração do muco estomacal - comprometimento da mucosa
Intestino Delgado
Redução da vilosidades e microvilosidades intestinais
Diminuição da motilidade intestinal
Alteração da absorção de nutrientes (influenciado por bactérias)
Intestino Grosso
Perda do tônus com redução do peristaltismo
Diminuição da força do esfíncter anal associado à menor complacência retal aumentam a chance de incontinência fecal nas pessoas idosas.
Envelhecimento Cardiovascular
Fisiológico
Aumento na pressão sanguínea e consequentemente na pressão de pulso
Aumento da massa ventricular esquerda
Redução da frequência e do débito cardíaco máximos
Redução da ejeção induzida pelo exercício
Menor vasodilatação em resposta a estímulos beta-adrenérgicos ou vasodilatadores mediados pelo endotélio
Maior incidência de doença arterial coronariana e fibrilação atrial
Calcificação
Em repouso
Não apresenta redução no DC, mas em outras situações, os mecanismos compensatórios podem falhar, resultando em alterações funcionais clinicamente mais importantes e em eventos isquêmicos
Doenças Cardiovasculares
mais frequentes
Hipertensão Arterial
Insuficiência Cardíaca
Acidente Vascular Cerebral
Envelhecimento do Sistema Urinário
Rins
Diminuição do peso e do tamanho (30%).
Dimunição no número de néfrons
Estruturas moleculares continuam preservadas
Néfrons
Túbulos
Glomérulos
Vasos
Interstício
Redução do número a partir dos 40 anos
Redução do volume
Expansão de células mesangias
Espessamento e alterações bioquímicas da membrana basal
Diminuição da área de filtração e da permeabilidade
Diminuição do rítmo de filtração
Diminuição do volume
Substituição por tecido conjuntivo
Redução da elasticidade
Menor flexibilidadedo túbulo para reabsorver ou secretar carga de eletrólitos
Menor capacidade de acidificação renal
Menor depuração de drogas
Menor capacidade de concentração e diluição
Esclerose progressiva
Diminuição da luz
Modificação do fluxo laminar sanguíneo
Maior depósito de colágeno nas paredes
Diminuição da elasticidade
Interstício cortical sofre menor aumento de tecido conectivo que o medular
No interstício medular há deposição de gordura
Atrofia, esclerose e hiperplasia
Incontiência Urinária
Perda de urina quando a pressão vesical excede a pressão uretral, na ausência de atividade do detrusor
Mais comum em mulheres
Não é uma doença e sim um sintoma
O problema aumenta com a idade, mas o envelhecimento não é a sua causa
Alerações Macroscópicas
Diminuição do tamanho e peso
cerca de 5% aos 70 anos e 20% aos 90 anos
Giros mais finos separados por sulcos mais abertos e profundos
Regiões corticais menores
Diminuição do volume
Alterações macroscópicas
Mudanças anatômicas em diversas estruturas do sistema nervoso
Alterações Microscópicas
Alterações Microscópicas
Perda progressiva das células nervosa e/ou uma retração neuronal
Consequência
Alterações das conexões entre os neurônios
Velocidade de condução nervosa é reduzida
Alterações Microscópicas
Diminuição progressiva da árvore dentrítica
Diminuição das Sinapses
Atrofia cerebral
Alterações Microscópicas
Degeneração dos axônios mielínicos
Redução na conectividade cortical
Déficits cognitivos
Alterações Microscópicas
Aumento no número das células da neurooglia
Alterações Microscópicas
Alterações bioquímicas e fisiológicas
Resultantes da degeneração neuronal ou de alterações químicas no cerébro.
Dificuldade crescente de sintetizar substâncias essenciais ao funcionamento e função cerebrais
Aumento de síntese e acumulação de substâncias anômalas
Cérebro tende a envelhecer
“Postula-se que o envelhecimento seria a expressão biológica de um pagamento que o organismo faz por dívidas contraídas pela necessária e constante adaptação neuro-endócrino-metabólica durante toda a vida.”
Esse grupo de teorias postula que a falência progressiva de células com funções integradoras específicas levaria ao colapso da homeostasia corporal, à senescência e à morte.
Nesse caso o envelhecimento também pode estar associado com o aumentos dos processos inflamatórios crônicos devido ao aumento dos níveis de cortisol e hormônios adrenérgicos em indivíduvíduos idosos.
Os hormôniso do estresse (cortisol) podem contribuir para o desenvolvimento da resistência à insulina.
Com o envelhecimento há grandes modificações no sistema repiratório, tanto na arquitetura (modificações estruturais) quanto na função pulmonar.
Os primeiros sinais de piora da respiração pulmonar já podem ser vistos por volta dos 25 anos.
Teorias biológicas do Envelhecimento
Arking, 1998 propõe uma classificação
Onde o envelhecimento estaria ligado à acumulação de danos moleculares que ocorrem por acaso.
Teorias estocásticas
Teorias Sistêmicas
Teorias Estocásticas
Teorias Sistêmicas
O Envelhecimento ocorreria devido a um tipo de cascata sistêmica de interações entre os genes e o ambiente (abordagem genética).
Teorias Genéticas
Encurtamento dos Telômeros
Radicais Livres
O que é pCO2?
Corresponde a pressão parcial de CO2 (gás carbônico) no sangue arterial e exprime a eficácia da ventilação alveolar, dada a grande difusibilidade deste gás.
Valores Normais da pCO2
Oscilam entre 35 a 45 mmHg
Se a pCO2 estiver menor que 35 mmHg, o paciente está hiperventilando, e se o pH (potencial hidrogeniônico) estiver maior que 7,45 corresponde a Alcalose Respiratória.
Se a pCO2 estiver maior que 45 mmHg, o paciente está hipoventilando, e se o pH estiver menor que 7,35 corresponde a Acidose Respiratória.
Maior dificuldade para limpeza (clareamento) das vias aéreas com maior predisposição e infecções devido às alterações nas células muco ciliares com redução do número e atividade.
Quais os fatores que influenciam no envelhecimento?
Quais os fatores que aceleram o processo do Envelhecimento ?
Teoria do Uso e Desgaste
Teoria das proteínas Alteradas
Teoria das Mutações Somáticas
Teoria do Erro Catastrófico
Teoria da Disdiferenciação Celular
Teoria do Dano Oxidativo e Radicais livres
Teoria do Acúmulo de Detritos (lipofuccina e outros)
Teoria das Mutações Pós-Tradução em Proteínas
Teorias Metabólicas
Teorias Genéticas
Teorias da Aptose Celular (morte programada das células)
Teorias da Fagocitose
Teorias Neurogênicas
Teorias Imunológicas
Com e Envelhecimento a hipófise aumenta de volume e as alterações bioquímicas que ali ocorrem variam de indivíduo para indivíduo.
Modificações estruturais:
na caixa torácica
nos pulmões
na musculatura respiratória
acarretando prejuízo à função pulmonar

