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DO SOL À COR -COLCHA DE RETALHOS PONTILHISTA

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Ravi Arrabal

on 15 August 2014

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Transcript of DO SOL À COR -COLCHA DE RETALHOS PONTILHISTA

DO SOL À COR - COLCHA DE RETALHOS PONTILHISTA
Morar em Cabo Frio –RJ significa dizer praia e sol o ano inteiro. E muitos reclamam em voltar às aulas em pleno verão, pois fevereiro é aqui um mês absurdamente quente. E pego esse gancho para falar do Sol com as minhas turmas. Ele, a sua importância para o Planeta; ”Ele”- o Sol despertou-me para explicar as cores
Colégio Estadual Professor Renato Azevedo - Cabo Frio/RJ
Falar das cores mesmo sabendo que no Ensino Médio, já era assunto visto em séries anteriores. Precisava falar de uma maneira que causasse interesse e que tivesse uma ligação mais lúdica com o movimento escolhido para a questão. E nada melhor do que o Impressionismo para falar dos dois: a cor e o sol!
Pois bem...Como sou contadora de histórias e atriz ( outras profissões escolhidas e também exercidas ), resolvi iniciar por aí. Parti então para o “Era uma vez!”
Tânia Arrabal
Contei a vida de Claude Monet; sobre o Impressionismo e ilustrei a minha contação com algumas obras de arte presas ao quadro.
Dentre as obras citadas não poderia esquecer-me da Catedral de Rouen
Quando foi dito que Monet pintou, durante um ano, cinquenta imagens, em horários diferentes, da Catedral acima mencionada, reproduzindo a incidência da luz eles ficaram intrigados e me perguntaram qual seria o motivo. Porque seria uma perda de tempo já que a fotografia era mais rápida. Eu respondi que, assim, ele pretendia analisar as diferentes influências que a luz pode exercer sobre a percepção da realidade. Me olharam então com vários pontos interrogativos. Alguns, sem interesse dedilhavam os seus telefones por mais que se pedisse para serem guardados. E acrescentando, expliquei que a fotografia ainda não havia sido inventada.
(Uma pausa aqui para salientar a minha indignação à respeito do uso dos aparelhos celulares em sala de aula. Pois foi aí, quando de indignação passou a ser um sininho de ideias nesse exato momento. Tive-o como aliado na execução do meu projeto. Como?)
Após a ilustração da Catedral, pedi que anotassem dois trabalhos para nota. O primeiro seria fotografar uma paisagem ou um objeto atentando aos horários diferentes do dia. Pedi que fizessem essas fotografias quatro vezes e que enviassem ao meu email ou revelados em papel fotográfico. Eles aprovaram a ideia. E eu dei continuidade à minha aula terminando então a minha contação sobre esse movimento artístico em questão: o Impressionismo.

Eis um exemplo dos trabalhos realizados pelos alunos:

Na semana seguinte, voltei a falar das cores, precisei reavivar a memória construindo com eles o círculo das cores, representando-as separadamente.
As cores primárias, secundárias e terciárias. Mostrando o sub conjunto das cores complementares para assim então explicar a dissociação das cores tão utilizada no pós impressionismo. Olharam-me de novo com os olhos interrogativos quando a palavra “pontilhismo” foi citada. Alguns alunos já conheciam a técnica de “fazer pontinhos inacabáveis” –citado por alguém- e eu quis mostrar uma técnica mais rápida que mantinha o mesmo resultado. E assim surge o segundo trabalho prático: A colcha de retalhos com pinturas utilizando pontilhados: Nossa colcha pontilhista.

(Porque uma colcha? Quando escutamos “colcha de retalhos” quase sempre vem em nossa mente aquelas lindas colchas coloridas, feitas de pedaços de panos, unidas cuidadosamente por uma costureira experiente, que muitas vezes é aquela avó dedicada. Mas em nosso caso essa colcha vai muito além de pedaços de pano, carinhosamente costurados...)

A nossa colcha de retalhos seria: a demonstração de cada aluno; de cada trabalho; de cada forma de expressão quando se pensou o que seria retratado nos desenhos por eles escolhidos.
Segui então com o assunto, apresentei-lhes a obra “Tarde de Domingo na Ilha de Grande Jatte” uma pintura a óleo do francês Georges-Pierre Seurat, integrante do Movimento Pós Impressionista .

Explicado o próximo ponto do trabalho, relacionei o material para ser providenciado semana seguinte de nossas aulas. Com um material barato e fácil de achar: lixa de madeira nº 80 e uma caixa de giz de cera, nosso próximo encontro seria colorido pelos dedos dos alunos.
Modo de fazer:
Com o giz de cera, desenhar e pintar na parte grossa da lixa; colocar o desenho virado para o tecido e passar com o ferro elétrico na parte lisa da lixa. A cera vai aquecer e derreter para que o desenho se transfira para o tecido. A lixa grossa, possibilita a maior separação da cera fazendo que os pontinhos fiquem em evidencia.
Eles expressaram seus desenhos da forma que quiseram. E em um tecido branco fomos imprimindo esses resultados. Lógico que sou suspeita, mas ficaram lindas!!! Cada aluno assinou abaixo de sua obra para identificar os seus trabalhos.
Todas as turmas do segundo ano do Ensino Médio juntas, no mesmo espaço pictórico. Juntos nas nuances, tonalidades e cores. Eles se mostraram orgulhosos pois foram vistos em todas as turmas e por toda a escola no dia da exposição de Artes.
A colcha na sua totalidade mede oito metros. Como o trabalho também participou da Semana de Arte no Rio de Janeiro eu precisei desmembrá-la dividindo o material para ser representado em dois momentos.
Posso com certeza afirmar que o projeto desenvolvido ampliou o repertório artístico e cultural de meus alunos pois conseguiram identificar as obras do impressionismo comparando-as as dos pós impressionistas nos slides apresentados em aulas posteriores à nossa parte prática.
Sei que a arte foi impregnada, pois vários alunos se interessaram em dar continuidade à técnica de pintura ensinada fazendo camisetas para venda ou presentear terceiros, uma vez que a tinta que é transferida da cera para o tecido pode ser lavada tranquilamente e as lixas podem ser reaproveitadas.
Elas, ao contato com o ferro elétrico não ficam danificadas, mantem o trabalho de desenho porém a cada impressão, a arte deverá ser refeita com o giz de cera.
“Os pintores impressionistas não mais se preocupavam com os preceitos do Realismo ou da academia”. Frase inspiradora que fez transformar as ideias de vários jovens em desenhos e expressividades e que juntos construíram o que chamo de colcha. E qual a importância de uma colcha...



Serve para cobrir os sonhos e trazê-los para a realidade de um outro olhar para a arte.
“Os impressionistas não mais misturavam as tintas na tela, a fim de obter diferentes cores, mas utilizavam pinceladas de cores puras que colocadas uma ao lado da outra, são misturadas pelos olhos do observador, durante o processo de formação da imagem”


Nós, ora fazedores, ora observadores das turmas 2001,

2002,

2003, 2004, 2005 e 2009.

Gratidão pelo trabalho realizado!
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