Loading presentation...

Present Remotely

Send the link below via email or IM

Copy

Present to your audience

Start remote presentation

  • Invited audience members will follow you as you navigate and present
  • People invited to a presentation do not need a Prezi account
  • This link expires 10 minutes after you close the presentation
  • A maximum of 30 users can follow your presentation
  • Learn more about this feature in our knowledge base article

Do you really want to delete this prezi?

Neither you, nor the coeditors you shared it with will be able to recover it again.

DeleteCancel

Make your likes visible on Facebook?

Connect your Facebook account to Prezi and let your likes appear on your timeline.
You can change this under Settings & Account at any time.

No, thanks

Modernidade - o nacional e o estrangeiro I

Subsídio ao bloco homônimo do curso "História do Brasil Republicano I" (HST 7502) / 2011-2 / UFSC
by

Eduardo Gomes

on 26 September 2011

Comments (0)

Please log in to add your comment.

Report abuse

Transcript of Modernidade - o nacional e o estrangeiro I

Modernidade
O nacional e o estrangeiro Desde quando podemos localizar o "estrangeiro"
na História do Brasil ? Ou melhor: quem são os estrangeiro? Conjuração mineira (1789);
Guerra da Cisplatina (1825-1928);
Noite das garrafadas (1831);
Guerra do Paraguai (1864-1870)... "...Aí a novidade: adotadas as ideias e as razões europeias,
elas podiam servir e muitas vezes serviram de justificação, nominalmente 'objetiva', para o momento de arbítrio que é da natureza do favor. Sem prejuízo de existir, o antagonismo se desfaz em fumaça e os incompatíveis saem de mãos dadas."

R.SCHWARZ. "AO VENCEDOR AS BATATAS" (p. 17) "Uma série de quatro reportagens no jornal Correio Paulistano [PRP], com o título 'Imigrantes anarquistas', denuncia a entrada no país de indivíduos perigosos, chefes de 'terrível seita destruidora' que objetivariam 'implantar a desordem e uma luta FATRICIDA, incompatíveis com a abundância e a excelência de nossos recursos de vida' "

E.TOLEDO "A TRAJETÓRIA ANARQUISTA NO BRASIL DA PRIMEIRA REPÚBLICA" (IN: As esquerdas no Brasil - vol. 1, p. 59) Carga de Lanceiros - Umberto Boccioni (1914-15) Les Demoiselles d'Avignon –Pablo Picasso (1907) Tatlin em Casa - Raoul Hausmann (1920) O grito - Edvard Munch (1893) Sonho causado pelo voo de uma abelha em torno de uma romã um segundo antes de acordar Salvador Dalí (1944) Seria a cultura ou o mundo que
estava de ponta-cabeça? A 1ª Guerra Mundial, 1914/1918, representou uma profunda crise moral em todo o ocidente
65 milhões de mobilizados
9 milhões de mortos
6 milhões de mutilados
Aonde estava, afinal, a civilização?
Nos últimos meses de 1918: epidemia de gripe espanhola: 20 milhões de mortos
Tenentes – expressão das classes médias
Nacionalistas/anti-oligárquicos
Clube Militar fechado por Epitácio Pessoa (1919/1922)
1922: Revolta do Forte de Copacabana (Rio)
1924: Revolta em São Paulo
1924/27: Coluna Miguel Costa/Luís Carlos Prestes
1926: Partido Democrático (São Paulo/anti-PRP)
1926/30: Washington Luís (Presidente)
1930: Júlio Prestes (SP) vs. Getúlio Vargas (RGS)
Canção de Outono

Os longos suspiros
Dos violinos
Do outono
Ferem meu coração
Com seu langor
Monótomo.

Todo sufocando
E pálido quando
A hora soando
Me lembra os dias
Os dias já idos
E eu choro.

E eu me vou
Ao vento malsão
Que me arrasta
Para cá e para lá
Como se eu fosse
Uma folha morta.
Chanson d’automme

Les sanglots longs
Des violons
De l’automme
Blessent mon coeur
D’une languer
Monotone.

Tout suffocant
Et blême, quand
Sonne l’heure,
Je me souviens
Des jours anciens
Et je pleure.

