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O BRINCAR & A REALIDADE D.W. WINNICOTT

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Fernanda Felartigas

on 30 May 2011

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Transcript of O BRINCAR & A REALIDADE D.W. WINNICOTT

O BRINCAR & A REALIDADE
D.W. WINNICOTT I. Objeto Transicional e Fenômenos Transicionais. 1. HIPÓTESE ORIGINAL

O bebê assim que nasce tenta a usar o punho, os dedos e os polegares em estimulação da zona erógena oral, para satisfação dessa zona. Após alguns meses bebês de ambos os sexos passam a gostar de brincar com bonecas, muitas mães dão a eles algum objeto em especial esperando que este se apegue a ele. 2. A PRIMEIRA POSSESÃO
O evento que começa com o simples punho na boca, por exemplo, vai se estendendo ao “não-eu” porém podendo ser por momentos o balbucio e após um objeto nas fronteiras do “polegar e a orelha do ursinho” FENÔMENOS TRANSICIONAIS (começa aproximadamente aos 4 e 6 anos, 8 e 12 meses de idade) i.Com a outra mão, o bebê leva um objeto externo (uma parte do lençol ou do cobertor, digamos) à boca, juntamente com os dedos, ou
ii.De uma maneira ou outra, o pedaço do tecido é segurado e chupado, ou não concretamente chupado,
iii.Desde os primeiros meses, colhe lã, acaricia-se, ou
iv. Faz movimentos bucais acompanhados por um som de “mum-mum”, balbucios, ruídos anais, as primeiras notas musicais, e assim por diante. Na experiência normal, uma das seguintes possibilidades acontece, complicando uma experiência auto-erótica como a de sugar o polegar: Esta por sua vez pode ser usada antes de dormir, constituindo uma defesa contra a ansiedade, especialmente a ansiedade do tipo depressiva.
Não há diferença entre meninos e meninas nos seus objetos transicionais (não-eu) Geralmente é dado um nome a esse objeto pela mãe, porém esse objeto nem sempre é dado pela mãe. Quando o desenvolvimento emocional é perturbado que a seqüência do uso desse objeto é rompido ou manter-se as ocultas. QUALIDADE DA RELAÇÃO COM O OBJETO: •O bebê assume direitos sobre o objeto
•É amado e afetuosamente acariciado
•Ele nunca deve mudar, a menos que seja mudado pelo bebê
•Deve sobreviver a agressividade, ódio, etc
•Deve parecer que lhe dâ calor, que se move ou que faça algo que mostre que tem realidade própria
•Não é uma alucinação
•É gradativamente descatexiado. Perde o significado, se espalha por todo o território, pelo mundo externo, por todo o campo cultural (na vida adulta). RELAÇÃO COM O OBJETO INTERNO MELANIE KLEIN (1934) RELAÇÃO COM O OBJETO INTERNO MELANIE KLEIN (1934)

