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História da Infância

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Maria Aline Facó

on 20 May 2015

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História da Infância
PHILIPPE, Ariès
Importante historiador da família e da infância, Philippe Ariès realizou seus estudos da iconografia da era medieval à modernidade observando representações da infância na Europa ocidental.
Os dois sentimentos da infância
Trajes das crianças
• Na idade média as crianças eram vestidas indiferentemente de idade, nada na roupa medieval a separava do adulto.
ARIÈS, Philippe. História social da criança e da família. Trad., 2º ed.
Nascimento: 21 de julho de 1914, Blois, França
Falecimento: 8 de fevereiro de 1984, Paris, França
ARIÈS, Philippe. História social da infância e da família. Tradução: D. Flaksman. Rio de Janeiro: LCT, 1978.
Referências Bibliográficas
O sentimento da infância
a família
JOVENS E VELHOS ESCOLARES DA IDADE MÉDIA
Na escola medieval misturavam-se todas as idades – meninos e homens, de seis a 20 anos ou mais – postos a um mesmo local, ensinados por um mesmo mestre. Essa indiferença pela idade era passada despercebida na medida em que era natural um adulto desejoso de aprender misturar-se a um auditório infantil, já que o que estava em vigor era a matéria ensinada e não a preocupação com a idade (fundamental no século XIX). Aliás, a escola medieval não dispunha de um lugar “próprio” para o ensino, fazendo-se satisfeitos dispondo de uma esquina de uma rua. Muitas vezes as aulas eram dadas no claustro, dentro ou na porta de uma igreja. Em geral, o mestre alugava uma sala, forrava o chão com palha para os alunos – velhos e jovens – sentarem-se. Realmente não havia distinção entre a criança e o adulto fazendo, desse modo, com que as pessoas passassem sem transição de uma fase a outra; “assim que ingressava na escola, a criança entrava imediatamente no mundo adulto”.
Fora da escola o mestre não conseguia controlar a vida quotidiana de seus alunos, abandonando-os a si mesmo (ausência de internato). Alguns moravam na própria casa do mestre ou na casa de um padre, mas na maioria das vezes moravam no habitante local, vários em cada quarto, misturando-se novamente as idades, ou seja, os velhos se misturavam com os jovens nas moradias, longe de serem separados por idade, portanto.
ORIGEM DAS CLASSES ESCOLARES
A IDADE DOS ALUNOS
Do meio para o final do século XVII e século XVIII a política escolar passou a eliminar as crianças muito pequenas, o que contrapunha os hábitos escolares medievais os quais misturavam as idades, sendo a precocidade de certas infâncias algo aceitável. “A repugnância pela precocidade marca a primeira brecha aberta na indiferença das idades dos jovens”, implicando em um sentimento novo que distinguia uma primeira infância de uma infância propriamente escolástica. Isto é, as crianças de 10 anos eram mantidas fora do colégio. Dessa maneira conseguia separar uma primeira infância (até os 9-10 anos) de uma infância escolar (depois dessa idade). Dizia-se como justificativo do retardamento – retardamento porque até o meio do século XVII aos sete anos a criança já podia entrar na escola – que os pequeninhos eram frágeis, “imbecis”, ou incapazes.
Disciplina Escolar
Esse clipe da banda "Pink Floyd" pode servir como ilustração da hierarquia que predominou nas escolas durante muito tempo, entre os séculos XV e XVII. Crianças eram humilhadas e maltratadas nas escolas por seus professores, sofrendo castigos corporais (como chicotes).
Vida Escolástica
Seminário Psicologia da infância
A HISTÓRIA DA INFÂNCIA

Discentes:
Camilly Melo
Isabela Franklin
Jackeline Araújo
Maria Aline Facó
As Imagens da Família
ICONOGRAFIA -> s.f. Estudo dos assuntos representados nas obras de arte, de suas fontes e de seu significado.
A iconografia "profana" medieval consiste acima de tudo no tema dos ofícios

A Idade Média ligava as profissões às estações

A iconografia tradicional dos 12 meses do ano foi fixada no século XII
Janeiro

Não aparecem as mulheres
Livro de horas de Duque de Berry

Podemos ver essa iconografia evoluir ao longo dos livros de horas até o século XVI, de acordo com tendências significativas.
vemos surgir a mulher
O livro de Horas da duquesa de Bourgogne, Maria Adelaide de Savoie

a rua surge nos calendários
a rua era o lugar onde se praticavam os ofícios, a vida profissional, as conversas, os espetáculos e os jogos.
não se opunha à intimidade da vida privada; era um prolongamento dessa vida privada
A partir do século XVI, uma nova personagem entra em cena nos calendários:
a criança
Livro de horas de Adelaide de Savoie

a representação da família juntamente à representação das idades da vida
o livro “Le Grand Propriétaire de Toutes Choses” traz essa nova imagem
Tendência que deslocou a iconografia da Idade Média (ao ar livre), para a representação da família em sua intimidade – no interior, (na vida privada).
Os calendários passaram a representar em cada mês atividades relacionada à família
o sentimento de família

