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Modelos de Tradução

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Alessandra Sartori-Nogueira

on 15 August 2014

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Transcript of Modelos de Tradução

Modelos de Tradução
Introdução: Revisão de literatura sobre modelos de tradução
Há muitas centenas de anos, escreve-se sobre a tradução, podendo-se citar Cícero, na Antiguidade, e Jerônimo (São Jerônimo, santo patrono dos tradutores), tradutor-revisor dos quatro Evangelhos (a Vulgata).

Questão central na área de tradução: a oposição entre tradução livre e literal, que teve início na Idade Média, com a expansão do Cristianismo e tradução da Bíblia. É uma tensão entre dois “modos de traduzir”.
A questão da fidelidade remete à tensão entre conteúdo e forma: a tradução deve ser literal, mantendo estrita fidelidade à forma, ou deve não se preocupar com a forma e se manter fiel apenas ao conteúdo, ou deve, ainda, ser alguma outra coisa?
Revisão de literatura: tentativas de desenvolver modelos de tradução que servissem tanto para a teoria quanto para a prática.

Dentre os LINGUISTAS que primeiro se ocuparam da tradução, está Mounin (1950s), que aborda até mesmo a (im)possibilidade da tradução. Porém, essa é uma discussão que nos parece estéril: “...tradutores existem, eles produzem, recorremos com proveito às suas poduções” (MOUNIN, 1975, apud BARBOSA, 1990)
Os modelos de tradução e procedimentos técnicos: Os modelos de Vinay e Darbelnet, Nida, Catford, Vásquez-Ayora, Newmark.
(1) Tradução Direta vs. Tradução Oblíqua: O Modelo de Vinay e Darbelnet (1977): elaboram um modelo e procedimentos técnicos visando a produzir um texto idêntico ao que sairia espontaneamente de um cérebro monolíngue, o que implicaria um afastamento da tradução literal – que nem sempre teria como resultado a forma mais natural.
Placas canadenses: SLIPPERY WHEN WET foi traduzido por GLISSANT SI HUMIDE. As placas são claras e corretas, mas não é assim que seriam redigidas em francês. A forma usada na França é CHAUSSÉE GLISSANTE, correspondendo a PISTA ESCORREGADIA.
(2) Equivalência Formal vs. Equivalência Dinâmica: O Modelo de Nida (1960s)

Nida, grande tradutor da Bíblia. Baseia-se na gramática gerativo-transformacional: considera a língua como um mecanismo dinâmico capaz de gerar uma série infinita de enunciados diversos. Acredita que esta visão gerativa da língua é fundamental para o tradutor, pois este, ao traduzir de uma língua para outra, deve ir além da simples comparação das estruturas correspondentes nas duas línguas – comparação feita por Vinay e Darbelnet.

Tradução Direta: literal, palavra-por-palavra. É um processo pré-tradutório.
Tradução Oblíqua: não literal. Envolve técnicas mais complexas para adaptação.

Paul kicked the ball
Paulo chutou a bola

Paul kicked the bucket
Paulo bateu as botas (mantendo o mesmo registro)

Nida argumenta a favor da maior EQUIVALÊNCIA possível entre a mensagem1 (original) e a mensagem2 (tradução). Há, para ele, dois tipos de equivalência:

A Equivalência Formal e centrada no conteúdo e na forma da mesangem1. A preocupação aqui é manter a correspondência estilística, a correspondência de frase para frase e de conceito para conceito. A tradução deve gerar um texto que corresponda o mais possível aos diversos elementos linguísticos e extralinguísticos contidos no texto original.

A Equivalência Dinâmica tem como meta atingir uma total naturalidade na expressão da mesnagem1 e tenta transpor o texto original para o traduzido de tal modo que o leitor encontre no texto traduzido modos de comportamento relevantes em sua própria cultura.

Efeito equivalente: a tradução deve ter sobre seu leitor o mesmo efeito que teve sobre o leitor do texto original.

(3) Os Quatro Modelos de Catford (1965)
(A) Plena ou Parcial: Na tradução plena, todo material textual na língua de origem é substituído por seu equivalente na língua traduzida. Na tradução parcial, há partes dotexto original que não são traduzidas (empréstimos para manter a “cor local”)

(B) Tradução Total vs. Restrita: tradução total corresponde à plena. Tradução restrita limita-se a uma das “ordens” ou “planos” linguísticos (assim hierarquicamente estabelecidos: morfema, palavra, grupo, oração, período, parágrafo, texto).

TRADUÇÃO TOTAL: tradução fonológica
tradução grafológica
tradução gramatical
tradução lexical

TRADUÇÃO RESTRITA: tradução fonológica
---------------------------
tradução grafológica
---------------------------
tradução gramatical
---------------------------
tradução lexical

fonológica: output > autipúti (eu diria boate)
grafológica: caracteres japoneses, por ex.
gramatical: This is the man (that) I saw
Voici le man que j’ai see-é

lexical: This is the man I saw
This is the home I voi-ed
(Ainda Catford)
(C) Tradução limitada vs. Tradução não limitada: A tradução limitada se limita às ordens acima; na não limitada, as equivalências se deslocam livremente na escala das ordens.

(D) Tradução Livre, Tradução Literal, Tradução Palavra-por-Palavra: a tradução literal situa-se a meio termo entre as duas, pois parte de uma tradução palavra-por-palavra, mas efetua as alterações necessárias, de acordo com as normas e uso da língua traduzida.

(4) Tradução Literal vs. Tradução Oblíqua: O Modelo de Vázques-Ayora (1977)
Também se apoia na gramática gerativo-transformacional. Baseia-se no modelo de Vinay e Darbelet, acrescentando alguns procedimentos técnicos.

(5) Tradução Semântica vs. Tradução Comunicativa: O Modelo de Newmark (1981)
Discute a tensão entre foco no autor (foco na forma) e foco no leitor (foco no sentido), e dá especial atenção ao efeito equivalente. Na tradução semântica, o foco recai sobre o autor e a língua original; tenta-se transmitir o significado contextual do original. Na tradução comunicativa, o foco recai sobre o leitor e a língua traduzida; tenta-se produzir nos leitores um efeito tão próximo possível do efeito produzido sobre os leitores do original.
(plums = ameixa ou pêssego/nêspera? brussels sprouts = couve de Bruxelas ou jiló?)

Conclusão: com algumas diferenças, autores que, nas últimas décadas, desenvolveram modelos de tradução pautaram-se principalmente na tensão entre foco na forma (foco no autor) e foco no significado (foco no leitor), similarmente às discussões sobre fidelidade nas traduções da Bíblia na Idade Média.
Por que os modelos não dão conta de todas as nuances da tradução? Modelos têm, por excelência, bases estruturalistas e, portanto, não levam em conta o conceito pós-estruturalista de língua. Nenhum modelo consegue controlar os efeitos de sentido: como controlar os efeitos de sentido que se fazem entre um brasileiro lendo “vaca” e um indiano lendo “cow”? Se modelos funcionassem perfeitamente, seria possível transformá-los em tradutores eletrônicos perfeitos.
Exemplo do semestre passado:
single mom > mãe solteira (foco na forma/foco no autor)
single mom > viúva (foco no significado/foco no leitor)

Aula Prática:
Discuta o conceito de “foco na forma/foco no autor” versus “foco no significado/foco no leitor” a partir da análise da tradução a seguir.

BARBOSA, H.G.
Procedimentos técnicos da tradução: uma nova proposta
. Campinas: Pontes, 1990.
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