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A Escrava Isaura

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by

Andresa Queiroz

on 22 May 2014

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Transcript of A Escrava Isaura

Bernardo Joaquim da Silva Guimarães (Ouro Preto, 15 de agosto de 1825 — 10 de março de 1884) foi um romancista e poeta brasileiro, conhecido por ter escrito o livro A Escrava Isaura.
Bernardo Guimarães
O foco narrativo do livro é em terceira pessoa, onde o narrador se dirige diretamente ao leitor.
Enredo: Romance
Bernardo Guimarães
A Escrava Isaura
A obra, que pertence ao romantismo condoreiro, conta a história de uma jovem mestiça, muito cobiçada, escrava de uma fazenda do Rio de Janeiro, que está em busca de sua liberdade.
Foi escrito na campanha abolicionista (1875). A obra possui tempo cronológico, passando-se em alguns meses.

O autor pretende, nesta obra, fazer uma acusação documentada anti - escravo e da liberdade. Explorou uma das questões mais polêmicas da sociedade brasileira da época: a escravidão.
Apresentação
: Isaura, escrava de pele branca, foi criada como filha na família em que serve. Foi durante muito tempo a protegida da matriarca, que prometeu que após a sua morte a moça deveria ser liberta.
Conflito:
Entretanto, esse último desejo não foi satisfeito e Isaura se tornou propriedade de Leôncio, um jovem sem caráter que por ela se interessa, apesar de casado.

Complicação:
O pai da escrava, um homem livre chamado Miguel, reúne a vultosa quantia que fora pedida pelo pai de Leôncio para libertá-la, porém, o vilão encontra uma maneira para descumprir a promessa do pai, fingindo luto por sua morte. Inconformada com a situação, Malvina retorna para a casa de seus pais, fato que deixa Leôncio livre para atormentar Isaura. O pai de Isaura, Miguel, decide então fugir com a filha para o nordeste do país.
Climax:
Descoberta, Isaura volta a ser escrava de Leôncio. Numa manobra, Isaura é convencida a se casar com Belchior, porém, antes que a cerimônia fosse realizada, surge Álvaro, que havia descoberto a falência de Leôncio e adquirido sua dívida.
Desfecho:
Álvaro passa a ser dono de todas as propriedades do vilão, incluindo Isaura. Leôncio se mata e a história tem um desfecho feliz.
Protagonista
Isaura: Uma escrava branca, da cor do marfim, magra, estatura pequena, cabelos longos, muito bonita, pura, virginal, possuía um caráter nobre, inteligente, era dotada de natural bondade e muito singela de coração, além disso, sabia ler e escrever, falava italiano, francês e tocava piano.
Antagonista
Leôncio é o vilão leviano, devasso e insensível que, de “criança incorrigível e insubordinada” e adolescente que sangra a carteira do pai com suas aventuras, acaba por tornar-se um homem cruel e inescrupuloso. Homem de aparência rude era o herdeiro de todos os maus instintos e devassidão do comendador, seu pai. Nutre por Isaura o mais cego e violento amor.
Personagens Secundários
Comendador Almeida (Dono da Fazenda) um homem rude, imundo, avarento e canalha.

Feitor Miguel (pai de Isaura e Capataz da Fazenda), homem bom e forte. Tratara bem aos escravos.
Juliana (mãe de Isaura). Era a mais linda escrava e sofria de privações, por não querer ser amante do Comendador Almeida.

Leôncio (filho do Comendador Almeida), mau caráter, dominador, mandão, mas de boa aparência.

Malvina (esposa de Leôncio), mulher dócil e bonita.


Henrique (cunhado de Leôncio), rapaz bom, estudioso e rico.

Elvira e Anselmo (nomes de Isaura e Miguel, quando fogem e vão morar em Recife)

Álvaro (abolicionista), moço bonito, rico, liberal e republicano.

Martinho (estudante), ganancioso e desprezível, cabeça grande, cara larga, feições grosseiras, olhos pardos e pequeninos.

Belchior (Jardineiro), um ser disforme e desprezível. É o símbolo da estupidez submissa e também sua descrição física se presta a demonstrar sua conduta: feio, cabeludo, atarracado e corcunda.

Dr. Geraldo: é um advogado conceituado, que serve como fiel da balança para Álvaro, já que procura equilibrar os arroubos do amigo, mostrando-lhe a realidade dos fatos.

Fazenda do comendador Almeida, que ficava ás margens do rio Paraíba, na vila de Campos, no estado do Rio de Janeiro e Recife . O cenário é importante para o desenrolar da obra.
Espaço

O período romântico no século XIX irá definir uma transformação gradual no visual
anterior, a moda império.

