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Aplicação da estratégia das Inteligências Múltiplas nas aulas de Educação Visual

Apresentação para a defesa da dissertação de mestrado (sobre a estratégia das Inteligências Múltiplas nas aulas de EV)
by

Eva Monteiro

on 10 November 2012

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Transcript of Aplicação da estratégia das Inteligências Múltiplas nas aulas de Educação Visual

APLICAÇÃO DA ESTRATÉGIA DAS
INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS NAS AULAS DE EDUCAÇÃO VISUAL Conceber uma intervenção que permita promover e propor estratégias de ensino que podem contribuir para melhorar as possibilidades de aprendizagem dos alunos nas aulas de Educação Visual;
Responder melhor à diversidade de problemas com que um professor se depara diariamente. Mestrado em Ensino de Artes Visuais no 3.º ciclo do Ensino Básico e no Ensino Secundário INSTITUTO PIAGET Campus Universitário de Mirandela
INSTITUTO SUPERIOR DE ESTUDOS INTERCULTURAIS E TRANSDISCIPLINARES
I.S.E.I.T./MIRANDELA Eva Raquel Cardoso Monteiro Estrutura da Apresentação 1 - Introdução
2 - Objetivos
3 - Diferentes alunos, diferentes capacidades
4 - O conceito de Inteligência
5 - A Teoria das Inteligências Múltiplas de Gardner
6 - Prática de Ensino Supervisionado
7 - Investigação - ação
8 - Conclusão Introdução Inserido no Mestrado em Ensino das Artes Visuais do 3º Ciclo do Ensino Básico e Ensino Secundário o relatório reflete, não só o aprendido ao longo de todo o curso mas especialmente uma dificuldade encontrada durante o 2º ano, na Prática de Ensino Supervisionado. Objetivos Diferentes alunos diferentes capacidades A escola tem duas finalidades:
a transmissão dos conhecimentos;
“e o desenvolvimento e realização das potencialidades de cada pessoa” (MARQUES: 2001: 9). Na prática docente existem estes dois conceitos importantes “aprender” e “ensinar” relacionados entre si. Se “ensinar” implica transmitir os conteúdos, por sua vez, “aprender” é dar sentido e significado à realidade, é compreender, relacionar e “sentir para poder aplicar e agir” implica uma integração dos conhecimentos (ALONSO, 2002: 21). O papel da escola O papel do professor Na sala de aula o professor pretende melhorar o nível de aprendizagem dos discentes usando, para o efeito, ações organizadas para alcançar as metas propostas, tendo em conta o grupo/turma e a individualidade de cada elemento que o compõe. Essas ações são estratégias um ato de «concepção global de uma acção, organizada com vista à eficácia» (ROLDÃO, 2009: 57) A Lei de Bases do Sistema Educativo, Lei n.º 46/86 de 14 de Outubro, propõe o desenvolvimento “pleno e harmonioso da personalidade”. O que fazer quando nos deparamos com a necessidade de ensinar conteúdos, desenvolver as diferentes dimensões das personalidades dos alunos, tendo estes diferentes capacidades?

Se virmos as “capacidades” dos alunos como aptidões orientadas para determinadas tarefas, podemos desenvolvê-las em situações continuadas e desafiadoras para o aluno (Almeida, 1980: 86), para que este consiga resolver os problemas com criatividade. Segundo o dicionário significa: «Faculdade de entender, de compreender, de conhecer» (Grande Dicionário da Língua Portuguesa, 2002: 196) O conceito de Inteligência O conceito evoluiu ao longo da história e está associado à abordagem efetuada: Filosófica: No século V a.C. Aristóteles disse:
«Todos os homens por natureza desejam o saber»
Citado por Gardner (GARDNER, 2012: 5) Religiosa: No século IV d.C. Santo Agostinho declarou:
«O primordial autor e motor do universo é a inteligência. » Citado por Gardner (GARDNER, 2012: 5) Científica: No século XX procurou-se avaliar a inteligência humana para:
identificar as crianças cujo sucesso escolar era menor;
orientar vocacionalmente os jovens;
selecionar profissionais com base nas suas capacidades;
avaliar a capacidade avaliativa das pessoas nos casos de problemas de demência (relacionadas com questões de saúde e jurídicas) (ALMEIDA, 1994). Investigadores que se destacam na abordagem científica. Sir Francis Galton

Criou métodos estatísticos que pudessem classificar a inteligência através de testes que incidiam sobre a habilidade motora e sobre a capacidade sensorial. Alfred Binet

Estabeleceu um teste (escala métrica) para medir o grau de instrução das crianças da mesma idade. Após várias revisões por outros investigadores deu origem ao popular Teste de QI. Charles Spearman

Este psicólogo educacional entende a inteligência como uma capacidade unitária (Fator G) implícita a todas as nossas capacidades intelectuais e em que uma pessoa tende a manifestar o mesmo grau de inteligência em diferentes áreas. Thurstone

