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VOCÁBULO - EaD

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by

araujo _jc

on 22 August 2014

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Transcript of VOCÁBULO - EaD

Universidade Federal do Ceará
Instituto UFC Virtual
Licenciatura em Letras - Português
Língua Portuguesa Vocábulo
Tutora: Sayonara Costa
Polo: Jaguaribe
Disposições gerais
Carga horária total =
64h/aula
Encontros presenciais =
16h/aula
4 fóruns =
cada fórum 6h/aula
4 portfólios =
cada portfólio 6h/aula
Faltas permitidas =
25% (16h/aula)
Notas:
Portfólios (40%)
Prova presencial (60%): 0 – 10
O que é palavra?
Bloomfield
formas
livres

formas
presas

podem sozinhas construir enunciado
sempre aparecem ligadas a outras
palavras
morfemas
amor com amor se paga
- De que uma criança precisa?

- amor.
- Criança paga?

- paga.
- Você saiu com alguém?

- *com
- Ele feriu a quem?

- *se
jogo de cartas
/j/ /o/ /g/ /o/
- significação lexical ou externa (expressão de alguma ideia)

/d/ /e/
- significação gramatical ou interna (definida pela função do vocábulo num dado contexto)

MONTEIRO (1991)
Esta classificação em dois tipos de formas, contudo, se mostrou insuficiente para dar conta de formas como as preposições e os pronomes clíticos, e também os artigos. Se tais formas não podem figurar sozinhas num enunciado, por outro lado, possuem certa liberdade, como a mudança de posição e intercalação.
Mattoso Câmara propôs um terceiro tipo de forma:
a forma dependente
, que abrange, em português, conectivos (preposições e conjunções), pronomes oblíquos e artigos.
forma livre
forma presa
forma dependente
Exemplos
1a. Pedro se feriu na barriga.
1b. Pedro feriu-se na barriga.
2a. O rapaz chorava.
2b. O belo rapaz chorava.
3a. Os bons meninos se feriram.
3b. Os bons *smenino se *mferira.
3c. Os *meninobonss *ferirasem.
Nesta disciplina, consideramos vocábulo/palavra
tanto as formas livres como as formas dependentes.
Para evitar um grande número de palavras no dicionário, os estudiosos convencionam uma
forma abstrata
para enunciar as palavras no dicionário. Em português, estas palavras abstratas se apresentam no masculino singular, quando se trata de nomes.
MORFEMA¹
Unidade mínima significativa.
EXEMPLO
lavá-vel
amá-vel
rentá-vel

MORFEMA²
Classe de morfes.
EXEMPLO
menino-s
pasté-is

A preposição 'de' também é uma unidade mínima significativa. Porém, só podemos entender seu significado de forma indireta, suprimindo a preposição ou substituindo-a por outra.
*Pedro gosta chocolate
*Pedro gosta por chocolate.
*Ana tomou café leite.
*Ana tomou café de leite.
PLANO DA EXPRESSÃO
PLANO DO CONTEÚDO
significante
significado
/v/ /a/ /c/ /a/
/b/
oclusiva
bilabial
desvozeada
distintiva em
/bata/ x /pata/
/bel + a/
'belo' + feminino
PLANO DA EXPRESSÃO
PLANO DO CONTEÚDO
/re - po - r/
repetição + pôr + infinitivo
/casa-
s
/
/papé-
is
/
plural
PRINCÍPIO BÁSICO DE IDENTIFICAÇÃO DE MORFEMAS