A pressão parcial de O2 no sangue arterial do adulto jovem é de aproximadamente 99mmHg.
Após os 30 anos cai cerca de 4mmHg por década e, assim, aos 70 anos encontra-se ao redor de 75-80mmHg.
Por esse motivo, a presença de pneumopatias no idoso facilmente desencadeia graves hipoxemias.
Produz, armazena e secreta vários hormônios, que têm sua função alterada com o envelhecimento.
O hormônio do crescimento (GH) desempenha um papel importante no metabolismo dos carboidratos, lipídios e proteínas e estimula crescimento tecidual por meio do IGF-1 (fator de crescimento semelhante à insulina) e é fundamental na manutenção da composição corpórea.
A partir da 3ª década, há redução de cerca de 14% por década, juntamente com a redução do IGF-16.
As manifestações da deficiência de GH nos adultos podem traduzir-se por:
aumento na prevalência de arteriosclerose,
comprometimento da função cardíaca e da capacidade de exercício
aumento da mortalidade cardiovascular.
Frequentemente observam-se queixas de fadiga, letargia e diminuição da sensação de bem-estar.
Produz o hormônio antidiurético e o armazena na hipófise posterior .
O hormônio antidiurítico tem grande importância na manutenção do equilíbrio hidroeletrolítico e tem sua secreção aumentada com o envelhecimento, o que pode contribuir para a predisposição a hiponatremia observada nos idosos.
Produz um hormônio, a melatonina, que apresenta níveis mais elevados durante o sono, parece ser inibida pela presença de luminosidade e que diminui com o envelhecimento.
A melatonina parece ter papel protetor das estruturas do sistema nervoso central;
protege contra lesões causadas por radicais livres,
age estimulando o sistema imunológico
auxilia na manutenção de cálcio intracelular
Função
Diminuição da vascularização e do volume glandular
Aumento do tecido conjuntivo fibroso, células cromófobas e eosinofílicas
Aumento da incidência de microadenomas
Tiroide
Declínio da função tireoidiana, dificultando o controle de T3 e T4 levando à diminuição da taxa de metabolismo basal e o controle da temperatura; e propiciando a redução da resposta febril ao ataque de diferentes agentes devido à incompetência termorreguladora.
Paratireoide
As glândulas paratireiodeanas responsáveis pela secreção dos hormônios paratireoideano (PTH) e calcitonina parecem não alterar suas funções de forma marcante com o envelhecimento.
Na idade avançada há uma mudança na forma de manutenção do cálcio ionizado no sangue.
Calcemia
É a concentração de cálcio ionizado no sangue no qual o seu teor depende da ação de dois hormônios reguladores.
Calcitonina: liberado pelas células C da tiroide em resposta a alta calcemia, no qual o seu papel é a diminuição da absorção de cálcio no intestino.
Paratormônio: liberado pela glândula paratiroide, aumentando a absorção de cálcio pelo intestino.
Na idade avançada a calcemia é mantida pela reabsorção do cálcio ósseo, mais do que pela reabsorção intestinal do cálcio ofertado pela dieta ou pela reabsorção do mineral pelo rim.
A incorreta concentração de cálcio no sangue pode levar a doenças como Osteopenia, Osteoporose ou Osteomalácia.
Essa anormalidade na concentração pode ser devido a uma pouca ingestão de cálcio ou a doenças como Hipertoroidismo ou Hipotiroidismo, que desregulam a liberação dos hormônios reguladores.
A correta calcemia deve estar entre (8,5 a 10,5 mg/dL).
De todo o cálcio presente no nosso organismo, apenas 0,1% está presente no plasma sanguíneo, pois 99% estão presente nos ossos e 0,9% nos dentes.
Pâncreas endócrino
São pequenas as alterações morfológicas observadas no pâncreas com o envelhecimento.
