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BERNARD LAHIRE

4º Seminário: LAHIRE, Bernard. 1995. Sucesso Escolar nos Meios Populares. As razões do improvável.
by

Geane Botarelli

on 12 June 2013

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Transcript of BERNARD LAHIRE

4º Seminário: LAHIRE, Bernard. 1995. Sucesso Escolar nos Meios Populares. As razões do improvável. Elaine Aparecida Pereira
Geane I. B. Botarelli
Marina T. F. Costa BERNARD LAHIRE

- Nasceu em Lyon, em 1963
- mãe tinha apenas a escola primária
- pai era "CAP" de ajustador mecânico
- pais divorciaram-se quando tinha treze anos
- destaca a importância de um professor de francês no liceu onde estudou. O livro constitui-se das seguintes partes:

- Prelúdio

- 1. O ponto de vista do conhecimento

- 2. "Fracasso" e "Sucesso"

- 3. Perfis de configurações

- Conclusões PRELÚDIO

Tema da pesquisa:
Sucesso escolar nos meios populares.

Objetivo central da pesquisa:
Compreender as diferenças “secundárias” entre famílias populares cujo nível de renda e escolar são bastante próximos. Quais são as diferenças internas nos meios populares suscetíveis de justificar variações, às vezes consideráveis, na escolaridade das crianças? p.12 PRELÚDIO

Objeto de pesquisa:
Os fenômenos de dissonâncias e de consonâncias entre figurações familiares (relativamente homogêneas do ponto de vista de sua posição no seio do espaço social em seu conjunto) e o universo escolar que registramos através do desempenho e comportamento escolares de uma criança de cerca de 8 anos de idade. p.12

Abordagem:
Antropologia da interdependência, estudo explícito de uma série de questões (singularidade/generalidade; visão etnográfica/visão estatística; microssociologia/macrossociologia; estruturas cognitivas individuais/estruturas objetivas ...) a respeito de um objeto singular e limitado. p. 14 PRELÚDIO PRELÚDIO

Metodologia:

Cruzamento de dados coletados em entrevistas com 26 famílias em suas casas e notas etnográficas sobre cada um dos contextos das entrevistas, fichas com informações escolares, cadernos de avaliação, entrevistas nas escolas com cada uma das 27 crianças, entrevistas no começo e no final do ano escolar com os sete professores envolvidos, entrevistas com 4 diretores de escola. p. 16 26 FAMÍLIAS 07 PROFESSORES 27 CRIANÇAS 04 DIRETORES DE ESCOLA CAPÍTULO 1 A ESTRUTURA DO COMPORTAMENTO E DA PERSONALIDADE DA CRIANÇA

“A criança constitui seus esquemas comportamentais, cognitivos e de avaliação através das formas que assumem as relações de interdependência com as pessoas que a cercam com mais freqüência e por mais tempo, ou seja, os membros da família”. p.17 As formas familiares da cultura escrita

Os meios populares não se distinguem entre si do ponto de vista de sua relação com a escrita?

“Por detrás da similaridade aparente das categorias socioprofissionais, talvez se escondam diferenças, abismos sociais na relação com a escrita, diferentes freqüências de recurso a prática de escrita e leitura, diferentes modalidades de uso da leitura e escrita, diferentes modos de representação dos atos de leitura e escrita, diferentes sociabilidades em torno do texto escrito.” p.20 OS TRAÇOS PERTINENTES DA LEITURA SOCIOLÓGICA

“Se a família e a escola podem ser consideradas como redes de interdependência estruturadas por formas de relações sociais específicas, então o “fracasso” e o “sucesso” escolares podem ser apreendidos como resultado de uma maior ou menor contradição, do grau mais ou menos elevado de dissonância ou de consonância das formas de relações sociais de uma rede de interdependência a outra.” p.19 Condições e disposições econômicas


“Para que uma cultura escrita familiar, ou para que a moral da perseverança e do esforço possam constituir-se, desenvolver-se e ser transmitidas, é preciso certamente condições econômicas de existência específicas.” p.24 A ordem moral doméstica

“(...) O universo doméstico, através da ordem material, afetiva e moral que reina ali a todo instante, pode desempenhar um papel importante na atitude da criança na escola.” p.25 As formas de autoridade familiar

“A apreensão das formas de exercício da autoridade familiar nos parece importante, porque a escola primária é um lugar regido por regras de disciplina e porque certos alunos são estigmatizados como indisciplinados, desatentos ou bagunceiros.” p.27 As formas familiares de investimento pedagógico

“A existência de um “projeto” ou de uma “intenção familiar” inteiramente orientados para a escola seria somente um caso entre outros casos sociais possíveis.” p.28 SINGULARIDADE E GENERALIDADE

