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Introdução à Gramàtica

Por que aprender gramática: Linguagem; Signo Linguístico; Apreensão e Compreensão; Elementos da gramática; Comunicação
by

Alexandre Martinês

on 5 January 2015

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Transcript of Introdução à Gramàtica

Por que estudar gramática?
As competências e as habilidades propostas pelos documentos oficiais permitem inferir que o ensino de Língua Portuguesa, hoje, busca desenvolver no aluno seu potencial crítico, sua percepção das múltiplas possibilidades de expressão linguística, sua capacitação como leitor efetivo dos mais diversos textos representativos de nossa cultura. Para além da memorização mecânica de regras gramaticais, o aluno deve ter meios para ampliar e articular conhecimentos e competências que possam ser mobilizadas nas inúmeras situações de uso da língua com que se depara, na família, entre amigos, na escola, no mundo do trabalho.
As ações realizadas na disciplina Língua Portuguesa, no contexto do Ensino Médio, devem propiciar ao aluno o refinamento de habilidades de leitura e de escrita, de fala e de escuta.
O ensino de Língua Portuguesa justifica-se prioritariamente pelo objetivo de desenvolver a competência comunicativa dos usuários da língua (falante/escritor/leitor), isto é, a capacidade do usuário de empregar adequadamente a língua em diversas situações de comunicação.
No estudo metalinguístico da linguagem: "linguagem é uma palavra derivada de língua, linguagem é um substantivo feminino em português; -ção é um sufixo formador de substantivo; cadeira tem três sílabas".

No estudo contextualizado: "um adjetivo masculino pode ser nome de algo: Aquele infeliz estava a sua procura!; mente pode ser um sufixo; lá marca a distância do falante.

Enquanto no estudo metalinguístico: Homem é um dissílado; contextualizado é uma referência: Aquele homem é trabalhador.
A Linguística estuda cientificamente a linguagem, procurando descobrir e explicar seu funcionamento. Não se preocupa em estabelecer critérios de correção gramatical, impondo maneiras "certas" e "padronizadas" de falar e escrever. Essa preocupação com "o ideal da expressão correta" pertence à Gramática Normativa.
Qual é a importância do tempo?
Quando estamos descansando e focados em nosso mundo interior, nosso cérebro entra no chamado “modo padrão” ou “default”. A atividade desse modo default está ligada aos componentes do nosso funcionamento sócio-emocional, como autoconhecimento, julgamentos morais, desenvolvimento do raciocínio e construção de sentido do mundo que nos rodeia. Ter devaneios realmente melhora a produtividade e ajuda na resolução de problemas.Há a preocupação com o fato de que os ambientes urbanos e virtuais (redes sociais cabem muito bem aí) têm exigido demais de nossa atenção. Talvez esteja minando oportunidades de reflexão e pode ter efeitos negativos sobre o nosso desenvolvimento psicológico.