Leve aumento na glicemia de jejum relacionado com a idade (1 mg/dl por década).
Após a ingesta de alimentos, a glicemia alcança níveis mais elevados e o tempo de retorno ao norma é mais longo quando comparado com adultos jovens.
A principal função do trato gastrointestinal (TGI) é transferir as substâncias nutritivas, minerais e líquidos para o sangue, daí alcançando os tecidos e excretando o conteúdo não absorvido.
O sistema digestório, assim como os demais sistemas, sofre modificações estruturais e funcionais com o envelhecimento. As alterações ocorrem em todo trato gastrintestinal da boca ao reto
Cavidade Oral
A OMS define saúde oral pela presença de, no mínimo, 20 dentes.
A perda e o desgaste dos dentes geralmente se associam à inflamação das gengivas e membrana periodontal
A queixa frequente de boca seca relaciona-se com a redução da produção de saliva.
A limiar gustativo aumenta por redução das papilas gustativas, o que geralmente acarreta maior ingestão de açúcar e sal e suas consequências.
Cavidade Oral
Mucosa Oral
Se torna fina, lisa e seca.
Perde a elasticidade e parece edemaciada.
A língua fica lisa devido à perda das papilas podendo trazer alterações no paladar e sensação de queimação
É comum o aparecimento de varicosidades, principalmente na língua.
Esôfago
O termo presbioesôfago que consiste na distensão motora esofagiana atribuída à idade deve-se à atrofia da musculatura e da submucosa com o aumento das contrações terciárias, presença de contrações não propulsivas, demora no esvaziamento e distúrbios funcionais do esfíncter inferior acarretando disfagia.
Em 35% das pessoas entre 50 e 75 anos de idade pode ocorrer a incompetência esfincteriana, permitindo o refluxo do conteúdo ácido do estômago para a porção distal do esôfago.
Em consequência pode surgir dor torácica, por vezes exigindo diferenciação com problemas cardíacos e sensação de queimação, pirose.
Esôfago
A redução das produções de prostaglandina, pepsina, fator intrínseco (diminuição B12), muco, bicarbonato de sódio e do suco gástrico acarreta predisposição ao crescimento de bactérias (Helycobacter pylori) e fungos.
Atrofia da túnica mucosa, com gastrite atrófica e aumento da metaplasia da mucosa tem pico máximo aos 50 anos de idade, que apresenta uma discreta e moderada redução do esvaziamento gástrico.
Em decorrência de todas essas modificações fisiológicas, o estômago fica mais exposto a lesões como gastrite e a úlcera péptica sendo responsáveis por metade dos sangramentos digestivos altos ocorridos nos pacientes acima de 60 anos.
Maior probabilidade de divertículo (enfraquecimento da parede)
Aumento da frequência de constipação (redução dos neurônios do plexo mioentércico, menor ingestão de fibras, sedentarismo)
Intestino Grosso
Pâncreas
Redução do peso e fibrose com lipoatrofia focal acarretando redução da secreção de volume do suco pancreático, lipase, amilase, pepsina e bicarbonato.
Fígado
Entre os 24 a 90 anos o fígado diminui de volume em aproximadamente 37% e também diminui seu fluxo sanguíneo em 35%.
Diminuição do número de mitocôndrias e açúcares de lipofuccina.
Redução da secreção de albumina, glicoproteínas, colesterol e ácidos biliares.
O Sistema Nervoso participa, praticamente de todas as funções orgânicas.
Outra importante função do cérebro para a pessoa idosa é o controle da marcha e do equilíbrio.
A instabilidade postural representa um dos gigantes da geriatria devido às suas complicações (quedas e suas complicações).
Várias são as estruturas centrais e periféricas responsáveis por essa função de independência motora.

