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FEMINISMO E GÊNERO NAS RELAÇÕES INTERNACIONAIS: PERSPECTIVAS

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Giuliana Machado

on 28 September 2015

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Transcript of FEMINISMO E GÊNERO NAS RELAÇÕES INTERNACIONAIS: PERSPECTIVAS

FEMINISMO E GÊNERO NAS RELAÇÕES INTERNACIONAIS: PERSPECTIVAS DE UM PROJETO TRANSNACIONAL
Introdução
Inserção do gênero nas relações internacionais
Feminismo como projeto transnacional
Estado e guerra: o papel do 11 de setembro para os estudos do feminismo nas Relações Internacionais

Feminismo e gênero: teoria ou objeto das relações internacionais ?
Referências
Revisionismo ontológico - Ampliação de seus objetos de estudo, abordando os principais conceitos do campo: guerra, militarismo e segurança; soberania, Estado e globalização.
Para as feministas, o entendimento das operações de poder, inevitavelmente, significa examinar gênero;
Perspectiva positivista e normativa Jacqui True (2008, p.407);
Quatro seções do artigo:
- inserção do gênero nas relações internacionais;
- o feminismo como projeto transnacional;
- Estado e guerra: o papel do 11 de setembro para os estudos do feminismo nas Relações Internacionais;
- feminismo e gênero: teoria ou objeto das Relações Internacionais.

Inserção tardia;
Suposta neutralidade das Relações Internacionais;
A partir da década de 1980 passa-se a agregar algumas análises feministas na área, porém com ressalvas;
Considerada um subcampo;
Abismo existente entre o que é o chamado mainstream das Relações Internacionais e o Feminismo;
Giuliana Facco Machado
Jéssica Maria Grassi
Júlia Cristina Hoppe
Júlia de Mello Feliciano
Yasmine Sensão

Análise dos fenômenos internacionais sem curiosidade de gênero;

‘’[...] It is especially on the bodies and lives of women and girls from the Third World/South—the Two-Thirds World—that global capitalism writes its script” (MOHANTY, 2003, p.514);

Grande desafio dos feminismos do século XXI: promover um discurso global não colonizador;

Ação transnacional feminista não colonizadora:
Women’s International League for Peace and Freedom (WILPF), International Action Network on Small Arms (IANSA) e Global Action to Prevent War and Armed Conflict na ocasião da construção do Tratado Sobre Comércio de Armas (ATT). (ENLOE, 2014, p. 23)

Surgimento das Relações Internacionais após a Segunda Guerra Mundial: Primeiro debate das R.I entre Idealistas x Realistas.

Anos 70 e 80, período do Terceiro e Quarto debate, não só a Guerra Fria constrói um cenário de intensidade nas Relações Internacionais, mas outros fenômenos que desafiavam as teorias convencionais.

Debates delinearam a precoupação com atores não estatais e normatividade das teorias.

É nesse contexto que os estudos das Teorias Pós Colonialistas, influenciados pelo marxismo, denunciam que o desenvolvimento do capitalismo e a naturalização da rigidez dos pressupostos adotados nas atividades científicas.
E a Teoria Crítica, tendo por principal expoente Robert Cox, denuncia que não há teoria sem caráter normativo, ao relatar a complexidade social e política da ordem mundial no Sistema Internacional
Cox (1996), propõe que sejam analisadas as estruturas históricas através da conexão entre instituições, capacidades materiais e ideias, resultando na intersubjetividade das ações e ideias coletivas.

Discussão de questões normativas nas Relações Internacionais aliadas às empíricas, inserção de atores não­- estatais e outras configurações de poder.

Feminismo e as questões de gênero tentam demonstram o mundo como construído socialmente por relações de poder.

Problema? Inserir esses no espaço público, pois é no espaço privado que encontram­-se marginalizadas as minorias.

Mesmo as instituições, são como já argumentava Mearsheimer, uma resposta da distribuição de equilíbrio de poder no Sistema e expressam o caráter de endogeneidade dessas com o Estado.
Mohanty (2003), coloca os movimentos sociais e a produção acadêmica como alternativas a um projeto de diálogo entre os movimentos feministas para a transnacionalização desses, sendo essa, uma alternativa à marginalização do feminismo e das questões de gênero no espaço público para que possam ser redefinidas as agendas que os excluem.
Feminismo e as questões de gênero tem sido um objeto das Relações Internacionais

COX, Robert. 2001. “The Way Ahead: Toward a New Ontology of World Order.” In Critical theory and world politics, organizado por Richard Wyn Jones, 45–60. London: Lynne Rienner Publishers.