“O problema central da construção do objeto consiste em passar de uma reflexão estatística sobre as relações, as correlações entre “meio social” (na maior parte das vezes definido pela profissão e categoria social do pai) e desempenhos escolares, a uma microscopia sociológica dos processos e das modalidades dos fenômenos sociais, sem cair no entanto em puras descrições monográficas.” p.31 CONTEXTUALIZAR

"Ao construir contextos mais restritos, somos logicamente levados – se não quisermos passar ao largo daquilo que constitui a grande parte da riqueza dos materiais que a pesquisa produz – a desconstruir as realidades que os indicadores objetivos nos propõem, a heterogeneizar o que havia sido, forçosamente, homogeneizado em uma outra construção do objeto.” p.33 Exemplos caricaturais

“Quando estamos no âmbito de modelos estatísticos que fazem uma correlação entre propriedades sociais (sem dúvida um tanto quanto grosseiras e abstratas), fora de qualquer referência a situações particulares, somos às vezes conduzidos a fazer uma representação um tanto falsa dos seres sociais concretos que, na realidade social, são os portadores, os detentores dessas propriedades.” p.34 A questão da equivalência

“(...) É útil alternar, o mais freqüentemente possível abordagens estatísticas, mais abstratas e abordagens que fixam e interligam as variáveis, os fatores em tecidos sociais específicos, em configurações sociais singulares.” p.37 A estruturação de objetos singulares

“O interesse de tal estudo é realizar perfis de configurações sociais complexas que mostrem crianças no ponto de cruzamento de configurações familiares e do universo escolar, com a finalidade de compreender como resultados e comportamentos escolares singulares só se explicam se levarmos em consideração uma situação de conjunto como interação de redes de interdependência (familiares e escolares), tramadas por formas de relações sociais mais ou menos harmoniosas ou contraditórias.” p.39 Por um procedimento experimental

“(...) Nossa única ambição é mostrar que é possível, de maneira totalmente experimental, e com um número pequeno de casos, pensar sociologicamente casos particulares, em sua ordem de complexidade específica.” p.42 Capítulo 2 + Chefe

- Capital escolar"fraco"
- Situação econômica modesta Critérios culturais e econômicos
- fichas escolares dos alunos
- questionários feitos antes da pesquisa Grupo 1
Foi mal na avaliação
(abaixo de 4,5) Grupo 2
Teve êxito na avaliação
(acima de 6,0) - Crianças na 2a. série
- Avaliação de Francês e Matemática

(Média nacional - 5,5) 77% operários ou
empregados não-qualificados As notas atribuídas
dependem de um contexto. p. 48 "Na escola sempre existem os primeiros e os últimos, e, segundo o nível médio de cada classe, os primeiros e os últimos considerados não são equivalentes no plano das competências escolares." p. 48 Nas avaliações da escola, os professores adaptam-se ao microcosmo de cada sala de aula. p. 48-49 Na avaliação nacional, as provas foram contruídas em situações codificadas.
- mesmos exercícios
- mesmo tempo AVALIAÇÃO 5 meninas e 9 meninos 8 meninas e 5 meninos 1ª ETAPA 2ª ETAPA 3ª ETAPA Entrevista com
professores Situação estável Situação de sucesso frágil Os grandes fracassos são quase irreparáveis; os sucessos, ao contrário, parecem poder ser questionados a cada momentos. p. 53 A PERCEPÇÃO ESCOLAR DOS ALUNOS
“Não é papel do sociólogo dizer o que é “fracasso” e o que é “sucesso” escolar. Estas palavras são categorias, primeiro e antes de tudo, produzidas pela própria instituição escolar.” p.54 ▪ A ordem escolar das qualidades

“Os professores evocam tanto – senão mais – o comportamento dos alunos, suas qualidades morais, quanto seus desempenhos ou suas qualidades intelectuais. Um princípio explicativo pode vir do fato de que, ao contrário dos alunos oriundos das classes médias e superiores, nem todas as crianças interiorizam as normas de comportamento que estão na base da socialização escolar.” p.55 Sobre a autonomia e a disciplina