Com o envelhecimento:
a marcha se altera
o idoso diminui o tamanho do passo e anda mais devagar.
A piora se dá mais na mulher.
Sono
O marca passo circadiano localiza-se no hipotálamo acima do quiasma.
O ciclo sono-vigília se modifica com o envelhecimento.
Há tendência de dormir mais cedo e acorda mais cedo.
São frequentes as queixas de insônia, sonolência diurna, despertares durante a noite e sono pouco reparador.
Memória
Na atualidade, admite-se que as partes do cérebro responsáveis pela memória envolvem o hipotálamo, tálamo córtex temporal e pré frontal e o cerebelo.
Existem vários tipos de memória e cada indivíduo armazena os dados de formas diferentes.
Classificação dos Tipos de Memórias
SENSORIAL: a imagem é lembrada em menos de um segundo
PRIMÁRIA (A CUTO PRAZO): a informação é retida durante alguns minutos
SECUNDÁRIA (A LONGO PRAZO): a informação pode permanecer para sempre
Três tipos:
Classificação dos tipos de Memórias
Não declarativa ou reflexiva medular – condicionada, não consciente
Perceptiva ou sensorial – responsável pelo processamento sensorial
Implícita – responsável pelas habilidades motoras
Declarativa – Explícita episódica – lembra de um evento autobiográfico
Declarativa – Explicativa semântica – lembra de fatos ocorridos no mundo.
Cinco Tipos:
É responsável pela vida de relação (sensações, movimentos, funções psíquicas, entre outros) e pela vida vegetativa (funções biológicas internas)
As alterações mais importantes do envelhecimento ocorrem no cérebro.
pouco se alteram com o envelhecimento.
Já a episódica começa a diminuir por volta dos 30 anos e declina, progressivamente.
A semântica é responsável pela recordação de nomes, palavras e memória espacial pode ser mantida por toda a vida.
,
adulta
Sistema Cardiovascular
Aumento do tamanho do coração devido ao aumento das câmeras cardíacas e hipertrofia das fibras musculares.
Aumento da gordura epicárdica falseando o tamanho da área cardíaca.
Redução do número e tamanho das células musculares cardíacas e aumento de elementos de tecido conjuntivo, fibras colágenas e elásticas, entre as fibras musculares. Em consequência o miocárdio fica mais fibroso e menos complacente com a redução da força de contração.

