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Renascimento - Pintura.

2º Ano - História da Arte
by

Fabio Travassos

on 2 March 2016

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Transcript of Renascimento - Pintura.

Racionalismo
É a corrente filosófica que iniciou com a definição do raciocínio como uma operação mental, discursiva e lógica que usa uma ou mais proposições para extrair conclusões – se uma ou outra proposição é verdadeira, falsa ou provável.
Grande importância dada às ciências e à razão. Os renascentistas defendiam a ideia de que há explicação científica para a maioria das coisas. Portanto, desprezavam as explicações elaboradas pela Igreja Católica ou por outras fontes que não fossem científicas.
  A pintura renascentista aplicou novas técnicas artísticas, tais como
Uma das descobertas mais significativas da historia da arte foi o método de criar a ilusão de profundidade numa superfície plana, chamado “perspectiva”, que veio a ser base da pintura européia nos quinhentos anos seguintes. A perspectiva linear cria o efeito ótico dos objetos se alinhando conforme a distância por meio de linhas convergentes para um único ponto no quadro, chamado “ponto de fuga”. Os pintores reduziam o tamanho dos objetos e apagavam as cores ou borravam os detalhes à medida que os objetos ficavam mais afastados.
A terceira dimensão e a ilusão de profundidade, inventada pelos italianos. Os flamengos, nomeadamente
Jan Van Eyck
, usaram a perspetiva empírica ou perspetiva linear.

Técnica do Sfumato
- utilização de efeitos especiais através da gradação da cor, do claro para o escuro. Sfumato é um termo criado por
Leonardo da Vinci
para se referir à técnica de pintura em que sucessivas camadas de cor são misturadas em diferentes gradientes de forma a passar ao olho humano a sensação de profundidade, forma e volume. Em particular, refere-se à mistura de matizes ou tons de um matiz de forma tão subtil que não ocorre uma transição abrupta entre eles.
Os temas:
motivos cristãos e pagãos;
temas mitológicos, representados em cenas ao ar livre;
o retrato e a representação do nu.
 A pintura renascentista aplicou novas técnicas artísticas:
• técnica de pintura a óleo (de invenção flamenga);
• técnica da perspetiva - terceira dimensão e a ilusão de profundidade, inventada pelo italiano Masaccio;
• técnica do sfumato, utilização de efeitos especiais através da gradação da cor, do claro para o escuro – inventado por Leonardo da Vinci.

Os temas:
motivos cristãos e pagãos;
temas mitológicos, representados em cenas ao ar livre;
o retrato e a representação do nu.
Libertação das figuras representadas nos vários temas da pintura renascentista.
Humanismo – A valorização do ser humano foi um dos aspetos mais importantes do Renascimento. Os humanistas eram intelectuais que se inspiraram na cultura da Antiguidade Clássica para alcançarem um melhor conhecimento do ser humano. Manifestaram um apurado espírito crítico relativamente aos problemas da sociedade do seu tempo.
Virgem do Chanceler Rolin, de Jan van Eyck
“A adoração do Cordeiro Místico” (políptico), Jan Van Eyck, 1432
Primavera, de Botticelli
Retrato de Federico Montefeltro, de
Piero della Francesca, defensor da perspetiva
científica e cujas personagens pareciam esculturas.
A Transfiguração, Rafael, 1517-1520
Principais pintores italianos
Botticelli
Nascimento de Vénus, Botticelli
Libertação das figuras representadas, com os corpos a ganharem volume, graças à perspetiva, ao sfumato e ao claro/escuro

Botticelli
(1445-1510) foi considerado o artista que melhor expressou, através do desenho, um ritmo suave e gracioso para as figuras pintadas. Os temas de seus quadros — quer tirados da Antiguidade grega, quer tirados da tradição cristã — foram escolhidos por expressarem o ideal de beleza, para ele, associada ao ideal cristão da graça divina. Por isso, as suas figuras humanas são belas pois manifestam a graça divina, e, ao mesmo tempo, melancolia - por suporter perdido esse dom de Deus.


