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Elementos do Artigo de opinião

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by

Gabriela Gonçalves

on 10 May 2014

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Transcript of Elementos do Artigo de opinião

$1.25
Maio de 2014
Vol XCIII, No. 311
ELEMENTOS DO ARTIGO DE OPINIÃO
Estrutura do Artigo de Opinião
• O título antecipa a tese defendida pelo artigo, deve ser interessante.
• O artigo deve partir de uma questão polêmica.
• Você deve tomar uma posição em relação a questão polêmica.
• Usar argumentação para defender seu ponto de vista:
- Usar Dados, ou seja, de fatos, indícios, informações etc., que o argumentador toma como ponto de partida para o seu raciocínio.
- Usar Justificativas, ou seja, de argumentos propriamente ditos, que o argumentador reúne e analisa com o objetivo de sustentar a conclusão ou tese.


Usar ARTICULADORES - palavras ou expressões cuja função é exatamente estabelecer e deixar evidentes as relações entre diferentes partes do texto, não permitindo que o leitor perca o fio da meada.
Assim podemos conectar ideias no interior de uma única oração ou entre períodos, são exemplos de articuladores conjunções e advérbios.
Artigo de opinião

- Suporte (para os dados ou para as justificativas), ou seja, o conjunto de informações complementares que ajudam o argumentador a reforçar ou os Dados e fatos de que parte ou, ainda, as Justificativas (argumentos) que apresenta.
- Conclusão a que o argumentador quer chegar, ou seja, a tese que pretende defender, em relação aos dados usados como base para o artigo.

Levar em consideração os pontos de vistas de opositores para construir argumentos.



Observar as vozes presentes no texto, sua opinião, palavras de indivíduos e instituições. Números, estatísticas, dados quantitativos ou qualitativos de diferentes ciências também são considerados vozes, na medida em que são assumidos socialmente por especialistas e/ou instituições que funcionam como protagonistas de um discurso. Num texto argumentativo, as vozes assumem funções específicas, e tendem a se organizar como num debate
Título
Questão Polêmica
Argumentação
Articuladores
Vozes
Justificativa
Dados
Suporte
Opositores
INTRODUÇÃO
: apresenta o assunto; aponta, direta ou indiretamente, a questão polêmica; situa essa questão no tempo e no espaço (contextualização); especifica o âmbito do debate; indica, direta ou indiretamente,
quem são seus interlocutores (parceiros e/ou apoiadores, adversários, os próprios leitores); esclarece as motivações do articulista (“Escrevo esse artigo porque...”) etc.
DESENVOLVIMENTO
: é a parte do artigo em que o articulista explica e justifica as posições e a opinião dele sobre o assunto – apresentando argumentos. Assim, a principal função do desenvolvimento é reunir e examinar informações que sirvam de argumentos adequados para a sustentação da tese com dados estatísticos ou pesquisa, expondo exemplos, resumindo e contestando posições contrárias defendidas por adversários etc.
CONCLUSÃO
: não é apenas o fechamento do texto, mas, principalmente, o ponto de chegada de todo o raciocínio desenvolvido. A principal função da conclusão é (re) apresentar explicitamente a opinião do articulista. Mesmo que ela já tenha aparecido na introdução – ou, menos provavelmente, no desenvolvimento –, é na conclusão, ou seja, depois de todo um adequado trajeto argumentativo, que ela aparece como opinião fundamentada e, portanto, como tese.

Articuladores – destacado de vermelho

Partes destacadas são os argumentos do autor.
Uso de 3º pessoa

INTRODUÇÃO

O primeiro parágrafo contém
O ponto de partida (Dados)
do autor.

Maioridade seletiva
Público-alvo dos projetos de redução da idade penal é o adolescente pobre e marginalizado, afirma autor.

Túlio Vianna, 20 de abril de 2013


Sempre que
um crime grave é praticado por um adolescente a redução da maioridade penal volta às pautas do Congresso e dos jornais.
A racionalidade e a temperança que deveriam guiar a elaboração de qualquer projeto de lei cedem espaço à passionalidade do clamor público no furor dos acontecimentos. E assim vão se criando leis casuísticas para dar respostas a casos concretos que nem sempre são representativos da maioria dos crimes ocorridos no dia a dia.



Dados estatísticos
– perfil sociológico
do adolescente.

DESENVOLVIMENTO
Justificativas dos dados
A voz da justiça se manifesta nos dados estatísticos utilizados
para demonstrar que os crimes praticados por adolescentes são,
numericamente,
pouco expressivos


Homicídios praticados por adolescentes não são tão frequentes quanto acredita a opinião pública. Para se ter uma ideia, dos atos infracionais praticados por adolescentes em Belo Horizonte no ano de 2010, apenas 0,3% foram homicídios.
A maioria das ocorrências é por tráfico de drogas (27,2%), uso de drogas (18,5%), furto (10,7%) e roubo (7,7%) (dados da Vara Infracional da Infância e da Juventude de Belo Horizonte).

