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Análise projetual Guggenheim - Frank Lloyd

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Tainá Marré

on 29 April 2013

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Transcript of Análise projetual Guggenheim - Frank Lloyd

Ánalise Projetual Frank Lloyd Wright O partido é a ideia dominante de um edifício, englobando as características preeminentes do mesmo. Concentra o mínimo essencial do projeto, aquilo sem o qual não existiria a obra arquitetônica. É o embião, portanto, de onde se gera a arquitetura. A estrutura serve para definir o espaço, criar unidades, articular a circulação, sugerir o movimento ou desenvolver a composição e os módulos. A luz é um veículo pelo qual se confere um acabamento à forma e o espaço. A quantidade, a qualidade e a cor da luz influe em como se percebe a massa e o volume. Os vãos de entrada da iluminação natural são resultados de decisões de projeto realizadas nas elevações e seções do edifício. A configuração tridimensional que predomina perceptivamente num edifício é a massa. Não se limita a sua silhueta ou elevação, pois é a imagem perceptiva do edifício em sua integridade. Em outras palavras, trata-se da volumetria básica da edificação. A planta pode ser um mecanismo para organizar atividades, suscetível, portanto, de ser considerada como geratriz da forma. Informa sobre muitos aspectos, como na diferenciação entre zonas de circulação e de repouso. Tanto a elevação como a seção são determinantes como representações, relacionadas principalmente com a percepção, dado sua correlação com a visão frontal do edifício. Apesar disso, a utilização da planta ou seção pressupõe a compreensão do volume ao sabermos que uma linha em qualquer dessas representações gráficas inclui a 3ª dimensão. Circulação e o espaço de uso representam, fundamentalmente, os componentes dinâmicos e estáticos mais relevantes de cada edifício. A articulação dos aspectos relacionados ao movimento e estabilidade forma a essência dos edifícios. A circulação pode estar definida num espaço destinado exclusivamente ao movimento ou incluída dentro do espaço de uso. Por extensão, é possível segregá-la parcial ou totalmente dos espaços de uso, ou ainda, circunscrevê-la aos mesmos sem que perca a capacidade de fixar a posição de entrada, de centro ou de saída. Nada impede que uma planta livre ou aberta seja incluída no espaço de uso como uma parte ou como um todo. Da relação entre espaços de uso, surgem modelos que sugerem organizações centralizadas, lineares ou agrupadas. A unidade é uma entidade identificada que pertence à edificação, de modo que os edifícios podem compreender uma só unidade, no caso no qual ela corresponda ao conjunto, ou agregações de várias unidades. A natureza, identidade, a expressão e a relação das unidades com outras e com o conjunto são considerações fundamentais quando essa ideia se utiliza como uma estratégia projetual. Nesse contexto, as unidades são conceituadas como algo conexo, isolado, sobreposto ou de caráter inferior ao conjunto. Repetitivo/Singular: os conceitos de tamanho, orientação, situação, contorno, configuração, cor, material e textura são de grande utilidade para estabelecer distinção entre repetição e singularidade. De modo geral, trata-se de identificar elementos da composição arquitetônica explorados de modo plural, em oposição a outro elemento único, mas também determinante na configuração espacial. O equilíbrio é o estado de estabilidade perceptiva ou conceitual. A simetria é uma forma específica de equilíbrio. A simetria existe quando a mesma unidade se apresenta em ambos os lados de uma linha de equilíbrio, estado que na arquitetura pode manifestar-se de 3 modos distintos: refletida, por rotação em torno de um ponto e por translação ou deslocamento ao longo de uma linha. A geometria é uma ideia geratriz da arquitetura que engloba os princípios da geometria do plano e do volume para delimitar a forma construída. A identificação da(s) malha(s) que configura a geometria básica se faz mediante a multiplicação, combinação, subdivisão e manipulação de módulos, elementos estruturais, etc. O domínio da geometria como objeto de análise está centrado