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O reino franco: por uma sociedade romano-germânica

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Kelly Cristina Araujo

on 6 March 2013

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Transcript of O reino franco: por uma sociedade romano-germânica

Após as invasões bárbaras aos territórios do antigo Império Romano do Ocidente, durante algum tempo conviveram, lado a lado, conquistadores germânicos e senhores romanos controlando áreas de cultivo.

A partir desse convívio, começam a ocorrer casamentos mistos, entre filhos de ambos os lados, levando tanto à formação de uma aristocracia romano-germânica como a uma fusão de mesmo tipo na base da sociedade. A única instituição que se manteve com a mesma força após a queda do Império Romano do Ocidente foi a Igreja Católica.

Ao se aproximarem da Igreja de Roma, os reinos tornavam-se mais poderosos, pois passavam a contar com a ajuda dessa instituição para organizar seus Estados.

O FATOR FUNDAMENTAL QUE PERMITIU A FUSÃO ENTRE OS ROMANOS E GERMÂNICOS FOI A RELIGIÃO CRISTÃ E SUAS INSTITUIÇÕES. O REINO FRANCO: POR UMA SOCIEDADE ROMANO-GERMÂNICA O REINO FRANCO
Foi o 1º Estado Germânico a seguir a orientação de Roma: em 496, Clóvis, que seguia o arianismo, converte-se ao cristianismo, juntamente com 3.000 guerreiros.
Clóvis funda a Dinastia Merovíngia: com o auxílio da Igreja, que desejava proteção militar e política, organizou o funcionamento das estruturas do reino.
O reino era basicamente um conjunto de funções, bens e propriedades que ele distribuía a seus guerreiros. O REINO DOS FRANCOS E O BATISMO DE CLÓVIS