O público-alvo dos projetos de redução da maioridade penal é o adolescente pobre que pratica crimes patrimoniais ou de tráfico e uso de drogas. Desses adolescentes, 62% vivem em lares com renda familiar inferior a dois salários mínimos.
É esse adolescente marginalizado que a sociedade brasileira quer colocar no cárcere, já que nosso poder público em sua incompetência não cumpriu seu dever constitucional de colocá-los nas escolas.

(
Interrogação -questionamento ao leitor
)

Vozes contrárias ao autor são citadas

A voz da opinião pública é contaposta
a suas posições


Resta saber se
essa mesma sociedade que clama hoje pela redução da maioridade penal vai aceitar amanhã que seus filhos também sejam presos pelas brigas nas quais se envolverem na saída dos colégios
; ou pelos insultos aos professores e colegas nas redes sociais; ou pelas violações de direitos autorais na internet; ou pelo uso de drogas; ou por dirigirem sem habilitação. Ou será que a proposta seria punir apenas os adolescentes pobres?

Duas das propostas de emenda à constituição que tramitam no Senado (PEC 74/2011 e PEC 33/2012) efetivamente pretendem criar uma maioridade penal seletiva.
Em alguns crimes o adolescente poderia ser responsabilizado criminalmente; em outros, não. Trata-se de uma evidente aberração jurídica, pois a responsabilidade penal é indivisível: ou o adolescente tem plena condições de entender o caráter ilícito de qualquer de seus atos ou não tem.

A voz dos juristas

Outra voz discordante
é citada: A Constituição

A PEC 83/2011 é mais coerente e propõe a redução da maioridade penal para 16 anos para todo e qualquer crime.
A Constituição, porém, prevê em seu art. 60, §4º, IV, que os direitos e garantias individuais não podem ser restringidos por meio de emenda constitucional.
São as chamadas cláusulas pétreas, que visam a impedir retrocessos jurídicos com a perda de direitos fundamentais já conquistados. A maioridade penal aos 18 anos é uma garantia individual estabelecida no art.228 da Constituição Federal, e esse artigo só poderia ser modificado para aumentar a maioridade penal, nunca para diminuí-la.

É bem verdade
que alguns juristas não concordam com essa interpretação, alegando que a maioridade penal não seria uma cláusula pétrea por não estar prevista no art. 5º da Constituição, que trata especificamente dos direitos individuais.
Trata-se de uma interpretação bastante simplista, pois o que caracteriza um direito individual é sua essência e não sua localização no texto constitucional.
Diante da controvérsia
, caso a emenda seja aprovada, caberá ao Supremo Tribunal Federal decidir se o art.228 é ou não uma cláusula pétrea e dar a palavra final sobre a constitucionalidade da redução da maioridade penal.

CONCLUSÃO
Apoiando nas
análises o
autor tira
suas conclusões
TESE
A voz do
Governador –
Posição
intermediária


Para
tentar contornar essas limitações constitucionais, o governador Geraldo Alckmin apresentou uma proposta ao Congresso Nacional (PL 5385/2013) visando não à redução da maioridade penal, mas a um aumento do rigor do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Atualmente um adolescente que pratica um ato infracional aos 17 anos pode ficar internado no máximo até os 21. Pela proposta de Alckmin, poderia ficar internado até os 26 anos, desde que fosse condenado por crime hediondo. Uma solução jurídica bem superior à redução da maioridade penal na Constituição, mas que dificilmente produzirá algum efeito prático na redução da criminalidade juvenil.

É ilusão acreditar
que o simples aumento do tempo de internação vá reduzir os atos infracionais praticados por adolescentes. As estatísticas não deixam dúvidas de que esse tipo de criminalidade é reflexo das péssimas condições socioeconômicas desses adolescentes.
A solução simplista de construir cárceres para enjaular a juventude pobre pode até ter um custo menor para o poder público, mas não será panaceia para um problema complexo que precisa ser enfrentado com um investimento sério no ensino fundamental e médio e com políticas públicas que visem a engajar os adolescentes pobres em atividades culturais e esportivas que os afastem da criminalidade. Muito mais efetivo que ameaçar o adolescente com penas graves é oferecer-lhes uma perspectiva real de um primeiro emprego digno que lhe possa permitir sonhar com um futuro melhor.

Como frequentemente acontece com textos argumentativos, a estrutura do argumento alimenta a organização dissertativa:
o primeiro parágrafo, correspondente aos dados, funciona como Introdução;
2 a 4 parágrafos apresentam as justificativas, são o Desenvolvimento;
e a tese apresentada ao final corresponde à Conclusão.

O escritor pode usar a 1ª ou 3ª pessoa
Pode conversar com o leitor por meio de interrogações ou uso da 1ª pessoa
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