em conceitos como tamanho, forma e proporção. Os conceitos projetuais de adição e subtração se desenvolvem de acordo como processo de anexar ou agregar e de retirar formas espaciais para criar arquitetura. Quem desenvolve um projeto aditivo, percebe o edifício como uma agregação de unidades ou partes identificáveis. Por outro lado, a utilização de subtração num projeto se traduz no domínio do conjunto segundo o qual o observador capta o edifício como um todo identificável, do qual foram retirados algumas porções. A hierarquia implica uma alteração de categoria entre características em termos de escala de valores: maior/menor, aberto/fechado, simples/complexo, público/privado, sagrado/profano, servido/servidor, indivíduo/grupo, etc. Numa análise, a hierarquia se identifica por meio do predomínio e/ou importância de elementos ou módulos compositivos segundo escala, configuração, geometria ou articulação (dos elementos). Nesse sentido, os indicativos de importância a se ter em conta são: qualidade, riqueza, detalhe, ornamentação e materiais excepcionais. Contexto: relação com o entorno, qualquer que seja a escala. A relação contextual tanto pode procurar harmonizar-se numa relação de integração com a pré-existência, como pode buscar um antagonismo. Historicidade: pertencimento à história da arquitetura, identificando as referências, citações, etc. O PARTIDO: A ESTRUTURA: ILUMINAÇÃO NATURAL: A MASSA: A PLANTA E SEÇÃO: CIRCULAÇÃO E ESPAÇO DE USO: A UNIDADE E CONJUNTO: O REPETITIVO E SINGULAR: O EQUILIBRIO E SIMETRIA: A GEOMETRIA: ADIÇÃO E SUBTRAÇÃO: A HIERARQUIA: O CONTEXTO: A HISTORICIDADE: Wright utiliza no Guggenheim algumas caracteristicas recorrentes dos seus projetos, o círculo, o balanço, as formas sobrepostas e o grande espaço livre fechado. E sempre na tentativa de trazer a orgânicidade da natureza para a arquitetura, Wright se baseia na forma escalonada de um Ziggurat invertido e nas curvas de uma espiral, tudo para se afastar ao máximo das traduções de um museu tradicional.
A partir do efeito de sobreposição de planos oriundos de formas geométricas diferentes, se criou uma ideia de camadas flutuantes recortadas, fugindo da ideia de 'caixa estática e fechada'.
Alias, as formas geométricas, principalmente o círculo e o triângulo, estão presentes em praticamente todos os elementos do edificio, desde a volumetria, as plantas e até nos detalhes contrutivos. O material usado na construção foi basicamente blocos de concreto pré-moldados.
A estrutura da galeria principal se desenvolve como uma espiral, coisa que Wright já tinha idealizado antes, em 1924, a partir dis desenhos do projeto para o Gordon Strong Automobile Objective and Planetarium on Sugarloaf Moutain in Maryland, o qual nunca foi contruido.
A rampa em espiral faz 6 voltas com inclinação de aproximadamente 3%.
O projeto estrutural apresenta vãos com mais de 18 metros (60 feets) e balanços com mais de 7 metros (25 feets) e alguns com altas concentrações de cargas. O acesso ao Guggenheim se dá por uma área coberta intermediaria entre exterior/interior. A entrada da galeria principal tem o pé direito baixo, delimitado pelo plano do primeiro pavimento que se estende por toda a fachada frontal. Tem uma ambiencia escura e baixa, o que leva a uma surpresa quando se chega ao centro do átrio com 30,5 metros de altura iluminado por uma clarabóia em cúpula. Iluminação zenital também acompanha a rampa em espiral fazendo com que as percepções das obras de arte mudem de acordo com as variações climaticas e de estações. Em contradição com a forma de 'caixa' fechada que a maioria das galerias apresentam, Wright apostou em uma estrutura cilindrica em espiral, um tronco de cone invertido, e a uma sobreposição de planos, como se tivessem sido empilhados o que cria um efeito de cheios e vazios, álem de dar uma enfase ao vertical, diferente dos trabalhos anteriores.
Entre 1943 e 1944 foram produzidos quatro diferentes propostas iniciais. Um deles, uma estrutura hexagonal com andares separados diferente das três outras circulares que usavam a ideia da rampa continua. Também foi pensando em várias cores, como rosa, pessêgo, vermelho e até marfim ou com a estrutura cilindrica do lado esquerdo em vez do direito.
