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Copy of Copy of Shakespeare Poem

Oficina de Leitura sobre a tragégia Antígona
by

Clara Brum

on 8 April 2013

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"A sua Lei não é a Lei dos Deuses" Tragédia Grega História da tragédia grega Sófocles
Dramaturgo grego
497 a 405 a.C. "A tragédia, a mais antiga obra literária representada por atores em espaço especializado, o teatro, é um dos mais importantes gêneros literários legados pela Grécia Antiga."

"As condições religiosas, sociais e políticas que permitiram a emergência do gênero trágico podem ser situadas na segunda metade do século VI a.C. "

"A tragédia parece ter se desenvolvido a partir dos cantos corais apresentados nas festas religiosas em honra de Dioniso e atingiu o apogeu em Atenas entre 480 e 400 a. C., mais ou menos."

"Sófocles (gr. ), o segundo dos poetas trágicos canônicos, foi ainda em vida o mais bem sucedido autor de tragédias do século -V. Consta que obteve o maior número de vitórias nos concursos dramáticos de Atenas".

A obra Antígona * Uma leitura crítica de Antígona para o Direito A interpretação que tem predominado em relação à tragédia é a de que a peça, por meio de seu desfecho, expressaria uma vitória do Direito Natural sobre o Direito Positivo. Lei de Antígona! O núcleo mítico da tragédia Antígona repousa sobre a maldição da família dos Labdácidas.

No mundo antigo o aspecto religioso tinha uma força intensa sobre a vida das cidades. Um crime ou uma falta cometida por um dos membros de uma família se afigura numa maldição extensiva a todos os demais membros. Assim, todos sofrem até que a maldição seja completamente expiada.

Contexto da maldição: Laio, filho de Lábdaco, Rei de Tebas, com a morte de seu pai é obrigado a se refugiar em Élida, na corte do rei Pélops. Nesta cidade trai a hospitalidade do rei quando se apaixona por Crisipo, filho de Pélops, resolve raptá-lo.

Laio é amaldiçoado por Pélops, retorna à Tebas e se casa com Jocasta. Com dificuldades para ter filhos, o casal consulta o Oráculo de Delfos... "Irás matar o teu pai e casar com tua mãe!" Oráculo de Delfos Antígona personifica a ideia do herói
trágico! Antígona
Todavia, a grande polêmica que a peça coloca em movimento é aquela que diz respeito às relações entre Direito e Moral.
A proposta da nossa oficina é superar a visão simplista da obra e buscar a compreensão da relação entre Direito e Moral.
Investigar a relação entre Direito e Moral é uma tarefa da Filosofia do Direito. Antígona: postura inequívoca movida pelo sentimento de dever - nomos arcaico;

O édito de Creonte representa a Cidade e seus Deuses - proibe o sepultamento de Polínices;

Antígona praticou uma delito público cuja pena é a lapidação;

A situação revela uma grave contradição entre o Direito e a Moral religiosa ensejando a desobediência em nome de um "santo delito";

A lei de Creonte para ser cumprida requer uma indiferença impiedosa contrária aos sentimentos naturais;

A tensão entre moral-religiosa e lei-estatal produz ao esgarçamento da própria concepção de justiça;
Se Aristóteles entendeu por Justiça Política aquela que envolve Direito natural e Direito positivo, como compreender a postura de Antígona?

Na Retórica dirá que Antígona representou a Justiça Natural, a encarnação dos heróis míticos que não deixam de fazer o que é seu dever.

Creonte representa a obediência cega às Leis do estado, sob o argumento do bem da pólis.

Sófocles. Antígona. São Paulo: Paz e Terra, 1999.

ALVES, Marcelo. Uma leitura crítica de Antígona para o Direito. In: Novos Estudos Jurídicos - v. 10 - n. 2 - p.325- 376 jul/dez. 2005Novos Estudos Jurídicos - v. 10 - n. 2 - p.325- 376 jul/dez. 2005. Disponível em: http://greciantiga.org/inc/arquivo.asp?num=0036&cod=Lite
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