•Objeto transicional não é um objeto interno

Ilusão-desilusão

•Não há possibilidade nenhuma de um bebê progredir do principio de prazer para o principio de realidade a menos que exista uma mãe suficientemente boa. (FREUD, 1923).
•Se o bebê conseguir superar o fracasso materno, pode vir a lucrar com isso. II. Sonhar, Fantasiar e Viver: Uma História Clínica que Descreve Uma Dissociação Primária
Uma história clínica que Descreve Uma Dissociação Primária Sonho ajusta-se ao relacionamento com os objetos do mundo real
Viver no mundo real ajusta-se ao mundo onírico por formas que são bastante familiares.
Caso clínico e a diferença qualitativa entre sonhar e fantasiar Diga-me, me visto de modo demasiadamente infantil, considerando que sou de meia-idade? Uma semana antes... É interessante como este sonho parece manifestar o desejo de ter um filho contradizendo meu pensamento consciente.
O brincar criativo não presença a fantasia, é afim ao sonhar e ao viver
O fantasiar interfere na ação e na vida no mundo real ou externo, mas interfere muito mais no sonho e na realidade psíquica pessoal ou interna, o cerne vivo da personalidade individual. Naquela noite acordei a meia noite e me vi cortando febrilmente, planejando, trabalhando no molde de um vestido. Estava prestes a fazê-lo e muito excitada. Isso é sonar ou fantasiar? Não sabemos... III. O Brincar: Uma exposição Teórica A psicoterapia se efetua na sobre posição de duas áreas do brincar, a do paciente e a do terapeuta. A psicoterapia trata de duas pessoas que brincam juntas.
Em conseqüência, onde o brincar não é possível, o trabalho efetuado pelo terapeuta é dirigida então no sentido de trazer o paciente de um estado em que não é capaz de brincar para um estado em que o é. Brincadeira e Masturbação
•É verdade que quando nos defrontamos com a masturbação sempre pensamos: qual é a fantasia?
•Quando observamos o brincar, tendemos a ficar imaginando qual é a excitação física que está vinculada ao tipo de brincadeira que assistimos. O elemento masturbatório está essencialmente ausente no momento que uma criança brinca; ou seja quando uma criança está brincando, a excitação física no envolvimento instintual se torne evidente, então o brincar se interrompe ou se estraga.
Melanie Klein estudava a brincadeira, não é exatamente uma crítica a esta teoria mas é um comentário que o psicanalista está mais ocupado na brincadeira que no olhar da criança e sua personalidade. O brincar de crianças aplica-se também aos adultos; apenas a descrição torna-se mais difícil quando o material do paciente aparece principalmente em termos de comunicação verbal. Manifesta-se, por exemplo, na escolha das palavras, nas inflexões de voz e no senso de humor. Fenômenos Transicionais
São fenômenos universais.
Wulff (1946) - O fetiche pode representar um substituto do corpo da mãe, de uma parte (conforme com a hipótese freudiana), ou de sua totalidade. Wulff propõe uma espécie de genealogia do fetiche, interpretando seus diferentes significados e formas de expressão nas distintas fases do desenvolvimento. Na sua origem o fetiche se relacionaria a ansiedades da fase oral, ligadas à amamentação e ao desmame. A descrição, porém, que faz Wulff dos "objetos-fetiche" em seus estágios iniciais parece aproximá-los dos objetos transicionais encontrados no desenvolvimento normal. O BRINCAR NO TEMPO E NO ESPAÇO O brincar tem um tempo e um espaço. Não é “dentro” (infelizmente a palavra “dentro” possui muitos e vários usos no estudo psicanalítico). Tampouco é fora, o que equivale dizer que não constitui parte do mundo não-eu, aquilo que o individuo decidiu identificar (com dificuldade e até mesmo sofrimento) como verdadeiramente externo, fora do controle mágico. Para controlar o que está fora, há que fazer coisas, não simplesmente pensar ou desejar, e fazer coisas toma tempo. Brincar é fazer. É a brincadeira que é universal e que é própria da saúde: o brincar facilita o crescimento e, portanto, a saúde: o brincar conduz aos relacionamentos grupais; o brincar pode ser uma forma de comunicação na psicoterapia; finalmente, a psicanálise foi desenvolvida