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psicologia ocupacional introdução

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by

Warlley Müller

on 14 March 2015

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Transcript of psicologia ocupacional introdução

Cada categoria profissional está submetida a um modelo específico de organização do trabalho.
Cada organização de trabalho pode conter elementos homogêneos ou contraditórios, facilitadores ou não da saúde mental do trabalhador.
Ou seja pode ser distinta para várias empresas com os mesmos processos técnicos, para empresas diferentes, e até variar de um local para outro dentro da mesma empresa.

A partir deste exemplo, discorra sobre o papel possível do Médico do Trabalho como mediador no desenvolvimento e na elaboração das relações trabalho-saúde mental.
Questão para avaliação
Irá beneficiar a organização de trabalho.
No plano subjetivo pode ser uma fonte essencial de interesse no trabalho.
É origem de gratificações quando é bem sucedida.
Está no coração do prazer do trabalho.
Relações de confiança entre operadores e executivo.
(Dejours, p. 52)
A prática do quebra-galho

Crise de solidariedades dos coletivos de trabalho.
Desengajamento pessoal, destruição das relações de confiança, qualidade medíocre de trabalho.
Produto específico do próprio sofrimento psíquico, em resposta ao trabalho patogênico. Torna-se um obstáculo ao desenvolvimento das investigações do campo trabalho-saúde mental.
(Dejours, p. 49)

Alterações nas relações subjetivas
Tese do individualismo triunfante
A fadiga pode resultar de uma carga psíquica e ter uma tradução somática, e é uma testemunha não específica da sobrecarga que pesa sobre um ou outro dos setores do organismo psíquico e somático.
(Dejours, p.30)

A patologia clínica

Quando a via mental e a via psicomotora estão fora de ação, a energia pulsional é descarregada pela via do sistema nervoso e pelo desordenamento das funções somáticas. É a via visceral que estará atuando no processo de somatização.
(Dejours, p. 23)

Abordagem econômica do funcionamento psíquico
Equilíbrio ou fadiga pelo trabalho?
Formulação do paradoxo psíquico do trabalho.
O que pode ser fonte de equilíbrio para uns, é causa de fadiga para outros.
(Dejours, p. 22)

Psicodinâmica do trabalho
(Dejours, 1990)

Medo – responde por um aspecto concreto da realidade. Está presente em todos os tipos de ocupações profissionais.
Algumas categorias profissionais são expostas a riscos relacionados a integridade física.
O risco é frequentemente coletivo, na maioria das situações de trabalho.
(Dejours, p.63,64)

Trabalho e medo
Taylor –
separação das funções de concepção e planejamento;
Escolhe o funcionário mais rápido;
Fragmentação e rigidez;
Controla o tempo e o movimento;
Eliminação do tempo ocioso;
Recebe o nome de “Administração Científica do Trabalho.(A.C.T.)

Processos de trabalho:
taylorismo/ fordismo

“ A ideologia defensiva é funcional a nível de grupo (coletiva), de sua coesão, de sua coragem e é a garantia da produtividade”

É assegurada pela participação de todos, requer uma coesão e uma solidez a toda prova.
O grupo profissional armado da ideologia defensiva, elimina aquele que não consegue suportar o risco. Desta maneira, o que se mostrar mais frágil será objeto dos riscos dos outros.
(Dejours, p.71,72, 1992).

A eficácia simbólica da estratégia defensiva

É uma população não caracterizada pela participação em uma mesma tarefa industrial.
O que a une é mais o não-trabalho (desemprego)e o subemprego.

(Dejours, p. 27 - 1992).

Ideologia defensiva
o caso do subproletariado
Objetivo-
é mascarar, conter, e ocultar uma ansiedade particularmente grave. É um mecanismo de defesa elaborado por um grupo social particular.
Característica-
ser dirigida não contra uma angustia proveniente de conflitos intrapsíquicos de natureza mental, e sim ser destinada a lutar contra um perigo e risco reais.
Função-
consiste em manter a distância o risco de afastamento do corpo ao trabalho.
(Dejours, p. 34-36 - 1992).


As ideologias defensivas

Reticência em falar da doença e do sofrimento.
Tenta-se esconder o fato dos outros, da família e dos vizinhos.
Sentido coletivo de vergonha.
Associação entre doença e vagabundagem é característica do meio.
(Dejours, p.29, 30)

Estratégias defensivas: a ideologia da vergonha (subproletariado)
Avanços da microeletrônica (informática, automação, robótica, telemática).
Fundadas na diversificação de operações e no envolvimento do trabalhador com os objetivos da empresa.
Cada trabalhador deve concentrar-se não mais em uma única tarefa, mas num conjunto de operações diferentes encadeadas não linearmente.