É importante o tempo “ocioso” para o aprendizado e memória. A reflexão e o silêncio podem ser muito importantes também para o aprendizado e memória. “O foco para dentro afeta a maneira como construímos memórias e sentidos e o modo como transferimos o que aprendemos para novos contextos”. As escolas incentivem o aluno a se voltar para si mesmo, o que pode ajudar na consolidação do aprendizado em longo prazo. “O equilíbrio é necessário entre a atenção exterior e interior, já que o tempo gasto com a mente vagando, refletindo e imaginando também pode melhorar a qualidade da atenção externa que as crianças podem sustentar”.Talvez a conclusão mais importante a ser extraída de pesquisas sobre o cérebro em repouso é o fato de que isso não significa uma ociosidade negativa – pelo contrário, é fundamental para aprendermos com as experiências. Estudos já indicaram que, quando as crianças têm tempo e habilidades necessários para a reflexão, muitas vezes se tornam mais motivadas, menos ansiosas, têm melhor desempenho em testes e passam a planejar o futuro de forma mais eficaz.
O cérebro humano é particularmente complexo e extenso. Este é imóvel e representa apenas 2% da massa do corpo, mas, apesar disso, recebe aproximadamente 25% de todo o sangue que é bombeado pelo coração. Divide-se em dois hemisférios: esquerdo e o direito. O seu aspecto se assemelha ao miolo de uma noz. É um conjunto distribuído de milhares de milhões de células que se estende por uma área de mais de 1 metro quadrado dentro do qual conseguimos diferenciar certas estruturas correspondendo às chamadas áreas funcionais, que podem cada uma abranger até um décimo dessa área.
O hemisfério dominante em 98% dos humanos é o hemisfério esquerdo, é responsável pelo pensamento lógico e competência comunicativa. Enquanto o hemisfério direito, é responsável pelo pensamento simbólico e criatividade, embora pesquisas recentes estejam contradizendo isso, comprovando que existem partes do hemisfério esquerdo destinados a criatividade e vice-versa. Nos canhotos as funções estão invertidas. O hemisfério esquerdo diz-se dominante, pois nele localiza-se 2 áreas especializadas: a Área de Broca (B), o córtex responsável pela motricidade da fala, e a Área de Wernicke (W), o córtex responsável pela compreensão verbal.
LINGUAGEM
Entende-se por linguagem, atividade humana, qualquer sistema de signos simbólicos empregados na intercomunicação social para expressar e comunicar ideias e sentimentos, isto é, conteúdos da consciência.
A linguagem se realiza historicamente mediante sistemas que provêm de uma comunidade de falantes.
LÍNGUA
É um sistema gramatical pertencente a um grupo de indivíduos. Expressão da consciência de uma coletividades, a Língua é o meio por que ela concebe o mundo que a cerca e sobre ele age. Utilização social da faculdade da linguagem, criação da sociedade, não pode ser imutável; ao contrário, tem de viver em perpétua evolução, paralela à do organismo social a que a criou.
ATO DE FALA - DISCURSO
É a língua no ato, na execução individual. E, como cada indivíduo tem em si um ideal linguístico, procura extrair do sistema idiomático de que se serve as formas de enunciado que melhor lhe exprimam o gosto e o pensamento. Essa escolha entre os diversos meios de expressãoque lhe oferece o rico repertório de possibilidades, que é a língua, denomina-se estilo.
Oração Ao Tempo
Maria Gadú

És um senhor tão bonito
Quanto a cara do meu filho
Tempo tempo tempo tempo
Vou te fazer um pedido
Tempo tempo tempo tempo

Compositor de destinos
Tambor de todos os rítmos
Tempo tempo tempo tempo
Entro num acordo contigo
Tempo tempo tempo tempo

Por seres tão inventivo
E pareceres contínuo
Tempo tempo tempo tempo
És um dos deuses mais lindos
Tempo tempo tempo tempo

Que sejas ainda mais vivo
No som do meu estribilho
Tempo tempo tempo tempo
Ouve bem o que te digo
Tempo tempo tempo tempo

Peço-te o prazer legítimo
E o movimento preciso
Tempo tempo tempo tempo
Quando o tempo for propício
Tempo tempo tempo tempo

De modo que o meu espírito
Ganhe um brilho definido
Tempo tempo tempo tempo
E eu espalhe benefícios
Tempo tempo tempo tempo

O que usaremos prá isso
Fica guardado em sigilo
Tempo tempo tempo tempo
Apenas contigo e comigo
Tempo tempo tempo tempo

E quando eu tiver saído
Para fora do teu círculo
Tempo tempo tempo tempo
Não serei nem terás sido
Tempo tempo tempo tempo

Ainda assim acredito
Ser possível reunirmo-nos
Tempo tempo tempo tempo
Num outro nível de vínculo
Tempo tempo tempo tempo

Portanto peço-te aquilo
E te ofereço elogios
Tempo tempo tempo tempo
Nas rimas do meu estilo
Tempo tempo tempo tempo