como forma altamente especializada do brincar, a serviço da comunicação consigo mesmo e com os outros. TEORIA DA BRINCADEIRA Veremos a que lugar pertence o brincar: a)O bebê e o objeto está fundido um no outro. b)O objeto é repudiado, aceito de novo e objetivamente percebido. Isto significa que a mãe (ou parte dela) se acha num permanente oscilar entre ser o que o bebê tem capacidade de encontrar e (alternativamente) ser ela própria, aguardando ser encontrada. Com tudo o bebê tem um controle mágico, chamado de “onipotência”. c) A criança está brincando com base na suposição de que a pessoa a quem ama e que, portanto, é digna de confiança, e lhe dá segurança. Está disponível e permanece disponível quando é lembrada. d) Permitir e fruir uma superposição de duas áreas de brincar. Naturalmente é a mãe que brinca com a criança, introduzindo seu próprio brincar descobrindo como são várias as capacidades do bebê em aceitar as idéias que não lhe são próprias. Está com isto preparando o caminho para um brincar conjunto num relacionamento. PSICOTERAPIA •A brincadeira é extremadamente excitante. O brincar é por si mesmo uma terapia, pessoas responsáveis devem estar disponíveis quando crianças brincam, não necessariamente ingressando no brinquedo das crianças. •A característica essencial é que o brincar é uma experiência, podendo ser criativa e a continuidade espaço-tempo, forma básica do viver. • O brincar das crianças possui tudo em si. • A observação de uma ora marcada. •O brincar deve ser espontâneo. •A criança que brinca habita uma área que não pode ser facilmente abandonada, nem tampouco admite facilmente instruções. •Essa área do brincar não é a realidade psíquica interna. Está fora da criança, mas não é o mundo externo – a criança põe para fora uma amostra do potencial oriundo e vive com essa amostra num ambiente escolhido de fragmentos oriundos da realidade externa. •O brincar envolve o corpo. •Brincar, essencialmente, satisfaz, mesmo que haja um grau elevado de ansiedade. IV. O Brincar: A Atividade Criativa e a Busca do Eu (Self)
É no brincar, e talvez apenas no brincar, que as crianças ou adulto fruem sua liberdade de criação.
Se o terapeuta não pode brincar, então ele não se adéqua ao trabalho, se é o paciente que não pode então algo precisa ser feito. O brincar é essencial porque nele o paciente manifesta sua criatividade. A BUSCA DO EU (self)
... É no brincar, e somente no brincar, que o individuo, crianças ou adulto pode ser criativo e utilizar sua personalidade integral: e é somente sendo criativo que o individuo descobre o eu (self). Aqueles que procuram nossa ajuda poderiam sentir-se curados com nossas explicações. Na prática isso não acontece, a explicação correta pode ser ineficaz. Essa pessoa necessita de um novo ambiente, novas experiências.
O terapeuta deve permitir ao paciente (no divã) que comunique uma sucessão de idéias, pensamentos, impulsos, sensações sem conexão aparente. (associação livre), pois é ali onde há ansiedade, intenção, falta de confiança, isto servirá como conexão com a associação livre. Talvez seja necessário aceitar o absurdo do paciente, sem que esse paciente tenha necessariamente organizar esse absurdo, pois o absurdo organizado já constitui uma defesa, tal como uma organização do caos é uma negação do caos. O terapeuta que não consegue receber essa comunicação empenha-se numa tentativa vã de descobrir alguma organização no absurdo, onde isso não existe. O terapeuta sem saber abandonou seu papel profissional, e o fez desviando-se para pior. V. A criatividade e Suas Origens A IDÉIA DE CRIATIVIDADE
Não é somente a criação bem sucedida. O viver criativo é um estado saudável e a submissão é uma base doentia. Viver no mundo:
•É através da apercepção criativa, mais do que qualquer outra coisa, que o individuo sente que a vida é digna de ser vivida.
•A submissão traz consigo um sentido de inutilidade e está associada à idéia de que nada importa e de que não vale a pena viver a vida.
• “É possível um individuo esquizóide levar uma vida feliz ou satisfatória e mesmo realizar um trabalho de valor excepcional”


