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Copy of Parnasianismo 2

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by

Gismo Cavalheiro

on 23 June 2013

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Transcript of Copy of Parnasianismo 2

Parnasianismo
Mitologia Grega
Paris
Século XIX
Estruturas
Fixas
Temas Históricos
Objetos
Paisagens
Culto da Forma
Busca pela perfeição
Soneto
Rimas Ricas
Vocabulário precioso
Objetividade
Temática Exótica
Volta ao Classicismo
Autores Parnasianos
Tríade Parnasiana
Olavo Bilac

Pecador
Aceitava a delícia do pecado. 
Este é o altivo pecador sereno, 
Que os soluços afoga na garganta, 
E, calmamente, o copo de veneno 
Aos lábios frios sem tremer levanta. 

Tonto, no escuro pantanal terreno 
Rolou. E, ao cabo de torpeza tanta, 
Nem assim, miserável e pequeno, 
Com tão grandes remorsos se quebranta. 

Fecha a vergonha e as lágrimas consigo... 
E, o coração mordendo impenitente, 
E, o coração rasgando castigado, 

Aceita a enormidade do castigo, 
Com a mesma face com que antigamente 

Um homem de muitas atividades.
Vicente de Carvalho
Olhos encantados, olhos cor do mar
Olhos pensativos que fazeis sonhar!

Que formosas coisas, quantas maravilhas
Em vos vendo sonho, em vos fitando vejo:
Cortes pitorescos de afastadas ilhas
Abanando no ar seus coqueirais em flor,
Solidões tranqüilas feitas para o beijo,
Ninhos verdejantes feitos para o amor...


“O poeta regional”
Paulo Setúbal
Quanta saudade! De manhã bem cedo, 
Saíamos os dois pelo arvoredo, 
De alma contente e exclamações na voz. 
Como éramos apenas namorados, 
E andássemos, a rir, de braços dados, 
Os camponeses riam-se de nós! 
À Beira do Caminho

Por essas tardes plácidas do campo, 
— Tardes azuis de firmamento escampo, 
Eu vou, través de longos carreadores, 
Sentar-me num barranco, ermo e distante, 
Sentindo o fresco aroma penetrante 
Que vem da madressilva aberta em flores. 
Tudo me entrista e punge nestas terras! 
Os mesmos cafezais. As mesmas serras. 
A mesma casa antiga da fazenda, 
Que outrora viu, quando éramos meninos, 
Nossos amores, nossos desatinos, 
— Toda essa história descorada em lenda!
Olhos pensativos que falais de amor!

Vem caindo a noite, vai subindo a Lua...
O horizonte, como para recebê-las,
De uma fímbria de ouro todo se debrua;
Afla a brisa, cheia de ternura ousada,
Esfrolando as ondas, provocando nelas
Brusco arrepios de mulher beijada...

Olhos tentadores da mulher amada!
Arte pela arte.
"Porque o escrever - tanta perícia, 
Tanta requer,
Que ofício tal... nem há notícia 
De outro qualquer.

Assim procedo. Minha pena 
Segue esta norma,
Por te servir, Deusa serena, 
Serena Forma!"

Olavo Bilac
Estranho mimo aquele vaso! Vi-o,
Casualmente, uma vez, de um perfumado
Contador sobre o mármor luzidio,
Entre um leque e o começo de um bordado.
Fino artista chinês, enamorado,
Nele pusera o coração doentio
Em rubras flores de um sutil lavrado,
Na tinta ardente, de um calor sombrio.
Mas, talvez por contraste à desventura,
Quem o sabe?… de um velho mandarim
Também lá estava a singular figura.
Que arte em pintá-la! A gente acaso vendo-a,
Sentia um não sei quê com aquele chim
De olhos cortados à feição de amêndoa.
Faculdade de Direito de Recife
Teófilo Dias



