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Tradições Umbu e Humaitá

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by

gislaine ramos

on 15 August 2013

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Transcript of Tradições Umbu e Humaitá

A OCUPAÇÃO HUMANA
NA REGIÃO SUL DO BRASIL:
TRADIÇÕES UMBU E HUMAITÁ

Chapecó - SC
Maio 2012
Docente: Prof. Dr. Jaisson Teixeira Lino
Discentes: Daiane Pavão; Geise Targa de Souza; Luiziane Baroni e
Maria de Fátima Pereira de Souza Silva.
Universidade Federal da Fronteira Sul
Licenciatura em História 2012/1
Chapecó - SC
Maio 2012
Objetivo:
Problemas teórico-metodológicos da pesquisa:
Chapecó - SC
Maio 2012
A reconstituição das culturas humanas ágrafas é realizada através do estudo do restante de cultura material que é encontrado.
Diversidade de condições de estudo, métodos e técnicas também distintas;
território vasto e condições climáticas desfavoráveis;
contextualização de sítios ineficientes;
inexistência de escavações em superfície ampla, sociologicamente orientada;
entre outras.
Chapecó - SC
Maio 2012
A PRÉ-HISTÓRIA NA AMÉRICA
Chapecó - SC
Maio 2012
I - A América não foi povoada apenas por mongolóides;
II - A imigração mongolóide foi preponderante; e
III - Houveram várias levas migratórias.

PRÉ-HISTÓRIA BRASILEIRA
Datações:
Chapecó - SC
Maio 2012
PRÉ-HISTÓRIA BRASILEIRA
Chapecó - SC
Maio 2012
Paleoíndio:
Cultura do Pleistoceno;
Viveram concomitantemente com a megafauna;
Um período frio e seco;
População pouco numerosa e nômade;
Os sítios arqueológicos estão ligados a nichos naturais de recursos diversificados;
A piscosidade durante a piracema foi fator decisivo para os deslocamentos e instalação de grupos; e
Os abrigos se dão em grutas, no alto de colinas ou à beira dos rios
PRÉ-HISTÓRIA BRASILEIRA
Chapecó - SC
Maio 2012
PRÉ-HISTÓRIA BRASILEIRA
Chapecó - SC
Maio 2012
Holoceno
Pré-cerâmicos (12.000 à 5.000 A.P.)
Cerâmistas (a partir de 5.000 A.P.)
Tropicalização do Brasil;
Espaço territorial do Brasil (atualmente) já ocupado por caçadores-coletores;
Base econômica: caça, coleta e pesca; e
Aumento demográfico devido a introdução de técnicas agrícolas.
PRÉ-HISTÓRIA BRASILEIRA
Chapecó - SC
Maio 2012
Holoceno
Pré-cerâmicos (12.000 à 5.000 A.P.)
Moluscos têm lugar na dieta, que possui mais proteínas vegetais e redução da caça.
Pedras como sílex, quartzo e calcedônia eram utilizadas para a fabricação de ferramentas, armas e objetos de adorno através de técnicas de lascamento e polimento.
O aumento da umidade favorece a dispersão da população.
Tradições consagradas:
Sul: Umbu e Humaitá
Norte e Nordeste: Itaparica
Litoral: Sambaquis
PRÉ-HISTÓRIA BRASILEIRA
Chapecó - SC
Maio 2012
Holoceno
Cerâmistas (a partir de 5.000 A.P.)
A difusão da agricultura impulsionou o crescimento demográfico dos grupos humanos.
Culturas meridionais:
Taquara e Itararé.
Culturas do Brasil Central e Nordeste: Una e Aratu.
A OCUPAÇÃO HUMANA DO SUL DO BRASIL
Todo o ambiente do sul foi ocupado sistemática ou ocasionalmente.

O sul vem sendo povoado por caçadores-coletores há cerca de 10.000 anos ou mais, sendo que há cerca de 2.500-2.000 anos A.P. outras populações, distintas dos grupos caçadores-coletores começaram a conquistar o sul do Brasil.