Arteriosclerose (envelhecimento fisiológico das artérias) caracterizado pela redução da elasticidade, com desorganização das fibras elásticas, deposição de colágeno, cálcio e substância amiloide nas artérias.
Envelhecimento do Sistema Urinário
Por volta dos 30 anos a função renal começa a diminuir de maneira progressiva, chegando a sua metade aos 85anos
Fluxo Plasmático Renal (FPR)
Diminui de 600 ml/min para 300 ml/min.

Fisiologicamente o FPR aos 80 anos é cerca de 50% do valor aos 20 anos.

Pode ser calculado pela fórmula:
840 – (6,44 X idade) ml/min.
Taxa de Filtração Glomerular (TFG)
Pode ser calculada pela fórmula:
153,2 – (0,96 X Idade) ml/mim.
Existe uma redução de 1 ml/min para cada ano após aos 40 anos de idade.
Níveis de Creatinina
Os níveis de creatinina não se alteram pela perda concomitante de massa muscular que ocorre com a idade.
A depuração da creatinina corrigida pela idade:
Depuração de creatina = (140 – idade) X peso (kg) / creatinina sérica x 72
OBS: na mulher multiplicar o valor final por 0,85

Padrão do Ritmo Urinário
Apresenta-se modificado na pessoa idosa, que passa a eliminar água e eletrólitos mais a noite que durante o dia (poliúria noturna).
Bexiga
Ocorre enfraquecimento da musculatura vesical por alteração das fibras colágenas e elásticas com diminuição da capacidade de expansão e redução.
O valor de retenção volumétrica diminui de 600 ml no jovem para 250 no idoso.
O volume residual de urina aumenta com retenção de cerca de 100 ml após micção.
Uretra
Sofre atrofia e perde elasticidade
Enfraquecimento da musculatura pélvica
Denervação da bexiga e diminuição na sua capacidade de armazenar urina
A atrofia do músculo do assoalho pélvico e relaxamento de esfíncter externo da uretra acarretam incontinência urinária de esforço, por exemplo, com tosse ou espirro.
Incontinência Urinária
Sistema Genital Feminino
Sistema Genital Masculino
Testículos
Atrofia das células intersticiais com menor produção de testosterona e diminuição do volume dos testículos.
Mesmo com a diminuição da produção de espermatozoides o idoso continua sendo fértil.
A libido não se altera significativamente com a idade.

Próstata
Próstata
Atrofia da glândula após os 50 anos com redução do líquido prostático.
Atrofia das células musculares que são substituídas por tecido fibroso (formação de nódulos intraprostáticos).
A hipertrofia prostática ocorre em 90% dos idosos acima de 80 anos, podendo acarretar dificuldades na eliminação de urina.

