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Métodos quantitativos de pesquisa em saúde

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Dyego Souza

on 8 June 2014

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Transcript of Métodos quantitativos de pesquisa em saúde

Métodos Quantitativos de Pesquisa em Saúde
Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Programa de Pós-Graduação em saúde Coletiva

Dyego Leandro Bezerra de Souza
dysouz@yahoo.com.br

Maria Angela Ferreira
angelaf@ufrnet.br

Estrutura de uma realidade complexa
Dificuldade em delimitar o problema de pesquisa

Quer responder a todas as perguntas com uma única pesquisa

Imagina que seu trabalho é único sem antes pesquisar a literatura
Esquema de Ramos (Narvai, 1996)
Como se sente um
pesquisador iniciante na área da saúde?
Antecedentes...
JOHN SNOW
“Sobre o modo de transmissão da cólera em Londres”
1854
FRIEDRICH ENGELS

“As condições da classe trabalhadora na Inglaterra em 1844”
1844
HIPÓCRATES

Grécia antiga

Duas filhas do deus Asclépios:
Panacéia e Higéia

Dicotomia entre o individual e
o coletivo

Antecipa o "raciocínio
epidemiológico"
Século V a.C.
GILBERT, E.W. (1958). Geographical Journal, 124:172-183
Localização de casos de cólera e bombas de água
Londres, 1854
Fonte: Snow, J., Sobre a maneira de transmissão do cólera.
Mortalidade por cólera em Londres em relação às companhias de água. Londres, 1853
Segundo elemento: Estatística
EPIDEMIOLOGIA MODERNA

Desenvolvimento de técnicas e aperfeiçoamento dos modelos
1960
Clínica
X
Epidemiologia
modificado de Almeida Filho, 2000
Produzindo
Afeta
EPIDEMIOLOGIA
Referência: Ciências Sociais e Matemática
CLÍNICA
Através de processos compreendidos pela
DOENTES
POPULAÇÃO
DETERMINANTE EPIDEMIOLÓGICO
Produzindo
Age sobre
CLÍNICA
Referência: Biologia Humana
FISIOPATOLOGIA
Através de processos compreendidos pela
DOENÇA
CORPO HUMANO
DETERMINANTE CLÍNICO
Dificuldades de um pesquisador iniciante
Classificação dos Desenhos de Pesquisa em Epidemiologia
Como o TRATAMENTO muda o curso de uma doença?
Uma intervenção em pessoas previne o aparecimento de doenças?
Fatores de Risco
População em Risco
Quais são as consequências da doença?
Prognóstico
Adaptado de Fletcher et al, 1996
Prevenção / Tratamento
Diagnóstico
Qual a ACURÁCIA dos testes usados para diagnosticar a doença?
Que fatores estão associados com maior RISCO de desenvolver a doença?
Com que FREQÜÊNCIA a doença ocorre?
Início Clínico da Doença
Fatores de Risco
População em Risco
Prognóstico
Adaptado de Fletcher et al, 1996
Prevenção / Tratamento
Diagnóstico
Início Clínico da Doença
PROGNÓSTICO – Análise de Sobrevida
CAUSA – Estudos Ecológicos e Estudos de Séries Temporais

RISCO – Estudos Prospectivos (Coortes) e Estudos Retrospectivos (Caso-Controle)
INTERVENÇÃO – Ensaios Comunitários e Ensaios Clínicos
ACURÁCIA – VALIDAÇÃO de Testes de Diagnóstico
FREQUÊNCIA – Estudos Seccionais
Diagrama estudo de coorte
População
Expostos
Não-expostos
Doentes
Sim Não
Diagrama estudo caso-controle
População
Expostos
Não-expostos
Doentes
Sim Não
Fator
Prognóstico
Tempo
População
Desfecho
Diagrama estudo de prognóstico
Evento
População
Diagrama estudo seccional
Diagrama ensaio clínico aleatório
Paralelo
População
População
Diagrama ensaio clínico aleatório
Cross-Over
Diagrama ensaio clínico aleatório
Fatorial
População
Diagrama estudo de diagnóstico
População
Padrão-ouro
+ -
Novo método
+
-
Variáveis
Variável é toda característica sobre a qual se coleta dados em uma investigação. Por exemplo sexo, altura, idade são variáveis.
Pereira, 2005
Variável Dependente
Variável Independente
Caracterizada como o
efeito
, resultante de uma variável independente, é portanto, uma variável
conseqüente
.
Caracterizada como
fator causal
, causa presumida, é portanto, uma variável
antecedente
.
Associação entre variáveis
Pesquisa
(associação de variáveis)
Resultados
Associação verdadeira
Associação não verdadeira
Espúria
Desvia o resultado para uma determinada direção

Previsível, evitável e detectável

Independe do tamanho da amostra

Ocorre nas diferentes fases da pesquisa

Compromete a validade interna do estudo
Erro Sistemático ou
Tendenciosidade (Viés)
Desvia o resultado ao acaso para qualquer direção