A sua criação mais famosa, Nascimento de Vénus, retoma um tema da Antiguidade pagã, mas Botticelli transforma Vénus, a deusa do amor, no símbolo da pureza e da verdade.
Mas é na obra
A Primavera
que podemos compreender melhor as características de Botticelli.
Feita para decorar uma parede da casa de um dos membros da família Médici, de Florença, o tema desta pintura é a representação do mundo pagão:
Rafael Sanzio (1483-1520) é considerado o pintor que melhor desenvolveu, na Renascença, os ideais clássicos de beleza, através da harmonia e regularidade das formas e das cores. Tornou-se muito conhecido como pintor das figuras de Maria e de Jesus e. devido à sua genialidade e perfeição, tornou-se modelo no ensino da pintura.
Ticiano, em 'A Vênus de Urbino' mostra o contraste com o fundo escuro. Os traços individualizados da modelo, representação viva do corpo na pintura de tons quentes, reveste a obra de um caráter extremamente íntimo.
A linguagem de Tintoretto caracteriza-se pelo desenvolvimento de aspetos espirituais e expressionistas, que entravam em choque com o academismo extravagante característico dos primeiros anos do maneirismo italiano. A sua obra combina oposições como real e irreal, natural e supranatural, terreno e ultraterreno, o que fica explícito em A Última Ceia. O maneirismo de Tintoretto manteve boa parte dos aspetos estéticos do Alto Renascimento (principalmente, os de Michelangelo, influência vital para o seu estilo final) e adotou alguns aspetos formais que depois caraterizariam o estilo Barroco.

O artista vivenciou as mudanças culturais derivadas da Contra-Reforma, daí grande parte das suas obras provir de encomendas da Igreja e de confrarias religiosas, talvez o motivo de seu profundo sentimento religioso. Expressou o re-despertar religioso da época com tanta profundidade quanto fizera Michelangelo anteriormente. Para Tintoretto, as representações bíblicas não eram simples acontecimentos humanos, mas manifestações visíveis dos mistérios da fé cristã - o que contrasta com a abordagem do período anterior, como podemos perceber comparando as obras A Anuncição, de Weyden, com A Anunciação, de Tintoretto. As suas obras ostentavam um caráter visionário. No conjunto, seu trabalho percorre boa parte do mundo bíblico, os dogmas do clero, os heróis do Velho Testamento, as fases da vida de Cristo e os sacramentos da Igreja. Ao final de sua carreira, acabou assumindo um caráter mais terreno, pagão e mitológico do que espiritual. O artista foi também referência para El Greco, quando esse esteve em Veneza, entre 1572 e 1576.
Leon Battista Alberti , Piero della Francesca, e Filipio Brunelleschi desenvolveram estudos sobre a perspetiva
Filipio Brunelleschi realizou estes estudos com o objetivo de os aplicar aos planos arquitetónicos - isto é visível no plano da Igreja do Espírito Santo, em que o arquiteto produziu um desenho em perspetiva de modo a mostrar aos seus clientes como ficaria a obra depois de construída.
Piero della Francesca, A Flagelação de Cristo, 1445-50 (têmpera sobre madeira, 59 x 81,5 cm) .
Muito sabiamente, o autor conseguiu a união de duas cenas distintas no mesmo quadro. Esta obra representa as ideias que Della Francesca descreveu nos seus tratados sobre geometria e perspetiva. O ambiente é de tipo clássico, mas as vestes são renascentistas.
A Adoração dos Magos
é a primeira grande pintura de
Leonardo da Vinci,
que a deixou inacabada, levando apenas aguadas de tinta, na ocasião da sua partida para Milão. Foi feita entre 1481 e 1482, em óleo sobre madeira, e mede 246 por 243 centímetros.
Foi encomendada pelos monges de São Donato de Scopeto, próximo a Florença, Itália.
Esboço para a Adoração dos Magos, feito por Leonardo e que revela um exaustivo estudo da perspetiva geométrica.
A Última Ceia
, de
Leonardo da Vinci
, para a igreja de seu protetor, o Duque Lodovico Sforza, o convento de Santa Maria delle Grazie em Milão.
Detalhe do rosto da Mona Lisa com a técnica do sfumato: retirar as pinceladas aparentes de uma pintura usando verniz de madeira, que corrói a tinta, deixando um gradiente perfeito no local.

É praticamente impossível perceber pinceladas nas obras de Leonardo da Vinci
Pintor, escultor, arquiteto e engenheiro,
Leonardo da Vinci
foi o talento mais versátil da Itália do Renascimento.
Os seus desenhos, combinando uma precisão científica e uma prodigiosa criatividade, refletem a enorme vastidão dos seus interesses, que iam desde a biologia, à fisiologia, à hidráulica, à aeronáutica e à matemática.