Pênis
Ereção mais difícil por deposição de tecido fibroso na parede dos vasos do pênis e nos espaços do tecido erétil.
Falência dos ovários com queda da produção de estrógenos, progesterona, consequentemente atrofia dos órgão genitais e suspensão do ciclo menstrual (menopausa).
A células foliculares não respondem mais satisfatoriamente aos hormônios hipofisários.
Ovários
Início dos sintomas do climatério: calor, sudorese, depressão, cefaleia e insônia.
Degeneração dos folículos ovarianos com aparecimento de cistos nos ovários.
Ovários
Útero, Tubas Uterinas e Vagina
Atrofia uterina decorrente da troca de tecido muscular por tecido fibroso.
Diminuição das contrações das tubas uterinas.
Redução da lubrificação e atrofia vaginal com consequente desconforto, dor e sangramento nas relações sexuais (dispaurenia).
Redução dos hormônios sexuais causando acúmulo de gordura nas coxas e nádegas, a pele fica mais fina e distrófica e o tecido glandular das mama é substituído por gordura com consequente flacidez.
Sistema Hematopoético
O potencial proliferativo da maioria das células-tronco hematopoéticas é limitado e diminui com o envelhecimento.
Sistema Osteomuscular
Diminuição da estatura cerca de 1 cm a cada década após os 40 anos nos homens e 1,5 cm nas mulheres.
Isso se dá devido à redução do arco dos pés, diminuição da espessura das cartilagens, aumento da curvatura da coluna (hipercifose) e alterações nos discos intervertebrais por compressão (achatamento).
Os osteócitos são responsáveis por controlar o metabolismo da matriz extracelular.
Com o envelhecimento eles diminuem em número e em atividade, acarretando desequilíbrio do metabolismo do cálcio e perda da matriz óssea.
Fisiologicamente o pico de massa óssea ocorre em torno da 4ª década.
A partir dos 40 anos, em ambos os sexos, inicia-se a perda de massa óssea que se acentua na mulher após os 50 anos (menopausa), podendo culminar com osteoporose e fraturas.
O termo osteopenia é usado se referindo a qualquer condição que envolva uma redução fisiológica em relação à idade da quantidade total de osso mineralizado.
É considerada como se situando em zero e até 2,5 desvios padrões, medidos pela densitometria óssea.
A osteoporose considera-se a perda óssea acima de 2,5 desvios padrões de uma curva de normalidade.
Esse estado indica alto risco para fraturas.
Já é considerado doença.
No tecido cartilaginoso o núcleo pulposo perde as fibras colágenas aumentam em número e espessura, acarretando menor resistência mecânica da cartilagem, surgindo rachaduras.
Aumento do crânio, nariz e orelha.
Sistema Osteomuscular
O trabalho muscular é necessário para a manutenção de quase todas as funções do corpo como: postura, locomoção, respiração e digestão.
A força muscular é máxima por volta dos 25 a 30 anos.
A partir daí há um declínio constante.
No envelhecimento ocorre redução da massa muscular por perda de células musculares que é substituída por tecido conjuntivo gorduroso ou conjuntivo levando a uma menor capacidade de contração das fibras musculares e menor força, sensação de fraqueza muscular.
A força muscular nas mãos é de:
45 kg aos 16 anos
caindo para 34 kg aos 55
e para 22 kg aos 75 anos.
e Fâneros
O que são fâneros?
São as estruturas visíveis da pele, cabelos, unhas e pelos.
Pele
Importante órgão por exercer várias funções como:
separar o corpo interno do meio externo,
prevenir a perda de água,
regular o equilíbrio hidroeletrolítico,
controlar a temperatura corporal,
receber os estímulos sensoriais de tato, pressão, temperatura e dor.
Pele
Na pele ainda encontram-se os melanócitos, células responsáveis pela coloração da pele e auxiliadoras na proteção celular contra a radiação solar.
Com o envelhecimento há redução da espessura da epiderme devido ao menor número de camadas celulares do estrato espinhoso e do turnover celular levando a um aumento do tempo de reepitelização.

Pele
Aspecto da pele fica seco, áspero e opaco devido à diminuição das glândulas sebáceas com redução dos lipídios (predisposição para lesões).
Prequeamento (pele tipo papel de seda), aumentando a fragilidade capilar.
Atrofia da derme e menor elasticidade devido à elastina ficar mais porosa, rugosa e seca por redução das glândulas sudoríparas e sebáceas.
Pele
Pele frouxa e pendente devido à diminuição do colágeno, dos fibroblastos e da vascularização.
A atrofia da derme, menor elasticidade e pele frouxa leva ao aparecimento de rugas e caimento das maçãs do rosto acentuando as pregas.
Pele se torna ligeiramente amarelada e com presença de manchas brancas devido à diminuição dos melanócitos (cerca de 8 a 20% por década após os 30 anos), leucodermia puntiforme.
Pele
Flacidez nas pálpebras superiores e inferiores.

Superiores: leva a uma limitação do campo visual lateral, podendo a pessoa não ver objetos ao seu lado, aumentando o risco de sofrer acidentes.
Inferiores: desloca o orifício de entrada do canal lacrimal provocando um lacrimejamento contínuo e incomodativo, obrigando a pessoa a limpar os olhos constantemente, aumentando o risco de infecções oculares.

