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"Sonoridades Urbanas: A Cidade da Audição"

Prova de Defesa da Dissertação de Mestrado
by

Catarina Ribeiro

on 17 February 2015

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Transcript of "Sonoridades Urbanas: A Cidade da Audição"

Prova de Mestrado em Sociologia
Coimbra, 29 de outubro de 2013


Construção de um arquivo sonoro de Coimbra
3.2. Categoria (i) Academia e Universidade: análise sonora
1. A imagem sonora das cidades
1.1. Som da cidade: objeto de estudo
Estrutura da apresentação




1.
A imagem sonora das cidades
1.1.
Som da cidade: objeto de estudo
2.
A expressão do som na cidade: uma narrativa social
3.
As sonoridades de Coimbra: metodologia e desenho da investigação
3.1.
Arquivo Sonoro de Coimbra: modelo de análise
3.2.
Categoria (i) Academia e Universidade: análise sonora
3.3.
Categoria (ii) Ambiente e Cultura Urbana: análise sonora
3.4.
Categoria (iii) Espaço Público: análise sonora
4.
Considerações finais



Sonoridades Urbanas: a cidade da audição
Prova de Mestrado em Sociologia apresentada à Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra para a obtenção do grau de Mestre

Orientador: Professor Doutor Carlos Fortuna



29 de outubro de 2013
Ana Catarina Freitas Ribeiro
Som

"Objeto descritivo" e "objeto de transformação"
(Augoyard e Torgue)

Ingrediente com pertinência social

Objeto socialmente construído

Elemento narrativo e elemento interpretativo, que confere identidade e ritmo à cidade

"Apresenta o mundo vivido" e "re(a)presenta o mundo vivido" (Haldeman)


Objetivo - Nova forma de conhecer a cidade: a audição como elo de ligação entre o ser humano e a cidade

A cidade é uma obra aberta a ser desvendada através dos sentidos, onde o ouvido também assume um papel importante na captura e processamento de novas informações;

A cidade é um "reino sensorial" (Charles Landry), é uma experiência intercorporal que leva à criação de mapas mentais construídos através da captura de informações pelos sentidos.

Premissa 1 - A audição é um sentido relegado para segundo plano

O sentido auditivo é "passivo, despojado de autonomia própria, que contrasta de forma evidente com a visão, dado que o dinamismo do olhar traz consigo a marginalidade do ouvido". (George Simmel)
Premissa 2 - O som é uma imagem real da vida urbana


A cidade é um lugar de expressividade, composta por identidades moldáveis, onde a escuta se desenrola enquanto processo coletivo, no qual "as pessoas e as suas atividades são tão importantes como as suas partes físicas e móveis". (Kevin Lynch)

2. A expressão do som na cidade: uma narrativa social
Combater a marginalização do ouvido
Fortalecimento da cultura auditiva
"Audionauta" (Cheyronnaud): o indivíduo interpreta os sons de acordo com a sua bagagem biográfica, num cruzamento entre a esfera pública e a esfera privada

"Coletividade sonora" (Simmel): experiências sonoras que criam sentimentos grupais



"Comunidade acústica" (Schafer): comporta todas as vertentes da vida social, desde a política à cultura



"Sonic effect" (Augoyard e Torgue): ouvir enquanto processo de sociabilidade, onde o som é inseparável dos efeitos que tem na sociedade




Sonoridade é transformada em conhecimento Os sons são informação



Para os invisuais o som do movimento é essencial - "o andar, o falar, as mudanças no pavimento" - dando-lhes a conhecer a cidade nos seus percursos diários (entrevista a José Mário Albino, ACAPO Coimbra)
AUDIÇÃO

como

NARRATIVA
SOCIAL

3.1. Arquivo Sonoro de Coimbra: modelo de análise
3.3. Categoria (ii) Ambiente e Cultura Urbana: análise sonora
da
cidade