CRONO, em grego Krónos, sem etimologia certa até o momento. Por um simples jogo de palavras, por uma espécie de homonímia forçada, Crono foi identificado muitas vezes com o TEMPO personificado, já que, em grego Khrónos é o tempo. Se, na realidade, Krónos, Crono, nada tem a ver etimologicamente com Khrónos, o Tempo, semanticamente a identificação, de certa forma, é válida: Crono devora, ao mesmo tempo que gera; mutilando a Úrano, estanca as fontes da vida, mas torna-se ele próprio uma fonte, fecundando Reia.
Saturno (do latim Saturnus) é um deus romano do tempo equivalente ao grego Cronos. Era um dos titãs, filho do Céu e da Terra. Com uma foice dada por sua mãe mutilou o pai, Urano, tomando o poder entre os deuses.Expulso do céu por seu filho Júpiter (Zeus), refugiou-se no Lácio. Lá exerceu a soberania e fez reinar a idade do ouro, cheia de paz e abundância, tendo ensinado aos homens a agricultura. Em Lácio, criou uma família e uma conduta novas, vindo a ser pai de Pico. Os romanos que, segundo outras tradições, atribuem a origem de Roma a Saturno, construíram-lhe um templo e um altar à entrada do Fórum, no Capitólio. Atribui-se ainda a Saturno a criação de divindades como Juno ou Hércules e de heróis como Rómulo. O sábado é o dia consagrado a Saturno.O Saturno itálico é representado nas moedas como nas pinturas de Pompeia - testemunho ambivalente da sua atividade agrária e da sua identificação com o castrador Cronos - com a serpente na mão. Um baixo-relevo do museu do Capitólio, réplica de um modelo grego, apresenta-o como Cronos, sentado no trono, recebendo das mãos de sua mulher (por vezes chamada Opes nos textos latinos) a pedra envolvida em panos que ele confundiu com Júpiter recém-nascido.
TEMPO: s.m. 1. duração relativa das coisas que cria no ser humano a ideia de presente, passado e futuro; período contínuo e indefinido no qual os eventos se sucedem <só o tempo o fará esquecer o grande amor> 2. determinado período considerado em relação aos acontecimentos nele ocorridos; época <o tempo das grandes descobertas>
SIGNO LINGUÍSTICO
Não são abstrações. O signo linguístico é uma entidade dupla, produto da aproximação de dois termos, ambos psíquicos e unidos pelo laço da associação. Une, com efeito, não uma coisa a um nome, mas um conceito a uma imagem acústica.
SIGNIFICANTE
É empregado como sinônimo de imagem acústica. É a associação entre uma imagem acústica e um conceito.
RELÓGIO
SIGNIFICADO
É sinônimo de conceito. O signo linguístico, tal como ele o concebe, é o resultado da combinação de um significante e de um significado, numa outra formulação, de uma imagem acústica e de um conceito.
TEMPO
ELEMENTOS DA COMUNICAÇÃO
FUNÇÕES DA LINGUAGEM
FUNÇÃO EMOTIVA - EXPRESSIVA:
O objetivo do emissor é transmitir suas emoções e anseios. A realidade é transmitida sob o ponto de vista do emissor, a mensagem é subjetiva e centrada no emitente e, portanto, apresenta-se na primeira pessoa. A pontuação (ponto de exclamação, interrogação e reticências) é uma característica da função emotiva, pois transmite a subjetividade da mensagem e reforça a entonação emotiva. Essa função é comum em poemas ou narrativas de teor dramático ou romântico.
Contei meus anos e descobri
Que terei menos tempo para viver do que já tive até agora....
Tenho muito mais passado do que futuro...
Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de jabuticabas...
As primeiras, ele chupou displicentemente..............
Mas, percebendo que faltam poucas, rói o caroço...

Já não tenho tempo para lidar com mediocridades...
Inquieto-me com os invejosos tentando destruir quem eles admiram.
Cobiçando seus lugares, talento e sorte.....
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas
As pessoas não debatem conteúdo, apenas rótulos...
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos...
Quero a essência... Minha alma tem pressa...
Sem muitas jabuticabas na bacia
Quero viver ao lado de gente humana...muito humana...
Que não foge de sua mortalidade.
Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade...