Com a diminuição da produção dos melanócitos no bulbo capilar ocorre também o embranquecimento dos cabelos.
Diminuição da vascularização justificando a palidez e a diminuição da temperatura da pele aumentado a frequência de dermatites e a dificuldade de termo regulação.
Diminuição geral de pelos pelo corpo, com exceção nas narinas, orelhas e sobrancelhas e na mulher ainda crescem pelos no lábio superior e mento devido ao aumento de hormônios andrógenos e diminuição de estrógenos.
As unhas diminuem seu crescimento e quando crescem se tornam mais quebradiças, frágeis, opacas, espessas e encurvadas nos pés (onicogrifose).
OBS: O sol é um fator que muito influencia no envelhecimento precoce.
Modificações importantes na composição corporal com o envelhecimento.
Água Corporal
Diminuição da água corporal, cerca de 15 a 20% (outros dizem 20 a 30%)

A redução é maior no conteúdo intracelular (cerca de 8 a 10%)
Mais de 70 % de nosso organismo é composto de água
Perigos:
Desidratação aguda – idoso sente menor sensação de sede, tornando-o mais vulnerável

Ter cuidado com drogas hidrossolúveis que podem causar reações adversas alterando o volume de distribuição da água intracelular

Diminuição dos órgãos internos exceto o coração que fisiologicamente aumenta seu tamanho

Substituição da perda de água corporal por ganho de gordura total entorno de 20 a 30% (2 a 5% por década após os 40 anos) com modificação da sua distribuição, tendendo à localização mais central, abdominal e visceral.
Nos homens localiza-se mais na região abdominal (aparência de maçã)
Nas mulheres, região das nádegas e coxas (aparência de pera).
O ganho de peso nos homens é fisiológico até 50 anos e nas mulheres até 60 anos. Após estas idades é normal a perda de peso cerca de 1kg a cada 10 anos.

Cuidado: com o uso de drogas lipossolúveis como os benzodiazepínicos (diazepan) que pode aumentar o risco de toxidade.

Órgãos e Sentidos
É fundamental ao homem a capacidade de interagir com o ambiente, recebendo estímulos, interpretando-os e reagindo a eles.
Órgãos e Sentidos
Por meio dos sentidos experimentamos o mundo e com eles exercemos nossa condição humana em sua plenitude

Pessoas submetidas a privações sensoriais desenvolvem mais frequentemente declínio cognitivo, isolamento social e transtornos depressivos, com maior risco de morte.

Com o envelhecimento há redução da sensibilidade pelos órgão e sentidos.
Paladar
Mudanças no paladar podem causar perda de apetite, escolhas alimentares erradas e desnutrição.
O envelhecimento afeta a capacidade gustativa de cada região da língua.
Ageusia: perda da gustação
Hipogeusia: redução da sensibilidade a estímulos gustativos
Disgeusia: sensações gustativas distorcidas, comuns em usuários de medicamentos.

Tato
O sistema sensorial somático com receptores difusamente presentes no corpo, evoca diversas modalidade perceptuais como tato, pressão, vibração, propriocepção, dor e sensações térmicas – esse receptores estão localizados na pele.
Com o envelhecimento há reduções importantes desses receptores impedindo percepção das sensações de dor, vibração frio, calor, pressão e toque.
Possíveis causas de dificuldades na percepção do gosto:
Presença de problemas bucais (estomatites e glossite)
Presença de doenças sistêmicas
Alterações do sistema olfatório (rinites, lesões na lâmina crivosa)
Lesões no sistema nervoso central (AVE)
Uso de fármacos
Deficiência de zinco
Fatores não esclarecidos (Chamados de forma idiopática).

Fatores que aceleram a perda sensorial na forma de neuropatia periférica
Deficiência vitamínica principalmente do complexo
Diabetes
Uso abusivo do álcool
Doenças renais
Mieloma múltiplo
Neoplasias (pulmão, linfoma, leucemia)
Doenças autoimunes,
Exposição a toxinas e infecções por vírus da imunodeficiência humana
Visão
Aos 60 anos ocorrem alterações anatômicas e fisiológicas oculares:

Penetração da luz até a retina aos 70 anos é apenas um terço da quantidade do jovem e deve-se à opacificação do humor vítreo e atrofia do músculo dilatador da pupila o que leva as pessoas idosas a precisarem de mais luz para ver bem.
Reações pupilares à luz tornam-se mais lentas.
Suporte gorduroso retro ocular é perdido fazendo com que os olhos localizem-se mais profundamente nas órbitas, chamado de enoftalmia (olho fundo)
Visão
Perda da amplitude nas rotações oculares devido às disfunções nos músculos extraoculares.
Mudança na curvatura da córnea ficando menos esférica propiciando o astigmatismo.
Decomposição do colesterol e sais de cálcio em torno da córnea produzindo um anel acinzentado ou esbranquiçado na íris (halo senil).
Edema de pálpebra inferior, ptose (queda da pálpebra).