Durante o apogeu do renascimento, Da Vinci, enquanto anatomista, preocupou-se com os sistemas internos do corpo humano, e enquanto artista interessou-se pelos pormenores externos da forma humana, estudando exaustivamente as suas proporções.
O espaço arquitetónico circundante dá ao autor a possibilidade de enquadrar a cena religiosa numa autêntica câmara ótica, subdividida em paralelepípedos que se “escalonam” com uma exatidão milimétrica.
Todas as linhas convergem num ponto crucial (ao lado do flagelador), para o qual o olhar é atraído e tudo é ritmado em função de valores matemáticos preestabelecidos.
As colunas dividem o espaço em duas partes ritmadas [C]. de acordo com a secção áurea, considerada pelo pintor como garantia de uma beleza harmoniosa. A perspetiva é o reflexo da harmonia que rege a Criação; é o produto de uma racionalidade superior e divina que sanciona o acordo perfeito entre o Homem e a Natureza. A luz é tida como elemento capaz de configurar as pessoas numa materialização absoluta, quase escultórica [C].
A divulgação do uso do papel e o aparecimento das telas e dos cavaletes, que facilitaram a criação e a realização das obras. foram, também inovações da pintura do Renascimento.
Leonardo da Vinci
“Vénus e Marte” (1483), Painel pintado a têmpera.
Temática pagã.
Marte dorme enquanto Vénus o observa, tranquilamente.
Os faunos brincam por detrás, com os seus atributos da guerra.
Membros da família Vespucci (os encomendadores estão aqui representados).
O Batismo de Cristo foi o primeiro trabalho importante de Leonardo como aprendiz - feito em conjunto com Verrocchio, seu mestre .
O Salvador do Mundo
A Adoração dos Magos, Sandro Botticelli, 1475
Botticelli
(Autorretrato)
Retrato da duquesa Batista Sforza
Piero De La Franchesca
Galeria Deglia Ufizzi, Florença.
A Anunciação, ou L’annunciazione, em italiano, é um óleo sobre painel de Leonardo da Vinci, pintado entre 1472 e 1475,
com 98.4 × 217 cm de dimensão.
A Anunciação representa o Anjo Gabriel a anunciar a Maria que fora escolhida pelo Senhor para ser a mãe de Jesus Cristo, o Filho de Deus.
Leonardo serviu-se dos seus conhecimentos sobre a anatomia das aves para conceber, com muita precisão, as asas do Anjo Gabriel.
São também precisos os seus conhecimentos acerca da anatomia humana
Um tapete de flores, cada uma com formas e cores precisas...
mais ao fundo montanhas, o mar com diversas embarcações, e uma nevoa de leve tom azulado.
Na verdade, Leonardo Da Vinci pintou pouco: o fresco da "Última Ceia", no convento de Santa Maria della Grazie, em Milão, e cerca de quinze quadros, dentre os quais se destacam a "Anunciação", a "Gioconda" e "Santana, a Virgem e o Menino".
Dominou com sabedoria um jogo expressivo de luz e sombra, gerador de uma atmosfera que estimula a imaginação do observador. Um exemplo disso é o quadro "A Virgem dos Rochedos": um conjunto de rochas escuras serve de fundo ao grupo formado por Maria, São João Batista, Jesus e um anjo. As figuras formam uma pirâmide, da qual Maria ocupa o vértice. Esta disposição geométrica das personagens, assim como a luz que incide no rosto da virgem, em contraste com as rochas escuras, torna-a o centro da obra.
Mas a nossa atenção é desviada para o Menino Jesus, o que o torna a figura principal da composição. Leonardo conseguiu isso ao envolver o corpo do Menino na luz, pela atitude de adoração de São João, pela mão de Maria estendida sobre a cabeça do Menino e pela atitude protetora do anjo, que o apoia. Por sua vez, a profundidade do quadro é dada pelo extraordinário brilho da luz na escuridão.
Muitos investigadores apontam esta obra como o primeiro trabalho de Leonardo da Vinci, entretanto, outros atribuem-na a Domenico Ghirlandaio (1449-1494) ou a Andrea del Verrocchio (1435-1488), outros artistas italianos. Nesta pintura, Leonardo aplica bem os seus conhecimentos de anatomia, através de uma precisão estética das formas, aliada a uma rigorosa proporcionalidade.
Século XV, ducado de Urbino, Itália. Um menino observava o pai que trabalhava com pincéis e tintas. O velho, um pintor desconhecido, era Giovanni Sanzio e o menino, nascido dia 6 de abril de 1483, já mostrava indícios de que também seria pintor. O que parecia difícil de acreditar naquele momento é que Rafael Sanzio viria a ser um dos maiores nomes da humanidade, formando com Leonardo da Vinci e Michelângelo, a célebre tríade de grandes artistas do Renascimento. Rafael entrou para a história como o pintor das madonas simultaneamente místicas e doces.
A Transfiguração
Zoroastro – (sécs. VII-VI a.C.) Religioso e filósofo persa. Segura um globo celestial.
Ptolomeu – (sécs. I-II d.C) Astrônomo de Alexandria.
Zoroastro e Ptolomeu