Este psicometrista propõe um perfil de sete capacidades humanas, «faculdades mentais primárias» (GARDNER, 2009: 13) ou «aptidões mentais diferenciadas» (ALMEIDA, 1994: 24): compreensão verbal , fluência verbal, aptidão numérica, aptidão visual, memória, raciocínio e rapidez de perceção. Jean Piaget

Nos seus estudos interpretou o desenvolvimento intelectual da criança e concluiu que o crescimento da inteligência não é feito de um modo contínuo, mas sim a partir de uma série de estádios sucessivos em que um serve de base para o outro se desenvolver.
A inteligência é perspetivada como uma adaptação do indivíduo e das suas estruturas cognitivas ao meio. Essa adaptação é orientada pela equilibração entre as ações do organismo sobre o meio e as do meio sobre o organismo Guilford

Este psicólogo distingue dois tipos distintos de pensamento: pensamento convergente e pensamento divergente. Robert Stenberg

Desenvolveu a teoria triárquica da inteligência:
Inteligência componencial;
Inteligência experiencial;
Inteligência contextual. Daniel Goleman

Desenvolveu a teoria da inteligência emocional afirmando que grande parte das nossas ações são guiadas pelas nossas emoções e não pelas nossas habilidades e competências intelectuais. A ciência

Os progressos na bioquímica, genética, neurofisiologia e neurobiologia dão-nos, atualmente um conhecimento mais aprofundado sobre o sistema nervoso e o cérebro, onde existem «as informações mais valiosas (e menos enganadoras)» (GARDNER, 2009: 23) e é através da «análise fisiológica» (ALMEIDA, 1994: 32) e da «perspetiva neurobiológica» (GARDNER, 2009: 28) que podemos entender como funciona a mente. Teoria das Inteligências Múltiplas de Gardner Howard Gardner, refutando o teste de QI, procurou um conjunto de inteligências que se enquadrassem em certas especificações quer fossem biológicas, quer fossem psicológicas, procurando captar um leque completo dos tipos de competências e capacidades que são valorizados pelas diferentes culturas. A criatividade está associada ao processo cognitivo e à inteligência. «uma sensibilidade ao significado das palavras, (…) uma sensibilidade à ordem entre as palavras (…) uma sensibilidade aos sons, ritmos, inflexões» (GARDNER, 2009: 60). Características da Inteligência Linguística: Aptidão para: ser eficaz na comunicação oral (professor, líder religioso, político);
ser eficaz na escrita (poeta, jornalista, novelista, copywriter de publicidade, editor)
(SILVER et al, 2010; 14) Localização cerebral Lóbulo temporal esquerdo Características da Inteligência Musical: Sensibilidade para discernir o tom, o ritmo e o timbre;
Capacidade de produzir melodias, tocar instrumentos, criar e analisar composições e ritmos. Aptidão para: Compor música (escritor de letras, compositor, maestro, músico);
Analisar música (crítico musical). (SILVER et al, 2010: 14) Localização cerebral Lóbulo frontal e lóbulo temporal direito. Características da Inteligência Lógico-matemática: Sensibilidade para padrões e dados numéricos;
Facilidade em estabelecer relações de causa e efeito;
«reconhecimento da natureza das ligações entre proposições» (GARDNER, 2009: 107);
«raciocínio objetivo e quantitativo» (SILVER et al, 2010: 14) Aptidão para: Trabalhar com números (contabilista, economista, trabalho de estatística);
Desenvolver raciocínio (engenheiro, cientista, programador informático) (SILVER et al, 2010: 14) Localização cerebral Lóbulo parietal esquerdo Características da Inteligência Espacial: Capacidade de percecionar, criar, representar mentalmente através de imagens ou gráficos;
Capacidade de orientação;
Não é exclusiva das pessoas com visão: «Crianças cegas apresentam em seus desenhos muitas das mesmas características e problemas apresentados por crianças mais novas com visão.» (GARDNER, 2009: 144) Aptidão para: Criar visualmente (artista, fotógrafo, decorador, engenheiro);
Visualizar de forma precisa (guia turístico, escuteiro, guarda florestal) (SILVER et al, 2010: 14) Localização cerebral Lóbulo parietal direito Características da Inteligência Corporal-cinestésica: Capacidade de manusear objetos;
Capacidade de realizar movimentos corporais com precisão e agilidade. Aptidão para: Usar as mãos para consertar e criar (mecânico, cirurgião, carpinteiro, , pedreiro);
Usar o corpo de forma expressiva (bailarino, atleta, ator) (SILVER et al, 2010: 14) Localização cerebral Hemisfério esquerdo Características da Inteligência Intrapessoal: Aptidão para: Mediar;
Refletir;
Denotar autodisciplina;
Monitorizar o próprio pensamento e obter o máximo de si mesmo. (SILVER et al, 2010: 14) Localização cerebral Lóbulos frontais Capacidade de entender os estados de humor pessoais com o uso frequente da introspeção.