Ainda gerou uma controvérsia pelo fato da arquitutura inovadora poder ofuscar os quadros expostos no interior do museu, afetando assim sua funcionalidade, contestado por Wright - "Pelo contrário, eram para o edificio e a pintura se tornarem uma initerrupta, agradavel sinfonia como nunca existiu no mundo da arte."
A construção ainda levou 15 anos para ser concluida. Quando questionado o porque da escolha da rampa em vez de um piso convencional a explicação foi que era mais atrativa aos visitantes, já que ela determina um caminho fluido a percorrer e observar as obras didividas em nichos (como as divisões de uma laranja) ao longo do percurso, diferente dos museus convencionais que oferecem galerias separadas para determinados tipos de arte.
O percurso começa na entrada com um pé direito baixo e leva ao átrio central de onde se tem visão dos 6 pavimentos de rampa, o que permite uma interação de qualquer localização dentro da rotunda e a visualização dos trabalhos de qualquer nível simutaneamente. Wright propôs que o público subisse de elevador até o ultimo andar, e começasse a visita descendo a rampa helicoidal continua com inclinação suave, quase imperceptivel, por aproximadamente 400 metros e ao final já estar perto da saída. Um caminho mais natural, os visitantes optam por subir a rampa, e assim ter uma sensação de as obras estão indo em direção ao céu, traduzido pela clarabóia. Frank Lloyd Wright é considerado um dos mais importantes arquitetos do século XX. Foi a figura have da arquitetura orgânica, um desdobramento da Arquitetura Moderna que se contrapunha ao International Style europeu.
Trabalhou no início de sua carreira com Louis Sullivan, um dos pioneiros em arranha-céus da Escola de Chicago. Wright defendia que o projeto deve ser individual, de acordo com sua localização e finalidade. Também influenciou os rumos da Arquitetura Moderna suas idéias e obras. Seus principais trabalhos foram a Casa da Cascata, também conhecida por Casa Kaufmann, a sede do Museu Solomon R. Guggenheim, em Nova Iorque. (ZEVI, 1990). A proposta de Wright atráves da forma helicoidal dinâmica e inovadora rompe com a caixa estática simétrica e fechada. A espiral é formada pelos parapeitos (que são as vigas da rampa) e sua continuação forma contrastes entre os cheios e vazios existentes em cada pavimento.
Todos os elementos interiores são fundamentais para criar a percepção geral da espiral, e a partir dela a forma do cone invertido visualizado pelo exterior, onde é todo conexo pelas arestas circulares dos outros componentes do conjunto. Mesmo apegado aos conceitos do orgânico, Wright também tem presente os ideais geométricos do modernismo, conseguindo conectar os dois conceitos.
No Guggenheim tringulos, circulos, arcos e quadrados estão presentes em todos os elementos construtivos, desde a planta arquitetônica, as formas da estrutura até a paginação do piso. O átrio centralizado com pé direito elevado e a dramaticidade da rampa espiralada que se eleva desde a entrada e percorre todo o perimetro da galeria principal dão ao volume do cone invertido uma referência visual não só comparado aos outros volumes do conjunto mas também em contraste aos edificios do entorno. Wright nunca escondeu seu descaso sobre a escolha de Nova York para implantar o museu, embasado por sua ideologia naturalista achava a cidade densamente construída, superpopulosa e sem méritos arquitetônicos.
Foram considerados locais como a Rua 36 (36th Street), a 54 (54th Street) e a Avenida Park (Park Avenue), todos em Manhattan, no Bronx em Riverdale também foi uma opção, mas a proximidade com o Central Park, consequentemente com a natureza, e um alívio do barulho do transito da cidade, facilitaram a escolha do terreno na Quinta Avenida (5th Avenue) entre a Rua 88 e 89 (88th Street e 89th Street).
O museu se diferencia de longe de todas as construções do entorno, o que inclui o Museu Metropolitano de Arte de Nova York (Metropolitan Museum of Art) e também do tecido urbano xadrez e regular da cidade em contraste com as superficies curvas do museu.