Et je m’em vais
Au vent mauvais
Qui m’emporte
Deçà, delà,
Pareil à la
Feuille morte.
Simbolismo - Paul Verlaine Violões que choram - Cruz e Souza

Ah! Plangentes violões dormentes, mornos,
Soluços ao luar, choros ao vento...
Tristes perfis, os mais vagos contornos,
Bocas murmurejantes de lamento.
[...]
Quando os sons dos violões vão soluçando.
Quando os sons dos violões nas cordas gemem,
E vão dilacerando e deliceando,
Rasgando as almas que nas sombras tremem.
[...]
Vozes veladas, veludosas vozes,
Volúpias dos violões, vozes veladas,
Vagas nos velhos vórtices velozes
Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas.
[...]
Que esses violões nevoentos e tristonhos
São ilhas de degredo atroz, funéreo,
Para onde vão, fatigadas no sonho,
Almas que se abismaram no mistério.

Uma passante

A rua em derredor era um ruído incomum, longa, magra, de luto e na dor majestosa, Uma mulher passou e com a mão faustosa Erguendo, balançando o festão e o debrum;

Nobre e ágil, tendo a perna assim de estátua exata. Eu bebia perdido em minha crispação No seu olhar, céu que germina o furacão, A doçura que embala o frenesi que mata.

Um relâmpago e após a noite! — Aérea beldade, E cujo olhar me fez renascer de repente, So te verei um dia e já na eternidade?

Bem longe, tarde, além, jamais provavelmente! Não sabes aonde vou, eu não sei aonde vais, Tu que eu teria amado — e o sabias demais!
A um poeta

Longe do estéril turbilhão da rua,
Beneditino, escreve! No aconchego
Do claustro, na paciência e no sossego,
Trabalha, e teima, e lima, e sofre, e sua!

Mas que na forma se disfarce o emprego
Do esforço; e a trama viva se construa
De tal modo, que a imagem fique nua,
Rica mais sóbria, como um templo grego.

Não se mostre na fábrica o suplício
Do mestre. E, natural, o efeito agradece,
Sem lembrar os andaimes do edifício;

Porque a Beleza, gêmea da Verdade,
Arte pura, inimiga do artifício,
É a força e a graça na simplicidade
Parnasianismo - Baudelaire e Bilac 1902 1911/1915 1918 Versos íntimos – Augusto dos Anjos
(1912)

Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão – esta pantera –
Foi tua companheira inseparável!

Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.

Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro.
A mão que afaga é a mesma que apredeja.

Se a alguém causa inda pena a tua chaga
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija
"Pré-modernistas" A estudante Russa - Anita Mafalti (1915) Polêmica - Lobato x Mafalti
"Paranóia ou mistificação?" Semana de arte moderna (São Paulo, 1922)
Figuras-chave: Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Tarsila do Amaral, Anita Malfatti, Di Cavalcanti, Lasar Segall, Candido Portinari, Heitor Villa-Lobos, Patrícia Galvão (Pagú)
Manifesto Pau-Brasil (1924-27)
Manifesto da Antropofagia (1928-29)
Manifesto Verde-Amarelista (Liga Nacionalista)
Revistas e Manifestos Klaxon - SP (1922) Estética - RJ (1924) Verde - MG (1927) Revista de Antropofagia - SP (1928) MANIFESTO DA POESIA PAU-BRASIL
(Oswald de Andrade – 1924)

A poesia existe nos fatos. Os casebres de açafrão e
de ocre nos verdes da Favela, sob o azul cabralino,
São fatos estéticos.
O Carnaval do Rio é o acontecimento religioso da
Raça. Pau-Brasil. Wagner submerge ante os cordões
De Botafogo. Bárbaro e nosso. A formação étnica
Rica. Riqueza vegetal. O minério. A cozinha. O vatapá,
O ouro e a dança. [...]
NHENGAÇU VERDE AMARELO
(Manifesto do verde-amarelismo ou da Escola da Anta)
(Publicado em “Correio Paulistano” - 1929)

A descida dos tupis do planalto continental no rumo
do Atlântico foi uma fatalidade histórica pré-cabralina,
que preparou o ambiente para as entradas no sertão
pelos aventureiros brancos desbravadores do
oceano.
A expulsão, feita pelo povo tapir, dos tapuias do litoral,
significa bem, na história da América, a proclamação de
direito de das raças e a negação de todos os preconceitos.
[...]
Manifesto Antropófago
(Em Piratininga - Ano 374 da Deglutição do Bispo Sardinha)
(Revista de Antropofagia, n.1, ano 1, maio de 1928)

Só a antropofagia nos une. Socialmente, Economicamente.
Filosoficamente.

[...]

Tupy, or not tupy, that is the question.

[...]

A alegria é a prova dos noves.

[...]

Se Deus é a consciência do Universo Incriado, Guaraci é
a mãe dos viventes. Jaci é a mãe dos vegetais.

[...]
E o estrangeiro?
Full transcript