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Teoria da Guerra de Clausewitz

Elementos essenciais da Teoria da Guerra de Clausewitz
by

Rafael Ávila

on 23 February 2011

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Transcript of Teoria da Guerra de Clausewitz

“[a] Teoria deve ser estudo e não doutrina” [II-2: 162] Teoria da Guerra de Clausewitz Clausewitz: Vida e Obra O "Da Guerra" Discussões Conceituais Preliminares Sentimento e Intenção Hostil Inimigo versus Oponente Forças Armadas Força Física e Força Moral Conceito de Guerra A Essência da Guerra: a Briga Meta Imediata: Derrubar, prostrar o outro ou torna-lo inacapaz de seguir lutando. War is thus an act of force to compel our enemy to do our will [I-1-2: 83] i) contexto particular para o ato de força, as vias de fato; ii) elementos humanos que explicam i, ou seja, o desejo humano de compelir* a vontade humana pode ser dobrada iii) nossa vontade a razão de toda a questão. Importante: a briga entre seres humanos tem um propósito Dialética entre Fins e Meios Fim: a vontade que queremos ter cumprida, um propósito que almejamos – conceito clausewitziano de Política Pode-se considerar como consenso que o objetivo da política é unificar e reconciliar todos os aspectos da administração interna, bem como dos valores espirituais, e do que mais o filósofo da moral queira acrescentar. [A] política, naturalmente, não é nada em si mesma; ela é simplesmente a procuradora de todos estes interesses diante de outros Estados. Que ela possa errar, servindo a ambições, interesses privados e à vaidade dos que estão no poder, é irrelevante. A arte da guerra não pode ser considerada como preceptora da política em sentido algum, e aqui podemos tratar a política como a representante de todos os interesses da comunidade. [VIII-6(B): 733] Primeira Dimensão do fenômeno bélico: a política, a vontade que se quer fazer cumprir pela guerra Meio na guerra: o combate
Forças Morais e fricção; Gênio Guerreiro; Combate à distância e Combate cerrado Segunda Dimensão do fenômeno bélico: A materialidade dos meios de força reflete a expectativa de seu uso no combate. Assim, o combate permite apresentar a segunda dimensão do fenômeno bélico: a tática, o uso da força no combate. [II-:146] Combate Virtual – “Quando um dos lados num enfrentamento – isto é, uma instância particular da atividade de combater – se rende, ou recusa o combate, ou cede sua posição, ou foge, isto não significa que o combate não tenha tido lugar. É apenas que ele teve lugar na mente de um dos comandantes, ou até na mente dos combatentes que observaram a situação, concluindo sobre a certeza de seu resultado e agindo com base nisso. O combate, neste caso, é virtual, mas nem por isso deixa de ser combate”. Esta é uma instância a mais da humanidade integral da Teoria da Guerra: seres humanos são capazes de antecipar e agir com base em suas expectativas. [III-1: 181]. Ataque e Defesa Ataque: O ataque é a forma de luta que tem o propósito positivo, isto é, que deseja alterar a situação existente: golpear. A essência do ataque é a velocidade, a produção do fato consumado. [VII-1: 633; VII-2: 634-636] Defesa: A defesa é a forma de luta que tem o propósito negativo, isto é, manter as coisas com estão. O conceito defesa é: aparar o golpe. A essência da defesa, portanto, é a espera da oportunidade de aparar o golpe. “Assim, a forma defensiva da guerra não é simplesmente um escudo, mas sim um escudo constituído por golpes bem aplicados.” [VI-1: 427] Superioridade da Defesa sobre o Ataque “O fato é que tudo que uma força pode usar no ataque pode ser usado também na defesa. Isto significa que as vantagens da posição e da espera se somam às forças da defesa, e que é porque é necessário superar essas vantagens que o ataque tem que agregar mais força – maior número, maior capacidade, mais elevada coesão e superioridade nas forças morais, a surpresa – para que um ataque seja sequer possível A superioridade da defesa reside no fato de que existem recursos defensivos que não estão disponíveis para o ataque. Uma parte importante dos recursos combatentes da defesa, como a vantagem da espera, e o alívio do desgaste das forças pela fricção, ou da posição no terreno (no sentido corretamente amplo de alternativas posicionais em terra, mar, ar e fortificações). Estes recursos não estão disponíveis ao ataque; só contribuem para a defesa. [Proença Jr. 2003: 36] Vantagens intrínsecas da Defesa: vantagem da espera e vantagem da posição É essa superioridade da defesa sobre o ataque que explica porque a guerra não é uma sucessão frenética de ataques, dando conta da “pausa na ação”. É a superioridade da defesa que explica porque a maior parte das guerras consiste em momentos de espera, em que nenhum dos dois lados está atacando. Isto não seria lógico se ataque e defesa fossem distintos apenas em termos de seus propósitos: a menos de um grave erro de informação ou timidez, o tempo de espera que beneficiasse a um dos lados levaria a que o outro atacasse, antes que este benefício se fizesse presente. [Proença Jr. 2003: 36] A pausa na ação que decorre da superioridade da defesa tem duas conseqüências de primeira magnitude: (i) permite que exista estratégia como distinta da tática e (ii) faz da guerra uma continuação da política Estratégia Distinta da Tática
Terceira Dimensão do fenômeno bélico: “É preciso compreender como os recursos que só são aproveitáveis pela defesa – as vantagens da espera e da posição – não são móveis. Isto impede que a guerra possa ser resolvida num único enfrentamento do todo das forças do atacante e do defensor Seria tolice que o defensor aceitasse tal enfrentamento, porque estaria abrindo mão dos recursos defensivos do território, que somariam à sua força. A distribuição destes recursos no espaço faz com que a defesa se aproveite destes recursos em momentos distintos, e que escolha o quanto de força irá empenhar, e quando, em cada um deles.” [Proença Jr. 2003: 37] A guerra é a continuação da Política “É preciso compreender que é a perspectiva de uma pausa na ação – nascida da assimetria entre ataque e defesa – que permite que a política tenha a possibilidade de intervir no andamento da guerra”. [Proença Jr. 2003: 39] Guerra Limitada e Ilimitada As guerras limitadas, em que o que se quer do inimigo é algo que ele irá ceder quando a o custo de se opor à nossa vontade ultrapassar um determinado custo. As guerras ilimitadas, quando o que queremos só nos será dado quando tivermos o inimigo prostrado diante de nós, quando o tivermos desarmado e reduzido à impotência As guerras não são limitadas ou ilimitadas em função do quanto se dispendem de força ou recursos. A questão é política, do quanto o que se quer é valorizado por cada um dos lados é isso que determina se uma guerra será limitada ou ilimitada Toda consideração estratégica diz respeito ao estado do equilíbrio de forças no teatro de operações, estado esse que expressa as possibilidades combatentes das forças do atacante e do defensor. [Proença Jr. 2003: 43] Dinâmica da Guerra e os Pontos Culminantes Dinâmica da guerra – o atacante perdendo força e o defensor ganhando (i) Quanto mais profundamente o atacante avança no território do defensor, quanto mais tempo a guerra dura, mais o ataque tende a se enfraquecer. Distancia-se de suas bases, dificultando a chegada de reforços que compensem suas perdas; estende suas linhas de suprimento, que têm que ser guarnecidas; dispersa-se para controlar o território em disputa de maneira a poder explorá-lo e para dar conta da resistência local de milícias ou guerrilhas; seu próprio sucesso arrisca trazer aliados a seu inimigo, em função do funcionamento da balança de poder; desgasta-se no movimento e na ação no ambiente de fricção da guerra (ii) Ao mesmo tempo, o defensor se fortalece, aproximando-se de suas bases, ganhando suporte de sua população, pondo em campo as milícias e guerrilhas, mobilizando forças adicionais ou obtendo aliados. Estes ganhos não são gratuitos: o defensor entrega parte de seu território, de seu povo e recursos ao atacante durante a campanha ofensiva. Mas o efeito da perda destes recursos do defensor – e seu controle pelo atacante – não produzem, ordinariamente, resultados imediatos no equilíbrio de forças. A retração da campanha defensiva aumenta a força imediata do defensor, permitindo a exploração das posições defensivas e a agregação de forças. [Proença Jr. 2003: 46] Ponto Culminante do Ataque: uma situação em que o atacante não é mais capaz de seguir atacando com expectativa razoável de sucesso. Ponto Culminante da Vitória: uma situação em que o atacante não é nem sequer capaz de defender o território que conquistou.

