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Como a linguagem envolveu-se na evolução humana?

Aula 1 de "Ciências da Linguagem: Práticas Midiáticas", do curso de Jornalismo ECA-USP. Docentes responsáveis: Profa. Dra. Mayra Rodrigues Gomes e Profa. Dra. Rosana Soares. Professor colaborador: Dr. Ivan Paganotti
by

Ivan Paganotti

on 29 February 2016

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Transcript of Como a linguagem envolveu-se na evolução humana?

Como a linguagem envolveu-se na evolução humana?
Ciências da Linguagem: Práticas Midiáticas I - Jornalismo ECA-USP - 1o sem./2016
Profa. Dra. Mayra Rodrigues Gomes / Profa. Dra. Rosana Soares / Dr. Ivan Paganotti

http://www.npr.org/sections/money/2015/05/20/406484294/an-npr-reporter-raced-a-machine-to-write-a-news-story-who-won
Quais histórias podemos contar?
Quais ideias podemos discutir?
Inform
ação
Form
ação
https://automatedinsights.com/product/
Volume craniano: 800/1200 cm
3
Cria instrumentos rudimentares
Traços de controle do fogo
Artefatos, ferramentas sofisticadas, desenhos e traços de escrita
Volume craniano: 1500 cm
3
PROVÁVEL
COMPETÊNCIA LINGUÍSTICA
CAPACIDADE DE CODIFICAÇÃO/DECODIFICAÇÃO EM FALA
1.500.000 a.C.
100.000 - 40.000 a.C
Inferência a partir de fatores confluentes
crescimento do volume craniano/cerebral
polegar opositor
vestígios indicam mais habilidade (raciocínios mais complexos)
alongamento do pescoço
Homem: dependência formativa
Ligados a condições fisiológicas dependentes de uma morfologia cerebral complexa que se distribui em funções correlatas, marcadas pela capacitação
a tipo específico de raciocínio caracterizado por uma
operação simbólica.
Artefatos: competência e capacidade
Um raciocínio
operação simbólica
efeitos específicos
Diferenciações
Abstrações das condições naturais
isolamento de campos em entidades específicas
Oposições
diferenciamos apontando elementos diferentes: distinções pelos opostos
Sistemas
conjunto de oposições e relações complementares
Substituição / Representação
Materialização na ausência
Efeito de conjunto: construção de mundo operada em cada língua
Determinação do visível, audível e dizível
Aprendizado das cores / presença nas culturas ("Basic color terms: their Universality and Evolution", Berlin & Kay, 1969)
Pelo compartilhamento de visões de mundo que fundam os saberes de um tempo e lugar e são expressas em enunciados que lhes são específicos
Língua como laço social
Referências:
GEERTZ, Clifford. "O impacto do conceito de cultura sobre o conceito de homem"; "O crescimento da cultura e a evolução da mente". In:
A interpretação das culturas
. Rio de Janeiro, LTC, 2008.
Como as tecnologias de registro da linguagem afetam a cultura?
- LÉVY, Pierre. “Os três tempos do espírito: a oralidade primária, a escrita e a informática”. In:
As tecnologias da inteligência: o futuro do pensamento na era da informática
. Rio de Janeiro, Editora 34, 1993, p. 75-100.
- McLUHAN, Marshall. “Visão, som e fúria”. In:
Teoria da cultura de massa
. Rio de Janeiro, Ed. Saga, 1969, p. 143-152.
Leituras para próxima aula:
miasmas e micróbios
JOHNSON, Steven.
O mapa fantasma: como a luta de dois homens contra o cólera mudou o destino de nossa metrópoles
. Rio de Janeiro, Zahar, 2008
- Cultura: padrões comportamentais (costumes, usos, tradições, hábitos etc.)... ou conjunto de mecanismos de controle?
- Vantagem seletiva e co-dependência entre aperfeiçoamento de ferramentas, caça organizada, reunião, família, fogo... e sistemas simbólicos (linguagem, arte, mito e rito) para orientação, comunicação e controle
Sistema nervoso central evoluiu em interação com cultura, e depende de orientação do sistema simbólico
Flexibilidade e adaptabilidade cria dependência cultural no lugar do instinto: potencial diversidade ao custo da determinação da influência contextual
"[...] a cultura fornece o vínculo entre o que os homens são intrinsicamente capazes de se tornar e o que eles realmente se tornam, um por um. Tornar-se humano é tornar-se individual, e nós nos tornamos individuais sob a direção dos padrões culturais, sistemas de significados criados historicamente em termos dos quais damos forma, ordem, objetivo e direção às nossas vidas" (GEERTZ, 2008, p. 37)
Coleta como base alimentar
4-2 milhões a.C.
Uso de objetos: instrumentalização
Sistema locomotor bipedal ("homem") com cérebro reduzido ("macaco")
Coletivo sem organização pela linguagem
Tabus/regulação
: morte/funeral, hostilidade/disputa, erotismo/privacidade, incesto/casamento
Infância "fetal": depende de cuidado e cultura
Estímulos constantes: controlar excessos (tédio/histeria)
“[...] nossa tarefa mental muda de uma coleta de informações sobre o padrão de acontecimentos no mundo exterior
per se
para uma determinação do significado afetivo, da importância emocional desse padrão de acontecimentos. Não estamos preocupados em resolver problemas, mas em esclarecer sentimentos. Entretanto, a existência de recursos culturais, de um sistema adequado de símbolos públicos, é tão essencial para essa espécie de processo como o é para o raciocínio orientador. Assim sendo, o desenvolvimento, a manutenção e a dissolução de ‘humores’, ‘atitudes’, ‘sentimentos’, e assim por diante – que são ‘percepções’ no sentido de estado ou condição, não sensações ou motivos – constituem tanto uma atividade basicamente privada dos seres humanos quanto o ‘pensamento’ orientador. A utilização de um mapa rodoviário permite-nos ir com precisão de São Francisco a Nova York; a leitura das novelas de Kafka possibilita-nos formar uma ideia distinta e bem definida da burocracia moderna. Adquirimos a capacidade de desenhar aviões que voam em túneis aerodinâmicos; desenvolvemos a capacidade de sentir uma reverência verdadeira na igreja. Uma criança conta pelos dedos antes de contar ‘na sua cabeça’; ela sente na sua pele antes de senti-lo ‘no seu coração’. Não apenas as ideias, mas as próprias emoções são, no homem, artefatos culturais.
[...] Para tomar nossas decisões, precisamos saber como nos sentimos a respeito das coisas: para saber como nos sentimos a respeito das coisas precisamos de imagens públicas de sentimentos que apenas o ritual, o mito e a arte podem fornecer.” (GEERTZ, 2008, p. 59-60)
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