Dependente do tamanho da amostra

Não pode ser evitado, pode ser estimado

Intervalo de confiança, margem de erro e valor de p
Erro Aleatório
(Acaso)
Exemplo de associação entre variáveis
Viés de Seleção

Viés de Aferição

Viés de Informação

Viés de Confusão
Tipos mais comuns
de viés
Análise de estudos epidemiológicos
Medidas de efeito e de associação
Medidas de Associação do Tipo Razão
Risco Relativo ou Razão de Risco
Razão de Prevalência
Razão de Chances ou Odds Ratio


Medida de Associação do Tipo Diferença
Risco Atribuível ou Diferença de Riscos
Risco Atribuível Proporcional (RAP) ou Fração Etiológica nos Expostos
Risco Relativo ou Razão de Risco (RR)
Tabela padrão (2 x 2) para demonstrar a associação entre fator de risco e uma doença
É a relação entre o coeficiente de incidência referente aos expostos a fatores de risco e o coeficiente de incidência referente aos não expostos.

O risco relativo indica quantas vezes é mais frequente o dano nos expostos que nos não-expostos.

Um risco relativo alto contribui para afirmar a causalidade.
O consumo de tabaco é fator de risco para o infarto do miocárdio?
Expressa quantas vezes o risco dos expostos é maior que o dos não-expostos em estudos de prevalência.
Razão de Prevalência (RP)
Existe associação entre indução do abortamento e a renda familiar?
É utilizada como estimativa da razão de risco em estudos de caso-controle com prevalência da doença muito baixa na população.
Existe um maior risco de morte por câncer em trabalhadores expostos à agrotóxicos?
Razão de Chances (Odds Ratio)
Risco Relativo ou Razão de Risco (RR)
Razão de Prevalência (RP)
Razão de Chances (Odds Ratio)
Informa qual o efeito da exposição no excesso de risco da doença
Trata-se do Risco Atribuível em forma proporcional
Risco Atribuível ou Diferença de Riscos (RA)
Risco Atribuível ou Diferença de Riscos (RA)
Risco Atribuível Proporcional (RAP)
Risco Atribuível Proporcional (RAP)
Rouquayrol e Almeida Filho, 2003


Quer iniciar a coleta de dados sem antes conhecer o MÉTODO

Se restringe a desenhos de pesquisa mais conhecidos pelo senso comum (Estudos seccionais e de intervenção)

Imagina que após concluir a sua pesquisa toda uma prática clínica deverá ser modificada
Dificuldades de um pesquisador iniciante
3 elementos deram origem à Epidemiologia:
Como surge a
Epidemiologia?
Clínica
Estatística
Medicina
Social
Primeiro elemento: A Clínica
THOMAS SYDENHAM (1624-1689)

Médico e político londrino
Fundador da clínica moderna
Elaborou o conceito de "história natural das enfermidades"
SOCIETÉ DE MÉDICINE DE PARIS

Fundadora da clínica moderna no século XVIII
Investigação de uma zoonose
Eliminação do rebanho ovino
(pela 1ª vez se contam enfermos)
Rouquayrol e Almeida Filho, 2003
CLAUDE BERNARD (1813-1878)

Fisiologia moderna
Definição de patologias no nível subindividual

Surgimento da biologia experimental e a teoria microbiana
Primeiro elemento: A Clínica
IMPÉRIO ROMANO (27 a.C.- 476 d.C.)
Censos periódicos
"estatíscas vitais"
Surge com a necessidade do Estado em contar o povo e o exército.
PIERRE-SIMON LAPLACE (1656-1742)
Matemático e astrônomo francês
Teoria das probabilidades
Antecipou conceitos de eficácia, randomização e mesmo o desenho e a análise dos estudos caso-controle
PIERRE-CHARLES LOUIS (1787-1872)
Estudo estatístico de 1960 casos de tuberculose
Terceiro elemento: Medicina Social
GUÉRIN

Propõe o termo "medicina social"
Movimento organizado para a politização da medicina
Defesa da classe trabalhadora
1838
O uso de agrotóxicos é um fator de risco para o câncer?
Rouquayrol e Almeida Filho, 2003
Rouquayrol e Almeida Filho, 2003
Quando o RR é
menor que 1
, a associação sugere que o fator estudado teria uma ação protetora

Quando o RR apresenta
valor igual a 1
, temos ausência de associação

Quando o RR é
maior que 1
, a associação sugere que o fator estudado seria um fator de risco; quanto maior o RR, maior a força da associação entre exposição e o efeito estudado.
Risco Relativo ou Razão de Risco (RR)
No caso de haver uma associação causal, 27,30% das pessoas que induziram o abortamento fizeram por ter menos de 2 salários mínimos.
Fração atribuível ao risco: 17 de cada 100 abortos induzidos são atribuídos ao fato de ganhar menos de 2 salários mínimos.
Rouquayrol e Almeida Filho, 2003
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