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A afirmação da fachada atlântica -

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by

Inês Rodrigues

on 27 November 2014

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Transcript of A afirmação da fachada atlântica -

A afirmação da fachada atlântica -
Lisboa, Sevilha, Antuérpia

A navegação e o comércio para a costa de África mantiveram-se, até meados do século XV, a Coroa recebia um quinto do lucro obtido no trato dos produtos de todas as feitorias e entrepostos comerciais.
Com D. João II passou a haver uma maior intervenção do Estado.
No reinado de D. Manuel I, Portugal atingiu a Índia e o Brasil, pondo em contacto direto os diferentes povos e as economias de todos os continentes.
Inicialmente, este tráfego das especiarias era livre, embora tivesse de passar obrigatoriamente pela Casa da Índia.
Expandiram o seu domínio ao Índico e ao Pacífico.
O interesse de D. João II em alcançar a Índia por mar era plenamente justificável na época.
A Índia era conhecida como sendo o maior mercado produtor e difusor das especiarias orientais.
As especiarias eram nessa altura os produtos mais procurados e de maior valor nos mercados europeus, devido à sua extrema raridade e grande utilidade.
Fortuna e fragilidade dos impérios ibéricos
Feito por: Inês Rodrigues e Melissa Afonso
10º ano, História B

Precocidade de Portugal
Precocidade de Portugal na formação de um império transoceânico
No reinado de D. João I iniciou-se a construção do Império Português, com a conquista de Ceuta, em 1415. No século XV, Portugal reunia um conjunto de condições favoráveis à Expansão Marítima- o clima de paz e a estabilidade política, localização geográfica estratégica, navegadores experimentados na arte de navegar.
Os desafios de defesa e administração de um território tão vasto, rico e cobiçado foram aumentando. Os negócios da costa ocidental africano cedo mostraram ser uma empresa lucrativa. A riqueza dos produtos chamou a Lisboa numerosos comerciantes estrangeiros, mas atraiu também a concorrência de outras nações.
O acesso da Espanha à prata americana
O acesso da Espanha à prata americana
Nos locais onde o tipo e o valor das mercadorias e o volume de tráfico ofereciam condições mais vantajosas, os Portugueses construíram postos fixos de comércio.
A partir de 1498, com a viagem de Vasco da Gama e o estabelecimento da rota do Cabo, os Portugueses construíram o segundo complexo geográfico-económico do seu Império.
Quadros geográfico-económicos do Império Português
Precocidade de Portugal
Devido ao acontecimento anterior, iniciou-se uma emigração crescente, nos finais do século XVI, cerca de 100 a 150 mil portugueses espalhados pelo mundo.

Contudo, estes portugueses revelaram-se insuficientes para a colonização e manuntenção do império.
A conquista da América concretizou-se num curto período, por parte dos conquistadores espanhóis.
-
Fernão Cortez
deu ínicio à conquista do México, no ano de
1519
;
-Os Maias foram submetidos por
Pedro Alvarado
em
1523-1525
;
-Os espanhóis
Francisco Pizarro, Diogo Almagro e Fernando Luque
exploraram a costa do Peru e conquistaram o Império Inca.

A partir de 1500, uma nova rota ganharia importância comercial para os Portugueses, no Atlântico Sul: a do Brasil, movida inicialmente pelos interesses do pau-brasil e, após o século XIV, pelo açúcar que, articulado com o tráfico negreiro africano, deu origem ao ''comércio triangular''.
À medida que se expandia o movimento dos bandeirantes avolumava-se o interesse pela produção de ouro e de diamantes, pelo que a produção açucareira secundarizou-se.
A população portuguesa não atingia 2 milhões de pessoas no século XVI e distribuÍa-se por Portugal Continental e por todo o Império: África, Oriente, Brasil e Ihas.
A expansão ultramarina portuguesa exigiu um grande esforço em homens e mulheres.
Estes eram chamados como funcionários da Coroa, e tinham contratos temporários.
O Estado teve a necessidade de o abrir aos particulares, à medida que o Império foi crescendo, devido ao desejo de fortuna.
Nobreza de serviço e papel fulcral dos mercadores
O acesso da Espanha à prata americana
A exploração do ouro e da prata constituiu a principal motivação que levou os Espanhóis à conquista e colonização das vastas áreas do Novo Mundo.

As minas de prata do México e do Peru, onde se encontravam as famosas e riquíssimas
minas de prata de Potosi
(na atual Bolívia).

Estas constituíram a atividade económica fundamental na América Espanhola, entre a metade do século XVI e os meados do século XVII.
Ao longo do século XVII, com o aumento da concorrência dos outros países europeus, a incapacidade do Estado tornou-se evidente.

Houve uma crise económica geral, que atingiu a Europa e em Portugal diminuíram os fluxos comerciais ultramarinos e a exportação de bens nacionais, como o sal.

A escassez de meios humanos e económica-financeiros projetou a debilidade do Estado Português para se defender os seus territórios.
O primeiro ciclo de ouro correspondeu ao ouro, tirado pela América Espanhola Colonial, que foi acumulado pelas civilizações pré-colombianas e à exploração do ouro aluvial ou de lavagem.