———. 1996b. “Social forces, states, and world orders: beyond international relations theory.” In Approaches to world order, organizado por Robert W. Cox e Tomothy J. Sinclair, 85–123. Cambridge: Cambridge University Press.

———. 2004. “Beyond empire and terror: critical reflections on the political economy of world order.” New Political Economy 9 (3) (setembro): 307–323. http://www.tandfonline.com/doi/abs/10.1080/1356346042000257778

ENLOE, Cynthia. Gender Makes the World Go Round: Where Are the Women?. In: Bananas, beaches and bases: Making feminist Sense of International Politics, 2 ed., p.01-36. Berkeley and Los Angeles: University of California Press, 2014.

HALLIDAY, Fred. Ausente das Relações Internacionais: as mulheres e a arena internacional (Cap.6). In: Repensando as relações internacionais., p. 161-185. Porto Alegre: Ed. UFRGS, 2008.

MOGHADAM, VM. 2002. “Islamic Feminism and Its Discontents: Toward a Resolution of the Debate.” Signs 27 (4): 1135-1171. http://www.jstor.org/stable/10.1086/339639.

MOHANTY, Chandra Talpade. Under Western Eyes’ Revisited: Feminist Solidarity through Anticapitalist Struggles. Signs: Journal of Women in Culture and Society 28 (2) (January): 499–535. 2003.

NOGUEIRA, João Pontes; MESSARI, Nizar. Teoria das Relações Internacionais: correntes e debates. Editora Campus, 2005.

SJOBERG, Laura. 2010. “Gendering the Empire’s Soldiers: Gender Ideologies, the U.S. Military, and the “War on Terror” (cap.16). In: Gender, War and Militarism : Feminist perspectives edited by Laura Sjoberg and Sandra Via, 209-218. Santa Bárbara: Praeger.

SNYDER, Jack. “Is” and “Ought”: Evaluating empirical aspects of normative research. In: Elman, Colin, e Miriam F Elman. 2003. Progress in International Relations Theory: Apraising the field, p. 364-394. Organizado por Colin Elman e Miriam F Elman. Cambridge: BCSIA.

TRUE, Jacqui. The Ethics of Feminism. In The Oxford Handbook of International Relations, edited by Christian Reus-Smit and Duncan Snidal, 2008. p. 408–421. New York: Oxford University Press.

VIA, Sandra. 2010. “Gender, Militarism and Globalization: Soldiers for Hier and Hegemonic Masculinity”(cap.3). In: Gender, War and Militarism: Feminist perspectives edited by Laura Sjoberg and Sandra Via, 42-56. Santa Bárbara: Praeger.

WHITWORTH, Sandra. Feminism. In The Oxford Handbook of International Relations, edited by Christian Reus-Smit and Duncan Snidal, 2008. p. 391–407. New York: Oxford University Press.

YOUNGS, Gillian. Feminist International Relations: A Contradiction in Terms? Or: Why Women and Gender Are Essential to Understanding the World ‘We’live in. International Affairs 80 (I): 75‒87. 2004. Disponível em: http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/j.1468-2346.2004.00367.x/abstract

• Dois conceitos são caros a teoria feminista, são eles: feminilidade e masculinidade.

"(...) a masculinidade consistiria no elementos ditos viris como, por exemplo, a força, coragem e racionalidade. Esta dominação masculinizada da feminilidade acontece não só no parque infantil e nas eleições locais, mas também no centro das políticas internacionais (ENLOE, 2014, p.31)."


