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Copy of PLE I 2014.1 - ECT - Aula 2 - 05/02/2014

Leitura como processo de semiotização
by

Natalia Nobre

on 17 February 2014

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Transcript of Copy of PLE I 2014.1 - ECT - Aula 2 - 05/02/2014

Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Escola de Ciências e Tecnologia
Práticas de Leitura e Escrita I

Professores
Ada Lima, Edna Rangel, José Romerito Silva, Lauro Meller e Natalia Nobre

Segundo encontro: 05 de fevereiro de 2014
O que significa "ler"?
Quem pode dizer
que é "leitor"?
Existe leitura "certa" e
leitura "errada"?
É possível “ler” um texto,
mas não compreendê-lo?
Por que a leitura é um
processo de semiotização?
Algum de vocês já experimentou a sensação de não conseguir atribuir sentido(s) a um texto, a ponto de achá-lo incompreensível?
É possível atribuir sentido(s) aos textos que acabamos de ver?
FALANDO EM LEITURA

Sem dúvida, o ato de ler é usualmente relacionado com a escrita, e o leitor, visto como decodificador da letra. Bastará, porém, decifrar palavras para acontecer a leitura? Como explicaríamos as expressões de uso corrente "fazer a leitura” de um gesto, de uma situação; “ler o olhar de alguém”; "ler o tempo”, “ler o espaço”, indicando que o ato de ler vai além da escrita?
[...]
Com frequência nos contentamos, por economia ou por preguiça, em ler superficialmente, “passar os olhos”, como se diz. Não acrescentamos ao ato de ler algo mais de nós além do gesto mecânico de decifrar os sinais. Reagimos assim ao que não nos interessa no momento. Um discurso político, uma conversa, uma língua estrangeira, uma aula expositiva, uma quadra, uma peça musical, um livro. Sentimo-nos isolados do processo de comunicação que essas mensagens instauram - desligados. E a tendência natural é ignorá-las ou rejeitá-las como nada tendo a ver com a gente. Se o texto é visual, ficamos cegos a ele. Se é sonoro, surdos. Quer dizer: não o lemos, não o compreendemos.

Texto adaptado de Martins (2006).
LER É ATRIBUIR SENTIDO(S). Não lemos apenas textos verbais (escritos ou falados), mas também textos não verbais (gestos, imagens, cores, cheiros).
Leitores são agentes; recipientes são passivos, não compreendem.
O conhecimento linguístico, o conhecimento interacional, o conhecimento de mundo devem ser ativados durante a leitura para que se possa chegar à compreensão.
O mero passar de olhos pela linha não é leitura, pois leitura implica uma atividade de procura por parte do leitor, no seu passado, de lembranças e conhecimentos, daqueles que são relevantes para a compreensão de um texto que fornece pistas e sugere caminhos, mas que certamente não explicita tudo o que seria possível explicitar.
Kleiman (2000, p. 27)

Em que reside o efeito crítico da charge?
Em síntese, ser alfabetizado, ou seja, ter a capacidade de decodificar um texto escrito em determinada língua, é condição mínima, mas não suficiente para a realização de uma leitura satisfatória.

Para que seja possível ler um texto, lançamos mão de nossa memória cultural (o conhecimento de mundo), de informações acessíveis no contexto em que nos encontramos, de processos de inferenciação, bem como do acervo linguístico-textual do qual dispomos.
1M4G1N3 QU3 VOC3 PR3C154553 L3R 35T3 73X7O P4R4 54LV4R SU4 PRÓPR14 P3L3 OU P4R4 53R 4PROV4DO 3M UM CONCUR5O PÚBL1CO F3D3R4L P4R4 O QU4L 357UDOU COM 4F1NCO NO5 ÚLT1MOS C1NCO 4NO5. O QU3 VOC3 F4R14? D351571R14? P3D1R14 4JUD4 4 4LGU3M OU 3NFR3N74R14 O 73X7O 3 73N74R14 COMPR33ND3-LO?
3573 P3QU3N0 73X7O 53RV3 4P3N45 P4R4 M057R4R COMO NO554 C4B3Ç4 CONS3GU3 F4Z3R CO1545 1MPR3551ON4N735! VOC3 NOT0U QU3, NO COM3ÇO, 4 L317UR4 3574V4 M310 COMPL1C4D4, M45, 4LGUM45 L1NH45 D3PO15, SU4 M3N73 FO1 D3C1FR4NDO O CÓD1GO QU453 4U7OM471C4M3N73, S3M PR3C1S4R P3N54R MU17O, C3R7O? POD3 F1C4R B3M ORGULHO5O(4) D155O! SU4 C4P4C1D4D3 M3R3C3! P4R4BÉN5!
N4 V3RD4D3, VOC3 4C4BOU D3 R34L1Z4R UM4 L317UR4 COMO PROC355O D3 S3M1O71Z4Ç4O. (Texto elaborado pela professora Edna Rangel)