Rubem Alves
FUNÇÃO CONATIVA - APELATIVA
É a função de linguagem centrada no receptor, ou seja, no destinatário. Conforme aclara Chalhub (1991, p. 23) a palavra conativa “tem sua origem no termo latino conatum, que significa tentar influenciar alguém através de um esforço”. Esse tipo de linguagem veicula um apelo, um conselho ou uma ordem a quem a recebe. A intenção é sempre a de convencer o receptor. São características desse tipo de função a presença gramaticalmente marcada do imperativo e do vocativo, e o uso da 2ª pessoa do verbo.
Não EncheCaetano Veloso

Me larga, não encheVocê não entende nadaE eu não vou te fazer entender...
Me encara, de frenteÉ que você nunca quis verNão vai querer, nem vai ver
Meu lado, meu jeitoO que eu herdei de minha genteEu nunca posso perder
Me larga, não encheMe deixa viver, me deixa viverMe deixa viver, me deixa viver...
Cuidado, oxente!Está no meu quererPoder fazer você desabar
Do salto, nem tenteManter as coisas como estãoPorque não dá, não vai dá...
Quadrada! Demente!A melodia do meu sambaPõe você no lugar
Me larga, não encheMe deixa cantar, me deixa cantarMe deixa cantar, me deixa cantar...
Não Enche
Caetano Veloso

Me larga, não enche
Você não entende nada
E eu não vou te fazer entender...
Me encara, de frente
É que você nunca quis ver
Não vai querer, nem vai ver
Meu lado, meu jeito
O que eu herdei de minha gente
Eu nunca posso perder
Me larga, não enche
Me deixa viver, me deixa viver
Me deixa viver, me deixa viver...
Cuidado, oxente!Está no meu querer
Poder fazer você desabar
Do salto, nem tente
Manter as coisas como estão
Porque não dá, não vai dá...
Quadrada! Demente!
A melodia do meu samba
Põe você no lugar
Me larga, não enche
Me deixa cantar, me deixa cantar
Me deixa cantar, me deixa cantar...
FUNÇÃO REFERENCIAL - DENOTATIVA
Está centrada no referente, isto é, no aspecto exterior à mensagem. Nela, o emissor tem por objetivo transmitir informações da realidade e de forma objetiva. Por isso há o predomínio da linguagem denotativa e de verbos na 3ª pessoa do singular. Conforme explica Chalhub (1991, p. 11) “o uso da função referencial da linguagem é uma das dominantes do discurso científico”
Devido à sua posição orbital mais distante que Júpiter os antigos romanos o outorgaram o nome do pai do deus Júpiter ao planeta Saturno. Na mitologia romana, Saturno era equivalente de Cronos, antigo titã da mitologia grega. Cronos era filho de Urano e Gaia e governava o mundo dos deuses e dos homens devorando seus filhos ao nascerem por que uma profecia dizia que seus filhos o destronariam. Zeus, conseguiu se esquivar deste destino e derrotou seu pai convertendo-se no deus supremo.
Os gregos e romanos, herdaram dos sumérios seus conhecimentos do céu, haviam estabelecido em sete o número de astros que se moviam no firmamento: o Sol, a Lua, e os planetas Mercúrio, Vénus, Marte, Júpiter e Saturno, as estrelas errantes que orbitavam em torno da Terra, centro do Universo. Dos cinco planetas, Saturno era o de movimento mais lento, levando cerca de trinta anos (29,457 anos) para completar sua órbita, quase o triplo de Júpiter (11,862 anos). Em relação a Mercúrio, Vênus e Marte a diferença é muito maior. Saturno se destacava por sua lentidão. Se Júpiter era Zeus, Saturno teria que ser Cronos, seu pai ancião, que passo a passo perambulava entre as estrelas. Saturno também já foi denominado pelos astrônomos gregos de "Khronos". Era a divindade celeste mais distante, e era considerada como sendo o sétimo dos sete objetos divinos visíveis a olho nu. Como possui a maior translação observável, cerca de 30 anos, os astrônomos gregos e romanos julgaram tratar-se do guardião dos tempos, ou "Pai do Tempo".
FUNÇÃO METALINGUÍSTICA
Está centrada no código. Nesse tipo de função de linguagem a mensagem se utiliza do código para se referir a um elemento do próprio código. Ou seja, usa a linguagem para falar dela mesma como, por exemplo, definições de palavras e sinônimos. Conforme esclarece Barbosa (2001) uma determinada mensagem pode servir para uma infinidade de intenções e de acordo com o foco da ação comunicativa, essa mensagem pode ter diferentes funções.
LÍNGUA PORTUGUESA