“A autonomia e a falta de autonomia são frequentemente citadas nas entrevistas dos professores para qualificar a atitude dos alunos em “sucesso” ou em “fracasso”.” p.58 CAPÍTULO 3 VARIAÇÕES SOBRE O MESMO TEMA
“Ao escolher a forma científica do texto (perfis familiares), quisemos ultrapassar as oposições teoria/empirismo, interpretação fatos ... e apresentar à leitura fatos – teoricamente – construídos.” p.71 A ELUCIDAÇÃO DAS PALAVRAS: À PROCURA DE INDÍCIOS
“Outra questão central: teríamos acesso, através da entrevista, à práticas, ao real, à verdade destas práticas?” p.75 O elo impossível
Perfil 1: A distância em relação aos universos objetivados
Mehdi M., nascido nas ilhas Comores, África, com três anos de atraso na escolaridade (chegou recentemente à França), obteve 3,4 na avaliação. Conclusões O MITO DA OMISSÃO PARETAL E AS RELAÇÕES FAMÍLIA-ESCOLA
“Esse mito é produzido pelos professores, que ignorando as lógicas das configurações familiares, deduzem, a partir dos comportamentos e dos desempenhos escolares dos alunos, que os pais não se incomodam com os filhos, deixando-os fazer as coisas sem intervir.” p.334 AS MODALIDADES DA TRANSMISSÃO ▪ O tempo e as oportunidades de socialização

“A presença objetiva de um capital cultural familiar só tem sentido se esse capital cultural for colocado em condições que tornem possível sua “transmissão”.” p.338 ▪ Transmissão ou construção?

“(...) Mesmo nas mais formais situações de aprendizagem (por exemplo, as situações escolares), o que o adulto julga “transmitir” nunca é exatamente aquilo que é “recebido” pelas crianças.” p.341 ▪ Um patrimônio cultural morto

“Um capital cultural objetivado não tem efeito imediato e mágico para a criança se interações efetivas com ele não a mobilizarem.” p.343 ▪ A integração social e simbólica da experiência escolar

“(...) Famílias fracamente dotadas de capital escolar ou que não possuam de forma alguma (caso de pais analfabetos) podem, no entanto, muito bem, através do diálogo ou através da reorganização dos papéis domésticos, atribuir um lugar simbólico (nos intercâmbios familiares) ou um lugar efetivo ao “escolar” ou à “criança letrada” no seio da configuração familiar.” p.343 ▪ Capital escolar e experiência escolar

“Também se percebe claramente que o que se “transmite” de uma geração a outra é muito mais que um capital cultural: um conjunto construído em relação à escola e à escrita – de angústias e de humilhações, de reticências e de rejeições – em relação ao tempo, à ordem e às pressões...” p.345 ▪ A constituição das identidades sexuais

“Em mais de um caso, os meninos é que estão, escolarmente, com mais dificuldade, na medida em que a constituição de sua identidade sexual no seio da configuração familiar deve ajustar-se a um pai que se acha, freqüentemente, do lado dos princípios familiares de socialização mais dissonantes em relação aos princípios escolares de socialização.” p.345 ▪ Contradições e instabilidade

“A existência de princípios de socialização contraditórios faz com que a situação escolar da criança dependa, muito particularmente, de uma relação de força cultural (Perfil 17) entre os membros da família: a modificação das relações particulares de interdependência que possibilitam à criança “desobrigar-se” escolarmente pode fazer com que sua carreira escolar seja reconsiderada.” p.347 UMA ANTROPOLOGIA DA INTERDEPENDÊNCIA ▪ A interdependência

“Ora, os seres sociais não se encontram diante das “estruturas sociais” ou das “estruturas lingüísticas”, mas se constituem enquanto tais através das formas que suas relações sociais adquirem.” p.349 ▪ Das estruturas objetivas às estruturas mentais

“O sociólogo pode, então, indagar sobre a relação entre as medidas objetivantes das estatísticas (as estruturas objetivas) e as estruturas mentais dos seres sociais que ele pode tentar, mais ou menos, reconstruir sempre através das mesmas pesquisas.” p. 351 ▪ O “interior” e o “exterior”
“As estruturas mentais, cognitivas de indivíduos, são elaboradas socialmente dentro de formas de relações sociais específicas e através de práticas de linguagem específicas: dizer isso constitui o único meio de não tornar o processo de “interiorização da exterioridade”, de “incorporação das estruturas objetivas” ou de inscrição das estruturas sociais dos cérebros” ... algo misterioso e que não pode ser analisado em si mesmo.” p.354 CURSO PRIMÁRIO
- 1º andar de um edifício
- regras explícitas e normas implícitas contruídas social
e historicamente A escola não é um simples lugar de aprendizagens de saberes, mas sim, e ao mesmo tempo,um lugar de aprendizagem de formas de exercícios de poder e de relações com o poder.

A escola, como universo onde reina a regra impessoal, "opõe-se a todas as formas de poder que repousam na vontade ou na inspiração de uma pessoa." p. 59 De "aluno domado"
a "aluno sensato e racional" Autonomia é, portanto, uma forma de dependência histórica específica. A figura do professor desaparece em proveito de dispositivos pedagógicos objetivados.
p. 62 Instrução escrita na lousa;
Manuais escolares.
Fichas de perguntas e respostas; Contradição...
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