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Copy of Port Lus

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josé vicente1

on 8 March 2012

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Transcript of Copy of Port Lus

Visão Eufórica e Disfórica
de Portugal e dos portugueses em “A epopeia visa celebrar feitos grandiosos de um herói ou heróis pertencentes a grupos étnicos cujas tradições e história assumem uma celebração poética”. Os Lusíadas Os Lusíadas Proposição Invocação Dedicatória Narração História de
Portugal Viagem Reflexões do
Poeta Estrutura Interna 4 planos Legenda: Eufórico Disfórico Consílio dos
Deuses Batalha de
Aljubarrota Chegada a
Calecut Ilha dos
Amores Canto VIII Canto IX Mitológico Amélia Pinto Pais CHEGADA A CALECUTE

Já a manhã clara dava os outeiros
Por onde o Ganges murmurando soa,
Quando da celsa gávea os marinheiros
Enxergaram terra alta, pela proa.
Já fora de tormenta e dos primeiros
Mares, o temor vão do peito voa.
Disse alegre o piloto Melindano:
-“Terra é de Calecu, se me engano.

“Esta é, por certo, a terra que buscais
Da verdadeira Índia, que aparece;
E se do mundo mais não desejais,
Vosso trabalho longe aqui fenece.”
Sofrer aqui não pôde o Gama mais,
De ledo em ver que a terra se conhece;
Os giolhos no chão, as mãos no Céu,
A mercê grande a Deus agradeceu.

As graças a Deus dava, e razão tinha,
Que não somente a terra lhe mostrava
Que, com tanto temor, buscando vinha,
Por quem tanto trabalho experimentava,
Mas via-se livrado, tão asinha,
Da morte, que no mar lhe aparelhava
O vento duro, férvido e medonho,
Como quem despertou de horrendo sonho.
ILHA DOS AMORES

Nesta frescura tal desembarcavam
Já das naus os segundos Argonautas,
Onde pela floresta se deixavam
Andar as belas Deusas, como incautas.
Alguas, doces cítaras tocavam;
Alguas, harpas e sonoras frautas;
Outras, cos arcos de ouro, se fingiam
Seguir os animais, que não seguiam.
BATALHA DE ALJUBARROTA

Começa-se a travar a incerta guerra;
De ambas partes se move a primeira ala;
Uns leva a defensão da própria terra,
Outros a esperança de ganahá-la.
Logo grande Pereira, em que se encerra
Todo o valor, primeiro se assinala:
Derriba e encontra e a terra enfim semea
Dos que a tanto desejam, sendo alhea
Vem a fazenda a terra, aonde logo
A agasalhou o infame Catual;
Co ela ficam Álvaro e Diogo,
Que a pudessem vender pelo que val.
Se mais que obrigação, que mando e rogo,
No peito vil o prémio pode e val,
Bem o mostra o Gentio a quem o entenda,
Pois o Gama soltou pela fazenda.

(…)

Nas naus estar se deixa, vagaroso,
Até ver o que o tempo lhe descobre;
Que não se fia já do cobiçoso
Regedor, corrompido e pouco nobre.
Veja agora o juízo curioso
Quanto no rico, assi como no pobre,
Pode o vil interesse e sede imiga
Do dinheiro, que a tudo nos obriga.


A Polidoro mata o Rei Treício,
Só por ficar senhor do grão tesouro;
Entra, pelo fortíssimo edifício,
Com a filha de Acriso a chuva d`ouro;
Pode tanto em Tarpeia avaro vício;
Que, a troco do metal luzente e louro,
Entrega aos inimigos a alta torre,
Do qual quási afogada em pago morre.


Este rende munidas fortalezas;
Faz trédoros e falsos os amigos;
Este a mais nobres faz fazer vilezas,
E entrega Capitães aos inimigos;
Este corrompe virginais purezas,
Sem temer de honra ou fama alguns perigos;
Este deprava às vezes as ciências,
Os juízos cegando e as consciências.


Este interpreta mais que sutilmente
Os textos; este faz e desfaz leis;
Este causa os perjúrios entre a gente
E mil vezes tiranos torna os Reis.
Até os que só a Deus omnipotente
Se dedicam, mil vezes ouvireis
Que corrompe este encantador, e ilude;
Mas não sem cor, contudo, de virtude!
Canto VIII ouro rio CONSÍLIO DOS DEUSES Sustentava contra Vénus bela,
Afeiçoada à gente lusitana,
Por quantas qualidades via nela
Da antiga amada sua Romana:
Nos fortes corações, na grande estrela
Que mostram na terra Tingitana,
E na língua, na qual quando imagina,
Com pouca corrupção crê que é Latina
Já sobre os Idálios montes pende,
Onde o filho frecheiro estava então,
Ajuntando outro muitos, que pretende
Fazer ua famosa expedição
Contra o mundo revelde, por que emende
Erros grandes que há dias nele estão,
Amando cousas que nos foram dadas
Não pera ser amadas, mas usadas.

(...)

E vê do mundo todo os principais
Que nenhum no bem pubrico imagina;
Vê neles que não têm amor a mais
Que a si somente, e a quem Filáucia ensina;
Vê que esses que frequentam os reais
Paços, por verdadeira e sã doutrina
Vendem adulação, que mal consente
Mondar-se o novo trigo florecente.


Vê que aqueles que devem à pobreza
Amor divino, e ao povo caridade,
Amam somente mandos e riqueza,
Simulando justiça e integridade;
Da feia tirania e de aspereza
Fazem direito e vã severidade;
Leis em favor do Rei se estabelecem,
As em favor do povo só perecem.
Canto IX Mas a Fama, trombeta de obras tais,
Lhe deu no Mundo nomes estranhos
De Deuses, Semideuses, Imortais,
Indígetes, Heróicos e de Magnos.
Por isso, ó vós que as famas estimais,
Se quiserdes no mundo ser tamanhos,
Despertai já do sono do ócio ignavo,
Que o ânimo, de livre, faz escravo.



E ponde na cobiça um freio duro,
E na ambição também, que indignamente
Tomais mil vezes, e no torpe e escuro
Vício da tirania infame e urgente;
Porque essas honras vãs, esse ouro puro,
Verdadeiro valor não dão à gente;
Milhor é merecê-los sem os ter,
Que possuí-los sem os merecer.

Ou dai na paz as leis iguais, constantes,
Que os grandes não dêem o dos pequenos,
Ou vos vesti nas armas rutilantes,
Contra a lei dos inimigos Sarracenos:
Fareis os Reinos grandes e possantes,
E todos tereis mais e nenhum menos:
Possuireis riquezas merecidas,
Com as honras que ilustram tanto as vidas.



E fareis claro o Rei que tanto amais,
Agora cos conselhos bem cuidados,
Agora co as espadas, que imortais
Vos farão, como os vossos já passados.
Impossibilidades não façais,
Que quem quis, sempre pôde; e numerados
Sereis entre os Heróis esclarecidos
E nesta «Ilha de Vénus” recebidos. Canto IX Consílio dos
Deuses Batalha de
Aljubarrota Ilha dos
Amores Chegada a
Calecut Canto VIII Canto IX Canto IX XCIV (94) XCVI (96) XCVII (97) XCVIII (98) XCIX (99) XCII (92) XCIII (93) XCIV (94) XCV (95) XXV (25) XXVII (27) XXVIII (28) Pág. do manual 39/40 Pág. do manual 48/49 Pág. do manual 42/43 FIM
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