A linhagem e a família
honra, reputação e ambição ligados ao sentimento de linhagem medieval
ligado à religiosidade leiga e ligado ao sentimento da infância
"AS três idades do homem" de ticiano, 1512.
uma oposição entre a família e a linhagem
: os progressos de uma provocariam um enfraquecimento da outra
Por quê?
Georges Duby conclui: "Na realidade, a família é o primeiro refúgio em que o indivíduo ameaçado se protege durante os períodos de enfraquecimento do Estado. Mas assim que as instituições políticas lhe oferecem garantias suficientes, ele se esquiva da opressão da família e os laços de sangue se afrouxam. A história da linhagem é uma sucessão de contrações e distensões, cujo ritmo sofre as modificações da ordem política".
A família conjugal moderna seria portanto a conseqüência de uma evolução que, no final da Idade Média, teria enfraquecido a linhagem e as tendências à indivisão.
Da família medieval à família moderna
atitudes em relação às suas crianças:
Mantidas em casa até os 7 ou 9 anos, a partir daí, eram entregues a outra família, na condição de aprendizes, para realizarem serviços domésticos ou outras tarefas pesadas.
“Era através do serviço doméstico que o mestre transmitia a uma criança, não seu filho, mas ao filho de outro homem, a bagagem de conhecimentos, a experiência prática e o valor humano que pudesse possuir.”
Por quê?
A partir do século XV, com a apropriação da educação das crianças pela escola, surge uma mudança na organização familiar.
Como afirmou Philippe Ariès, os conceitos de
escola
e
criança
surgiram juntos.
O afastamento do escolar não tinha o mesmo caráter e não durava tanto quanto a separação do aprendiz.
Entre o fim da Idade Média e os séculos XVI e XVII, a criança havia conquistado
um lugar junto de seus pais
volta das crianças ao lar
A criança tornou-se um elemento indispensável da vida cotidiana, e os adultos passaram a se preocupar com sua educação, carreira e futuro.
O clima sentimental era agora completamente diferente
Mas...
Ainda no início do século XIX, uma grande parte da população, a mais pobre e mais numerosa, vivia como as famílias medievais, com as crianças afastadas da casa dos pais.
"a infância como construção social é sempre contextualizada em relação ao
tempo, ao local e à cultura, variando segundo a classe, o gênero e outras condições socioeconômicas
. Por isso, não há uma infância natural nem universal, nem uma criança natural ou universal, mas muitas infâncias e crianças" (Dahlberg, Moss & Pence, 2003, p.71)

