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Direito à cidade - Módulo 1 - Tópico 2 -TV aberta e telejornalismo

Módulo 1 - Tópico 2 -TV aberta e telejornalismo -Oferta 1
by

Salete Soares

on 18 April 2018

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Transcript of Direito à cidade - Módulo 1 - Tópico 2 -TV aberta e telejornalismo

O programa “Direitos de Resposta”
Em 2005, um grupo de seis organizações da sociedade civil apresentou uma queixa ao Ministério Público Federal contra o programa. Juntos, eles moveram uma ação civil pública pedindo direito de resposta em relação a esse conteúdo preconceituoso.

A RedeTV foi chamada a se manifestar. Mas como ela simplesmente ignorou os apelos – e como é uma concessão pública -, a Justiça determinou que o seu sinal saísse do ar.

Tópico 2
O que podemos fazer para melhorar a programação das TVs abertas?
Módulo 1: Leitura crítica do telejornalismo brasileiro
Tópico 2: TV aberta e telejornalismo
Olá, Pessoal! Neste tópico vamos tratar de:

pensar a programação da TV aberta;
conhecer alguns temas e programas interessantes;
rever o conceito de telejornalismo.

Vamos nessa?
É claro que uma primeira medida é não dar audiência a programas preconceituosos, que violem os direitos humanos (e como a TV brasileira está cheia deles, infelizmente...). Mas a gente já sabe que tem o direito a uma programação de qualidade, educativa e plural. Então, além do controle remoto, temos outras armas na luta pela democratização e melhoria da qualidade da TV aberta brasileira.


Se essa pergunta
fosse feita a algum empresário da comunicação, ele provavelmente responderia: “Se não gosta de algum programa, basta mudar de canal”!
Nós vamos conhecer, a seguir, um exemplo de mobilização social que marcou a história da TV no Brasil - mas, não por acaso,
é pouco conhecido.
É o programa

Direitos de Resposta”.

Você se lembra do “Tardes Quentes”, apresentado por João Kleber na RedeTV? Ele veiculava “pegadinhas” que costumavam ridicularizar homossexuais, idosos, mulheres e pessoas com deficiência.
Toda essa história foi registrada em detalhes pelo Intervozes no livro “A sociedade ocupa a TV – o caso Direitos de Resposta e o controle público da mídia”, que pode ser baixado aqui:

Logo que o sinal da emissora foi
cortado, seus advogados enfim correram ao Ministério Público Federal, tentando fazer um acordo. Vinte e cinco horas depois, o sinal foi reestabelecido, com a condição de que a RedeTV financiasse e veiculasse uma série de programas produzidos pela sociedade civil, que recebeu o nome de “Direitos de Resposta”.

Temas e abordagens geralmente ausentes na TV aberta
A série “Direitos de Resposta” foi exibida na RedeTV entre dezembro de 2005 e janeiro de 2006. Ao todo, foram 30 programas, de uma hora cada.

A produção deles se deu de forma colaborativa, bem dentro dos princípios da Educomunicação. As seis organizações envolvidas na ação civil pública fizeram um chamado e receberam mais de 400 produções independentes, enviadas por cerca de 150 organizações de todo o Brasil.

Assista abaixo a um trecho do trailler do programa, que mostra como o “Direitos de Resposta” conseguiu trazer para a TV aberta temas e abordagens geralmente silenciados:
SE quiser ver o vídeo completo, clique:
http://intervozes.org.br/publicacoes/a-sociedade-ocupa-a-tv-o-caso-direitos-de-resposta-e-o-controle-publico-da-midia

Esta não é sua vida
Agora que vocês já viram o vídeo, conseguem entender por que ele se chama “
Esta não é sua vida
”?



É uma crítica direta ao telejornalismo, que em geral prefere temas sensacionalistas, distantes do cotidiano. E que transforma as pessoas, que sempre são plurais e complexas (como a Noeli), em personagens estereotipados – ou, pior, em meras estatísticas.


Esse curta tem muito a ver também com
Educomunicação
. Ele foi feito com a intenção de mostrar que a vida de qualquer pessoa rende uma boa
história, que pessoas “comuns” também têm muita coisa para contar. Por isso, você percebeu que a protagonista do documentário, Noeli, foi escolhida ao acaso, por sorteio?

Também é possível perceber que, ao longo do vídeo, ao ter sua história registrada, a Noeli passa por uma transformação. Ela ganha confiança, mais auto estima, e isso fica visível na sua aparência e, principalmente, em como ela percebe (e relata) a própria vida, sonhos e projetos.

E agora vamos ao
tópico 3!
Aguardo você lá!
Telejornalismo:
realidade ou encenação?
O cineasta Jorge Furtado (autor, entre outros, de “Ilha das Flores”, “O Homem que copiava” e “Saneamento Básico”) é jornalista por formação e já trabalhou na TV Globo.
Em 2001, ele deu uma oficina para toda
a equipe da TV Globo em São Paulo e contou que deixou o telejornalismo para trabalhar com ficção porque, por meio da ficção, podia falar mais verdades do que no jornalismo.

E no telejornalismo diário, por outro lado, muitas vezes o que ele fazia era encenação (por exemplo: a gravação da mesma cena diversas vezes, em ângulos diferentes, para o telespectador acreditar que ela aconteceu uma vez só e que foram usadas várias câmeras).
Para acentuar a provocação e com a intenção de fazer as pessoas presentes na oficina refletirem sobre sua prática, Furtado exibiu o curta

Esta não é sua vida”
, de sua autoria.
É a um trecho dele que vamos assistir agora:
Para ver o
vídeo inteiro:
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