Um pintor que marcou o
Renascimento
Rafael Sanzio
Rafael Sanzio (1483-1520) – Autorretrato. A única personagem que olha ao espectador.
Giovanni Antonio Bazzi – (1477-1549) Pintor que trabalhou junto com Rafael em Stanza della Segnatura.
Rafael e Giovanni
Euclides – Matemático que ensinou em Alexandria no final do século IV a.C.
Euclides
Diógenes – (sécs. V-IV a.C.) O filósofo cínico, solitário, com sua taça e roupas descuidadas. Viveu em Atenas.
Diógenes
Epicuro – (sécs. IV-III a.C.) Filósofo de Samos. Aparece coroado com folhas de uva.
Epicuro
Alcibíades – (séc. V a.C.) Político e militar ateniense.
Jenofonte – (séc. V-VI a.C.) Historiador e filósofo ateniense.
Eschines – (séc. IV a.C.) Político e orador ateniense
Sócrates – (séc. V a.C.) Filósofo ateniense
Heráclito – (séc. VI-V a.C.) Filósofo de Éfeso.
Heráclito
Averroes – (1126 – 1198) Filósofo
Pitágoras – (séc. VI a.C.) Matemático de Cotrona Francesco Maria Della Rovere – (1490-1538) Sobrinho do papa Júlio II
Averroes, Pitágoras, Francesco
Platão – Filósofo da Grécia.
Aristóteles – Filósofo da Macedônia.
Platão e Aristóteles
O Casamento da Virgem, de 1504, foi sua principal obra desse período, ainda influenciado pelo estilo de Perugino. Logo depois Rafael concluiu três pequenos quadros: Visão de um Cavaleiro, As Três Graças e São Miguel. Neles já se expunha o seu estilo amadurecido e a sua técnica que lhe acompanharia a vida toda.
Rafael Sanzio
ao centro está a
deusa Vénus;
acima da sua cabeça, Cupido dispara as setas que despertam o amor;
à esquerda de Vénus estão Flora, a Primavera — uma jovem com um ramo de flor na boca — e Zéfiro, o vento oeste, segundo a mitologia grega;
à direita de Vénus estão as três Graças e Mercúrio, o mensageiro dos deuses.
Aparentemente, as figuras não têm muita relação entre si, mas o observador percebe-as como um conjunto.
O que as une é o ritmo suave do desenho e a sugestiva paisagem em tons escuros que favorecem a impressão de relevo das figuras claras em primeiro plano.
Ginevra di Benci
A dama do arminho
Monalisa
ou Gioconda
Esboço de "A Virgem,
Santana e o Menino"
S. João Batista
A bela Ferroniere
Inspiração nos artistas da Antiguidade Clássica - para os artistas do Renascimento, só a arte dos Antigos era harmoniosa, proporcionada e bela.
Foi acompanhado de um elevado interesse arqueológico pelos vestígios da Roma Antiga, preservados em coleções privadas ou em museus.
Valorização do homem (estudo da cultura greco-romana), em oposição ao mundo medieval, que valorizava unicamente o divino e o extraterreno
Humanismo
Classicismo
Antropocentrismo
Valorização do homem como principal e decisivo elemento na condução da história da humanidade. Esta visão é conhecida por antropocentrismo ("homem no centro") e fez oposição à visão teocêntrica ("Deus no centro") da Idade Média.
O homem tornou-se a "medida de todas as coisas”, tal como defendiam os gregos antigos, que os renascntistas tanto admiravam.
Experimentalismo
Este período foi muito significativo no tocante ao desenvolvimento das experiências científicas e do pensamento racional e lógico.
Procurava-se o conhecimento do mundo através do estudo de várias ciências (Biologia, Matemática, Física, Astronomia, Botânica, Anatomia, Química, etc.).
Naturalismo
Admiração pela natureza, a qual se tenta transpor para a arte.
Interesse pela anatomia, pelo gesto, pelo movimento, pela diversidade geológica e botânica das paisagens
Individualismo
Não consistia no isolamento do homem, mas refletia a possibilidade que cada um tinha de fazer opções, de se manifestar sobre diversos assuntos, de ser responsável pela condução da própria vida.É também a afirmação do artista como criador individual da obra de arte
O artista renascentista assinava suas obras, tornando-se famoso.
Características
do
Renascimento
A Pintura
Na Europa, desde o séc.V até o séc. XVI, a tinta em pó era misturada com gema de ovo e água para ganhar consistência. Esse processo é conhecido por pintura a têmpera. A pintura secava muito rapidamente. No início do séc. XV os artistas começaram a misturar pigmentos com óleo. Secava mais lentamente, permitindo detalhar mais o trabalho. O pintor flamengo
Jan Van Eyck
é considerado o inventor da técnica de pintura a óleo. Na verdade
,
as tintas a óleo começaram a ser usadas desde o séc. VIII para pintar sobre pedra e vidro. Contudo, Van Eyck usou o recurso que a tinta a óleo permitia para detalhar partes de seu quadro Giovanni Arnolfini e sua Esposa (1434), como o pêlo do cão, o metal do candelabro e o vidro de espelho - influenciando artistas durante séculos
A
PINTURA A ÓLEO
, de que Jan van Eyck foi pioneiro, veio proporcionar o desenvolvimento da
perspetiva
, por permitir:

