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A CONSTRUÇÃO DA LIBERDADE

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Italo Colares

on 13 April 2015

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Transcript of A CONSTRUÇÃO DA LIBERDADE

1. Destino: o que tem de ser será?
A ideia de DESTINO, pela qual o ser humano teria sua vida guiada pelos deuses ou pela própria natureza, acompanha as crenças dos povos desde os tempos remotos.
2. A liberdade é uma ilusão?
Não é pela crença no destino que a liberdade é descartada nas ciências humanas, mas a partir da aceitação do PRINCÍPIO DO DETERMINISMO.
3. Ser livre é fazer o que se quer?
4. Três concepções de Liberdade
* Livre-arbítrio
Santo Agostinho foi o primeiro a usar o conceito de LIVRE-ARBÍTRIO, como faculdade da razão e da vontade.
No sentido ético, livre-arbítrio significa liberdade de indiferença, por meio da qual o sujeito age pela força de sua vontade, independentemente dos constrangimentos que sofre.
No livro Confissões, Agostinho relata a luta interna que o levou ao catolicismo, depois de ter levado uma vida devassa. A vivência dos conflitos de uma consciência atormentada pela noção do pecado o fez exaltar o poder da vontade. Ou seja, se a razão conhece, é a vontade que decide e escolhe, o que caracteriza o voluntarismo.
Outra influência positivista foi a constituição de ciências como a psicologia.
Nos EUA destacou-se o início da teoria comportamentalista (BEHAVORISMO). Assim diz o psicólogo norte-americano John B. Watson:
* Liberdade Situada
Diversos filósofos da FENOMENOLOGIA, abordaram a questão da LIBERDADE.
A discussão sobre LIBERDADE não se completa no plano de uma liberdade abstrata, nem conforme uma concepção racionalista. Mas a partir da LIBERDADE DO SUJEITO ENCARNADO, SITUADO E CAPAZ DE RELACIONAR-SE COM O MUNDO E CONSIGO MESMO.
Ninguém nasce livre, torna-se livre!
A CONSTRUÇÃO DA LIBERDADE
PROF. ÍTALO COLARES
A crença no destino nos leva à negação da liberdade porque, se acreditamos que a ordem do mundo e o futuro das pessoas estão traçados de antemão, estamos dispostos a aceitar o FATALISMO.
Segundo esse princípio, o ser humano estaria submetido a leis inexoráveis, o que transformaria a liberdade em uma ilusão.
Aristóteles define o ato voluntário como "PRINCÍPIO DE SI MESMO", de modo que tanto a virtude como o vício dependem da vontade do indivíduo. Ao examinar as paixões humanas - a cólera, o medo, a audácia, a inveja, a alegria, o desejo -,Aristóteles diz que elas são apetites e, diante delas, não podemos afirmar se somos bons ou maus, porque não dependem de nossa escolha. A virtude, no entanto, não é um apetite, mas uma disposição de caráter relacionada com uma escolha determinada por um princípio racional próprio do homem dotado de sabedoria prática. Já as virtudes ou vícios envolvem escolha, e por isso podem ser bons ou maus e estão sujeitos às honras ou aos castigos.
Descartes também ocupa-se com a questão do LIVRE-ARBÍTRIO.
Defende que o ser humano deva sempre procurar dominar a si mesmo, desejando apenas o que pode fazer. Mesmo que as paixões possam ser boas em si, cabe à razão averiguar como as utilizamos, a fim de dominá-las, já que a força das paixões está em iludir a alma com razões enganosas e inadequadas.
Portanto, o intelecto tem prioridade sobre as paixões, na medida em que o melhor conhecimento delas é condição para que possamos controlá-las.
* Determinismo
O DETERMINISMO é o mundo da necessidade, e não o da liberdade.
NECESSÁRIO significa tudo aquilo que tem de ser e não pode deixar de ser.
Necessidade é o oposto de CONTIGÊNCIA, que significa "o que pode ser de um jeito ou de outro".
August Comte, positivista. Como sabemos, Comte desenvolveu a "lei dos três estados", segundo a qual o espírito humano teria passado por três fases: o TEOLÓGICO, o METAFÍSICO e o POSITIVO.
Este último coincidiria com o desenvolvimento das ciências experimentais, estágio da maturidade intelectual que deixou para trás as outras formas de conhecimento, por ele consideradas místicas e abstratas.
Deem-me doze crianças sadias, de boa constituição, e a liberdade de poder criá-Ias à minha maneira. Tenho a certeza de que, se escolher uma delas ao acaso, e puder educá-Ia, convenientemente, poderei transformá-Ia em qualquer tipo de especialista que eu queira médico, advogado, artista, grande comerciante, e até mesmo em mendigo e ladrão -, independente de seus talentos, propensões, tendências, aptidões, vocações e da raça de seus ascendentes.
Na linguagem da fenomenologia, traduzimos os dois polos determinismo-liberdade como:
- FACTICIDADE (ou imanência): é a dimensão de "coisa" que todo ser humano tem, é o conjunto de suas determinações.



- TRANSCENDÊNCIA: é a dimensão pela qual o ser humano executa o movimento de ir além dessas determinações, não para negá-las, mas para lhes dar um sentido.


Esses polos são antitéticos, ou seja, contraditórios, mas estão indissoluvelmente ligados.
Maurice Merleau-Ponty (1908-1961) relaciona a liberdade à compreensão do corpo, entendido como condição de nossa experiência no mundo.
"O que é então a liberdade?
Nascer é ao mesmo tempo nascer do mundo e nascer no mundo. O mundo já está constituído, mas também não está nunca completamente constituído. Sob o primeiro aspecto, somos solicitados, sob o segundo, somos abertos a uma infinidade de possíveis. mas esta análise ainda é abstrata, pois existimos sob os dois aspectos AO MESMO TEMPO. Portanto, nunca há determinismo e nunca há escolha absoluta, nunca sou coisa e nunca sou consciência nua"
Merleau-Ponty
5. Liberdades
liberdade de pensamento
liberdade ética
liberdade política
liberdade de expressão
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