Chapecó - SC
Maio 2012
A OCUPAÇÃO HUMANA DO SUL DO BRASIL
Chapecó - SC
Maio 2012
A primeira leva (entre as consideradas principais levas de ocupação) ocorreu entre 12.000 ou 13.000 anos A.P.. Esta primeira leva de caçadores-coletores manteve-se estável até 2.500 anos A.P. e são as tradições Umbu e Humaitá.
Não há condições de se mostrar com consistência as diferenças no interior dessas tradições.
Eram pequenos grupos que migravam por um extenso território, sem fixarem-se num ponto específico. A Tradição Umbu representada pelas pontas de projéteis líticas.
TRADIÇÃO UMBU
Chapecó - SC
Maio 2012
Geralmente habitavam regiões com altitudes inferiores a 200 metros. Faziam habitações em céu aberto, abrigos sobre rocha ou cerritos.
Localizados na planície costeira, escudo sul-riograndense e campanha do Rio Grande do Sul e nas terras contíguas do Uruguai, os abrigos não eram fixos.
TRADIÇÃO UMBU
Pode-se concluir que toda a Região Sul estava ocupada por volta de 4.700 AP. O Rio Grande do Sul já estava todo ocupado por volta de 7.000 AP, sendo que o médio Rio Uruguai apresenta datas que alcançam 11.000 AP.
As datas mais recentes, por sua vez, sugerem que o processo de expansão territorial das populações Kaingang, Xokleng e Guarani foram gradativamente comprimindo e confinando as populações da Tradição Umbu.
TRADIÇÃO UMBU
Chapecó - SC
Maio 2012
Chapecó - SC
Maio 2012
Ainda não há como saber se as populações Umbu do Planalto sobreviviam ao tempo do contato com os brancos, a partir de 400 anos atrás, ou se foram completamente assimilados pelos conquistadores Kaingang, Xokleng e Guarani.
Na região da Campanha, no Rio Grande do Sul e Uruguai, populações historicamente conhecidas como Charrua, Minuano, Guenoas, Bohanes e Yaros parecem ser descendentes da tradição Umbu.
TRADIÇÃO UMBU
Chapecó - SC
Maio 2012
Por volta de 2.500 anos atrás, especialmente nas áreas contíguas à Planície Costeira e porção sudoeste do Rio Grande do Sul, e no litoral uruguaio, as populações associadas à Tradição Umbu passam a construir aterros, conhecidos entre os arqueólogos como cerritos.
Aproximadamente em volta de 2.100 AP as populações dos cerritos passam a utilizar cerâmica com formas simples, definida no Sul do Brasil como Tradição Vieira
TRADIÇÃO UMBU
Chapecó - SC
Maio 2012
Alimentação:
Mamíferos, aves, répteis, peixes e moluscos faziam parte da alimentação dessas populações. Em termos vegetais, até o presente foram identificados cocos de palmeiras dos gêneros Arecastrum e Butia.
TRADIÇÃO UMBU
Aredastrum
(fonte:http://www.fossilflowers.org/users/pgc4/3_10_05/Arecastrum_upload/Arecastrum_romanzoffianum.jpg)
Chapecó - SC
Maio 2012
Vestígios deixados pelo grupo:
TRADIÇÃO UMBU
Chapecó - SC
Maio 2012
Vestígios deixados pelo grupo:
TRADIÇÃO UMBU
Chapecó - SC
Maio 2012
Vestígios deixados pelo grupo:
TRADIÇÃO UMBU
Chapecó - SC
Maio 2012
Vestígios deixados pelo grupo:
TRADIÇÃO UMBU
Chapecó - SC
Maio 2012
Os vestígios aparecem distribuídos por toda a Região Sul, Uruguai e sul de São Paulo, nos mais distintos ecossistemas e ambientes.
Artefatos confeccionados com técnicas similares e, basicamente, com as mesmas matérias-primas, desde pelo menos 12.000 até 1.000 AP.
Pontas de projétil
(fonte:http://br.monografias.com/trabalhos917/arqueologia-lagoa-patos/image006.jpg)
A tecnologia de produção empregada relaciona-se intimamente, de forma constante, com os tipos de materiais selecionados. Os artefatos de arenito e basalto foram predominantemente preparados através da percussão unipolar direta e por pressão, enquanto a calcedônia e o quartzo foram lascados com percussão bipolar em sua maioria, com baixa incidência de retoques e reativações do gume.
Pedras com depressão semiesférica polida ("quebra-coco")
(fonte:http://br.monografias.com/trabalhos917/arqueologia-lagoa-patos/image007.jpg)
Material das tradições Umbu ou Vieira: bola de boleadeira (a), pesos de rede (b,d) e batedor com depressão semi-esférica polida (c).
(fonte:http://br.monografias.com/trabalhos917/arqueologia-lagoa-patos/image009.jpg)
Vestígios deixados pelo grupo:
TRADIÇÃO UMBU
Chapecó - SC
Maio 2012
Material ósseo e dente das Tradições Umbu ou Vieira: pontas (a, b, d, f - j), uso desconhecido (c, k) e conta-de-colar em dente de tubarão (e)
(fonte:http://br.monografias.com/trabalhos917/arqueologia-lagoa-patos/image013.jpg)
O estudo das marcas de uso nas lascas unipolares revelou que as retocadas tinham função de raspar superfícies duras, enquanto as de gume sem retoque tinham maior evidência de função de cortar superfícies macias. Os artefatos bipolares foram preparados no sítio, visando produzir lascas que poderiam ser transformadas em pontas de projétil ou usadas para cortar e raspar.