Terceira Revolução Tecnológica anos 70 sec. XX TOYOTISMO
Em sua obra “De morbis Artificum Diatriba”,a questão central foi a visão do autor quanto a integralidade em saúde.
As variáveis observadas pelo autor são consideradas, na atualidade, na compreensão das doenças e utilizadas nas classificações e sistematizações usuais.
(Vasconcellos & Gaze,2009.)

Ramazzini séc. XVIII

PSICODINÂMICA DO TRABALHO

Christophe Dejours

Parte I

PSICOPATOLOGIA DO TRABALHO

O trabalho é ação e possui uma função psicológica porque põe o sujeito à prova de suas obrigações práticas e vitais com relação aos outros e com relação ao mundo.
Conclusão:
A angústia, o medo,a frustração e a emoção (afetos psíquicos) possuem traduções somáticas: palpitação, hipertensão, tremores, suores, etc.
A energia pulsional que não acha descarga no exercício do trabalho se acumula no aparelho psíquico, ocasionando um sentimento de desprazer e tensão.
(Dejours, p. 29)

Abordagem econômica do funcionamento psíquico

A carga psíquica do trabalho resulta da confrontação do desejo do trabalhador à imposição do empregador, contida na organização do trabalho.
Em geral a carga psíquica do trabalho aumenta quando a liberdade de organização do trabalho diminui.
(Dejours, p. 28)

Abordagem econômica do funcionamento psíquico

O trabalho torna-se perigoso para o aparelho psíquico quando ele se opõe à sua livre atividade.
Em termos econômicos, o prazer do trabalhador resulta da descarga de energia psíquica que a tarefa autoriza, o que corresponde a uma diminuição da carga psíquica do trabalho.
(Dejours, p. 24)

Abordagem econômica do funcionamento psíquico
Segundo Freud (1968)o sujeito tomado de hostilidade pode produzir fantasmas agressivos: representações mentais que podem ser suficientes para descarregar a tensão. A própria produção de fantasmas também é consumidora de energia pulsional.
Outro sujeito poderá descarregar sua tensão através das vias psicomotoras (comportamentais).
(Dejours, p.23)

Abordagem econômica do funcionamento psíquico

Proposta- duas ordens de fenômenos: os elementos afetivos e relacionais.
Não é possível quantificar uma vivência, (qualitativa) individual ou coletiva que é por definição subjetiva.
A subjetividade da relação HOMEM-TRABALHO tem efeitos concretos e reais: absenteísmo e ou presenteísmo.
(Dejours, p. 22,23)
Carga psíquica do trabalho

As atitudes com relação ao risco de acidentes, como também a recusa de certas regras de segurança, as respostas de desprezo são apenas fachada (mecanismo de defesa). As atitudes de negação e desprezo pelo perigo são uma simples inversão da afirmação relativa ao (medo) risco.
(Dejours, p.69)

Os sinais indiretos do medo: ideologia defensiva profissional
Aos prejuízos físicos é necessário acrescentar os efeitos que se fazem sobretudo na vida mental.
O medo relativo ao risco pode ficar sensivelmente ampliado pelo desconhecimento dos limites deste risco ou pela ignorância dos métodos de prevenção eficazes.
A ignorância aumenta o custo mental ou psíquico do trabalho.
(Dejours, p. 66,67)

Coeficiente de multiplicação do medo

O homem no trabalho, artesão, desapareceu para dar luz a um corpo instrumentalizado - operário de massa, despossuído do seu equipamento intelectual e de seu aparelho mental.

O trabalho taylorizado engendra mais divisões entre os indivíduos do que pontos de união, dilui as diferenças, cria o anonimato e o intercâmbio enquanto individualiza os homens frente ao sofrimento (Dejours ,p. 39 - 1992).

Trabalho taylorizado

Organização Científica do Trabalho (Taylor) - aumento da produtividade. Formulava contra os operários a reprimenda de vadiagem. A vadiagem foi denunciada como tempo ocioso, de produção e de dinheiro.
O principal obstáculo é a vantagem do operário-artesão sobre o empregador na discussão dos tempos e dos ritmos de trabalho. O saber operário emerge como um segredo coletivamente detido pela corporação operária.
(Dejours, p. 37 -1992).
Os mecanismos de defesa individuais contra a organização de trabalho
Taylor/Ford –
divisão do trabalho e parcelização das tarefas;
Ritmo das máquinas para deslocar os objetos;
Linha de montagem acoplada à esteira, a fim de evitar o deslocamento do trabalhador;
Consolidou a produção em massa e o consumo em massa.

