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Análise do poema "Vem Sentar-te Comigo, Lídia, à Beira do Ri

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by

Maria Morbey Affonso

on 21 November 2014

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Transcript of Análise do poema "Vem Sentar-te Comigo, Lídia, à Beira do Ri

Índice
Ricardo Reis

Análise do Poema
"Vem Sentar-te Comigo, Lídia, à Beira do Rio", de Ricardo Reis
Ricardo Reis
Filosofia
Ataraxia
Aurera Mediocritas
Carpe Diem Horacianos
Epicurismo
Lídia
Análise do Poema "Vem Sentar-te Comigo, Lídia, à Beira do Rio":
Estrutura Externa
Estrutura Interna
Estrutura Externa
Estrutura Interna
Vem sentar-te comigo, Lídia, à beira do rio.
Sossegadamente fitemos o seu curso e aprendamos
Que a vida passa, e não estamos de mãos enlaçadas.
(Enlacemos as mãos).

Depois pensemos, crianças adultas, que a vida
Passa e não fica, nada deixa e nunca regressa,
Vai para um mar muito longe, para ao pé do Fado,
Mais longe que os deuses.

Desenlacemos as mãos, porque não vale a pena cansarmo-nos.
Quer gozemos, quer não gozemos, passamos como o rio.
Mais vale saber passar silenciosamente
E sem desassossegos grandes.

Sem amores, nem ódios, nem paixões que levantam a voz,
Nem invejas que dão movimento de mais aos olhos,
Nem cuidados, porque se os tivesse o rio sempre correria,
E sempre iria ter ao mar.

Amemo-nos tranquilamente, pensando que podíamos,
Se quiséssemos, trocar beijos e abraços e carícias,
Mas que mais vale estarmos sentados ao pé um do outro
Ouvindo correr o rio e vendo-o.

Colhamos flores, pega tu nelas e deixa-as
No colo, e que o seu perfume suavize o momento –
Este momento em que sossegadamente não cremos em nada,
Pagãos inocentes da decadência.

Ao menos, se for sombra antes, lembrar-te-ás de mim depois
Sem que a minha lembrança te arda ou te fira ou te mova,
Porque nunca enlaçamos as mãos, nem nos beijamos
Nem fomos mais do que crianças.

E se antes do que eu levares o óbolo ao barqueiro sombrio,
Eu nada terei que sofrer ao lembrar-me de ti.
Ser-me-ás suave à memória lembrando-te assim – à beira-rio,
Pagã triste e com flores no regaço.


"vem" - Imperativo
"beira do rio" - aurea mediocratas
"rio"- vida

"enlacemos as mãos" - amor, desejo de união do sujeito
contacto físico mas não sensual
- epicurismo
Convida a amada a gozar o prazer do amor
Propõe a Lídia que se sente com ele a observar o decorrer da vida
Desejo epicurista- o aproveitamento limitado dos prazeres da vida (dimensão da necessidade racional
Sujeito procura a felicidade (relativa)
"crianças adultas" - infância é a idade ideal
- apenas duas crianças adultas não
poderiam ser uma ameaça emocional
"Passa e
não
fica,
nada
" - sujeito poético encara a vida com pessimismo
"Fado" - destino, força inexorável, superior a tudo
"mais longe do que os deuses" - vida para lá dos deuses,
do fado
- paganismo greco- romano
- hipérbole
"mar" - o fim da vida, morte
Fatalismo
Aceitação do destino
"pensemos" - Necessidade do prodominio da razão
"Desenlacemos as mãos" - antítese ao último verso da 1ª estrofe
- desfazer de um compromisso
"porque não vale a pena cansarmo-nos" - amor sem esforço
- oracação subordinada
adverbial causal
"quer gozemos, quer não gozermos" - oração coordenada disjuntiva
" Mais vale saber passas silenciosamente/ E sem desassossegos grandes" - aliteração (s)
- afastamento de tudo o que possa causar dor
- evidencia o espirito meloncolico e frio do eu lírico
- tom plangente
Referência à inutilidade de qualquer tipo de comportamento excessivo
Estoicismo
"passamos como o rio" - comparação
"Sem amores, nem ódios, nem paixões" - enumeração
- assindeto
"que levantem a voz" - excessivamente
"porque se os tivesse o rio sempre correria" - oração
subordinada
adverbial
causal
- morte única
certeza
Estoicismo
Ataraxia
"Amemo-nos tranquilamente" - sem excesso/ esforço

"pensando que podíamos/ (...) Mas que mais vale estarmos sentados ao pé um do outro" : - recusa do amor sensual
"Se quiséssemos, trocar beijos e abraçoes e carícias" :
- grandação com síndeto
- poderiam estar a trocar gesto de amor mas não o fazem
"Ouvindo correr o rio e vendo-o" - metáfora
- aurea medicriotas
"Mas que mais vale estarmos sentados ao pé um do outro"
- atitude de quase indiferença
- símbolo mais amplo de um desencatado viver que nega qualquer paixão mais forte
procura de serenidade
estabelecimento de um programa de vida
"Colhamos flores, pega tu nelas..." - Lídia colhe as flores não o sujeito poético
- (flores) belo fixo
"o seu perfume" - contempla a natureza
- aurea mediocritas
" suavize o momento" - Carpe Diem
- desejo de permanencia de uma
memória idealizada do amor
" não cremos em nada" - indifença às crenças
"Pagãos" - paganismo greco- romano
"inocentes" - crianças
- evitar conhecimento
Desconhecimento
Algo maior que rege tudo
Estoicismo- recusa do amor prático
" se for sombra antes" - eufemismo
"Sem que a minha lembrança te arda ou te fira ou te mova"
- conjunções coordenativas copulativas
- porque não nos amámos profundamente
"Nem fomos mais do que crianças" - amor visto com inocência
- metáfora
Morte do sujeito poético não provocará sofrimento a Lídia
Morte não aparece associada a dor
Estoicismo
"levares o óbolo ao barqueiro sombrio" - eufemismo
- perífrase

"barqueiro sombrio"
- Na mitologia grega, o barqueiro que trabalha para Hades é Caronte, responsável por transportar as almas dos recém-mortos sobre as águas dos rios Estige e Aqueronte, que dividiam o mundo dos vivos do mundo dos mortos.
"Eu nada terei que sofrer ao lembrar-me de ti." - certa frieza e indiferença
"Ser-me-ás suave à memória lembrando-te assim - à beira-rio/ Pagã triste e com flores no regaço" - memória ideal do amor de Lídia
"triste" - o amor que teve não correspondeu ao que esperava
Mesmo assunto que a estrofe anterior mas agora se Lídia morrer primeiro
"Sossegadamente fitemos o seu curso e aprendamos/ Que a vida passa...":
- aprendigagem da vida
- metáfora
- passagem inexorável do tempo
- aurea mediocritas e carpe diem
- sujeito tenta escapar à inevitável passagem do tempo
"decadência." - realidade que o eu lírico quer mudar
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