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Um comunista - Caetano Veloso: Análise da história de Carlos Mariguella

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Letícia Rosa

on 8 June 2016

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Transcript of Um comunista - Caetano Veloso: Análise da história de Carlos Mariguella

Um Comunista
Caetano Veloso é um músico, produtor, arranjador e escritor brasileiro.
Viveu durante a ditadura de 1964 no Brasil. Em 1969, foi preso pelo regime militar e partiu para exílio político em Londres. (1969-1971)

Em 27 de dezembro de 1968, Veloso e o parceiro Gilberto Gil foram presos, acusados de terem desrespeitado o hino nacional e a bandeira brasileira. Foram levados para o quartel do Exército de Marechal Deodoro, no Rio, e tiveram suas cabeças raspadas.
A música
Um comunista
foi lançada em 2012, junto do álbum vencedor do Grammy Latino,
Abraçaço.
1911 - 1969
Carlos Marighella
foi um político, guerrilheiro e escritor brasileiro, e, a partir de 1964, um dos principais organizadores da luta contra a ditadura militar.
Um Comunista
Caetano Veloso

Um mulato baiano,
Muito alto e mulato
Filho de um italiano
E de uma preta hauçá

Foi aprendendo a ler
Olhando mundo à volta
E prestando atenção
No que não estava a vista
Assim nasce um comunista

Um mulato baiano
Que morreu em São Paulo
Baleado por homens do poder militar
Nas feições que ganhou em solo americano
A dita guerra fria
Roma, França e Bahia

Os comunistas guardavam sonhos
Os comunistas! Os comunistas!

O mulato baiano, mini e manual
Do guerrilheiro urbano que foi preso por Vargas
Depois por Magalhães
Por fim, pelos milicos
Sempre foi perseguido nas minúcias das pistas
Como são os comunistas?

Não que os seus inimigos
Estivessem lutando
Contra as nações terror
Que o comunismo urdia

Mas por vãos interesses
De poder e dinheiro
Quase sempre por menos
Quase nunca por mais

Os comunistas guardavam sonhos
Os comunistas! os comunistas!
O baiano morreu
Eu estava no exílio
E mandei um recado:
"eu que tinha morrido"
E que ele estava vivo,

Mas ninguém entendia
Vida sem utopia
Não entendo que exista
Assim fala um comunista

Porém, a raça humana
Segue trágica, sempre
Indecodificável
Tédio, horror, maravilha

Ó, mulato baiano
Samba o reverencia
Muito embora não creia
Em violência e guerrilha
Tédio, horror e maravilha

Calçadões encardidos
Multidões apodrecem
Há um abismo entre homens
E homens, o horror

Quem e como fará
Com que a terra se acenda?
E desate seus nós
Discutindo-se Clara
Iemanjá, Maria, Iara
Iansã, Catijaçara

O mulato baiano já não obedecia
As ordens de interesse que vinham de Moscou
Era luta romântica
Ela luz e era treva
Venta de maravilha, de tédio e de horror

Teve ao todo quatro passagens pela prisão, onde sofreu espancamentos e torturas, sendo a primeira delas aos vinte anos de idade.
Carlos Marighella vivenciou a repressão de dois regimes autoritários: o Estado Novo (1937-1945), de Getúlio Vargas, e a ditadura militar iniciada em 1964.
Durante a ditadura na Era Vargas, foi preso por subversão e torturado pela polícia de Filinto Müller duas vezes. Ficou na prisão até 1945, quando foi beneficiado com a anistia pelo processo de redemocratização do país.
Sua primeira prisão ocorreu em 1932, após escrever um poema contendo críticas ao interventor Juracy Magalhães.
1946: Elegeu-se deputado federal constituinte pelo PCB.

1947: Perde o mandato.

1953: Conhece de perto a Revolução Chinesa.

1964: Foi baleado e preso por agentes do Dops dentro de um cinema, no Rio.

1967: É expulso do PCB, por divergencias políticas.

1968: Funda o grupo armado Ação Libertadora Nacional.
Em 1936, abandonou o curso de Engenharia Civil e se filiou ao Partido Comunista Brasileiro (PCB), na época dirigido por figuras históricas como Astrojildo Pereira e Luís Carlos Prestes.
A organização participou de diversos assaltos a banco e do sequestro do embaixador norte-americano Charles Elbrick, em setembro de 1969, numa ação conjunta com oMovimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8). Depois, o embaixador foi trocado por 15 presos políticos.
Foi morto a tiros por agentes do Dops, em uma ação gigantesca coordenada pelo delegado Sérgio Paranhos Fleury. A morte de Marighella marcou a história da resistência armada urbana à ditadura militar no Brasil. A ALN continuou em atividade até o ano de 1974.
Apesar de não ter chegado a conhecer Marighella, Caetano estabeleceu um contato indireto com o comunista por meio de uma colega, Lourdinha, que militou com ele e também foi presa. Na época, Lourdinha pediu que o artista desse “apoio logístico à guerrilha de Marighella”. Caetano comenta:


“Eu fiquei mais ou menos inclinado a talvez fazer isso, se me fosse possível, se soubesse como, porque eu o admirava, mas eu temia, possivelmente não chegaria a fazer.”
“É o tempo natural da respiração histórica a respeito da memória de Marighella. Jorge Amado passou a vida sonhando em ver um monumento a Marighella em Salvador. Pedaços desse monumento inexistente são o livro, o filme, a música dos Racionais e a minha canção, que são completamente diferentes. A dos Racionais é uma típica peça de hip hop. A minha parece uma canção de protesto da época das canções de protesto. E eu quis que fosse assim. É uma resistência da canção”,
Ainda na prisão, feita em 1939, ele compôs o poema
Liberdade.

“(…)E que eu por ti, se torturado for,
possa feliz, indiferente à dor,
morrer sorrindo a murmurar teu nome.”

Em dezembro de 1968, Caetano Veloso e Gilberto Gil foram presos em São Paulo. Tiveram suas cabeças raspadas, passaram dois meses na prisão e mais quatro em prisão domiciliar.

– Os militares queriam que deixássemos o país – disse Caetano – Eles nos deixaram fazer uma apresentação para levantar dinheiro para as passagens de avião.
O compositor passou cerca de dois anos exilado.
Bibliografia:

http://www.batanga.com.br/2429/7-fatos-para-entender-quem-foi-carlos-marighella

http://memoriasdaditadura.org.br/biografias-da-resistencia/carlos-marighella/

https://ujceara.wordpress.com/2012/12/04/caetano-veloso-faz-cancao-em-homenagem-a-marighella/
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