Cada diferença no Plano da Expressão deve corresponder a uma diferença no Plano do Conteúdo. Cada identidade no Plano da Expressão deve corresponder a uma identidade no Plano do Conteúdo.
Não esquecer que morfema também é definido como uma classe de morfes, logo...
CLASSE
Divisão dos vocábulos de uma língua considerando a natureza da significação (critério semântico); a forma dos vocábulos quanto à possibilidade de flexão e ao tipo dela (critério mórfico) e a função na frase (critério semântico).
CATEGORIA
Aspectos do mundo biossocial que são levados em conta na organização gramatical de uma língua e aí se simbolizam por meio de morfemas, que multiplicam as aplicações de uma palavra.
in - feli - cidade
menin - inh - a - s
Abrangem as categorias gramaticais, que se expressam pela flexão externa e interna como as categorias de gênero, número, casos, tempo, aspecto, modo, voz, etc.
Critérios de classificação vocabular
Critério semântico
Critério mórfico ou formal
Critério sintático
baseia-se no significado extralinguístico do vocábulo
baseia-se na flexão e derivação
baseia-se na função ou posição da palavra na frase
Identificação do vocábulo com base nas noções de formas livres e formas dependentes. O vocábulo como identidade abstrata: o lexema"
FÓRUM
VOCÁBULO X MORFEMA
Os vocábulos admitem mobilidade ou separabilidade. São formas mínimas na frase e se deixam dividir em morfemas.
MENINA - A
palavra/vocábulo
morfemas
MENIN - A
raiz
afixo
A
raiz
é um constituinte vocabular central, enquanto o
afixo
é periférico.
Para a GT, os elementos mórficos são:

Radical/raiz;
Vogal temática;
Tema;
Desinência;
Afixo;
Vogais e consoantes de ligação
AFIXOS:

prefixo - afixos colocados antes da raiz ou radical
Ex.:
pré
-romântico,
in
viável,
re
partir

sufixo - afixos colocados depois da raiz
Ex.: cinz
eiro
, infeliz
mente
, trist
eza



SUFIXOS
classificatórios, flexionais (desinenciais) e derivacionais (lexicais).
SUFIXOS
CLASSIFICATÓRIOS
Nada acrescentam ao significado do vocábulo, servem para definir a onjugação verbal, são as vogais temáticas, expandem a raiz em tema (raiz + vogal temática).
Ex.: AM
A
- R
VEND
E
-R
PART
I
-R
SUFIXOS FLEXIONAIS
não criam novas palavras:

cria
mos
e
criávamos
são apenas variações do verbo
criar
, impostas pela concordância verbal.

são sistemáticos
: aplicam-se a praticamente todas as palavras. Os verbos, por exemplo, recebem sufixos de tempo e de modo, as desinências modo-temporais.

são obrigatórios:
não há recurso para evitar a flexão, imposta por relações sintáticas. O verbo, por exemplo, concorda flexionalmente com o sujeito.

são relações fechadas:
não há possibiliade de se criar uma nova desinência diversa da que já existe, a exemplo dos sufixos verbais.

sujeitam-se a vínculos de concordância:
o sufixo -
mos
, por exemplo, de nós
amávamos
, estabelece vínculo com o sujeito.
SUFIXOS DERIVACIONAIS
produzem novas palavras:

criação
e
criatura
são novas palavras, substantivos formados a partir do verbo
criar
.

não se aplicam a todas as palavras primitivas existentes na língua:
por exemplo, o sufixo
- udo
de
barrigudo
não se aplica a umbigo e boca:
*umbigudo
e
*bocudo
.

são relações abertas:
podem-se criar neologismos. Por exemplo, a partir de
dolar
criou-se
doleiro
.

são facultativos:
há recursos para evitá-los. Por exemplo, posso usar
mur
ALHA ou
muro
ALTO para expressar conteúdo semelhante.
EXERCÍCIO
Identifique os elementos mórficos das seguintes palavras:
a) lindíssima -
lind --> íssim --> a
b) endireitar
c) passional
d) bibliografia
e) enrijecer
f) deslealdade
g) desfazer
h) anormal
i) alunos
j) engravidar
Além da
prefixação
e da
sufixação
, outros processos morfológicos também estão presentes no português. São eles:

