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Trabalho de Portugues - Grupo 5

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Samuel Martins

on 22 March 2013

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Transcript of Trabalho de Portugues - Grupo 5

A poesia em São Tomé e Príncipe A poesia em São Tomé e Príncipe São Tomé e Príncipe foi marcado por uma intensa miscigenação étnica e cultural. Esse contato de culturas influenciou bastante a poesia do país, mas, essa continuou sendo genuinamente africana.
No geral, a literatura do país é pouco expressiva se comparada com as demais literaturas africanas portuguesas. As obras literárias publicadas eram mais de cunho social e abordavam a luta contra colonialismo, a exploração dos negros nas plantações e, a consciência das diferenças provocadas pela cor da pele.
A poesia de Conceição Lima é marcada pela realidade de seu país Principais obras de Conceição Deus Lima Até o momento, Conceição publicou dois livros de poesia: O Útero da Casa, em 2004, e A Dolorosa Raiz do Micondó, de 2006. Este último foi agora editado no Brasil pela Geração Editorial O vendedor Os olhos vagalumem como pirilampos
no encalço dos fregueses
Do fio que é a mão esvoaçam
sacos de plástico
precários, multicores balões

A Feira do Ponto é o seu pátio.

Ao fim do dia, parcimonioso,
devolve a bolsa das moedas a um adulto
e recupera a idade. A lenda da bruxa San Malanzo era velha, muito velha.
San Malanzo era pobre, muito pobre.
Não tinha filhos, não tinha netos
Não tinha sobrinhos, não tinha afilhados
Nem primos tinha e nem enteados
Ela era muito pobre e muito velha
Muito velha e muito pobre era.
Era velha, era pobre san Malanzo
Pobre e muito velha
Velha e muito pobre
Era velha e pobre
Era pobre e velha
Velha pobre.
Pobre velha
Velha
Pobre
Feiticeira. Algumas obras do livro “A Dolorosa Raiz do Micondó” Poesia em Cabo Verde No início do século XX, já era perceptível a presença de uma elite (professores, jornalistas e comerciantes) que era consciente dos principais problemas da população do arquipélago, e que se mantinham em contato com os movimentos literários portugueses.
Porém a maior influência sobre os escritores cabo-verdianos era de origem dos modernistas brasileiros, como Manuel Bandeira, Graciliano Ramos, Jorge Amado, dentre outros que inspiraram os escritores de Cabo Verde a retratarem aspectos da realidade local em seus textos. Biografia de Filinto Elísio Filinto Elísio de Aguiar Correia e Silva nasceu em 1961, na cidade de Praia, na ilha de Santiago, no arquipélago de Cabo Verde. Licenciou-se em Biblioteconomia no Brasil, e foi professor nos Estados Unidos. Coordena diversos movimentos culturais em Cabo Verde.
Filinto Elísio é poeta e cronista, além disso é administrador e consultor internacional do jornal “A Nação”, em Cabo Verde. Atualmente também é assessor cultural do primeiro-ministro de Cabo Verde. A poesia de Filinto não tem linguagem tradicional, ele consegue colocar em seus poemas, de uma forma elegante, as diversas características da vida em movimento.
Filinto já publicou vários livros podemos citar o livro “Das Frutas Serenadas” no qual ele usa uma linguagem fotográfica muito forte que provoca efeitos cinéticos, com poesias de boa qualidade com uma ótima ampliação do discurso literário, usando a linguagem visual. Poesia na Angola, Ruy Duarte Carvalho Ele é um escritor angolano, português de nascimento, não é só angolano por opção de cidadania, é angolano, sobretudo, por sentimento. Nasceu em 1941, em Santarém, e morreu em 2010, Swakopmund. Passou a infância em Moçâmedes, hoje Namibe, voltando a Santarém, em 1955. Depois do Curso de Regente Agrícola, tirado na Escola Superior Agrária, em 1960, foi exercer funções na Estação Experimental do Caraculo, na então Moçâmedes, e trabalhou também nos sectores da cafeicultura e da pecuária. Em 1971 embarcou para Lourenço Marques, onde foi chefe de produção numa fábrica de cerveja. Em 1972 parte para Londres, afim de estudar realização de cinema. Ao regressar seria admitido na Televisão Popular de Angola, como realizador. É autor das longas- metragens Nelisita: narrativas nyaneka (1982) e Moia: o recado das ilhas (1989). Adquirindo a nacionalidade angolana em 1983, voltou a sair da antiga colónia para se doutorar em Antropologia, na École des Hautes Études de Sciences Sociales, em Paris. A partir de 1967 conciliou à escrita, o cinema e o ensino na Universidade de Luanda. Estilo de Época Era marcado pelo Neorrealismo que se cruza com a Negritude. E também era marcado pelo nacionalismo. Estilo Literário Em 1951, com a publicação da revista Mensagem, que teve início a fase da poesia moderna e nacional que tinha como tema a valorização do negro e da cultura africana como condição de autodeterminação.
A esperança emerge como grande tema literário: nesse momento, dor e otimismo são presenças constantes nos textos. Na década de 1970, três novos autores serão responsáveis por uma significativa mudança estética e temática na poesia angolana: David Mestre, Ruy Duarte Carvalho e Arlindo Barbeitos. O tom panfletário é deixado de lado, em um esforço para aprimorar a forma literária e encontrar uma linguagem poética mais universal, que encontrasse novas imagens para abordar os temas políticos do passado.
Nos anos 1980 surgem uma nova geração de poetas angolanos que têm como característica principal o ecletismo. Igual a um país que comece a superar as marcas da opressão colonialista e tenta curar as feridas profundas deixadas por anos de guerra civil, também a poesia angolana tenta encontrar uma nova voz, capaz de expressar esse novo país, pacificado, que quer percorrer uma trilha menos sofrida. POESIA:
•Chão de Oferta, Luanda, Culturang,
•1976 A Decisão da Idade, Luanda/ Lisboa, UEA/ Sá da Costa Editora
•1987 Lavra Paralela, Luanda, UEA