Da rua, o edíficio aparenta uma fita enrrolada em um cilindro, mas as vezes comparado também a uma maquina de lavar, se contrasta com as típicos construções retangulares de Manhattan. O Museu Solomon R. Guggenheim foi o último grande projeto do arquiteto renomado Frank Lloyd Wright e levou 15 anos para ser concluída desde 1943, vários desenhos iniciais, mudança do local, problemas com a regularização da construção, aumento do custo dos materiais, criticas dos artistas, que encaminharam uma carta aos administradores do museu alegando que as paredes curvas, o piso inclinado da rampa e os rasgos de iluminação que a acompanham, voltando a luz para os olhos do espectador, eram condições de difícil aceitação para os parâmetros de exposição, finalmente em 1956 se iniciou a construção e em 21 de outubro de 1959 foi inaugurado, apenas 6 meses depois da morte de arquiteto Frank Lloyd Wright e 10 anos da morte do proprietário Solomon Guggenheim.
Entre as obras do acervo se encontram Piet Mondrian, Amedeo Modigliani, Pablo Picasso, Paul Cézanne, Paul Gauguin e Vincent van Gogh.
Em 1992, o projeto foi complemetado por uma torre anexa retangular, projetado pela firma Gwathmey Siegel & Associates Architects, mais alta que o conjunto inicial, que já havia virado um ícone da paisagem Novaiorquina, então a controvérsia foi inevitavel.
De 2005 a 2008 o museu sofreu uma restauração exterior de pintura e preenchimento das rachaduras causadas pela dilatação térmica. O AUTOR: Para realizar essa complexa estrutura simplificou-se pela utilização de um sistema modular de 2 metros.
Todas as linhas, pontos radiais e eixos estão agregados a esse sistema, dando um padrão na ordenação dos componentes estruturais, os pontos de trabalho também estão amarrados por coordenadas e os desenhos e plantas de layout estão sobrepostos ao sistema.
Na época, o projeto teve também problemas com as normas de construção de Manhattan, preocupados com a estrutura inovadora e com a clarabóia, a qual teve de ser reduzida e reconfigurada para incluir um reforço de aço nos pilares para aguentar sua carga. Entre 2005 e 2008 o museu passou por renovação da fachada, bem limitada, para não perder as intenções de Wright ao projeto. 12 camadas de tinta foram removidas revelando algumas rachaduras na estrutura de concreto devido a dilatações térmicas acumulativas desde a inauguração em 1959.
No geral a estrutura estava em boas condições mas a correção das rachaduras, tratamento de corrosão do aço estrutural e o reforço do concreto eram essenciais para a integridade do edificio, tudo isso enquanto o museu continuava em operação. Ordenação espacial é essencial para o visitante perceber já inicialmente qual o tamanho do percurso e organizar seu tempo de visita. No Guggenheim de Wright issa fica bastante claro na planta, os espaços de visita são abertos o que permite a visão de qualquer local da galeria principal.
O projeto constituí-se de dois volumes circulares, sendo que o diâmetro do volume maior é o dobro do menor. Ambos possuem rampas espiraladas em seu interior, sendo que apenas a maior rotunda foi prevista para ser acessada pelo público, a menor é destinada a adiministração. Esta estratégia separa claramente as funções principais do conjunto, refletindo na volumetria básica. Uma plataforma horizontal conecta os dois volumes e protege o acesso. O térreo, favorecido pelo pé direito alto, pode ser usado para exposições de grandes pinturas e esculturas ou como na realização de eventos, o segundo chamado de Galeria Alta (High Gallery) também é destinado a esculturas e pinturas e ao longo da rampa contínua em espiral, 74 nichos servem de espaço para exposição do acervo.
Desde a inauguração o museu carecia de espaços para adiministração e depósito, mas Wright já havia previsto, em 1951, a construção de um anexo em forma de prisma regular com onze pavimentos apresentado como um plano de fundo para a forma circular predominante no museu. Alem de funcionar como uma relação ao traçado xadrez ortogonal de Manhattan. Essa idéia foi a base para o projeto do anexo dos arquitetos Charles Gwathmey e Robert Siegel, iniciada em 1988 e concluída em 1992, o que solucionou o problema do piso inclinado e da iluminação natural da galeria principal. UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPIRITO SANTO
Departamento de Arquitetura e Urbanismo Disciplina de Teoria e História da Arquitetura e Urbanismo III
ministrada pelo Professor Tarcisio Bahia Tainá Teixeira Marré

em Outubro de 2012
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