3. As sonoridades de Coimbra: metodologia e desenho da investigação
Desenho da investigação:

Apresentar e analisar as imagens sonoras de Coimbra: processo de observação acústica, descoberta, recolha, análise e escuta do espólio sonoro de Coimbra

Mapeamento sonoro da cidade

Dupla função das sonoridades urbanas: revelar a cidade e ajudar a conhecer as suas mudanças som enquanto objeto social

3.4. Categoria (iii) Espaço Público: análise sonora
4. Considerações finais
Queima e Latada
Luta Académica
FRA
Jardim Botânico
Trânsito
Fado e Canção de Coimbra
Relatos Académica
Manifestações
Mercado Municipal

Tipologias dominantes: B e F, que estão relacionadas com a história, os
costumes e as tradições, onde reside uma forte presença da vida universitária

Tipologias relacionadas com a modernidade são pouco cultivadas nas sonoridades de Coimbra um futuro caso de estudo: a "Noite Branca"

Hipótese de trabalho confirmada: o som é uma imagem real da vida urbana




A cidade é uma composição musical (Schafer), uma paisagem sonora - lo-fi ou hi-fi - onde o som tem identidade, estrutura e significado, que junta os indivíduos na emissão, na captura e na interpretação sonora

Circular na cidade é participar na sua história e na sua narrativa , é receber informações através dos sentidos

Explorar além da zona de conforto e procurar conhecer "a cidade do toque, dos cheiros, do paladar, da visão e da audição" (Monica Degen) abrindo caminho ao conhecimento da cidade através dos sentidos


O ser humano está rodeado de elementos sensíveis do quotidiano que são
uma base para analisar a cidade e também para estimular a sua
participação no espaço público

Quadro 1: Tipologia de análise do Arquivo Sonoro de Coimbra
Cruzamento dos conceitos de R. Murray Schafer com os conceitos de Carlos Fortuna ajuda a perceber a diferença entre os sons mais fortes e os sons com menos presença, bem como a registar os sons que fazem ou não parte da história da cidade.


Análise das 22 sonoridades registadas como sendo marcas sonoras da cidade, gravadas entre 1969 e 2013

Distribuição das sonoridades em três categorias e subdivididas em dimensões

Importância da relação emissor-recetor: de onde provém o som e por quem é recebido som como objeto social

Existência de dois grandes grupos de sonoridades: as sonoridades do quotidiano e as sonoridades dos eventos/celebrações


Questões de partida para a construção do Arquivo Sonoro:

1. Será possível as cidades terem património sonoro próprio?

2. É possível conhecer a cidade através das suas sonoridades?

3. Como se operacionaliza esta leitura?
Três dimensões: fronteira, contestação e ritual/cerimonial
Oito sons que marcam a componente académica e universitária da cidade

Principais resultados da análise sonora da categoria:

Domínio da tipologia B, característica da história e da tradição, dos sons que são facilmente identificáveis pela comunidade académica e, por vezes, pelos conimbricenses.

Há maior troca sonora entre estudantes e cidade no início do ano letivo e durante as festas académicas.

As principais alterações nesta categoria prendem-se com a apatia nas reivindicações e na luta dos estudantes e também no crescimento/alargamento das festas e convívios.
Sonoridade integrada na dimensão de fronteira

Emissor-recetor: estudantes cidade

A Queima das Fitas e a Festa das Latas e Imposição de Insígnias são festas tradicionais dos estudantes de Coimbra

Principais eventos: cortejos e noites no Parque da Canção

Sonoridade de tipo C, que invade fortemente o espaço acústico da cidade
Sonoridade integrada na dimensão de contestação

Emissor-recetor: estudantes país

Ao longo dos anos, a luta académica foi considerada um ponto forte na academica de Coimbra, mas as ações reivindicativas têm vindo a diminuir ao longo dos anos

Marco histórico da luta pelo Ensino Superior Português: Crise de 1969

Sonoridade de tipo D, um som com história, que já teve maior presença e que tem vindo a estagnar
Sonoridade integrada na dimensão de ritual/cerimonial

Emissor-recetor: academia academia

Grito académico criado pela Associação Académica de Coimbra utilizado no final dos rituais académicos

Sonoridade de tipo B, que faz parte da história e da tradição e que é facilmente reconhecida quer pela comunidade académica quer pela população local
Principais resultados da análise sonora da categoria:

Domínio da tipologia B, dos sons da história e dos costumes, que são facilmente identificados pela comunidade local.