Conseqüências: Em função dos pontos culminantes que a campanha ofensiva se orienta pela consideração do momento de reversão à defensiva Para restaurar o status quo ante, defensor tem passar à contra ofensiva em algum momento, isto é, tem que passar ao ataque. [Proença Jr. 2003: 48]
Ponto Culminante da Defesa: corresponde ao momento em que os efeitos das perdas do defensor em forças, ou a falta dos recursos que cedeu ao atacante, invertem o declínio relativo das forças do atacante em relação ao defensor Conceito de Campanha Uma campanha corresponde à implementação de uma seqüência antecipada de enfrentamentos — e sua permanente reavaliação e reconfiguração a partir dos resultados dos enfrentamentos travados e da antecipação dos resultados dos enfrentamentos a travar — num teatro de operações, entendido como o espaço em que os resultados obtidos ou sofridos por uma força têm efeito direto sobre as demais. [VI-27: 585-588] “O sucesso num enfrentamento é a obtenção do propósito pretendido” (...) “quando esse resultado obtido é facilmente identificável, completo, pode-se falar em vitória” [2004: 16] “O sucesso na guerra é a obtenção de um resultado que, espera-se, favoreça a obtenção do objetivo político pretendido. É possível, porém, ter sucesso na guerra sem que se tenha o sucesso político que se buscava com a guerra.” [2004: 16]
A Trindade Esquisita Razão [os objetivos políticos são província exclusiva do governo], Paixão [As paixões que devem ser inflamadas na guerra já devem estar presentes no povo] e Sorte [o alcance que a coragem e o talento terão no campo das probabilidades e do acaso depende do caráter particular do comandante e do de sua força] Governo, Povo e Forças Armadas e o seu comandante
Decidir, Produzir e Lutar
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