Os percutores estão associados às técnicas bipolar e unipolar, com função simultânea de percutor e bigorna. Os polidores manuais sugerem associação ao preparo de plataformas para o retoque por percussão ou pressão nas peças bifaciais. Também poderiam ter sido usados para moer, pilar, quebrar e macerar vegetais.
Vestígios deixados pelo grupo:
TRADIÇÃO UMBU
Chapecó - SC
Maio 2012
A diferença da tradição Umbu para a Humaitá, esta eminente na indústria lítica, uma vez que a tradição Umbu da uma importância bem maior a rochas mais frágeis (quartzo, sílex, calcedônia, ágata).
A tradição Umbu também se destacava na indústria óssea com a produção de diversos artefatos ao longo dos 11.000 anos de duração da tradição Umbu.
Eram pequenos grupos que migravam por um extenso território, sem fixarem-se num ponto específico. A Tradição Humaitá representada pelos grandes artefatos bifaciais com forma bumerangóide.
Viviam em acampamentos a céu aberto, próximo a rios e arroios; em abrigos rochosos; em aterros levantados em terrenos alagadiços junto a rios e lagoas. Entretanto nenhum desses abrigos era permanente, este grupo tinha ocupações transitórias, migravam para lugares mais propícios de acordo com as necessidades do grupo.
TRADIÇÃO HUMAITÁ
Chapecó - SC
Maio 2012
Ambas as tradições ocupam basicamente o mesmo espaço geográfico, excetuando a área ao sul do Rio Jacuí no caso Humaitá, e apresentam datações similares, a partir da faixa dos 8.000 AP.
Os tipos de sítios ocupados também são os mesmos, excetuando os cerritos localizados na área ao sul do Jacuí.
TRADIÇÃO HUMAITÁ
Chapecó - SC
Maio 2012
A base da subsistência destes grupos era a caça de animais de pequeno e médio porte, além de coleta de moluscos, frutas e outros vegetais.
TRADIÇÃO HUMAITÁ
Chapecó - SC
Maio 2012
Vestígios deixados pelo grupo:
TRADIÇÃO HUMAITÁ
Chapecó - SC
Maio 2012
Vestígios deixados pelo grupo:
TRADIÇÃO HUMAITÁ
Chapecó - SC
Maio 2012
Vestígios deixados pelo grupo:
TRADIÇÃO HUMAITÁ
Chapecó - SC
Maio 2012
Neste tipo de sítio há presença de talhadores, picões, raspadores, plainas, facas, furadores e lascas. Nos sítios a céu aberto não foram encontrados vestígios estruturais (marcas de habitação ou sepultamento), já nos abrigos observa-se vestígios de alimentação e sepultamentos.
Artefatos líticos (manifestações da Tradição Umbu) Legenda: a, b: pedra gravada (ambas as faces); c: cópia dos petroglifos do Morro do Sobrado, Montenegro, RS; d – o: pontas de projétil; p: furador; q: raspadeira; r, s: raspadores pedunculados.
(fonte: http://www.brasilescola.com/upload/e/arqueologia1%281%29.jpg)
É caracterizada por instrumentos morfologicamente maciços sobre uma massa central (blocos ou seixos), sendo normalmente desprovida de pontas de projétil de pedra.
Na Tradição Humaitá os artefatos bifaciais foram confeccionados a partir de blocos com tamanhos variando de médios até extra-grandes, cobertos por superfície natural em até 2/3 ou mais de sua área.
Dentro da tradição Humaitá percebeu-se a presença de varias culturas dentre as quais estão à cultura Altoparanaense e o complexo Itaqui.
Temos ainda várias outras manifestações da tradição Humaitá. No estado do Rio Grande do Sul, a fase Camboatá, nos vales dos rios Antas e Pelotas, os raros sítios pré-cerâmicos formam a fase Antas, temos ainda a fase Canhembora no Rio Grande do Sul e a fase Inajá, cujos sítios ocupam um baixo terraço do Paranapanema.
A aparente estabilidade das populações Umbu e Humaitá começou a ser alterada pela invasão de duas levas principais de populações “ceramistas”, agricultoras, de matriz cultural distinta, Tupi e Macro-Jê, por volta de 2.500 anos atrás.
Conclusão:
Chapecó - SC
Maio 2012
A tradição Humaitá difere em poucos aspectos da Tradição Umbu.

As dificuldades teóricas-metodológicas interferem na leitura dessas culturas, deixando muitas lacunas em branco.
Conclusão:
Chapecó - SC
Maio 2012
CARVALHO, Fernando Luis de. A pré-história brasileira. Disponível em: http://www.max.org.br/biblioteca/Livros/PreHistSergipana/Cap-1.pdf Acessado: 16/05/2012.
NOELLI, Francisco Silva. A ocupação humana na região sul do brasil: Arqueologia, debates e perspectivas 1872-2000. Revista USP, São Paulo, Nº 44, p. 218-269.
Sem nome. Informações ciêntificas caçadores-coletores. Disponível em: http://www.grupep.arq.br/index.php?ajax=12 Acessado: 16/05/2012.
Referência bibliográfica:
Chapecó - SC
Maio 2012
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