Essa placa poderia ser compreendida como um texto?

Qual seria a sua função social?
Nesta aula, discutimos a respeito do conceito de leitura. Aproveitamos ainda para desconstruirmos alguns “mitos” sobre o ato de ler. Enfatizamos que não lemos apenas textos verbais (escritos ou falados), mas também imagens, sons, cheiros, cores. Por fim, vimos que ser leitor é resultado de um processo contínuo, que depende do constante exercício e de uma série de outras competências/conhecimentos.
O que significa "ler"?
Quem pode dizer
que é "leitor"?
Existe leitura "certa" e
leitura "errada"?
É possível “ler” um texto,
mas não compreendê-lo?
Por que a leitura é um
processo de semiotização?
Ler é atribuir sentido(s) possível(eis) a um texto.
Todas as pessoas podem ser leitoras. Mesmo as não escolarizadas e/ou não alfabetizadas leem para agir no mundo. Sendo assim, para ser leitor não é necessário ter lido as obras clássicas da literatura universal.
Existe. É necessário ficar atento às pistas que os textos nos oferecem para não “viajar na maionese”.
Não. Ler implica compreender. Se não houve compreensão, não houve leitura. Passar os olhos pelas linhas de um texto não significa lê-lo.
Desde que nascemos, adquirimos sensações e impressões acerca do mundo que nos permitem compreendê-lo. Sendo assim, tornamo-nos capazes de criar sentido(s) para as “coisas” dentro de nosso contexto social. É a essa capacidade que chamamos de semiotização. Como a leitura consiste em um conjunto de operações de atribuição de sentido(s), podemos dizer que ela é um processo de semiotização.
Agora que já discutimos a importância da leitura e da escrita para profissionais da área de Ciências e Tecnologia, vamos nos concentrar no tema
"Leitura como processo de semiotização"
. Comecemos com algumas perguntas que deverão ser respondidas ao longo da aula.

ATIVIDADE
Para finalizar a aula de hoje, convém lembrar que o sentido não é dado a priori no texto. Os textos norteiam o leitor, oferecendo-lhe um roteiro/mapa com pistas que conduzem à atribuição do(s) sentido(s) possível(eis).
Com base no conteúdo da aula de hoje, podemos, agora, responder às questões iniciais.
Vamos iniciar a aula de hoje retomando a reflexão feita no encontro passado. Para tanto, vejamos o vídeo a seguir. Trata-se de uma reportagem veiculada no programa "Emprego e Renda", da Rede Minas de Televisão.
Não se desespere. Isso pode acontecer com qualquer um. Ocorre que não basta ser alfabetizado para conseguir ler um texto. O ato da leitura mobiliza outras competências. É possível, inclusive, ser analfabeto e conseguir fazer algumas leituras.
Sugestão de vídeo: "Strangers".
Vocês terão de encarar, em breve, situações como: entrevista para admissão a um estágio/emprego; concurso público; elaboração de relatórios; apresentação de projeto de pesquisa etc.

Sejam quais forem suas áreas de atuação, vocês precisarão ler e se expressar bem.
O QU3 51GN1F1C4 “L3R”?
Até a próxima aula!
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