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Trabalho - David mourão ferreira

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by

Estrela Lou

on 17 April 2015

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Transcript of Trabalho - David mourão ferreira

David Mourão Ferreira
A biografia do poeta
A biografia
As obras de poema
A biografia
No governo, desempenhou o cargo de Secretário de Estado da Cultura

Faleceu no dia de 16 de Junho de 1996

As obras
1950 - A Viagem
1954 - Tempestade de Verão (Prémio Delfim Guimarães)
1958 - Os Quatro Cantos do Tempo
1962 - In Meae
1962 - ou A Arte de Amar
1966 - Do Tempo ao Coração
1967 - A Arte de Amar (reunião de obras anteriores)
1969 - Lira de Bolso
1971 - Cancioneiro de Natal (Prémio Nacional de Poesia)
O poema de análise - E por vezes
As obras
E por vezes as noites duram meses
E por vezes os meses oceanos
E por vezes os braços que apertamos
Nunca mais são os mesmos E por vezes

Encontramos de nós em poucos meses
O que a noite nos fez em muitos anos
E por vezes fingimos que lembramos
E por vezes lembramos que por vezes

Ao tomarmos o gosto aos oceanos
Só o sarro das noites não dos meses
Lá no fundo dos copos encontramos

E por vezes sorrimos ou choramos
E por vezes por vezes ah por vezes
Num segundo se envolam tantos anos


1973 - Matura Idade
1974 - Sonetos do Cativo
1976 - As Lições do Fogo
1980 - Obra Poética (inclui À Guitarra e À Viola e Órfico Ofício)
1985 - Os Ramos e os Remos
1988 - Obra Poética, 1948-1988
1994 - Música de Cama (antologia erótica com um livro inédito).
1954 - letra para Amália Rodrigues " Barco Negro"
Análise - Estrutura Externa
Estrutura Externa-Estrutura estrófica
Estrutura Externa - Estrutura métrica
Como podemos verificar, o poema é constituido por duas quadras e dois tercetos, ou seja, é um soneto.
Em relação à métrica, o poema é decassílabo. Exemplo de algumas estrofes deste poema com a divisão métrica feita, de forma a demonstrar que o poema é decassílabo:

E/por/ve/ze/s as/noi/tes/du/ram/me/ses
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
En/con/tra/mos/de/nó/s em/pou/cos/me/ses
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10

Estrutura Externa - Rima
Estrutura Externa - Figura do estilo
Estrutura interna
E por vezes as noites duram me
ses
A
E por vezes os meses oce
anos
B
E por vezes os braços que apert
amos
B
Nunca mais são os mesmos E por ve
zes
A

Encontramos de nós em poucos me
ses
A
O que a noite nos fez em muitos
anos
B
E por vezes fingimos que lembr
amos
B
E por vezes lembramos que por ve
zes
A

Ao tomarmos o gosto aos oce
anos
B
Só o sarro das noites não dos me
ses
A
Lá no fundo dos copos encontr
amos
B

E por vezes sorrimos ou chor
amos
B
E por vezes por vezes ah por ve
zes
A
Num segundo se envolam tantos
anos
B

Anáfora
: Repetição de uma mesma palavra ou grupo de palavras no início de vários versos ou frases.
por exemplo :
E por vezes
as noites duram meses

E por vezes
os meses oceanos

Enpanadiplose
: Processo que consiste na repetição da mesma palavra ou expressão no princípio e no fim do mesmo verso.
por exemplo :
E por vezes
lembramos que
por vezes

Encavalgamento
: Processo poético de divisão do sentido de um verso, completando no verso seguinte
por exemplo : Nunca mais são os mesmos
E por vezes
Encontramos de nós em poucos meses
Estrutura interna - Tema e Assunto
Estrutura interna - Análise do significado
O Poema retrata o que lhe acontece constantemente, o que ele sente quando recorda as experiências que tem ao longo da vida e como essas experiências marcam a sua mente

A felicidade, a tristeza, a saudade são alguns dos mútiplos valores e sentimentos que o alteram ao longo da sua vida.

E por vezes as noites duram meses
E por vezes os meses oceanos
E por vezes os braços que apertamos
Nunca mais são os mesmos E por vezes

Estrutura interna
Estrutura interna - Análise do significado
Estrutura interna - Análise do significado
Encontramos de nós em poucos meses
O que a noite nos fez em muitos anos
E por vezes fingimos que lembramos
E por vezes lembramos que por vezes

Ao tomarmos o gosto aos oceanos
Só o sarro das noites não dos meses
Lá no fundo dos copos encontramos

E por vezes sorrimos ou choramos
E por vezes por vezes ah por vezes
Num segundo se envolam tantos anos

Reflexão
David Mourão Ferreira nasceu a 24 de Fevereiro de 1927, tendo-se destacado como um dos grandes poetas contemporâeneos de Século XX.

Foi autor de alguns programas de televisão de que se destacam Imagens da Poesia Europeia, para a RTP


Ao longo da vida as pessoas pode mudar e não serem as mesmas queram antes

Tomamos consciência em poucos meses da realidade vivida ao longo dos tempos.
Só quando chegamos ao fim da vida nos apercebemos das pessoas mais importantes e estas ficam no "fundo do copo".
Essa recordações fazem-nos rir ou chorar do tempos e do amor passado ao longo da nossos tempos
Em relação à rima, como verificar em cima, nas duas primeiras estrofes o poema contem rimas interpoladas(A B B A) e rimas cruzadas (B A B)
Este poema, embora um pouco complicado, foi muito interessante porque me fez refletir como a passagem do tempo pode alterar os sentimentos das pessoas. E gosto muito do valor trazido pelo poema, que é
o valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem.
Por isso existem momentos inesquecíveis,coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis.
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