De modo geral a roupa feminina ganha as seguintes variações:

Silhueta fluida, porém mais ornamentada;
Formato cônico, com uso de anáguas;
Diminuição do comprimento dos vestidos;
Mangas bufantes, que iniciam-se curtas e aumentam de volume depois (manga pernil);
Penteados anelados;
Maquiagem discreta, quase natural, com rosáceas nas maçãs do rosto;
Joiás como complemento dos decotes, sempre rebaixados e com obros caídos;
Cintura volta para seu lugar, com uso do corpete;
Chápeu boneca;
Leques;
Sapatos de salto baixo e ponta arredondada;
O Dandy era de certa forma:
Austero e imponente, educado e sofisticado;
Roupas extremamente justas faziam parte do seu look: calça, camisa e colete;
Golas altas e engomadas, preenchidas com o plastron;
A cartola;
A barba;

Roupas Século XIX - Romantismo

A rede Globo exibiu a primeira versão da trama, adaptada por Gilberto Braga, entre 11 de outubro de 1976 e 5 de fevereiro de 1977. Ela teve apenas 100 capítulos.
O personagem Tobias não existia no livro. Gilberto Braga o criou para que Isaura não passasse tanto tempo da trama sem um romance. Na verdade, ela encontrou seu verdadeiro amor, Álvaro, a um terço do final da história

O dramaturgo também deu um destino diferente do livro à personagem Malvina. No romance, ela abandona o marido, Leôncio. Já na novela acaba, sendo morta por ele..

Em 18 de outubro de 2004, estreou uma nova versão da história, produzida pela rede Record

Na segunda versão, diferente do livro , Leôncio é assassinado .
Novela x Livro
Discurso
O livro apresenta discurso direto, uma linguagem muito formal, típica do autor romântico que o aplica e faz com que a obra tenha um carácter de lenda

Nenhum momento do texto há marcas de oralidade, pois o texto tem tratamento exageradamente romântico, onde não ocorre esse tipo de linguagem.

Obviamente, a linguagem tem relação com a obra, uma obra romântica com caráter formal, sem expressões orais fazendo jus ao romantismo exagerado.

Linguagem

O tratamento exageradamente romântico que o autor aplica neste livro faz com que ele tenha um caráter mais de lenda do que de realidade, ao contrário de, em que a descrição regionalista do ambiente físico e social proporciona mais verossimilhança à trama.

Nunca, em "A Escrava Isaura", o excesso de imaginação se traduz em "idealização descabida", como afirma Antonio Candido, que se concretiza no plano da linguagem em descrições repetitivas e mecânicas dos personagens, com abuso de adjetivos redundantes. Observe-se a descrição de Isaura quando senta-se ao piano no salão de baile no Recife:

"A fisionomia, cuja expressão habitual era toda modéstia, ingenuidade e candura, animou-se de luz insólita; o busto admiravelmente cinzelado ergueu-se altaneiro e majestoso; os olhos extáticos alçavam-se cheios de esplendor e serenidade; os seios, que até ali apenas arfavam como as ondas de um lago em tranqüila noite de luar, começaram de ofegar, túrgidos e agitados, como oceano encapelado; seu colo distendeu-se alvo e esbelto como o do cisne, que se apresta a desprender os divinais gorgeios. Era o sopro da inspiração artística, que, roçando-lhe pela fronte, a transformava em sacerdotisa do belo, em intérprete inspirada das harmonias do céu".
Comentários Finais
De um modo geral Bernardo Guimarães pretende, nesta obra, fazer um libelo antiescravagista e libertário e, talvez, por isso, o romance exceda em idealização romântica, a fim de conquistar a imaginação popular perante as situações intoleráveis do cativeiro.

O autor,porém, estava mais preocupado em contar as perseguições do senhor cruel à escrava virtuosa e, assim, conquistar a simpatia do leitor.O autor claramente conseguiu o que queria. A sociedade brasileira do século XIX, que tanto se apiedou das desventuras de Isaura, aceitou-a porque ela era branca e educada.

O autor pôde, assim, demonstrar, através do seu sofrimento, o quanto "é vã e ridícula toda a distinção que provém do nascimento e da riqueza". E é claro, a cor de Isaura serve, como afirma o crítico Antônio Cândido, "para facilitar a ação de Álvaro, compreensivelmente apaixonado e decidido a desposá-la, como fez."
BIBLIOGRAFIA E CRÉDITOS
Todas as imagens e textos reproduzidos são apenas ilustrativos e com fim educativo, não lucrativo.

Agradecemos a todos as fontes que disponibilizaram o conteúdo, principalmente Bernardo Guimarães, Brasil Escola, Wikipédia e Prezi. E obviamente a todos que continuaram prestando atenção até aqui. Prof. Miriam.
Integrantes do Grupo:
Victoria
Letícia
AC
TI
Andresa
Bia
Kaue
William
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