Zero
Cumulação
Alomorfia
ZERO
Trata-se de uma ausência significativa. Na verdade, é um artifício para tornar a descrição morfológica mais coerente e sistemática. Pode-se recorrer a zero quando não há marca para um significado linguístico.
Ex.: menino - s
menino
CUMULAÇÃO
Trata-se do fato de um mesmo segmento fônico, indivisível manifestar mais de uma noção, mais de um morfema.
Ex.: canta-mos
ALOMORFIA
Trata-se de um fenômeno em que há dois segmentos fônicos diferentes (dois PE); cada segmento fônico correspondea um mesmo significado (um PC).
PE
PC
in - feliz
i - legal
não + feliz
não + legal
I
~
- in
não
Ex.: ilícito, irreal, irrecusável, imberbe, impotente, insensato, incrédulo, infiel.
casa
papel
/s/
/is/
plural
MORFEMAS
CENTRAIS
raiz
PERIFÉRICOS
afixos
SUFIXO
PREFIXO
Classificatórios
Flexionais
Derivacionais
Identifique os sufixos flexionais e derivacionais na questão acima.
Na
Linguística
, a classificação das unidades visa facilitar a descrição e o estudo da língua, pois reduz consideravelmente o número de unidades com que se deve lidar. Imagine, por exemplo, descrever isoladamente todos os verbos de uma determinada língua! Como podemos criar verbos todos os dias, a descrição se tornaria impossível.

Classificar
, portanto, representa uma forma prática de lidar com um número considerável de dados.
Os vocábulos de uma língua podem ser divididos em
classes
, com base em determinados
critérios
.
A classificação vocabular que hoje vigora nas gramáticas escolares se pauta nos três critérios. Alguns tipos de vocábulos são definidos pela função, outros pelo sentido e outros pela forma. Há também algumas classes definidas por uma conjugação de critérios: forma e função, ou forma e sentido, ou função e sentido.
As classes gramaticais que vigoram nas gramáticas do português foram definidas, oficialmente, a partir de 1959, através da Portaria Ministerial nº 36 de 28/01/1959, que decretou uma uniformização da nomeclatura gramatical, a
NGB -Nomeclatura Gramatical Brasileira.
NGB
Substantivo
Artigo
Adjetivo
Verbo
Pronome
Numeral
Advérbio
Preposição
Conjunção
Interjeição
Classes variáveis
Classes invariáveis
Proposta de classificação
Nome
Verbo
Pronome
Artigo
Numeral
Advérbio
Conectivos
NOME
SUBSTANTIVOS e ADJETIVOS, porque compartilham o traço
morfológico
da flexão em gênero e número.
Sintaticamente
, possuem em comum a possibilidade de serem predicativos, e diferem pelo fato de o substantivo poder representar o núcleo do sujeito e objeto direto, enquanto adjetivo é adjunto adnominal.
O
bom

pastor
conhece as suas
ovelhas
.
Pastor
é um substantivo, pois é o núcleo do sujeito da frase: o bom pastor.

Ovelhas
também é substantivo, pois é núcleo do objeto direto.

Bom
, por outro lado, é um adjetivo, pois é adjunto adnominal.


Gênero desinencial

Ex.:
menino/menina
;

Gênero derivacional
Ex.:
rei/rainha
;

Gênero sintático
Ex.:
o estudante/ a estudante
;

Gênero lexical
Ex.:
(a) mesa; (o) livro
(o) boi/ (a) vaca

- O nome varia em
gênero
e
número
.
A
menin
a
satisfeit
a
.
As
menin
as
satisfeit
as
.
Os
menin
os
satisfeit
os
.

- Desinência de gênero x sexo.
aplica-se a seres inanimados, como mesa, livro, que têm gênero, mas não têm sexo.

aplica-se a s animados, como jacaré, testemunha, criança, entre outros, que são de gênero único.
Proposta
Marcas morfológicas do gênero em português:

menino + (DG) > menino
menino + a (DG) > meninoa > menina

Marcas morfolôgicas de número em português:

Gato / gatos, menino / meninos
País / países, pilar / pilares, lençol / lençóis, pincel / pincéis

o masculino é marcado por zero em oposição a uma marca –a para o feminino
O singular é morfologicamente marcado por . Quanto ao plural, tipicamente, se expressa através da forma –s (alomorfes – es e –is)
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