Última flor do Lácio, inculta e bela,
És, a um tempo, esplendor e sepultura:
Ouro nativo, que na ganga impura
A bruta mina entre os cascalhos vela…

Amote assim, desconhecida e obscura,
Tuba de alto clangor, lira singela,
Que tens o trom e o silvo da procela
E o arrolo da saudade e da ternura!

Amo o teu viço agreste e o teu aroma
De virgens selvas e de oceano largo!
Amo-te, ó rude e doloroso idioma,

Em que da voz materna ouvi: “meu filho!”
E em que Camões chorou, no exílio amargo,
O gênio sem ventura e o amor sem brilho!
FUNÇÃO POÉTICA
Está centralizada na mensagem a ser transmitida. Nela, o emissor usa de recursos criativos para a elaboração da mensagem. Para tal, utiliza figuras de linguagem, o sentido conotativo, a musicalidade, etc.
Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas ...
Que já têm a forma do nosso corpo ...
E esquecer os nossos caminhos que nos levam sempre
aos mesmos lugares ...

É o tempo da travessia ...
E se não ousarmos fazê-la ...
Teremos ficado ... para sempre ...
À margem de nós mesmos...

Fernando Pessoa
FUNÇÃO FÁTICA
No canal de comunicação está centrada a Função Fática. Este tipo de mensagem objetiva testar a eficiência do canal, assim como prolongar ou interromper a comunicação. Chalhub (1991) explica que essa função caracteriza-se pelo uso de repetições, fórmulas vazias de conteúdo como “Alô!”, convenções sociais de saudação ou despedida, tais como “como vai?”, “até logo!”, etc.
Sinal Fechado
- Olá! Como vai?
- Eu vou indo. E você, tudo bem?
- Tudo bem! Eu vou indo, correndo pegar meu lugar no futuro… E você?
- Tudo bem! Eu vou indo, em busca de um sono tranquilo… Quem sabe?
- Quanto tempo!- Pois é, quanto tempo!- Me perdoe a pressa, é a alma dos nossos negócios!
- Qual, não tem de quê! Eu também só ando a cem!
- Quando é que você telefona? Precisamos nos ver por aí!
- Pra semana, prometo, talvez nos vejamos… Quem sabe?- Quanto tempo!
- Pois é… Quanto tempo!
- Tanta coisa que eu tinha a dizer, mas eu sumi na poeira das ruas...
- Eu também tenho algo a dizer, mas me foge à lembrança!
- Por favor, telefone! Eu preciso beber alguma coisa,rapidamente…
- Pra semana…
- O sinal…
- Eu procuro você…
- Vai abrir, vai abrir…
- Eu prometo, não esqueço, não esqueço…
- Por favor, não esqueça, não esqueça…
- Adeus!
- Adeus!
- Adeus!
e
le:- pois é!
ela:- pois é o quê?
ele:- eu só disse pois é!
ela:- mas pois é o quê?
ele:- melhor mudarmos de assunto porque você não me entende.
ela:- entende o quê?
ele:- santa virgem, Macabéa, vamos mudar de assunto e já!
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