•2000 Lavra Reiterada, Luanda, Edições Nzila
•2000 Observação Directa, Lisboa, Livros Cotovia
•2005 Lavra (poesia reunida 1972-2000), Lisboa, Livros Cotovia
NARRATIVA:

•1999 Vou lá visitar pastores, Lisboa, Livros Cotovia
•2003 Actas da Maianga -Dizer da(s) guerra(s) em Angola , Lisboa, Livros Cotovia
•1977 Como se o Mundo não Tivesse Leste, contos, Luanda/ Porto, UEA/ Limiar
•2000 Os Papéis do Inglês, Lisboa, Livros Cotovia
(editado também em Angola, Brasil e Itália, respectivamente pela Chá de Caxinde, pela Companhia das Letras de São Paulo e pela La Nuova Frontiera).

ENSAIO:
•1980 O Camarada e a Câmara, cinema e antropologia para além do filme etnográfico, Luanda, INALD
•2002 Os Kuvale na História, nas Guerras e nas Crises, Luanda, Edições Nzila.
•2008 – A Câmara, a escrita e a coisa dita, Lisboa, Livros Cotovia.

Filmografia:
•1982 – Nelisita (narrativas nyaneka)
•1989 -Moía (o recado das ilhas)
Recebeu o Prémio Literário Casino da Póvoa com:
•(2008)Desmedida - Luanda, São Paulo, São Francisco e volta (2008) Autores: Samuel Oliveira
Gustavo Hilário
Thiago Henrique
Rafael Dutra
Diego Rocha
Matheus Ladeira
Hugo Couto
Caio Teixeira
Vinícius Magalhães Grupo 5 Noémia de Sousa Escritora moçambicana, Carolina Noémia Abranches de Sousa Soares nasceu em 20 de setembro de 1926, em Lourenço Marques, Moçambique, e faleceu em 4 de dezembro de 2002, em Cascais, Portugal.
Com apenas 22 anos de idade, surge na senda literária moçambicana num impulso encantatório, gritando o seu verbo impetuoso, objetivo e generoso. A sua poesia, desde logo, se mostrou "cheia" da "certeza radiosa" de uma esperança, a esperança dos humilhados, que é sempre a da sua libertação. Referencias
http://www.antoniomiranda.com.br/poesia_africana/cabo_verde/filinto_elisio.html
http://mil-hafre.blogspot.com.br/2012/08/filinto-elisio-correia-um-poeta-de-cabo.html
http://ricardoriso.blogspot.com.br/2009/01/filinto-elsio-alguns-poemas-das-frutas.html
http://www.rtp.pt/programa/tv/p27243/e7
http://bibliotecariodebabel.com/geral/seis-poemas-de-conceicao-lima/
http://loucosporafricanas.blogspot.com.br/2009/04/sao-tome-e-principe.html
http://lusofonia.com.sapo.pt/LiteraturaSantomense.htm
Livro de Português: Volume 2.
http://www.infopedia.pt/$ruy-duarte-de-carvalho
http://kuphaluxa.blogspot.com.br/2011/09/escritora-mocambicana-carolina-noemia.html
http://www.pluraleditores.co.mz/PLE04.asp?area=3&ID=08
http://www.antoniomiranda.com.br/poesia_africana/mocambique/nomia_de_sousa.html A poesia em Moçambique Moçambique foi colônia de portugal por muitos anos, que como toda colônia, foi explorada em seus recursos naturais, e após não se conseguir ouro e marfim na escala desejada , passa-se a vender escravos para a américa do norte e o brasil principalmente. Portanto os primeiros temas dos poemas de moçambique foram idéias de conflitos, revoltas e idéias de nacionalismo e de pátria, sendo características marcante desses poemas é seu teor realista e verossímil, a oralidade do poema e principalmente com foco no cotidiano. Estilo Literário Toda a sua produção é marcada pela presença constante das raízes profundamente africanas, abrindo os caminhos da exaltação da Mãe-África, da glorificação dos valores africanos, do protesto e da denúncia.
Noémia de Sousa, como autêntica pioneira da Literatura preconiza - no seu percurso literário - a revolução como único meio de modificar as estruturas sociais que assolam a terra moçambicana. Sempre, e desde muito cedo, pretendeu que o seu povo avançasse uno, em coletivo, em direção a um futuro que alterasse os eixos em que se fundamentava a atitude do homem, mas sem nunca fazer a apologia da desumanização.
As propostas essenciais da sua expressão literária vão do desencanto cotidiano, de certa amargura, de certa raiva, até ao grito dorido, até ao orgulho racial, até ao protesto altivo que contém a pulsão danada contra cinco séculos de humilhação.
A grande base do texto de Noémia de Sousa está centrada na eterna dicotomia "nós/outros" - "nós", os perfeitamente africanos; os "outros", as gentes estranhas, os que chegaram a África, os colonizadores. Principais obras A MINHA DOR
Dói
a mesmíssima angústia
nas almas dos nossos corpos
perto e à distância.
E o preto que gritou
é a dor que se não vendeu
nem na hora do sol perdido
nos muros da cadeia. EM VEZ DE LÁGRIMAS
Só um choro em seco
põe no vértice da minha dor
o mais intenso
auge do luto. TEIAS DA MEMÓRIA
Na baça melancolia do teto
bilros de teia bordam solidão
enquanto meigos sussurros de sombra
no brilhante mutismo do espelho
recitam estrofes de poeira. Além dessas, outras obras que merecem destaque são :