Por volta de 1540, iniciou-se o segundo ciclo do ouro, o ouro de mineração. Este ciclo terminou devido ao esgotamento da mina de Buritica (na atual Colômbia), e também ao elevado número de trabalhadores que faleciam, sendo vítimas de epidemias, especialmente da varíola.
O acesso da Espanha à prata americana
Em meados do século XVI , iniciou-se o ciclo da prata, cujos principais exploradores foram nas minas de Potosi e nas minas de Zacatecas (México).
Tanto o ouro como a prata foram o motor de desenvolvimento económico de Sevilha e da Andaluzia e depois de Espanha.
A Espanha criou instituições específicas para a exploração do comércio colonial. Foi criada uma instituição (
Casa da Contratação
) em Espanha (Sevilha, 1503) que viria a exercer o papel de administração e fiscalização do comércio entre a metrópole e as colonias.
Fundara-se o
Conselho Supremo das Índias
, que expressavam o interesse da Coroa espanhola sobre as colónias.
Atração dos meios mercantis portugueses
Com o domínio de novos mares e terras, descobertos ou conquistados pelos Portugueses, exerceu-se uma atração primeiro sobre os Espanhóis e logo a seguir sobre os Holandeses, Ingleses e Franceses.

Através do Tratado de Medina del Campo (desde 1431) entendeu-se o regulamento da navegação entre os dois reinos peninsulares (Portugal e Espanha). Este tinha o sentido de evitar e impedir reclamações castelhanas quanto às terras recém-descobertas e ocupadas.
D. João II assinou o Tratado de 1480 em Alcáçovas, que dividia o Globo em dois hemisférios, segundo o paralelo das Canárias, pertencendo a Portugal os mares e as terras a sul do Bojador, e a Castela, com exceção dos arquipélagos colonizados pelos Portugueses.
D. João II celebra com os os Reis Católicos, após dois anos, em 1494, o
tratado das Tordesilhas
foi capaz de satisfazer os interesses de Portugal e da Espanha, quanto à navegação e ao comércio.
Atração dos meios mercantis portugueses
O tratado das Tordesilhas
garantiu a Portugal e à Espanha o exclusivo da navegação dos mares do Mundo até finais do século XVI.

O conflito pela posse das Molucas, só se resolveu com o
Tratado de Saragoça
, em 1529, quando Espanha recusar a posse sobre o arquipélago (vendendo-o a Portugal) e instala-se nas Filipinas.
A partir de meados do século XVI, a exclusividade dos países ibéricos na expansão marítima começou a ser ameaçada pela Holanda, França e Inglaterra.

Devido a ataques piratas às embarcações e aos domínios coloniais (portugueses, espanhóis, Holandeses, Franceses e Ingleses que acabarão por destruir o monopólio marítimo e colonial dos Estados ibéricos.
Atração dos meios mercantis portugueses
Durante os séculos XVI e XVII, o ouro e a prata produzidos nas minas da América luso- espanhola espalharam-se pela Europa exercendo, assim, uma atração sobre os povos da Europa do Norte.
Este crescimento financeiro assumiu propoções mundiais e estava cada vez mais associado à produção desses metais preciosos.
Os holandeses puseram em causa a doutrina do
mare clausum acabou por dar lugar a
o
mare liberum (Lei das Nações a navegação é livre para todos os povos. A minha intenção é demonstrar breve e claramente que os holandeses(...) têm direito de navegar até as Índias Orientais(....)),
estas condições foram imposto por os Holandeses, Franceses e Ingleses
Após um período de renovação social ocorrido no século XV, os séculos XVI e XVII caracterizaram-se por um reforço da posição socioeonómica das ordens privilegiadas.
O clero e a nobreza coninuaram a ser as ordens favorecidas pelo poder real.
Os mais altos cargos administrativos e militares do reino estavam monopolizados pela nobreza.
Estes altos cargos propocionavam honras e mercês públicas e, ao mesmo tempo, oportunidades em negócios lucrativos.
A Coroa portuguesa repartiu com esta nobreza de serviço grande parte dos lucros obtidos na Expansão ultramarina.
Um número crescente de nobres dedicou-se ao corso, à navegação de descoberta e ao comércio.
Grande parte da nobreza aburguesou-se pelo comércio e pela gestão dos complexos ultramarinos.
Com o desenrolar do projeto expansionista, a burguesia mercantil deu mostras do seu poder económico e da sua ambição de projeto social.
A burguesia enriquecida pelo tratado ultramarino subia aos escalões superiores da hierarquia social pelas funções especializadas que prestava à Coroa.
Casa da Índia: Espécie de repartição alfandegária, diretamente dependente da Coroa portuguesa, que controlava todo o tráfego de e para o Oriente.
Tráfico negreiro: Captura, tranporte forçado e comercialização de escravos de África para a América e para outros domínios coloniais do Norte da Europa.

Comércio Triangular: Comércio atlântico entre os continentes europeu, africano e americano; iniciou-se com os impérios ibéricos, mas alargou-se aos impérios coloniais do Norte da Europa
Entrepostos Comerciais: Local de depósitos ou armazéns de mercadorias, trazidas de outras parte e que ali são trocados, vendidas ou levadas a outros mercados.
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