Visão
Entrópio (internalização dos cílios)
Ectrópio (eversão das pálpebras e lacrimejamento)
Pterigium (carne que cresce no olho)
Conjuntiva mais fina e friável (sensação de areia nos olhos)
Presbiopia (diminuição da acomodação para objetos próximos)
Aparecimento do Glaucoma, miose senil, redução da visão periférica e central, comprometimento a visão espacial e aumentando o risco de quedas.
A degeneração macular e a catarata (esclerose do cristalino) representam as principais causas de cegueira nos idosos.
Olfato
Olfato no envelhecimento normal é mais frequentemente comprometido do que o paladar.

A habilidade de identificar odores depende do lobo temporal medial, afetado precocemente em presença de doença Alzheimer, demência vascular e no transtorno cognitivo leve.
Fatores que prejudicam o olfato por causar redução do clearence muco ciliar
Uso de tabaco
Poluentes ambientais
Infecções de vias respiratórias
Quadros alérgicos
Traumas
Alterações
Redução do muco nasal associada à menor fluidez do muco produzido.
Substituição parcial do epitélio sensorial nasal por mucosa respiratória e redução de sua espessura
Diminuição da concentração de neurônios
Muito comum a Anosmia: incapacidade de perceber odores, principalmente na presença da doença de Parkinson.
Audição
Os sons descritos habitualmente em termos de frequência (grave ou agudo) e intensidade (medido em bel (B) ou decibel (dB).

Sons acima de 130 dB causam grande desconforto e acima de 160 podem romper a membrana timpânica.

O comprometimento auditivo pode decorrer de perda de sensibilidade à frequência, à intensidade ou a ambas.

Audição
Com relação à intensidade, a perda auditiva até 25 dB é considerada leve, fazendo com que uma conversa normal pareça um sussurro e que um sussurro não seja ouvido.

Perdas de 40 dB são consideradas moderadas e, a partir de 60 dB, é considerada grave.
A perda auditiva pode ser classificada:
Condução também chamada de periférica (em que o estímulo sonoro se perde em estruturas do ouvido externo ou médio, sem atingir a cóclea).central
Sensorineural ou (em que há problemas cocleares ou no nervo vestibulococlear)
Mista
Principais sintomas auditivos associados ao envelhecimento
Disfunção auditiva neurossensorial ou condutiva.
Prurido podendo ser secundário à atrofia da pele e ao ressecamento.
Zumbidos podendo ser uni ou bilateral.

OBS: Todos são sintomas comuns e multifatoriais.

Hipoacusia neurossensorial caracteriza-se por perda bilateral lenta e progressiva da audição para tons de alta frequência.

Presbiacusia considerada uma doença neurodegenerativa (perda auditiva) mais comum associada à idade.

 Pode ser consequência de lesões:
Nas células sensórias do órgão CORTI com perdas para sons de alta frequência
Nos neurônios aferentes com perda na capacidade de discriminar palavras
Na estria vascular com redução do volume do som ouvido
Na membrana basilar com perda de mais de 50 dB em todas as frequências
No sistema nervos central com dificuldade de compreender o som que é ouvido.

A perda auditiva relacionada com a idade o déficit começa para altas frequências, progredindo para as médias e baixas com a evolução da doença.


Fatores que predispões a perda precoce da audição
Fatores genéticos
Exposição à ruídos, solventes, tabagismo, diabetes, hipertensão, dislipidemia, doenças das vias respiratórias, infecções por vírus e bactérias e medicamentos (diuréticos, quimioterápicos e antibióticos).
Outros: AVE, tumores, entre outros.
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