Nossa voz, Se me quiseres conhecer, Deixa passar o meu povo, Magaíça, Negra, Um dia, Poema para Rui de Noronha, Godido e Sangue negro. Filinto Elísio,Conceição Lima,Ruy Duarte Carvalho e Noémia Sousa Biografia Maria da Conceição de Deus Lima nasceu em 8 de Dezembro de 1961. Mais conhecida por Conceição Lima, é uma poeta são-tomense natural de Santana da ilha de São Tomé, São Tomé e Príncipe. Estudou jornalismo em Portugal e trabalhou na rádio, televisão e na imprensa escrita em São Tomé e Príncipe, aonde chegou a ser produtora e coordenadora do principal sistema de Televisão, a TVS – Televisão São-Tomense. Em 1993 fundou o semanário independente “O País Hoje” e exerceu a função de diretora do mesmo até a data da sua extinção. É licenciada em estudos Afro-Portugueses e Brasileiros pelo King's College de Londres. Reside e trabalha como jornalista e produtora dos serviços de Língua Portuguesa da BBC. Já publicou poemas em jornais, revistas, e antologias em vários países. Em 2004 publicou O Útero da Casa pela editorial Caminho de Lisboa e em 2006 publicou A Dolorosa Raiz do Micondó pela mesma editorial. Conceição é considerada uma poetisa do período pós-colonial. Começou a escrever poemas na sua juventude. Com apenas dezenove anos, viajou até Angola, onde participou na Sexta Conferência de Escritores Afro-Asiáticos. Recitou alguns dos seus poemas e era, provavelmente, a mais jovem dos participantes presentes. Conceição Lima considera esta a primeira fase da sua carreira como poeta. A segunda fase da sua carreira começou com a publicação dos seus poemas em jornais, revistas e antologias. Acerca do Amor Do amor só digo isto:

o sol adormece ao crepúsculo
no oferecido colo do poente
e nada é tão belo e íntimo,

0 resto é business dos amantes.
Dizê-lo seria fragmentar a lua inteira. Introdução Os movimentos literários em sua maioria refletem o meio-social do local onde os seus autores estão inseridos. Devido ao período Imperialista, a poesia africana contemporânea nos países lusofônicos, é marcada principalmente pelo seu caráter nacionalista, que é um reflexo deste momento pós-colonial, onde há a busca da construção de um ideal nacionalista.
Esse ideal nacionalista é apresentado pelo teor de contestamento das poesias, e também pela inserção de aspectos e palavras da linguagem local, formando símbolos e fatores motivacionais a construção da nação idealizada. DlOGO CÃO ÀS PORTAS DO ZAIRE "...Retenho a sombra, apenas, do que — revisto ou novo —
adrega preservar a virgindade
e a febre do contorno a sua audácia.
Renovo a nitidez das referências.

A vaga geografia das ausências imponho uma paisagem
reassumida, renovada de ardor e nitidez amável.

Adquiro assim um depurado entendimento do que é posse.

Tenho também que o meu crescer se faz
de cinza acumulada pelos regressos —

uma brancura donde emerge opaca
a medular estrutura da paisagem.

Não nos separa espaço, nem distância ou tempo.
Entre nos dois
apenas o painel da mais recente ausência
aberto para os sinais
do encontro a conquistar.
Não mais do que a distância de um parágrafo.

E a ponte, a velocidade. ..."
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