a criação de detalhes mais intrincados e perfeitos, visto que, podendo ser mais facilmente controlado, permitia a sua aplicação com pincéis mais finos;

o desenvolvimento das proporções, devido ao aumento do nível dos pormenores;

a exploração de texturas mais complexas, pois camadas de óleo podiam ser aplicadas umas sobre as outras;

o uso de
sombras
, resultantes dessas camadas.
Mais tarde,
Masaccio
aplicou, no fresco
A Santíssima Trindade
, o método da perspetiva com um efeito que surpreendeu os seus contemporâneos. A construção geométrica é visível através da sobreposição das linhas que revelam a sua estrutura. As linhas das traves do teto, cujo prolongamento revela a localização do ponto de fuga sobre a trave horizontal na base, dão claramente a ilusão de profundidade.
Masaccio (1401-1428)
foi um dos primeiros a revelar a preocupação da ilusão de arquitetura numa superfície plana.
Na sua obra “A Santíssima Trindade”, de 1428, na Igreja de Stª Maria Novella (Florença), Masaccio criou a ilusão de uma capela falsa onde as imagens sagradas se assemelham a esculturas colocadas num nicho
Óleo sobre tela
O óleo sobre tela tornou-se o meio por excelência na Renascença. Com esse método, um mineral como o lápis-lazúli era moído e o pó resultante misturado a terebintina e aplicado sobre a tela.
O aumento das opções de cores, com suaves nuances de tonalidades, permitiram aos pintores representar texturas e simular formas em três dimensões.
(Invenção flamenga pelos irmãos Van Eyck)
A Perspectiva
Do ponto de vista social, a adopção da perspetiva revalorizou o trabalho dos pintores e influenciou o seu estatuto social, assim como o das instituições onde estes trabalhavam. É dessa época a criação de Academias, instituições que reuniam pintores e escultores, o que mostra a importância adquirida por estes.

As novas relações entre artistas e
mecenas
- pessoas que ajudavam os artistas, financeiramente - também contribuíram para este desenvolvimento, pois os artistas ao serviço de nobres tinham, normalmente, regalias sociais e oportunidades de fazer trabalhos de grande originalidade.

Nessa época, muitos príncipes iam a Florença, Veneza e Roma procurar artistas formados nestas capitais. Temos o exemplo de:

Alberti, que trabalhou para o marquês de Mântua.
Piero della Francesca, esteve ao dispor de duque de Urbino.
Mantegna, pintor da corte de Mântua.
Claro - Escuro
O
chiaroscuro
(pronuncia-se quiaroscuro), que significa “claro/escuro” em italiano, se referia a uma nova técnica para modelar formas em que as partes mais claras parecem emergir das áreas mais escuras produzindo, na superfície plana, a ilusão de um relevo escultural.
Recapitulando:

A Virgem, Santana e o Menino
A Virgem dos rochedos
Alcibíades, Jenofonte, Eschines, Sócrates
Hedonismo
É uma teoria ou doutrina filosófico-moral que afirma ser o prazer o supremo bem da vida humana. O hedonismo filosófico moderno procura fundamentar-se numa concepção mais ampla de prazer entendida como felicidade para o maior número de pessoas.
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