Essa relação dicotômica, atualmente, precisa ter suas definições do que é feminilidade e masculinidade revistas, pois
• Atentados ao World Trade Center em Nova York, em 11 de setembro de 2001 (Mundo mais perigoso)  serve para reforçar a primazia da forma masculina em detrimento da feminina, dado que homens que vivem em um mundo perigoso são considerados os protetores naturais, enquanto as mulheres, são quem necessitam de proteção (ENLOE, 2014, p.30)
• O comportamento militar é, de fato, um meio pelo qual o homem e os Estados masculinos podem provar sua masculinidade. Apesar de as mulheres estarem cada vez mais ocupando cargos no exército, elas descreveram que é esperado que elas assumam características do sexo masculino e que não mostrem a fraqueza associada a feminidade (VIA, 2010, p.44).

• O mundo se tornou mais globalizado e assim, a ameaça de terrorismo internacional e nacional tem vindo a dominar muitos discursos de segurança nacional. (Via, 2010, p. 47)

• A função primária da Blackwater no Iraque foi fornecer segurança aos diplomatas e oficiais do governo que, normalmente eram do sexo feminino e, quando não o eram, eram feminizados, enquadrados como “requerendo proteção”.

• Atuação em Nova Orleans pós furacão Katrina: transforma em zona de guerra e os contratados eram exemplo de uma masculinidade hegemônica

• As noções de gênero são idealizadas não apenas pelo exército estadunidense, mas também pela mídia: War on Terror (Patt Tillmann)
• Sexo ainda é um dos pilares da justificação da guerra, um conceito chave do nacionalismo, um alvo central do genocídio e um fator crucial negligenciado no pós-guerra, na reconstrução e na reconciliação (SJOBERG; VIA; 2010, p.238).

Conclusão
As políticas feministas são moldadas por um contexto histórico, político e cultural específicos. Portanto, o feminismo islâmico é apenas um feminismo entre muitos.
O feminismo é resultado de construções sociais, inicialmente de mulheres, mas que na atualidade é um projeto global que envolve todos, tendo em vista de que pretende alcançar a igualdade, não só de gênero, mas em todas as esferas, sejam elas: sociais, raciais e etc.
Um dos maiores obstáculos para as feministas continuam a ser as próprias feministas, porque elas sabem o que querem, mas não conseguem se articular para mudar o que não querem.

Para Halliday (2008, p. 163), o estudo sobre mulheres e gênero foi por muito tempo ignorado pelas Relações Internacionais pelo fato da prática internacional ser um domínio masculino.
Pontos de maior revelância:
I. O crescimento da corrente feminista dentro das outras ciências sociais produziu análises com implicações para a teoria das Relações Internacionais (HALLIDAY, 2008).
II. Há um reconhecimento crescente das consequências específicas de vários processos transnacionais em relação ao gênero (HALLIDAY, 2008).
III. Nos últimos anos, as mulheres vêm desempenhando um papel de destaque no cenário internacional, como atores distintos (HALLIDAY, 2008).
IV. Há uma crescente conscientização do componente de gênero de política externa (...) maior interesse em questões de direito internacional, políticas de desenvolvimento e políticas internacionais sobre as mulheres (HALLIDAY, 2008).
Dois tópicos de grande relevância, conforme Halliday (2008, p. 176-177), são referentes às mulheres e ao nacionalismo e o lugar dos direitos das mulheres na formulação das relações interestatais. Para o autor, os homens vêem no Estado e nas ideologias que o legitimam um meio para reforçar o controle sobre as mulheres: exercido frequentemente via uma retórica de exaltação e respeito, ou através de políticas estatais que “melhoram” a posição da mulher.
Para Youngs (2004, p. 76), o feminismo das Relações Internacionais tem identificado o mainstream (ou malestream, como é chamado também pelas feministas mais críticas) da teoria das Relações Internacionais como um dos discursos que ajudam a perpetuar uma visão de mundo distorcida e parcial que refletem em um desproporcional poder de controle e influência que os homens detêm.

O nacionalismo está longe de ser neutro de gênero (...) há pouca discussão em uma área na qual o gênero pode desempenhar um papel fundamental na política externa: direitos humanos (HALLIDAY, 2008, p. 177).
A questão de gênero nas relações internacionais, para Halliday (2008), irá reforçar uma mudança já presente na maior parte da literatura sobre o transnacionalismo e a economia política internacional.
Ao mesmo tempo, muito tem sido feito para mostrar que, seja quais forem as distinções que prevaleçam, as questões relacionadas às mulheres têm um lugar no estudo das relações internacionais.
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