Esquizóides e extrovertidos que não podem entrar em contato com seus sonhos sofrem a mesma insatisfação consigo mesmos. Têm a sensação de que algo está errado. ... Prisioneiros, mortos no campo de concentração, vítimas de perseguição de um regime político cruel, naturalmente poucas destas pessoas permanecem criativas, ou seja, referimo-nos à destruição da criatividade em indivíduos pela ação de fatores ambientais, numa data tardia no crescimento pessoal. O IMPULSO CRIATIVO pode ser considerado como uma coisa em si, estando presente tanto no momento de uma criança retardada que frui o seu respirar, como na inspiração de um arquiteto na construção de sua obra. OS ELEMENTOS MASCULINOS E FEMININOS EXPELIDOS (SPLIT-OFF) ENCONTRADOS EM HOMENS E MULHERES
•Homens e mulheres possuem ‘predisposição para a bissexualidade’
Caso Ilustrativo
O paciente sentia-se em relação comigo e esse sentimento era extremadamente intenso. ADENDO À PARTE CLÍNICA
a)Pode-se descobrir que a pessoa aparece projetada.
b)O elemento do outro sexo pode estar expelido (split-off).
c)Mistura de dissociações como defesa.
d)A parte do outro sexo expelido da personalidade tende a permanecer de uma só idade.
e)O homem que inicia menina na experiência sexual pode ser alguém que se sinta mais identificado com a menina do que consigo mesmo, o que lhe concede a capacidade de ir até o fim para despertar o sexo da menina e satisfazê-la.
f)Na evolução do mito grego, os primeiros homossexuais imitavam os comportamentos femininos, deus Zeus. VI. O Uso de Um Objeto e Relacionamento Através de Identificação ...ao interpretar, acredito que o faço principalmente no intuito de deixar o paciente conheça os limites da minha compreensão. Trata-se de partir do principio de que é o paciente, e apenas ele, que tem as respostas.
O sujeito permite que se efetuem algumas alterações no eu (self), alterações do tipo que nos levou a criar o termo catexia. O sujeito encontra algo seu no objeto podendo ser enriquecido pelo sentimento.
O analista (por mais que a psicanálise não valorize totalmente o ambiente) este deve levar em consideração a natureza do objeto, não como projeção, mas como coisa em si.
O bebê cria o objeto, mas o objeto ali estava, a espera de ser criado e de se tornar um objeto catexiado.
Para utilizar um objeto, o sujeito precisa ter desenvolvido capacidade para usar o objeto. Essa capacidade que falamos provém de um ambiente propício, é o processo de amadurecimento.
Entre o relacionamento e o uso existe a colocação, pelo sujeito, do objeto fora da área de seu controle.
Essa mudança (do relacionamento para o uso) significa que o sujeito destrói o objeto. Obtemos assim o objeto sobrevivente O sujeito diz ao objeto: ‘EU TE DESTRUI’ – ‘EU TE AMO’. ‘Tua sobrevivência à destruição que te fiz sofrer, confere valor a tua existência, para mim. Enquanto estou te amando, estou permanentemente te destruindo na fantasia (inconsciente). Enquanto o sujeito não destrói o objeto subjetivo (o material de projeção), a destruição surge e se torna características central, na medida que o objeto é objetivamente percebido, tem autonomia e pertence a realidade compartilhada. Se isto estiver acontecendo em uma analise o analista, a técnica analítica e o cenário analítico, todos entram como sobrevivendo ou não aos ataques destrutivos do paciente. O paciente pode unicamente alimentar-se do seu eu, e não pode usar o seio para nutrir-se, o paciente pode ter prazer na experiência analítica mas não sofrerá qualquer mudança. Por ser difícil para o analista os ataques do paciente, querendo assim analisar o que é dito pelo paciente. Neste caso é importante esperar que os ataques passem e após examinar o que aconteceu. O paciente por sua parte deve aceitar os riscos, os quais são passados pela transferência ao analista, após cada uma delas chega à recompensa em termos de amor, reforçado pelo pano de fundo da destruição inconsciente A mãe reage moralisticamente quando é mordida pelo filho principalmente quando esta criança nasce com um dente.
Bebês que foram bem cuidados nessa fase tem probabilidade de ser clinicamente mais agressivos, na teoria ortodoxa a agressividade é reativa ao encontro com o principio de realidade, ou seja, é o impulso destrutivo que cria a qualidade da externalidade. VII. A Localização da Experiência Cultural Na praia do mar de mundos sem fim, crianças brincam.
Tagore A brincadeira, na verdade, não é uma questão de realidade psíquica interna, nem tampouco de realidade externa. Se a brincadeira não se acha nem dentro nem fora, onde é que ela se acha?