"Fanfarras''
Abolição da Escravatura
Início da República
1-(FEI-SP) São características do Parnasianismo, do qual Olavo Bilac é legítimo representante:

a)Predomínio da razão, individualismo.
b)Determinismo biológico, retorno à Idade Média.
c)Culto da forma, arte pela arte.
d)Objetividade, sentimentalismo exagerado.
e)n.d.a.
C
2-(Centec-BA) Todos os itens apresentam características do Parnasianismo, exceto:
a)Prevalência de formas fixas de composição poética.
b)Anseio de liberdade criadora.
c)Preocupação com a perfeição formal.
d)Gosto pela precisão descritiva.
e)Ideal de objetividade no tratamento
dos temas.
B
3- (PUC-RS) Alberto de Oliveira é caracterizado o mais característico poeta parnasiano, pois suas obras evidenciam:
a) Erudição lingüística, descrição subjetiva e alusão à mitologia greco-latina.
b) Culto à forma, descritivismo e retorno aos motivos clássicos.
c) Preciosismo lingüístico, recuperação dos moldes clássicos e devaneio sentimentalista.
d) Lirismo comedido, sentimentalismo nacionalista e apuro vocabular.
e) Descrição pormenorizada, ruptura com os motivos clássicos e busca da palavra exata.
B
4-(UFRS) É na confluência de idéias anti-românticas, como a objetividade no trato dos temas e o Culto da forma, que se situa a poética do Parnasianismo. O nome da escola vinha de Paris e remontava a antologias publicadas (...). Seus traços de relevo: o gosto da descrição nítida, concepções tradicionalistas sobre o metro, ritmo e rima e, no fundo, o ideal de impessoalidade que partilhavam com os realistas do tempo.
(Alfredo Bosi) Com base no texto acima, referente ao Parnasianismo brasileiro, são feitas as seguintes inferências.
I-O Parnasianismo opôs-se a princípios românticos como a subjetividade e a relativa liberdade do verso.
II-Tendo seu nome calcado num tempo criado na França, o Parnasianismo brasileiro, seguiu um caminho estético próprio, independente do original.
III-Parnasianismo e Realismo são correntes literárias com ideais e princípios estéticos totalmente diferenciados.
Quais estão corretas?
a) I b) II
c) I e II d) II e III e) I, II e III
5-(Ibero-Americana-SP --- adaptada) Leia atentamente o texto ao lado para responder:

Esse soneto de Olavo Bilac é a descrição de uma pessoa. Pode-se dizer, a esse respeito, que :
a) O poeta se dirige a si mesmo, recriminando-se por um caso de amor mal-sucedido.
b) O poeta descreve um interlocutor, a quem se dirige, como indicam os tempos verbais na segunda pessoa do singular.
c) O poeta é, simultaneamente, o emissor e o receptor do poema, conservando-se numa postura objetiva e distanciada, sem se envolver.
d) A partir do titulo, a característica maior do soneto é a sua pieguice.
Dualismo
"Não és bom, nem és mau: és triste e humano...
Vives ansiando, entre maldições e preces,
Como se a arder no coração tivesses
O tumulto e o clamor de um largo oceano.

Pobre, no bem como no mal padeces;
E rolando num vórtice insano,
Oscilas entre a crença e o desengano,
Entre esperanças e desinteresses.

Capaz de horrores e de ações sublimes,
Não ficas com as virtudes satisfeito,
Nem te arrependes, infeliz, dos crimes:

E no perpétuo ideal que te devora,
Residem juntamente no teu peito
Um demônio que ruge e um deus que chora.
6- (Fuvest-SP) Lei com atenção e responda às questões I e II
Torce, aprimora, alteia, lima
A frase; e, enfim,
No verso de ouro engasta a rima,
Como um rubim.

Quero que a estrofe cristalina,
Dobrada ao jeito
Do ourives, saia da oficina
Sem um defeito.
(BILAC, Olavo. Profissão sw fé.)
I. Nos versos acima, a atividade poética é comparada ao lavor do ourives porque, para o autor:
a) A poesia é preciosa como rubi.
b) O poeta é um burilador.
c) Na poesia não pode faltar a rima.
d) O poeta não se assemelha a um artesão.
e) O poeta emprega a chave de ouro.
II. Pode-se inferir do texto que, para Olavo Bilac, o ideal de forma literária é:
A) A libertação
B) A isometria
C) A estrofação
D) A rima
E) A perfeição
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