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Tradições Discursivas: uma contribuição para a história

Aurea Zavam no III Cogite (UFPI)
by

Sayonara Costa

on 12 December 2013

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Transcript of Tradições Discursivas: uma contribuição para a história

TRADIÇÕES DISCURSIVAS: UMA CONTRIBUIÇÃO PARA A HISTÓRIA DA LÍNGUA E DOS TEXTOS
Construindo um conceito de tradição discursiva
Estrutura geral da linguagem (Coseriu, 1955)
Observe os textos
Em que informações do texto, você se baseou para identificar o gênero/texto 1?

Em que informações do texto, você se baseou para identificar o gênero/texto 2?
Apresentando o conceito de tradição discursiva
modos tradicionais de dizer as coisas (desde um ato de fala, uma saudação, por ex., a uma forma (gênero) literária mais complexa)

traços definidores: repetição e evocação nem toda repetição de elemento

linguístico provoca uma TD, mas toda TD reclama a repetição de algo.
Filologia Pragmática alemã (Linguística Histórica de feição pragmática)

Brigitte Schlieben-Lange, discípula de Coseriu, propõe a Pragmática Histórica (1983) em obra em que relaciona a oralidade com a escrituralidade numa visão histórica:
Você diria que essas informações fazem parte do acervo de memória coletiva?

Diria ainda que são informações esperadas/presumidas?

Poderia ainda dizer que são formas tradicionais de dizer?
Aurea Zavam
Dezembro, 2013
Baseado(a) nas respostas que você deu, que conceito você apresentaria para tradição discursiva?
Que aparato teórico embasa o conceito de tradição discursiva?
existe uma história dos textos independente da história da língua
A língua para
Coseriu
independentemente da língua, do sistema – com estrutura, gramática e léxico específicos – existem tradições textuais definidas

distinção coseriana – tradição textual não corresponde necessariamente a tradição linguística – base do que tem sido proposto pela Linguística Histórica, de feição pragmática.
O conceito de tradição discursiva
Níveis e domínios da linguagem Koch (1997)
Diskurstradition (Peter Koch,1997): dimensão histórica dos gêneros textuais

bipartição no nível histórico de Coseriu
O conceito de tradição discursiva
Tradição Discursiva
O conceito de tradição discursiva
Que distinções podem ser estabelecidas entre o conceito de tradição discursiva e o de gênero textual/discursivo?
“tradições textuais contidas no acervo da memória cultural de sua comunidade, nas maneiras tradicionais de dizer ou de escrever” (KABATEK, 2003, p.3)

“falar não é somente dizer algo a alguém sobre as coisas de acordo com as regras de uma língua (seu sistema e norma), mas costuma ser, além disso, a realização de uma determinada tradição textual” (KABATEK, 2003, p.4)
Tradição Discursiva = Gênero Textual
Tradições discursivas Kabatek (2005)
Tradição Discursiva X Gênero Textual
Que contribuição o conceito de TD traz para o estudo da mudança linguística e dos gêneros?
Nível Universal

Nível Histórico: Língua/Tradições Discursivas

Nível Individual
historicidade da língua
(do ser humano)


historicidade dos textos
(das tradições discursivas)
um domínio ser independente em relação ao outro não significa que cada um seja regido por normas (regras) e tradições próprias totalmente autônomas.
TD é mais que um enunciado; é um ato linguístico que relaciona texto com uma realidade, uma situação, e ainda com outros textos da mesma tradição

Uma TD não é somente uma forma textual repetida; é também uma forma textual ou uma combinação particular de elementos
Bakhtin (2000, p. 304), sobre o domínio dos gêneros necessário a um desempenho discursivo satisfatório, lembra que “o locutor recebe, além das formas prescritivas da língua comum (os componentes e as estruturas gramaticais), as formas não menos prescritivas do enunciado, ou seja, os gêneros do discurso, que são tão indispensáveis quanto as formas da língua”.
Bakhtin (2005) afirma que um gênero sempre recorda o seu passado.
o enunciado é um elo na cadeia da comunicação verbal e não pode ser separado dos anteriores que o determinam.
(BAKHTIN, 2000, p. 320)
As mudanças históricas dos estilos da língua são indissociáveis das mudanças que se efetuam nos gêneros do discurso.
(BAKHTIN, 2000, p. 285)
Na comunicação verbal, há muitíssimos tipos de enunciados avaliatórios, bastante padronizados, ou seja, um gênero do discurso valorativo que expressa o elogio, o encorajamento, o entusiasmo, a reprovação, a injúria: ‘Ótimo!’, ‘Ânimo!’, ‘Bravíssimo!’, ‘Que horror!’, ‘Burro!’, etc.
(BAKHTIN, 2000, p. 309-310)
uma TD não se refere somente a enunciados (gêneros) completos; pode comportar dentro dela outras tradições discursivas; pode se referir a uma determinada forma textual ou a determinados elementos linguísticos.
a forma “Era uma vez” é entendida como uma tradição, um modo de dizer que se repete, dentro da tradição discursiva conto de fadas.
“Entre as tradições discursivas, encontram-se os tipos de texto (gêneros ou classes do discurso)”
(LAMAS, 2006, p. 7)
traços tradicionais dos textos, características que costumam aparecer nos discursos: todos ou quase todos os falantes que empregam cada gênero as seguem; e todos ou quase todos as esperam no falar dos demais. Funcionam, operando sob traços essenciais, como convenções de grupos de falantes. São, em síntese, tradições discursivas regulares
(COSERIU, 1980 [1955])
“uma TD não é sempre um texto repetido sempre da mesma maneira, pode ser também uma forma textual ou uma combinação particular de elementos”
(KABATEK, 2005, p.161)
No estudo das TD, podemos distinguir três enfoques fundamentais:

1º) os fatores históricos que levam à criação ou à adoção de novas TD;

2º) a descrição das características particulares das diferentes TD;

3º) a relação entre as TD e a história da língua em geral (KABATEK, 2005)
quando se estuda a história de uma língua se estuda a história dos textos nessa língua – estudam-se textos de diferentes épocas, textos representativos dos respectivos estados de língua.
as TD condicionam o emprego dos meios linguísticos; pode haver variação de meios se houver variação das TD
algumas TD preservam elementos que em outras não se encontram mais (mesóclise em convite de casamento; “venho por meio destas mal traçadas linhas”; “um criado a seu dispor” etc.)
Exemplos
Abertura (peça inaugural) de um processo criminal de 1931

Disgestivo Picard [A Lucta - Sobral 21 maio 1921]
Guaraná Espumante [1921]
o termo “acentua a historicidade dos textos, uma característica que não se refere à particularidade histórica do texto concreto, mas à convencionalidade e à regularidade que marcam o texto concreto como um produto da aplicação de determinados padrões midiáticos e conceituais e como pertencente a um gênero histórico e, além disso, a um universo discursivo.
(ASCHENBERG , 2003, p. 8)
Referências
www.tradice.ufc.br
aurea.ufc@gmail.com
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