Winnicott busca respostas no objeto transicional de primeira posse do não-eu já que significa a união do bebê com a mãe.
Por exemplo:
•O sentimento que a mãe existe dura x minutos;
•Se a mãe fica distante mais do que x minutos, o bebê utiliza o símbolo da união;
•O bebê fica aflito mas a mãe retorna em x + y minutos;
•Em x + y + z o bebê fica traumatizado, pois em x + y + z, o retorno da mãe não corrige o trauma do bebê, porém o mimar da mãe tenta “curar-lo”. O uso do objeto agora simboliza separadamente a união entre ambos, no tempo e no espaço.
É o eu (self) que tem que preceder o uso do instinto pelo eu (self); o cavalheiro deve dirigir o cavalo, e não se deixar levar. Como a frase de Buffion: ‘Le style est l’homme mêre’. Quando se fala de um homem, fala-se dele juntamente com a soma de suas experiências culturais. O todo forma uma unidade. Onde se localiza uma experiência cultural? VIII. O Lugar em que Vivemos Procuramos saber onde estou. Hipoteticamente podemos acreditar que será em nosso interior ou exterior, mas...
será tudo? Se examinarmos nossas vidas, provavelmente descobriremos que passamos maior parte de nossas vidas em outro lugar.
Onde? UMA ZONA INTERMEDIÁRIA
O que estamos fazendo enquanto ouvimos uma sinfonia de Beethoven, ao visitar uma galeria de pintura, lendo Troilo e Cressida na cama, ou jogando tênis? Quê está fazendo uma criança, quando fica sentada no chão sob a guarda da sua mãe? Quê está fazendo um grupo de adolescentes, quando participa de uma reunião de música popular?
... o gesto criador do bebê que estende a mão para a boca da sua mãe, tateia-lhe os dentes e, simultaneamente, fita-lhe os olhos, vendo-a criativamente. Externa = fixa
Interna = fixidez
Brincar = produto das experiências individuais
UM ESPAÇO POTENCIAL
Em certo momento assim como o bebê o paciente sente a necessidade de liberar-se e alcançar sua autonomia.
Como a separação ocorre entre o objeto e sujeito em aproveito de ambos? Pela confiança e fidedignidade da mãe, e no paciente ele percebe que o terapeuta não quer que este paciente seja dependente.
O AMOR DA MÃE OU DO TERAPEUTA, NÃO SIGNIFICA APENAS UM ATENDIMENTO ÀS NECESSIDADES DA DEPENDÊNCIA, MAS SIGNIFICA PASSAR DA DEPENDÊNCIA A AUTONOMIA.
UM BEBÊ PODE SER ALIMENTADO SEM AMOR, MAS UM MANEJO DESAMOROSO, OU IMPESSOAL, FRACASSA EM FAZER DO INDIVIDUO UMA CRIANÇA HUMANA NOVA E AUTONOMA. IX. O Papel do Espelho da Mãe e da Família no Desenvolvimento Infantil
O precursor do espelho é o rosto da mãe. •O sugar
•O manejo
•A apresentação do objeto
Um bebê ao seio, não olha para este, olha para o rosto da mãe, o que vê ali?
A mão passa seu humor ao bebê, a sua rigidez de suas próprias defesas.
Quando ele ah olha e não se vê a si mesmo, há conseqüências. (as crianças cegas necessitam ver-se refletidas por outros sentidos que não o da vista.
1.Sua capacidade criativa começa a atrofiar-se
2.Depois ele percebe que o rosto da mãe não é um espelho e começa a adaptar-se, porém, o humor da mão pode dominar-lo. Inter-relação em termos de identificações cruzadas (La interpretación em términos de identificación cruzadas, em Revista de Psicoanalisis, Tomo 25. N. 3\4 (1968), Buenos Aires)
Quando o individuo chega ao estádio da unidade, o qual chama de ‘eu sou’, o que também descreve Melanie Klein (1934) o que está dentro de mim é eu e o que está fora é ‘não-eu’. Desenvolvimento da teoria da ilusão e desilusão

•A mãe fornece a ilusão de que seu seio é do bebê, estando pelo controle dele.
•A aceitação da realidade nunca é completa, nenhum ser humano está livre da tensão da realidade (interna e externa) e o alivio dessa tensão é por uma área intermediária da experiência que não é contestada (arte, religião, etc)
•Na infância essa área intermediária é necessária para o inicio de um relacionamento entre a criança e o mundo. Muitos indivíduos experimentam a forma não criativa pela qual estão vivendo como se estivessem presos a uma máquina. Está é identificada como uma doença. Tudo o que acontece é criativo, exceto na medida em que o individuo é doente, ou foi prejudicado por fatores ambientais que sufocaram seus processos criativos. A destruição desempenha um papel na criação da realidade, colocando o objeto fora do eu (self)
O sujeito está criando o objeto no sentido de descobrir a própria externalidade e essa experiência depende da capacidade do objeto de sobreviver (sobreviver não significa retalhar) É importante a não-verbalização dos ataques do paciente ao terapeuta, é importante aqui a sobrevivência do analista, imaginemos então:
Quão traumática pode ser a morte irreal do analista!?
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