ANDRADE, LBP. Educação infantil: discurso, legislação e práticas institucionais [online]. São Paulo: Editora UNESP; São Paulo: Cultura Acadêmica, 2010. 193 p. ISBN 978-85-7983-085-3. Available from SciELO Books <http://books.scielo.org>.
POSTMAN, Neil. O Desaparecimento da Infância. Tradução: Suzana Menescal de A. Carvalho e José Laurenio de Melo. Rio de Janeiro: Grafhia Editorial, 1999.
Docente: Liane
INVENÇÃO da Infância, A. Direção: Liliana Sulzbach. M. Schmiedt Produçõe.s Porto Alegre – RS, 2000. 26 min. Son, Color, Formato: 16 mm.
INVENÇÃO da Infância, A. Direção: Liliana Sulzbach. M. Schmiedt Produçõe.s Porto Alegre – RS, 2000. 26 min. Son, Color, Formato: 16 mm.
GÉLIS, Jacques. “A individualização da criança”. In: ARIÈS, Philippe & CHARTIER, Roger (org.). História da vida privada. Da Renascença ao séculodas Luzes.
Com a evolução do retrato da criança, a partir do séc. XVI e XVII começou a produzir-se um traje que diferenciava as crianças dos adultos. Foi quando surgiu um novo sentimento: a criança pela sua ingenuidade, gentileza e graça, se torna fonte de distração e relaxamento para os adultos. Esse sentimento surge no meio familiar tanto das classes mais ricas, quanto das classes pobres.
Entre os moralistas e educadores do séc. XVII, forma-se outro sentimento da infância: o início de um sentimento sério e autêntico da infância, esses moralistas percebiam que as crianças eram seres frágeis, criaturas de Deus que precisavam ser preservadas e disciplinadas.
Na obra desenvolvida por Ariès é efetivado um retrato da condição da infância na sociedade medieval. Nesta sociedade o sentimento de infância não existia, ou seja, não significava o mesmo que afeição pelas crianças, a particularidade que distingue as crianças dos adultos. Assim que a criança conseguisse viver sem os cuidados da sua mãe, ela já era inserida na sociedade como adulto e não se distinguia mais deles.
• No séc XVII as crianças de boas famílias passaram a não ser mais vestidas como os adultos.
• No séc XVIII os trajes das crianças passaram a ser mais leves, mais folgados, bem mais confortáveis. As crianças usavam fitas nas costas, que passou a ser um costume para distinguir os meninos das meninas.
• No fim do séc XVIII teve uma transformação nos trajes das crianças, os meninos começaram a usar trajes mais específicos, como calças compridas.
• E por fim no séc XIX o costume de efeminar os meninos só desapareceria após a Primeira Guerra Mundial.
Jogos e Brincadeiras
• Os meninos com um ano e cinco meses, tocavam violino e cantavam ao mesmo tempo, esse instrumento não era nobre na época, eles também brincavam com cavalo de pau, pião e cata-vento.
A dança e o canto tinham uma grande importância naquela época e ainda com a mesma idade o menino já jogava malha, isso equivaleria hoje a uma criança praticando golfe.
• A criança com dois anos e sete meses, ganha uma “pequena carruagem cheia de bonecas” era normal que ambos partilhassem desse mesmo brinquedo.
Já com quatro a cinco anos, eles praticavam arco, jogavam xadrez, jogos de raquetes, rimas, ofícios, mímicas, e inúmeros outros de salão.
• Com sete anos, eles começam o processo de abandono de seus brinquedos, aprendem a montar a cavalo, a atirar e a caçar, jogavam jogos de azar, e assistiam a brigas.

Naquela época os adultos não davam tanta importância ao trabalho como hoje, antes a principal importância eram as brincadeiras e os divertimentos.

Do
despudor
à
inocência

No fim do séc. XVI e início do séc. XVII a infância era ignorada. As crianças eram tratadas com liberdade grosseiras e brincadeiras indecentes.
Não havia sentimento de respeito e nem se acreditava na inocência delas. A pedofilia fazia parte dos costumes daquela época, brincadeiras sexuais entre crianças e adultos eram comuns.
Elas ouviam e viam tudo que se passava no mundo dos adultos.
Então foi quando surgiu na França e na Inglaterra, entre católicos e protestantes, a preocupação com a infância no fim do séc. XVI, certos educadores começaram a se preocupar com as linguagens utilizadas em livros, preocupados também com o pudor e cuidados com a castidade.
Um grande movimento moral acontecia com uma vasta literatura pedagógica, e começam a falar da
fragilidade da criança
, comparando-as com anjos. A concepção moral da infância associava a fraqueza com a inocência, pois refletia a pureza divina da criança.
a LINHAGEM
A FAMÍLIA
• Consciência “naturalista” ( estações do ano, Mãe-Terra, saía da terra através do nascimento, voltava através da morte e depois renascia)
• Estrutura circular da família ( grande família com vivos e mortos, sempre igual em número, o que se perde aqui se recupera lá)
• Não existia total autonomia, o corpo era seu, mas também era dos outros (dos ancestrais e os da grande família)
• Dever vital é dar a vida, é obrigatória a perpetuação da linhagem
• A criança pertencia à linhagem tanto quanto aos pais. ERA Uma criança “pública” (o nascimento, os primeiros passos, eram todos atos públicos)
CIDADE -> AFASTAMENTO DA CONSCIêNCIA "naturalista"
Família linear e nuclear (convívio mais íntimo, nova relação com a crinça surge na cidade)
CRESCENTE DESEJO DE VIVER A PRóPRIA VIDA E TER LIBERDADE “MEU CORPO É MEU”
BUSCA POR PROLONGAR A PRÓPRIA VIDA E RECUSA A DOENÇAS “NÃO QUERO QUE ELA MORRA”
SEI QUE O MEU CORPO É PERECíVEL E ASSIM CONTINUO A PERPETUá-LO ATRAVéS DO
MEU FILHO

A SOMBRA DA FAMÍLIA NÃO APAGA mais A PERSONALIDADE
AGORA É UMA CRIANÇA QUE AMAM POR ELA mESMA e que constitui a alegria de cada dia dos pais
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