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Elementos Fundamentais da Cultura Portuguesa - Jorge Dias

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Fabio Alexandre

on 3 April 2014

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Transcript of Elementos Fundamentais da Cultura Portuguesa - Jorge Dias

Quem?
Quando?
«Este trabalho foi apresentado no I Colóquio Internacional de Estudos Luso-Brasileiros, realizado em Washington em 1950.
Publicado em Proceedings of the International Colloquium on Luso-Brazilian Studies, Washington, 1950 e Nashville, 1953. Segunda publicação em Ensaios Etnológicos, Estudos de Ciências Políticas e Sociais, Lisboa, 1961.» (Nota de rodapé, pág. 136)

Argumentos do Texto

- Unificação do povo

- Cultura Portuguesa

- Integração e cruzamento de culturas regionais

- Generalizar é um perigo
Conceitos e características apresentadas

Licenciou-se em Filologia Germânica na Universidade de Coimbra e realizou o seu doutoramento em Etnologia na Alemanha, mais precisamente em Munique. Leccionou na Faculdade de Letras em Coimbra, Porto e Lisboa e integrou ainda a Revista Etnológica Europeia.
Aspetos teóricos
- Dificuldade da temática em estudo

- Instabilidade da herança cultural

- Processo de Aculturação

- Perpetuação do estereótipo
«A mentalidade complexa que resulta da combinação de factores diferentes e, às vezes, opostos dá lugar a um estado de alma sui generis que o Português denomina saudade.» (pág.146)

Jorge Dias foi um etnólogo Português, que nasceu a 31 de Julho de 1907, no Porto,
tendo falecido a 5 de Fevereiro de 1973, em Lisboa.

Obras principais de Jorge Dias:

-1948, Os arados portugueses e as suas prováveis origens

-1948, Vilarinho da Furna, Uma Aldeia comunitária

-1953, Rio de Onor - Comunitarismo Agro-pastoril

-1964-70, Os Macondes de Moçambique (3 vol.)

- Influências teóricas:
Difusionismo Alemão
Culturalismo Americano

Personalidade

«O Português é um misto de sonhador e de homem de acção, ou, melhor, é um sonhador activo, a que não falta certo fundo prático e realista. O Português é, sobretudo, profundamente humano, sensível, amoroso e bondoso, sem ser fraco. Não gosta de fazer sofrer e evita conflitos, mas, ferido no seu orgulho, pode ser violento e cruel.» (pg. 145)

Saudade
Temperamento

«Outra constante da cultura portuguesa é o profundo sentimento humano, que assenta no temperamento afectivo, amoroso e bondoso. Para o Português o coração é a medida de todas as coisas.» (pg. 149)
Generosidade

«É a sobreposição dos valores humanos ao lucro e ao utilitário que explica muitos capítulos da nossa história e que nos deixa compreender muitas formas da sociedade actual. Tal mentalidade é a negação do espírito capitalista. No campo, sobretudo, é ainda viva a mentalidade patriarcal, onde a mesa está pronta para quem se quiser sentar e onde se não nega o pão e o caldo ao mendigo que passa. De dinheiro podem ser avaros, mas não fazem as contas ao que é da sua lavoura.» (pág. 155)

Improvisação

«A imaginação sonhadora, a antipatia pela limitação que a razão impõe e a crença milagreira levam-no com frequência a situações perigosas, de que se salva pela invulgar capacidade de improvisação de que é dotado.» (pág. 156)


Adaptabilidade

«A capacidade de adaptação, a simpatia humana e o temperamento amoroso são a chave da colonização portuguesa. O Português assimilou adaptando-se. Nunca sentiu repugnância por outras raças e foi sempre relativamente tolerante com as culturas e religiões alheias.» (pág. 156)
Crítica

Dificuldade de manuseamento da temática em estudo pois o seu foco principal – definição dos elementos fundamentais da cultura – é o máximo a que Etnologia se propõe

É escasso o tempo que o autor dispôs para o estudo de uma temática tão densa e vasta; apesar disso, é-nos apresentado um trabalho completo e bastante pormenorizado, revelador de uma metodologia interessante e cativante
Elementos Fundamentais da Cultura Portuguesa
Questões
Ao longo do texto, são apontadas virtudes e defeitos do Português. Se o texto fosse escrito actualmente, esses defeitos e virtudes mantinham-se ou saiam/entravam alguns novos? O que mudou nestes anos?

A par da cultura permanente, existe como que uma outra cultura muito especifica das diferentes regiões do país, particularmente devido às condições ambientais diferentes, à ascendência cultural e a étnicas diversas. É possível traçar uma analogia desses tempos com os dias de hoje? Essa especificidade regional ainda existe?
Religiosidade
«A própria religião tem o mesmo cunho humano, acolhedor e tranquilo. Não se erguem nas aldeias portuguesas essas igrejas enormes e solenes, tão características da paisagem espanhola, que na sua imponência apagam a nota humana. A igreja portuguesa, ora caiada e sorridente entre ramadas, ora singela e sóbria na pureza do granito, é simplesmente a casa do Senhor. É sempre um templo acolhedor, habitado por santos bons e humanos. Não se veem os Cristos lívidos e torturados de Espanha. A sensibilidade portuguesa não suporta essa visão trágica e dolorosa.» (pág. 150)
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