À exceção das atividades incluídas na dimensão da voz humana, todas as outras sonoridades se encontram e se misturam diariamente.

Categoria com várias sonoridades de fundo.

Forte presença do som dos transportes, que representa movimento e que, por vezes, enfraquece a presença de outras sonoridades efeito de "masking" (conceito de Augouyard e Torgue).
Três dimensões: ambiente, tecnologia e voz humana
Categoria composta por sete sonoridades recebidas pela cidade
Sonoridade integrada na dimensão de ambiente

Emissor-recetor: sons da natureza para a cidade

Um local invadido por diversos sons do quotidiano, como o som da circulação de veículos, das conversas ou dos avisos que ecoam do Estabelecimento Prisional de Coimbra

Sonoridade de tipo F, um som de fundo que faz parte do quotidiano da cidade há largos anos
Sonoridade integrada na dimensão de tecnologia

Emissor-recetor: gerado pela máquina para a cidade

Som que retrata a intensidade da circulação rodoviária

Sonoridade que marca as movimentações diárias da cidade: "comodidade vs necessidade" no que respeita ao uso de veículos próprios (Raimbault & Dubois)

Sonoridade de tipo C, característica da modernidade que tem uma forte presença na cidade
Sonoridade integrada na dimensão de voz humana

Emissor-recetor: dos músicos para a cidade

Género musical que marca a tradição e a história da cidade, um misto de voz e guitarra portuguesa

Canto de rua, que conta histórias de vida, de amor, de descontentamente, de revolta, de saudade

Sonoridade de tipo B, característica da história e das tradições, neste caso reconhecida pelos habitantes e também pelos turistas que passam por Coimbra
Três dimensões: desporto, política e quotidiano
Categoria composta por sete sonoridades

Principais resultados da análise sonora da categoria:

Domínio da tipologia F, composta por sons de fundo, pelo aglomerado de sons que caracteriza o espaço público.

Categoria composta por sonoridades do quotidiano e por eventos pontuais.

Foi desaparecendo o som característico das vendas de rua - os pregões - sendo substituído pelas sonoridades dos músicos de ruas, dos convívios nos cafés ou o som da música proveniente do interior dos estabelecimentos comerciais.

A categoria retrata fortemente a vida diária na cidade e cruza-se recorrentemente com sons de outras categorias, como a circulação de veículos e o quotidiano dos estudantes.

Sonoridade da dimensão de desporto

Emissor-recetor: de um emissor coletivo para a cidade

O som do estádio propaga-se para o exterior

Sonoridade de tipo B, a equipa faz parte da história da cidade, ainda que já tenha tido um envolvimento mais direto com a comunidade estudantil
Sonoridade da dimensão política

Emissor-recetor: dos cidadãos para a cidade e, principalmente, para o país

São momentos de encontro social, de reivindicação, de luta, de partilha de preocupações

Sonoridade de tipo C, um som com forte presença na atmosfera acústica da cidade com maior projeção graças ao recurso à tecnologia
Sonoridade da dimensão de quotidiano

Emissor-recetor: emissor coletivo para a cidade

Espaço onde a cidade se cruza com o campo

Espaço de compra e venda, local de trabalho, onde o período da manhã é mais intenso

Sonoridade de tipo F, um som de fundo que faz parte da história e dos costumes da cidade
o caminho para uma tradição sonora urbana
Quadro 2: Arquivo Sonoro de Coimbra
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