Processos de trabalho:
taylorismo/ fordismo

O clássico Tempos Modernos, de Charlie Chaplin produzido em 1936 retrata as sensíveis degradações física e mental provocadas pela implementação do modelo taylorismo/fordismo sobre os trabalhadores.

A saúde e os processos de trabalho
A primeira diz respeito ao corpo: tudo deve ser recoberto no silêncio.
A segunda diz respeito à relação existente entre doença e trabalho: doença-avesso-do-trabalho.
(Dejours, p.32, 33)

Características da ideologia da vergonha

Nesse universo do subúrbio é que aparecem as contradições mais gritantes. O sofrimento aparece maciço e evidente, e mais do que em outros lugares pode-se ver um certo tipo de defesa.
Pesquisa – o caso do subproletariado

Resulta da organização do trabalho – divisão do trabalho, o conteúdo da tarefa, o sistema hierárquico, as modalidades de comando, as relações de poder, as questões de responsabilidade. (Dejours, p. 25)

Para Dejours (1994) a organização do trabalho atua no nível do funcionamento psíquico.

Sofrimento mental

Resulta das condições de trabalho – ambiente físico, ambiente químico, ambiente biológico as condições de higiene de segurança e as características do posto do trabalho. (Dejours, p.25)
Dejours in Betiol (1994) afirma que as condições de trabalho prejudicam a saúde do corpo do trabalhador.

Sofrimento mental

A luta pela sobrevivência condenava a duração excessiva do trabalho.
A luta pela saúde do corpo conduzia à denuncia das condições de trabalho.
Quanto ao sofrimento mental, permanece praticamente não analisado.
(Dejours, p.25)

O quê no trabalho, é acusado como fonte específica de nocividade para a vida mental?

1860 aponta o início da Segunda Revolução Industrial: o processo Bessemer de transformação do ferro em aço; o dínamo (substituição do vapor pela eletricidade), o motor de combustão interna (utilização do petróleo em larga escala).
Processo de produção em série- Organização Cientifica do Trabalho (O.C.T).
(Melo & Costa, 2006. História Moderna e Contemporânea,SP:2006)
Contexto histórico: modernização dos processos de produção

Primeira Revolução Industrial (1760-1860) conhecida como “era do carvão e do ferro”- Processo de Industrialização – o aparecimento das máquinas - Inovações técnicas: máquina de fiar (1767);o bastidor hidráulico e a máquina à vapor (1769);máquina de fiar híbrida (1779);tear mecânico (1785). Substituição da energia física (trabalho humano) pela mecânica(vapor) no processo de produção.
(Melo & Costa, 2006. História Moderna e Contemporânea,SP:2006)

Contexto histórico: modernização dos processos de produção

Obra inicialmente centrada no estudo das dinâmicas que em situações de trabalho, conduziam ora ao prazer, ora ao sofrimento.
Veio desembocar na preposição de uma disciplina – a Psicodinâmica do Trabalho.
Desafio: superar a atual distância entre a organização prescrita e organização real do trabalho. (Dejours, p.18, 2009)

Psicopalogia do Trabalho - Christophe Dejours (1987)

A primeira classificação e sistematização de Doenças do Trabalho foi efetuada pelo médico italiano Bernardino Ramazzini em 1700, fundador da Medicina do Trabalho.
Ramazzini se dedicou não apenas a estudar as condições mórbidas das profissões, mas também chamar a atenção para a aplicação prática desse conhecimento.
(Vasconcellos & Gaze,2009.)

Psicopatologia do Trabalho

Christophe Dejours
Curso Básico em
Medicina do Trabalho

Dr. Leonardo Barros
As atividades de trabalho não são governadas pela pura necessidade de subsistência. Elas não são um eterno retorno no qual desaparece o sujeito singular.
Sofrimento mental

O lugar do Médico do Trabalho aparece como crucial, sem equivalente. O Clínico privado que exerce sua profissão não dispõe de nenhuma referência social nem profissional para decodificar esta fala de sofrimento. Os Médicos do Trabalho familiarizados com a psicopatologia do trabalho são os primeiros a serem alertados a dar um significado não estritamente individual às queixas verbalizadas.
Obrigado!!!
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