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PRÁTICA ESCOLAR:

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by

Giovana Brosco de Carvalho

on 5 November 2013

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Transcript of PRÁTICA ESCOLAR:

OUTROS CASTIGOS:
Os castigos envolviam os aspectos físico e/ou moral da criança
Castigo físico: posição
Castigo moral: visível a todos os colegas expondo a criança a sua fragilidade (exposição pública do erro).
O castigo escolar à partir do erro:
Diferentes formas de castigo (visíveis ou não)
PRÁTICA ESCOLAR:
do erro como fonte de castigo ao erro como fonte de virtude
ATUALMENTE:
No passado, castigava-se fisicamente:
Sul do país:
O professor utilizava régua para as respostas erradas do aluno.
Nordeste:
Uso da palmatória:
A MESA DO PROFESSOR
Em cima dela repousam alguns instrumentos utilizados no ensino da época. Destaque para as temíveis régua de madeira e palmatória ou menina dos cinco olhos, à esquerda.
À direita estão as orelhas de burro, que eram utilizadas nas crianças quando estas não sabiam a lição.
A quantidade de "palmadas" dependia do julgamento do professor (gravidade)
Ajoelhado sobre grãos de milho ou feijão
Voltado para a pared
e
com os braços abertos ou o aluno "em pé" durante a aula, enquanto os colegas permanece
m
sentados.
O castigo não desapareceu da escola
O castigo não atinge o corpo físico, mas a personalidade da criança - "violência simbólica"

O professor cria um clima de medo, tensão e ansiedade entre os alunos
Não está interessado em descobrir quem aprendeu mas sim, quem não aprendeu para expô-lo publicamente sua fragilidade.
O "forte" é elogiado e o "fraco" é ridicularizado.
De acordo com o senso comum do magistério:

Vergonha, medo de não saber, deve servir de lição para o aluno que não aprendeu e para os demais colegas, o que pode acontecer caso não saibam a lição quando forem chamados (Comênio).
Ainda existem castigos tais como: ficar retido na sala de aula durante o recreio, suspensão do lanche, tarefas extras em sala de aula ou em casa.
Outras formas de castigar:
Teste "relâmpago" - é para "pegar os alunos de surpresa",
Gozação com o aluno que não foi bem
Ridicularização de um erro, por exemplo:
“A floresta está cheia de animais já extintos. Tem que parar de desmatar para que os animais que estão extintos possam se reproduzirem e aumentarem seu número respirando um ar mais limpo”
“Apóstrofes são os 12 homenzinhos que comeram com Jesus e que Michelangelo bateu a foto”
“Cada vez mais as pessoas querem conhecer sua família através da árvore ginecológica”
“Os portugueses, depois que descobriram Fernandes de Noronha,assinaram o Tratado de Tortas Ilhas”
À partir do erro, desenvolve-se e reforça-se no educando uma compreensão culposa da vida pois, além de ser castigado por outros, ele sofre ainda auto-punição

A escola muitas vezes reforça esse processo.
Para que crianças e jovens se libertem de suas fobias e ansiedades provocadas pela escola, e que, transformam-se em hábitos biopsicológicos inconscientes Trabalho psicológico

O medo tolhe a vida e a liberdade, criando dependência e incapacidade para ir sempre em frente.
A RAZÃO DO USO DO CASTIGO
Razão imediata: o aluno não aprendeu o conteúdo ou sua metodologia

Idéia e a prática do castigo decorre da concepção de que os alunos que não correspondem a determinados padrões pré-estabelecidos merecem castigo a fim de que eles "paguem" por seus erros e "aprendam" a assumir a conduta que seria correta

O erro é sempre fonte de condenação e castigo
Segundo Luckesi:
O QUE É O ERRO?
O erro aparece no contexto da existência de um padrão considerado correto. Ex.: uma conduta só é considerada errada na medida em que se tem uma definição de como seria considerada correta

Sem padrão, não há erro

Ao investirmos esforços na busca de um determinado objetivo, podemos ser bem ou mal sucedidos não há erro mas sim sucesso ou insucesso nos resultados da ação, da atividade

Não há padrão que possa permitir o julgamento do "acerto" ou do"erro" não há guia que nos permita ajuizar acerca do acerto ou erro

esforço de construção bem ou mal sucedido

Para existir um erro há de se ter em mente um determinado padrão de acerto.

Ex.: Roubo - É considerado um erro dentro de uma sociedade que esteja fundada na posse privada de bens. Se a posse fosse comum a todos, não haveria roubo.
Na aprendizagem escolar o erro pode ocorrer na manifestação da CONDUTA APRENDIDA, uma vez que se tenha o PADRÃO do conhecimento, habilidade ou solução a ser aprendida


Quando o aluno (prova) manifesta não ter adquirido determinado conhecimento por meio de uma conduta que não condiz com o padrão existente ele errou.
Cometeu ERRO em relação ao PADRÃO.
Os erros da aprendizagem, que emergem a partir de um padrão de conduta cognitivo ou prático já estabelecido pela ciencia ou tecnologia, servem positivamente de ponto de partida para o avanço, na medida em que são indentificados e compreendidos e sua compreensão é o passo fundamental para sua superação
O ERRO E AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM ESCOLAR
O erro, a culpa e o castigo na prática escolar está articulada com a questão da avaliação da aprendizagem.
À medida em que a avaliação foi se desvinculando da efetiva realidade da aprendizagem para tornar-se um instrumento de ameaça e disciplinamento da personalidade do aluno, passou a servir de suporte para a imputação de culpabilidade e para decisão de castigo
A avaliação da aprendizagem deveria servir de suporte para qualificação daquilo que acontece com o aluno, diante dos objetivos que se tem, e tal modo que se pudesse verificar como agir para ajudá-lo a alcançar o que procura e não como fonte de decisão sobre o castigo.
Segundo Luckesi, 2002, p. 59,
"O insucesso e erro, em sí, não são necessários
para o crescimento, porém, uma vez que ocorram, não devemos fazer deles fontes de culpa e de castigo, mas trampolins para o salto em direção à uma vida consciente, sadia e feliz."
LUCKESI. C.C. Avaliação da aprendizagem escolar: estudos e proposições. São Paulo: Cortez, 2002.
Chapéu de "burro"
Disciplina: Avaliação Educacional
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