Com o estudo sobre o batismo de Clóvis, primeiro rei dos francos da dinastia Merovíngia, você terá a oportunidade de refletir sobre a relação que há entre uma lenda e a realidade histórica e, ainda mais importante do que isso, aprofundar o seu conhecimento sobre a importância da religião cristã para as primeiras organizações dos Estados que se formaram a partir dos reinos bárbaros. 1) Estudo de um texto: o episódio do jarro de Soissons, ocorrido em 496, contado por Gregório de Tours (que viveu entre 538 e 594), em seu livro «História dos Francos».
"Os soldados de Clóvis tenham roubado de uma igreja um jarro de grande beleza... O padre envia mensageiros ao rei pedindo que o devolvam para a sua igreja. O rei respondeu ao enviado: «Siga-nos até Soissons e, se este jarro me der sorte, eu o devolverei ao padre». Clóvis colocou o saque no meio dos soldados e disse: «Eu vos peço, meus bravos guerreiros, para que ao menos o jarro seja a minha parte do saque.» A estas palavras, a maior parte respondeu: «Glorioso rei, tudo isto que nós vemos aqui é seu.» Como eles tinham assim falado, um dos soldados, invejoso e passional, eleva a voz, brandindo sua espada de dois cortes e quebra o jarro dizendo: «Tu não terás nada que não te seja dado por sorteio.» Todos ficam estupefatos, mas o rei se contém, guardando a fúria escondida em seu coração.
Tendo se passado um ano, ele fez reunir todos os seus soldados, cada um devendo mostrar suas armas bem limpas e organizadas. Como ele se preparava para passar em revista as fileiras, ele foi até aquele que tinha quebrado o jarro e lhe disse: «Ninguém tem armas tão mal organizadas e sujas como as tuas: tua lança, tua espada, teu machado, nada está em condições.» E, tomando a espada, ele a joga no chão. O soldado se inclina para a apanhar. Então, o rei levanta a sua própria espada com as duas mãos e a crava no crânio do soldado dizendo: «Assim tu fizestes com o jarro de Soissons.» INTERPRETAÇÃO DO TEXTO
1) Defina «saque».
2) Indique o que é feito com o saque após a vitória.
3) O jarro faz parte do saque? Onde ele foi pego?
4) Indique o motivo que leva Clóvis e seus soldados a pilhar as igrejas em 486.
5) Indique o momento em que eles pararam de o fazer?
6) Por que Clóvis puniu o soldado?
7) Classifique os elementos que demonstram que Clóvis não é um soldado como os outros.
8) Indique o motivo que leva Clóvis a querer devolver o jarro ao padre. OUTROS ELEMENTOS FORNECIDOS PELO TEXTO As leis de guerra: após a batalha de Soissons (486), Clóvis e seus soldados pilharam igrejas e queimaram as aldeias de acordo com seus hábitos. O saque é reunido e depois partilhado igualmente entre os vencedores. Cada parte é dada de acordo com a realização de um sorteio. Clóvis, enquanto chefe de guerra, garantia o equilíbrio da partilha. As relações entre a Igreja e Clóvis antes do seu batismo: o padre de Soissons não hesita em pedir a intervenção de Clóvis, o bárbaro vencedor. Clóvis aceita o seu pedido para obter favores. Ele não hesita em transgredir os costumes dos francos e se opõe a seu soldado. Esse episódio ilustra antes de tudo a boa relação que se inicia entre o rei e a Igreja. Por outro lado, Clóvis se aproveita do direito de vida e morte que o rei tem sobre os seus súditos e atinge o crânio de seu soldado. Por meio desse gesto, ele impõe sua autoridade. A NARRATIVA DE GREGOIRE DE TOURS É VERDADEIRA?
A narrativa de Grégoire de Tours não parece muito verdadeira, e dela nós podemos retirar algumas contradições:
- Clóvis faz menção ao sorteio, mas acaba por pegar o jarro;
- somente um guerreiro protesta;
- Clóvis espera um ano para se vingar. Por quê? 1. Clóvis governou entre 481 e 511. Grégoire de Tours, nascido em 538, não o conheceu. Sua infância foi povoada por narrativas sobre a chegada dos francos. Ele se instalou em Tours, em 563, conheceu os clérigos que tinham vivido no reinado de Clotilde, a esposa de Clóvis, que tinha se retirado para um monastério onde morreu em 544. Gregoire de Tours também não a conheceu de maneira direta. Ele transcreveu as narrativas da rainha transmitidas pelos padres que tinham convivido com ela, o que explica o aspecto santificado atribuído às narrativas, já que as ações de Clóvis foram enaltecidas por seus admiradores. 2. Este jarro, que provém na realidade de Reims, é um jarro litúrgico. Ele foi integrado ao saque dos francos durante a guerra entre Clóvis e Syagrius, um general romano. Clóvis conseguiu trocar o jarro por outros objetos e o restituiu ao padre: ele não foi quebrado como o relato de Gregoire de Tours. Ele foi somente amassado, já que era feito em metal. O padre de Saint Rémi precisa em seu testamento, escrito pouco antes de sua morte, em 533, que ele deixa para sua igreja «o jarro que Clóvis me devolveu». Miniaturas extraída das Grandes Crônicas da França (publicadas no século XIV) ilustra esse episódio. Estudo de um documento iconográfico: o batismo de Clóvis Para compreender melhor:
1) Leitura da narrativa do batismo por Gregório de Tours:
«A bacia está preparada, os perfumes exalam, as velas brilham... o Rei avança em direção ao batistério para apagar com água fresca os traços de suas más ações do passado... Logo que ele entra para o batismo, o padre de Reims, Rémi, pede a ele: «Retire humildemente os seus colares. Adore aquilo que você queimou, queime aquilo que você adorou...»
Assim, o rei foi batizado em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e o unge com a Santa Crisma com o signo da cruz de Cristo. Mais de três mil homens de seu exército foram igualmente batizados».
A partir de Gregório de Tours (538-594), História dos Francos. a) Descreva a imagem.
b) Indique os três elementos que estão representados: o milagre, o batismo e a consagração real.
c) Levante hipóteses sobre o fato de Clóvis estar representado em tamanho menor do que os outros homens.
d) Relacione elementos que estão narrados no texto e aparecem representados na imagem.
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