«…acesso ao sentimento da própria vida, à gama das próprias emoções, à capacidade de discriminar essas emoções e eventualmente rotulá-las e utilizá-las como uma maneira de entender e orientar o próprio comportamento.» (GARDNER, 2012: 28) Características da Inteligência Interpessoal: Capacidade de discernir os estados emocionais das outras pessoas e reagir a eles. Aptidão para: Trabalhar com pessoas (administradores, professores, gestores, consultores);
Ajudar pessoas a identificar e resolver problemas (terapeutas, psicólogos). (SILVER et al, 2010: 14) Localização cerebral Lóbulos frontais Características da Inteligência Naturalista: Capacidade para compreender padrões e anomalias naturais, ligação com a natureza Aptidão para: Analisar situações e dados de ordem ecológica e natural (ecologistas, guardas florestais);
Aprender com os seres vivos (zoólogo, veterinário, botânico);
Trabalhar em ambientes naturais (caçador, escuteiro) (SILVER et al, 2010: 14) Localização cerebral Hemisfério direito Ao existirem oito inteligências diferentes também existem oito maneiras diferentes de aprender e é aí que reside o desafio desta estratégia. Prática de Esino Supervisionado Escola Secundária/3 São Pedro, Vila Real Oficina de Artes - 7ºB Agrupamento de Escolas de Alijó Design Gráfico - TDG 1º ano E.B. 2,3/S D. Sancho II E.B. 2,3/S D. Sancho II TDG 1º ano:
Desenho e Comunicação Visual;
Geometria Descritiva
História da Cultura e das Artes TDG 3º ano:
Geometria Descritiva;
Diretora de Turma E.B. 2,3 do Pinhão Equipa da Biblioteca;
Educação Visual - 7º ano;
Educação Visual - 8º ano. Investigação Ação É um método qualitativo aplicável à educação que se torna uma forma de questionar sobre as práticas educativas tendo por objetivo a sua compreensão de modo a poder melhorá-las no futuro. Assinar um protocolo com o Agrupamento de Escolas ou com a escola não agrupada, através da autorização do Conselho Pedagógico;
Pedir autorização aos Encarregados de Educação;
Acordar com os professores de todas as disciplinas os termos da investigação - ação. 1º Passo Inquirir os interesses dos alunos da turma do 8ºano
«Se um inquérito for bem estruturado e conduzido pode tornar-se uma forma relativamente acessível e rápida de obter informação» (BELL, 2008: 27)
Realizar um teste diagnóstico. 2º Passo Pergunta/problema de partida:
“Alunos com diferentes capacidades conseguirão obter os mesmos resultados a Educação Visual com a utilização da estratégia das Inteligências Múltiplas?”
(1) Sim, a utilização desta estratégia faz com que alunos com diferentes capacidades obtenham os mesmos resultados;
(2) Não, a utilização desta estratégia não interfere com os resultados dos alunos;
(3) A utilização desta estratégia faz com que os alunos obtenham bons resultados dependendo da inteligência usada. 3º Passo Apresentar a proposta Conteúdos a trabalhar: Comunicação e Forma Construção de uma página de internet: duração de 12 aulas Unidade Didática "O saco de papel" Projeto Inteligência Linguística: Escrever textos sobre o Design, em várias línguas para colocar na página de internet. Escrever guião para anúncio. Inteligência Musical Compôr música sobre o tema/ adaptar uma música para publicar online. Inteligência Lógico-matemática: Medir e analisar as proporções mais usadas em sacos. Elaborar esquema cotado do saco de papel. Inteligência espacial: Inteligência Corporal-cinestésica: Inteligência Intrapessoal: Desenho de logótipo para a página. Construir saco com logótipo. Esboçar anúncio da página. Dramatização sobre o Design de sacos em forma de anúncio. Elaboração de um diário com as opiniões sobre os diversos tipos de Design Inteligência Interpessoal: Inteligência Naturalista: Realizar um folheto a publicitar a página, em grupo. Pesquisar produtos de EcoDesign e elaborar o projeto de um saco baseado nos preceitos encontrados. O projeto deve ser construído em função e a partir dos interesses dos alunos, contextualizando as aprendizagens e tornando-se fonte de motivação Recolha e análise de dados Grelhas de observação com os critérios de avaliação da disciplina;
Grelhas com as competências e as metas que se propõe que os alunos atinjam no desenvolvimento da proposta;
Comparar progressão com teste diagnóstico realizado inicialmente;
Triangulação de investigador. Conclusão O recurso às Inteligências Múltiplas tem a potencialidade para trabalhar várias dimensões do ser, dando abertura a uma vastidão de opções criativas que podem ser desenvolvidas nas aulas, tentando que todos os alunos consigam obter bons resultados nas aulas de Educação Visual.

Esta investigação poderia ser alargada a toda a escola, seguindo o conselho dos que defendem que as escolas não deviam ter disciplinas, horas de entrada e saída, mas ser livres para que as aprendizagens possam ser integradas através da produção arte (Eça, 2009; Robinson, 2010). A aplicação das Inteligências Múltiplas na escola Obrigada
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